Septuaginta-Guia Histórico e Literário_Esequias Soares..pdf

March 27, 2018 | Author: Ulisses Hen | Category: Septuagint, Biblical Canon, Old Testament, Bible, Prophet


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© 20 0 9 Esequias Soares da Silva Revisão João Guimarães Capa Souto Crescimento de Marca Diagramação Sandra Oliveira Gerente editorial Juan Carlos Martinez I a edição - Agosto - 2009 Coordenador de produção Todos os direitos desta edição reservados para: Editora Hagnos Av. Jacinto Júlio, Tl 04815-160 - São Paulo - SP -Tel/Fax: (11) 5668-5668 h ag n o s@ h ag n os.co m .b r - w w w .hagnos.com .br Mauro W Terrengui Impressão e acabamento Imprensa da fé Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Soares, Esequias Septuaginta: Guia histórico e literário / Esequias Soares. São Paulo: Hagnos, 2009. Bibliografia. ISBN 978-85-7742-058-2 1. Bíblia. A. T. Grego - Versões - Septuaginta I. Título. 09-03861 índices para catálogo sistemático: 1. Septuaginta: Primeira versão grega do Antigo Testamento: Bíblia: Traduções 221.48 CDD-221.48 Sumário ALFABETO HEBRAICO ALFABETO GREGO INTRODUÇÃO 1. HISTÓRICO F o n t e s ju d a ic a s h e le n is t a s 7 9 11 15 15 15 16 17 17 18 19 A Carta de Aristeias Fílon de Alexandria Flávio Josefo Aristóbulo F Q o n t e s c r is t ã s u e s t õ e s s o b r e a o r ig e m d a s e p t u a g in t a Paul E. Kahle Paul A. de Lagarde 2. OS CÂNONES JUDAICO E ALEXANDRINO O CÂNON JUDAICO O arranjo do Cânon Judaico A classificação de Josefo Quando o Cânon Judaico foi definido? O CÂNON ALEXANDRINO 22 24 25 25 25 27 29 31 Os acréscimos O arranjo dos livros D a ta s de tra d u ç ã o 32 32 33 37 3. A LÍNGUA DA SEPTUAGINTA 4 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário L ín g u a h e b r a ic a L ín g u a a r a m a ic a L ín g u a g r e g a 38 39 39 40 41 42 44 45 47 47 50 O dialeto koiné — f) Koiyt] ôiáÀeKxoç Suas particularidades Nomes próprios O A A C NÍVEL INTELECTUAL DOS TRADUTORES CRÍTICA DOS ATICISTAS 4. A SEPTUAGINTA E O NOVO TESTAMENTO CHANCELA DE AUTORIDADE DIVINA it a ç õ e s d ir e t a s 5. OUTRAS VERSÕES GREGAS A SEPTUAGINTA E OS JUDEUS Á Q U IL A S ím a c o T e o d ó c io o u t e o d o c iã o Q u in t a , s e x t a , s é t im a 55 56 57 59 59 61 6. AS RECENSÕES A SEPTUAGINTA E O TEXTO MASSORÉTICO 63 63 67 67 68 69 71 71 71 11 73 74 74 76 76 77 77 AS RECENSÕES A Héxapla A recensão de Hesíquio A recensão de Luciano 7. O ANTIGO TESTAMENTO GREGO HOJE O S MANUSCRITOS Codex Vaticanus Codex Sinaiticus Codex Alexandrinus Codex Ephraemi Rescriptus E d i ç õ e s im p r e s s a s Edições diplomáticas Edições reconstituídas T r a d u ç ã o n a s lín g u a s m o d e rn a s Inglês S u m á r io 5 Espanhol Alemão Francês Italiano Hebraico CONCLUSÃO APÊNDICES ANEXOS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS B r e v e b ib l io g r a f ia c o m e n t a d a 77 78 78 78 78 79 83 89 99 99 99 99 100 100 103 105 Gramática Léxico Concordância Outros estudos BÍBLIAS OUTRAS OBRAS Alfabeto hebraico O alfabeto hebraico consta de 22 consoantes que são escritas e lidas da direita para a esquerda, escrevendo-se cada uma das consoantes isolada­ mente. Consoantes 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. T Nome 'alef bet guimel dalet he waw zain het tet yod kaf lamed mem nun sameh 'ayin pe sade qof res s taw ' B Som consoante não audível na palavra boi na palavra gato na palavra dado aspirado como em inglês house em W ashington ou em W alter na palavra zebra na palavra jiian na palavra tato na palavra rio na palavra carro na palavra lado na palavra mês na palavra nada na palavra sinal consoante não audível na palavra pato na palavra Tsunami na palavra cada na palavra rei na palavra chá na palavra inglesa thanks X n a T n : b g d h w z h t G D H W z J T I n £2 * 1 y k 1 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. n> b (O 0 1 D K L m n s ‘ P s M N S <P y < *!> 3 ' P TS C R CH TH < r > p 19. 20. 21. 22. q r s n t criando vogais em forma de sinais diacríticos sobre. entre os séculos V e IX.8 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário As vogais Os rabinos vocalizaram o texto bíblico consonantal. sob e dentro das consoantes para manter o texto bíblico intacto.a O é( ) i ('') ô (1 ) ü ( ) ) I ( ) õ ( ) ü( ) õ ( ) .ã (_) ê ( ) Semivogais .â (t ) ê ( ) Vogais breves . E o Texto Massorético. Vogais longas . sete vogais e 17 consoantes.ç 1 na m n x o p r s na palavra na palavra na palavra fi x o na palavra na palavra na palavra tolo p a to rei (ç é usada apenas no final de uma palavra) 19 — T 20 — Y 21 — 0 22 — X 23 — ¥ 24 — Q C O 1 V tau hypsilon T Y t y na palavra ou u tato em caso de ditongo m ü lle r na palavra alemã 4> X phi chi psi ômega PH CH OS O ph ch ps o na palavra filo so fia na palavra alemã na palavra ic h p s ic o lo g ia na palavra h o ra . a alpha beta gammag delta épsilon dzêta eta thêta iota kappa lam bda my ny ksi omikron Pi rho sigma A B G D E DZ E TH I K L M N X O P R S a b g d e z e na palavra na palavra na palavra na palavra na palavra na palavra na palavra a lta r boi g a to dedo m edo azar a tleta P Y 5 6 c T l 0 L K th i k na palavra inglesa thank v ida casa lado m ês nada na palavra na palavra palavra À n y S 0 T T P o . Maiúscula Minúscula Nome Som 1— A 2— B 3— r 4— A 5— E 6— Z 7— H 8 .0 9— I 10 — K 11 — A 12 — M 13 — N 14 — £ 15 — 0 i6 — n 17 — P 18 — S .Alfabeto grego O alfabeto grego consta de 24 letras. Seu objetivo é mostrar a ne­ cessidade de se conhecer a Septuaginta para entender o Novo Testamento e saber o que aconteceu com os textos hebraico e grego nos anos que pre­ cederam a fixação do Cânon Sagrado do Antigo Testamento. . língua. oi eß00|ir|K0yTa "os setenta".Introdução S eptuaginta . "a tradução pelos setenta hom ens". Agostinho de Hipona foi o primeiro a chamá-la de "Versão dos Setenta". A primeira versão grega do Antigo Testamento é conhecida como "Septuaginta".guia histórico e literário destina-se a oferecer uma inter­ pretação e um panorama histórico e literário da primeira tradução da Bíblia desde a sua origem até os dias atuais. cânon. similar à forma grega KftTCí xoO eß00|ir|K0VTa "conform e os setenta". termo que vem do latim e significa literalmente "septua­ gésim o". Hoje é conhecido também pelo nome de "Versão dos 1 A expressão grega ratà io0 eß6o|ir|K ovTix (kata tou hebdomekonta) aparece como nota no livro de Gênesis no Codex Vaticanus. O termo "Septuaginta" é uma forma abreviada da expressão latina interpretatio Septuaginta virorum. texto e edições modernas. abrangendo histó­ ria. usado pela primeira vez por Eusébio de Cesareia em História Eclesiástica.1 ou. todos usados por escritores cristãos do século II para referir-se a todo o Antigo Testamento Grego. em A Cidade de Deus. por 72 eruditos judeus enviados de Jerusalém para Alexandria e. armênia. ainda. Deissmann. (BHS) afirmou não se tratar de uma tradução. Sua influência nos escritores do Novo Testamento foi determinante. como disse Agostinho no século V: "a igreja recebeu a versão dos Setenta como se fora única e dela se servem os gregos cristãos. como fonte importante para o estudo da história da Bíblia Hebraica" (A Cidade de Deus. é a usada nas igrejas latinas. A LXX foi o Antigo Testamento dos cristãos até que o Ocidente impôs a Vulgata Latina. livro 18. sendo que a Peshita passou a exercer influência no Orien­ te e a Versão dos Setenta ficou no esquecimento. a começar pela Vetus Latina. pois a revelação divina saía do confinamento judaico para se tornar universal. "encarnava fundamentalmente a 'helenização do monoteísmo judaico'". mas de um "comentário teológico".C. editor da Bíblia Hebraica que leva o seu nome. tornando-se a Bíblia ofi­ cial da Igreja Ortodoxa Grega. e que veio a ser mais tarde a Biblia Hebraica Stuttgartensia. sendo as seguintes versões orientais filhas: cóptica. seguida das gótica e eslava. Tanto os apóstolos como os antigos escrito­ res cristãos encontraram nela uma fonte de conceitos e termos teológicos para expressar o conteúdo e o pensamento cristão. Bíblia Hebraica edid. A Bíblia de Alexandria representava muito mais que uma simples tradução. e identificada pelos algarismos romanos "LX X ". servindo de ponte linguística e teológica entre o hebraico do Antigo Tes­ tamento e o grego do Novo. cuja maioria ignora se há alguma outra. nos séculos seguintes. georgiana e etiópica. Rudolf Kittel. Versão de A lexandria". Serve. Ela foi usada pelas gerações de judeus helenistas por todas as partes do mundo antigo.43).it Rudolf Kittel (BHK).. Foi um empreendimento cultural sem precedentes na história da civilização ocidental.12 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Setenta. A língua cóptica era falada no Egito no período helenista e se dividia em . Segundo A. A tradução do Pentateuco do hebraico para o grego aconteceu na metade do século III a. Dessa versão dos Setenta fez-se a versão para o latim. Foi a Bíblia adotada pelos cristãos de língua grega. Foi a base das principais versões antigas da Bíblia. os outros livros do Antigo Testamento foram traduzidos. era o pensamento religioso semita à disposição do Ocidente numa língua indo-europeia. nessa época. abreviações e expansões. Entre 1798 e 1827. Com isso. inversão na ordem de capítulos e. às vezes. mas as evidências indicam que na época de Jesus o Cânon estava definido. Nesse contexto. Com o Renascimento cultural no século XVI. tendo a Vulgata Latina no centro da página. recomeça a busca do tex­ to hebraico. como o grego e o hebraico. as informações disponíveis são tardias e escassas. a língua original do Antigo Testamento. Essas traduções modernas falam por si só sobre a importância da Bíblia de Alexandria. o cardeal Francisco Ximenes de Cisneros preparou entre 1514-1517 a Poliglota Complutense.In tro d u ç ã o 13 vários dialetos. Assim. por leigos. Com a retomada do estudo das línguas clássicas. em 1850. ela se constitui uma fonte importante para o estudo da história da Bíblia Hebraica. O que aconteceu antes não invalidará o valor nem a autoridade das Escrituras Hebraicas e não comprometerá a sua inspira­ ção divina. conhecida também como "Poliglota de Alcalá". o interesse pelo estudo da LXX aumentou no século XX. apenas em sahídico foi traduzido o Antigo Testamento completo. mostrando al­ guns vislumbres sobre o que teria acontecido com os livros do Antigo Testamento na sua redação final. foi publicada a edição crítica de Holmes-Parsons com variantes textuais e. Estamos falando de uma tradução feita numa época em que o Cânon Sagrado ainda estava se desenvolvendo. novamente as Escrituras estavam acessí­ veis a uma camada de pessoas importantes e influentes. ga­ nhando novo fôlego com as descobertas de Qumran. e do texto grego do Novo Testamento. de versículos. A Versão dos Setenta lança luz sobre a história do texto hebraico nos últimos 250 anos que precederam o nascimento de Jesus. o italiano. o japonês. o coreano e até para a língua hebraica. Diversas edições gregas já foram publicadas e muitas traduções já estão disponíveis para várias línguas modernas como o inglês. o francês. Não é possível saber como os livros do Antigo Testamento foram produzidos. o espanhol. a LXX volta a ser lembrada e. existem traduções em todos eles. o alemão. Tischendorf lançou a sua edição da LXX. a Editio Princeps. . o que explica as diferenças entre o Texto Massorético e a LXX. A Vulgata Latina e a versão siríaca Peshita vieram do hebraico. Ela contém a LXX completa. edições críticas de livros individuais e de toda a coleção. . A Bíblia do judaísmo helenístico e da igreja dos primeiros cinco séculos de sua história é um texto de especial importância na ajuda para interpretar tanto a Bíblia Hebraica como o Novo Testamento. tudo o que está no texto grego estava nos substratos hebraicos usados como base na época da tradução. Muitos estudos foram publicados no século XX sobre a LXX.14 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário As descobertas do mar Morto são a confirmação de que os traduto­ res da LXX não inventaram nada. artigos e monogra­ fias em escala mundial. 2. - A edição da CPAD usa a expressão "Aristeu escreveu". 1983. de Fílon de Alexandria.C. . O texto em si se apresenta como ’Apioxéaç OiÀOKpoaeL "Aristeias a Filócrates". conhecida também como Aristeias (ou Aristeu) a Filócrates.C e 80 d. Muitos pais da igreja mencionam o evento com base direta e indireta nas informações dos citados escritos. de datação incerta entre 200 a.2 Segundo Fernández Marcos.C. Trata-se de uma obra pseudoepígrafa do judaísmo helenista. as Antiguidades Judaicas. e alguns fragmentos de Aristóbolo. mas a maioria dos críticos considera sua produção na metade do século II a. do historiador A carta de Aristeias É a fonte primária e mais completa. p.454). em um manuscrito de Paris (MACHO. o termo "C arta" ou "Epístola de Aristeias" só apareceu no século XIV. Livro XII. F o n tes ju d a ic a s helen istas A s fontes judaicas antigas que contam a origem da Septuaginta são a Carta de Aristeias. Josefo foi o primeiro a referir-se a ela chamando-a de "o livro de Aristeias".1 Histórico judeu Flávio Josefo. mas o texto grego registra: xò ‘Apiaraíou pipÀÍov "o livro de Aristeias" (Antiguidades. 12). a obra De Vita Mosis (Sobre a Vida de Moisés). escreveu sobre a origem da Septuaginta no livro dois de sua obra Sobre a Vida de Moisés. Ptolomeu IV. O sumo sacerdote retribuiu enviando uma carta e presentes ao rei. seu irmão. Enviou. O próprio Aristeias fez parte da comitiva enviada à Cidade Santa. que foram recebidos com festa pelo rei em Alexandria. a sua missão. ainda. que acolheu com aclamação unânime. em primeira pessoa. Demétrio leu o texto em voz alta para a comunidade judaica. O rei comissionou o bibliotecário Demétrio de Falero para reunir na Biblioteca de Alexandria a tradução de todos os livros do mundo. intercalada. Omitiu a leitura do texto para a comunidade judaica e o nome de Demétrio de Falero. pa­ trocinou a tradução das Escrituras dos judeus para a língua grega. .. O autor conta que o rei do Egito. uma comissão de tradução formada por 72 piedosos eruditos judeus.-50 d.C. cujos nomes são listados na Carta (§ 45-51). Aristeias assistiu à entrevista entre o rei e o bibliotecário. com diver­ sos diálogos e destinada a Filócrates. um tratado filosófico ou moral e narração de viagem. filósofo judeu de Alexandria (30 a. Terminado o trabalho. Filadelfo. em Jerusalém. O monarca enviou uma carta para o sumo sacerdote Eleazar.C). Seu relato parece indicar haver outra fonte da origem do texto. Enviou. ocasião em que fica comprovado o interesse pela tradução da lei dos judeus.C. proferindo palavra de maldição para quem acrescentasse algo ao texto ou tirasse dele alguma palavra (§ 307-312). pois acres­ centou e omitiu algo em relação a Aristeias: não mencionou o número de tradutores nem o tempo que a comissão levou para a tradução. cujo reinado foi entre 285 e 247 a. O relato da Carta afirma que esses 72 levaram 72 dias para concluir a tradução do hebraico para o grego.16 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Trata-se de uma narrativa de forma epistolar. solicitando uma cópia do texto hebraico e tradutores para a realização da obra. seis de cada tribo dos filhos de Israel. ainda. Esse recurso literário era empregado com frequência na antiguidade para apresentar uma teoria científica. presentes para o Templo e a notícia de que 120 mil judeus prisioneiros foram libertos por Ptolomeu. em que o autor narra. Fílon de Alexandria Fílon. Flávio Josefo Josefo (37-100) nada contribui além do que já existe. conside­ rou a tradução grega como "um único texto" tão inspirado quanto o texto original. p. 1968. menciona uma festa e um panegírico celebrados anualmente na ilha de Faros. Aristóbulo é citado por Clemente de Alexandria (Stromata. 39).1. que sugere. senão que os mesmos nomes e palavras. livro XIII. Aristóbulo Muitos afirmam tratar-se do mais velho dos cinco filhos de João Hircano. 1876).5 Aristóbulo afirma que poetas gregos como O termo grego usado por Fílon para "apontador" é úiropoleúç. da família Hasmoneana. 1968. porém. Filométor. 1979. História Eclesiástica. Ele deu caráter miraculoso e exagerado à narrativa.35).22. outra.41). . com duplo objetivo: homenagear o lugar da tradução e agradecer a Deus pela bênção (De Vita Mosis 2. intérprete" (LIDDELL & SCOTT. segundo Natalio Fernández Marcos: "no livro doze das Antigui­ dades parafraseia dois quintos da carta reescrevendo a história em estilo aticista" (MARCOS. outros. p. p.H is t ó r ic o 17 Fílon acrescentou que os tradutores escolheram o lugar para a tradu­ ção.153). como tradução feita "não por tradu­ tores. uns. comparável a Moisés.37). onde os tradutores ficaram iso­ lados um do outro: "Com o possuídos pela divindade profetizaram não. mas não há unanimidade quanto a sua identidade.10.12.32). reescreve o relato de Aristeias omitindo cerca de um terço dos parágrafos da Carta e a para­ fraseia. "aquele que lembra.148) e por Eusébio de Cesareia (Praeparatío Evangélica. E geralmente identificado com o preceptor de Ptolomeu II. instruir em mistérios" (LIDDELL & SCOTT. isto é. Sobreviveram cinco fragmentos e o que nos interessa é citado por Eusébio de Cesareia. como um apontador3 invisível lhes sussurrasse a cada um " (De Vita Mosis 2. livro 1. dos Macabeus. morto em 103 a.40). Em seguida. C. era usado para indicar "o que inicia alguém na religião de mistério" ou que ensina ritual. mas por hierofantes4 e profetas" (De Vita Mosis 2. ' O termo grego iepo4>ávur|ç "iniciar. 7. a ilha de Faros (De Vita Mosis 2. uma coisa. como aparece em Heródoto (História. 823) não aparece na Septuaginta. mencionado no livro apócrifo de 2 Macabeus 1. 7. 7). em sua primeira Apologia 31. livro I. en­ viaram a Ptolomeu setenta anciãos. para executar o trabalho que deseja­ va" (Contra as Heresias. "m as a tradução completa de toda a lei ocorreu no tempo do rei de sobrenome Filadelfo" (DINES. 2005. Irineu de Lião.149).18 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Homero e Hesíodo e filósofos como Pitágoras. Platão e outros abeberaram-se em Moisés e que havia porções do Pentateuco na língua grega. Justino. apresenta o mesmo relato sobre a comitiva de Ptolomeu enviada a Jerusalém pedindo que o sumo sacerdote desse uma cópia hebraica da Lei e tradutores para que a transpusessem para o grego: "Ptolomeu pediu. p. igualmente conhecedores da língua grega e depois enviaram ao rei com os livros divinos" (Stromata. elegeram setenta anciãos renomados e peritos nas Escrituras.2) e Clemente declara: "todavia. F o n tes c r ist ãs O relato de Aristeias reaparece nos pais da igreja. o Mártir. como Josefo. como E. Eusébio de Cesareia e Jerônimo. sob o domínio macedônio. Walter. então. 6 Justino confundiu o sacerdote Eleazar com o rei Herodes. mas arredondaram o número 72 para 70. os mais competentes nas Escrituras e no conhecimento das duas línguas. como Justino.6 Irineu de Lião e Clemente de Alexandria contam a mesma história de Aristeias. Irineu afirma: "Eles. o Grande. por meio de uma embaixada. Sócrates. que ainda estavam submetidos aos macedônios. Clemente de Alexandria. antes de Alexandre. Tertuliano de Cartago.4). mas há pesquisadores respeitáveis que aceitam a autenticidade do texto. Eusébio de Cesareia "extraiu aproximadamente um quarto do conteúdo dela nos livros oito e nove de sua obra Praeparatio Evangélica" (MARCOS. Agostinho de Hipona. 34). Tertuliano de Cartago reafirma o relato de Aristeias e menciona o autor da Carta dizendo: "Aristeias também confirmou essas coisas" (Apologética 18. o Mártir. . As fontes patrísticas são extensas. 22.2-4. livro III. mas somente alguns serão mencionados no presente trabalho. 21. Bickerman e N. nem sempre ele é mencionado em trabalhos acadêmicos. A maioria dos críticos discorda da declaração de Aristóbulo. que Herodes enviasse homens para verter para a língua grega" (1 Apologia 31. sejam devolvidos são e salvos. ordenas que estes homens. 15. livro II.H is t ó r ic o 19 1979. 2008. Há pelo menos seis datas di­ ferentes. Tackeray. O mesmo relato de Aristeias é recontado por Agostinho de Hipona em A Doutrina Cristã. St. visto que representa as doze tribos de Israel. 70 ou 72. Saúde" (§ 46). 39). Por isso alguns. foi o primeiro a apontar reservas sobre a historicidade da Carta. a falta de consistência é tanta que não cabe aqui considerá-la. e em A Cidade de Deus. em segui­ da. um humanista espanhol que viveu entre 1492-1540. O ambiente cultural da época condiz com o contexto apresentado na Carta: "O clima intelectual dominante corresponde perfeitamente com a descrição que a Carta de Aristeias faz da corte dos Ptolomeus e as atividades da Biblioteca" (MARCOS. na Vulgata Latina.C. seis de cada tribo. de modo que farás bem. desde 285 a 265 a. p. sim. apresentando . atribuídas à tradução. Quanto ao número de tradutores. livro 3. mas os críticos mais exigentes acham o número 72 significativo demais para ser simples­ mente arredondado. Quanto ao local. há diversas contradições entre o relato de Aristeias e os demais que se seguiram até os primeiros cinco séculos da Era Cristã. pois Aristeias afirma que eles representavam as doze tri­ bos de Israel. tão logo executem a tradução dos livros. seis eruditos de cada tribo: "temos escolhido na presença dos ilustres anciãos. é outro problema que muitos críticos levantam. e a Carta declara ainda: "terminaram a obra de tradução em setenta e dois dias" (§ 307).22. Muitos consideram como algo sensato. apesar de alguns apresentarem outras localidades. afirmam que o nome "Versão dos Setenta" ou "Septuaginta" não seria proveniente do número de tradutores. Jerônimo ridicularizou detalhes da Carta. J. e os temos enviado com a Lei. 28). Porém. mas não negou a sua historicidade. Luis Vives. A conclusão da maioria dos críticos é de que se trata de um relato histórico com alguns elementos fictícios ou lendários. Q u e stõ es so bre a o rig em da s ept u a g in t a A Carta de Aristeias era tida na antiguidade como texto histórico acrescido de detalhes por Fílon e pelos pais da igreja. A quase unanimidade gira em torno de Alexandria. oh! Rei. no prólogo do Pentateuco. como H. capítulos 42— 44. p. menciona seus nomes e no final do § 50 afirma: "num total de setenta e dois". Sobreviveram cerca de duas dúzias de manuscritos medievais da Carta. funcionário grego e adorador de Zeus. . em 1606. Mendelsohn-P. no volume dois da coleção Apócrifos dei Antiguo Testamento. em 1983. Há três interpretações básicas da Carta: a) defesa da tradução grega da Lei. o texto grego seria tão inspirado quanto o hebraico. A finalidade da Carta não parece necessariamente mostrar a origem da LXX. H. por L. dividida em 322 parágrafos. Hody mostrou-se também cético. André Pelletier preparou uma edição bilíngue grego-francês publicada pelas Les Editions du Cerf. Introduction to the Old Testament in Greek. J.20 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário objeções quanto a sua autenticidade. A última edição de Thackeray da Carta de Aristeias foi publicada em 2003. Em outras palavras. considerando o autor da Carta um falsário. ainda. publicado em Madri por Alejandro Diez Macho. o autor se apresenta como um não-judeu. um século mais tarde. cerca de 100 anos após o período de Ptolomeu Filadelfo. A primeira edição em língua moderna foi publicada em Leipzig. Estudiosos da primeira metade do século XX afirmaram haver anacronismos no texto de Aristeias e alegaram tratar-se de um texto pseudoepígrafo de ficção histórica e de autor fictício. Paris. b) propaganda em prol do judaísmo aos gregos e. em espanhol e em japonês. Justus Scaliger (1540-1609) manifestou a mesma dúvida e. Em 1962. A luz do § 16. em italiano. Wendland. Depois. Ela é em si mesma uma propaganda judaica da Lei e da Versão dos Setenta. O pensamento atual é que alguém procurou se passar por Aristeias. em catalão. dessa forma. para consubs­ tanciar a ideia de origem miraculosa com o objetivo de tornar a LXX em texto-padrão e. No mesmo ano. dar consistência ao judaísmo helenista. Fernández Marcos traduziu para o espanhol. John Thackeray publicou uma tradução na obra de Henry Barclay Swete. em 1900. Hoje existem traduções em alemão. em inglês. Henry St. mas os críticos são praticamente unânimes ao afirma­ rem que se trata de um falsário. mas defender a tradução dos ataques dos judeus da Palestina que acusavam seus irmãos da diáspora de usar um texto inexato. c) propaganda do judaísmo destinada aos próprios judeus defendendo as produções judaicas de Alexandria contra os ataques do judaísmo palestinense. em francês. língua usada entre vós. p ossu em seu sistem a de letras e tam bém têm sua p ron ú ncia própria. Lagos. o novo monarca. pois na Ju d eia u tilizam u m a escritu ra pecu liar. que em 298 passou a viver em Alexandria. P orém .H is t ó r ic o 21 D em étrio de Falero. "q u e faças isso? Tens a tua disposição todo o necessário para o serv iço ". d eu ordem de escrever ao su m o sacerdote dos ju d eu s a fim de levar a cabo o p ropósito (§ 9-11). para esses escritos fiquem também junto a nossos livros na biblio­ teca com os demais livros reais" (§ 38). se afirma o propósito real da tradução: pertencer à biblioteca. receb eu g ran ­ de qu antidad e de dinheiro pú blico para reunir. Como as datas dos eventos da época não são precisas. Su põe-se que em pregam o siríaco. em sua obra Vida de Filósofos Ilustres. As "transcrições" são interpretadas como traduções e o termo "síriaco" significa a língua aramaica. Q uand o o rei se in fo r­ m ou dos p orm enores. a questão do anacronismo pode facilmente ser superada. encarregad o da biblioteca do rei. Mais adiante. se possív el.. todos os livros do m undo. ó rei. Aqui. a Carta declara: "N ós decidi­ mos traduzir a vossa Lei para o hebraico.C. disse o rei. a língua grega. ao assumir o trono em 285. Estou inform ad o que os ju d eu s tam bém p ossu em certas leis que m erecem ser transcritas e fazer parte de tua biblioteca. trata-se de outro d ialeto". D em étrio re­ plicou: "p recisa tradu zi-las. porque aconselhou o rei a passar o trono para Ptolomeu Keraunos. P erg u n taram a ele na m inha presença. o projeto do rei. Este reinou entre 323 e 285 a. na corte de Ptolomeu I. com o os egípcios. ap roxim ad am en te quantos m ilh ares de livros já tinham sido colecionad os? Ele respondeu: "m a is de d uzentos m il. livro V. Ptolomeu II. dentro de suas p ossibilid ad es. mandou Demétrio para a prisão e depois fez que fosse mordido por uma cobra enquanto dormia. Assim. Demétrio de Falero (354-283) foi discípulo de Teofrasto e este de Aristóteles. m as estou m e apressand o para com p letar em p o u co tem po os qu inhentos m il que faltam . P or m eio de com pra e transcrições levou adiante. Filadelfo. "O que im p ed e". mas nunca trabalhou com o seu filho. m as isso é um engano. . Segundo Diógenes Laércio (200-250). p. Mas Diógenes Laércio faz menção a 45 obras de Demétrio de Falero e isso pode mostrar que sua presença no relato é pertinente: "A ssim . comum ainda hoje. MUNNICH. . como fiel herdeiro de Aristóteles e de Teofrasto. 20). pois não há provas da existência das haphtaroth no século III a. A justificativa apresentada por Aristeias parece mais convincente. Ezequiel e os doze Profetas M enores). dentre outros. para a segunda leitura das haphtaroth7 vindo em seguida os Profetas Anteriores e. contudo. depois os Profetas Posteriores (no Cânon Judaico: Isaías. seleção bíblica para a leitura na sinagoga. Demétrio se interessava pelas legislações estrangeiras.. e defendida por diversos críticos. Jerem ias. A pesar de o próprio texto de A risteias afirmar que a tradução foi uma iniciativa de Ptolomeu II. DORIVAL. a teoria de Thackeray foi ampliada incluindo as necessidades educativas. Uns acreditam ser por razões apologéticas. 1983. 45).22 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Apesar da influência de Demétrio.C. uma da Lei e outra dos Profetas. Stricker. cujo interesse pelas leis bárbaras é bem conhecido. ideia ratificada posteriorm ente pela literatura helenista. Kahle Ele negou a historicidade da Carta e considerou-a como obra de pro­ paganda de uma edição do Pentateuco. reconhecida pela comunidade 7 Haphtharoth. Bickerman. outros. plural de haphtarah. Segundo Thackeray. O seu interesse pela Lei judaica não tem nada de inverossím il" (HARL. ele nunca foi seu bibliotecário e a responsabilidade de restaurar a biblioteca de Alexandria é ficção literária. há quem defenda a tese de m otivação litúrgica. rabínica e cristã. por fim. Ptolomeu II Filadelfo o desterrou em 285 porque foi contra a sua ascensão ao trono (MACHO. p. no século III a. segundo Fernández Marcos. 2007. Paul E.C. para favorecer o prose­ litismo. Torna-se difícil apresentar uma boa fundam entação para as teorias modernas. a origem da versão grega está vinculada às necessidades litúrgicas da sinagoga num projeto em quatro estágios: prim eiram ente uma pequena equipe teria traduzido a Lei. Barthélemy. os Hagiógrafos. Porém. Essa ideia foi descartada pela m aioria. 8). vol. como texto-padrão. mas dizia tratar-se de uma comissão de rabinos eruditos de Jerusalém para revisão. Por isso surgiu a necessidade de explicações orais em aramaico (Ne 8. A geração de judeus que retornou do cativeiro babilónico falava aramaico. 1. argumenta que ninguém faz propaganda de algo muito antigo. feita em hebraico nas sinagogas. declarando sobre a LXX: "Esse texto deve ser contemporâneo com a carta. reconheceu a existência do trabalho realizado na ilha de Faros. Kahle. 1968. ♦ Paul Ernst Kahle (1875 .H is t ó r ic o 23 judaica de Alexandria. tor­ na-se para Bentzen um fato. pois ninguém faz propaganda de uma coisa que tem cem anos. "Targum" em hebraico significa 'tradução". um dos editores da BHK (Biblia Hebraica Edidit Rudolf Kittel). . Aage Bentzen é um dos que concordam com Paul Kahle. ou m ais" (BENTZEN. como fato. datou-a no século II a.8 De­ fendeu a ideia de uma revisão de várias traduções gregas. Fonte: W ikipedia (Hebraico) A possibilidade de a Carta ser propaganda. Considerada.C. conforme relato de Fílon. p. 96). como os targumim aramaicos. que era a língua oficial do império e utilizada em todos os seus domínios. e "targumim" é o plural. Depois essas ex­ plicações foram escritas e são chamadas os targumim.9 Ele. entretanto. Os targumim são traduções parafraseadas do Antigo Testamento. do hebraico para o aramaico. Eles não entendiam bem a leitura da Lei e dos Profetas. defendida por Kahle. são poucos os Paul E. edição que precedeu a BHS (Biblia Hebraica Stuttgartensia). Todavia. a maioria usa a forma aportuguesada "targuns". Erudito e famoso orientalista alemão (1875 -1964). pois.1964). 1891). Hoje essa teoria de Paul Kahle não é mais admitida.1 0 De fato. Fernández Marcos conclui: "A s modernas edições críticas de Gotinga e os estudos mais recentes confirmam o acerto básico do enfoque de Paul de Lagarde. defendeu a ideia de um texto único. entretanto. p. o assunto será retomado mais adiante. revisões de um texto comum original" (MARCOS. Fonte: http://ww w .aegyptologie. mas afirma tratar-se da tradução apenas do Pentateuco. que preside os critérios editoriais da Septuaginta-Unternehmen de Gotinga. Fernández Marcos descarta tal hipótese: "A Septuaginta não é um Targum. Paul Anton de Lagarde (1827 . Os papiros mais antigos não apresentam formas tex­ tuais diferentes senão. admitiu a existência de elementos lendários nos relatos de Aristeias. Sobre a edição de Gotinga. a Carta é reconhecidamente posterior ao evento da tradução. de Lagarde Paul de Lagarde. enquanto uma minoria.gif 1 0 Paul Anton de Lagarde. de Kahle. p. 2008. de Josefo e de Fílon.de/gfx/lagarde. em resumo. Emanuel Tov afirma que grande parte dos eruditos segue a linha de Lagarde. 39). sobre o pressuposto de que em sua origem não houve mais que uma tradução de cada livro" (MARCOS. .uni-goettingen. e não de todo o Antigo Testamento. 39). erudito e famoso orientalista alemão (1827-1891). Seus seguidores são maioria e Bentzen nada comenta sobre Lagarde e sua conclusão. 2008. Paul A.24 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário seguidores dessa linha de raciocínio. contudo. reconheceu a historicidade do evento. 1 e 2Samuel. Esdras. Zacarias e Malaquias. o Cânon Judaico. os Históricos: Josué. 1 e 2Reis. Naum. divididos em Profetas Maiores: Isaías. Amós. Ezequiel e Daniel. os Proféticos . Obadias. leremias. Habacuque. Lamentações. A Lei compreende o Pentateuco. M iqueias. Históricos. Eclesiastes e Cântico dos Cânticos. os Poéticos: Jó. Rute. Ageu. Juizes.2 Os Cânones Judaico e Alexandrino quais seriam os livros desses cânones nas décadas que precederam a Era Cristã. Levítico. os cinco livros de Moisés: Gênesis. e em Profetas Menores: Oseias. Provérbios. Êxodo. Sofonias. Jonas. no arranjo e no conteúdo. Poéticos e Proféticos. 1 e 2Crônicas. Neemias e Ester. pois se constitui de 24 . Salmos. É difícil saber exatamente Os livros do nosso Antigo Testamento estão classificados em Lei. loel. O CÂNON JUDAICO O Cânon da LXX diverge da coleção dos livros sagrados dos judeus. Números e Deuteronômio. 0 arranjo do Cânon Judaico O arranjo dos livros das Escrituras Hebraicas é diferente da LXX e dos demais cânones da primeira parte da Bíblia. ] E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés. dos Reis. O Cânon Judaico é geralmente identificado na literatura antiga por suas três partes que justificam . Profetas e Escritos".27. São exatamente os mesmos 39 livros do nosso Antigo Testamento. E identificado como Texto Protom assorético. na totalidade somam 24 livros. ainda hoje. Parece que o Senhor Jesus se referia a ele em Lucas 24. mas arranjados de forma diferente. talvez isso justifique o uso desse livro para representar a terceira parte das Escrituras Hebraicas. e nos Profetas. um livro.44). p. outro. as iniciais de cada palavra. A ordem dos livros e a sua classificação na tabela mostram nitidamente as três partes citadas pelo Senhor Jesus: "convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés. 44: "E . começando por Moisés e por todos os profetas. Essa característica tripartida aparece também em Fílon: "A s leis. outro. 2005. Megilloth e Históricos (Apêndice 1). e nos Salm os". com acentos de cantilaçâo e com notas que observam detalhes textuais" (FRANCISCO. quando os massoretas finalizaram a vocalização do texto e os seus ancestrais são os escritos do mar Morto. Profetas e Escritos ou Hagiógrafos. escritura".. vem de tmoç "santo. o nome dado pelos judeus às Escrituras Hebraicas: □’Ilirpl C IO ] rnin "Lei. os Hagiógrafos/1 em Poéticos. cujos livros estão classificados em Lei.C. e nos Salm os" (Lc 24.. outro. Os Profetas estão divididos em Anteriores e Posteriores. .26 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário livros. O texto Protomassorético é o consonantal usado desde a fixação do cânon até o século IX d. da mesma forma. sagrado" e de Ypa^ri "escrito.. explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras [. das Crônicas. os oráculos dados por inspiração dos profetas e os Salmos 1 1 A palavra grega "hagiógrafos" significa "escrituras sagradas" ou "escritos sagrados". 1 2 O termo "massorá" ou seu derivado "massorético" é uma palavra hebraica que significa "tradição" e "refere-se ao texto da Bíblia Hebraica desenvolvido e padronizado pelos massoretas. Isso é mantido ainda hoje no Cânon Judaico. Os Salmos encabeçam os "Escritos". cuja sigla é ”pn (Tanach). que dotaram o texto consonantal hebraico com sinais vocálicos. e nos Profetas. e EsdrasNeemias. 94). os dois livros de Samuel.1 2 Os doze Profetas Menores são um só livro e. u m a (sic) sequên cia de p ro fetas não se lhes dá o m esm o créd ito. O s profetas qu e su ced eram a esse ad m irável legislad o r escreveram em treze ou tros livros tudo o que se passou depois de sua m orte até o rein ad o de A rtaxerxes. A classificação de Josefo Sua classificação é um pouco mais específica. hoje conhecidos como apócrifos e que continuam na Bíblia Católica por força do Concílio de Trenton. e aos qu ais so ­ m os obrigad os a prestar fé.. que refere tu d o o que aconteceu até sua m o rte. Os profetas que sucederam a esse admirável legislador escreveram em treze outros livros. N ós os con sid eram os com o d ivinos. com o an tes. T em os som ente 22 que co m p reend em tudo o que se p asso u . A Torá. fazem o s p ro fissão de o b serv á-los inviolav elm ente e m orrer com alegria se for n ecessário . na qual separa os livros inspirados e aceitos como sagrados dos demais livros.2). ou m esm o m od ificar-lh es a m ínim a coisa. C inco são de M oisés. m as com o n ão se teve. e em Josefo: "Cinco são de Moisés. cham am o-los assim . 25). de que acabo de falar e p elo s quais tem os tal resp eito.. e que se refere a nós. Os 22 livros são os mesmos 24 do atual Cânon Judaico. qu e n in gu ém jam ais foi tão atrevid o p ara ten tar tirar ou acrescen tar.. pois Juizes e Rute formam um livro. Jeremias e Lamentações. "Cinco . 1. rei dos p ersas e os ou tros livros co n têm h in os e cânticos feitos em lou vor de D eus e preceitos para os costum es. e os outros livros contêm hinos e cânticos feitos em louvor de Deus e preceitos para os costumes" (Contra Apion.OS CÂNONES JUDAICO E ALEXANDRINO 27 e outros livros por intermédio dos quais se incrementa e se aperfeiçoa o conhecimento e a piedade" (De Vita Contemplativa. E screveu -se tam bém tudo o que se p asso u d esd e A rtaxerxes até os nossos dias. desd e o co m eço do m u ndo até agora. d urante perto de três m il anos e a (sic) sequên cia dos d escen d en tes de A dão. para p ro v á-lo (Contra A pion. outro..2). filho de X erxes. 1. que os ou tros livros. Números e Deuteronômio. apresentam tais características. Ezequiel além dos doze Pro­ fetas Menores. quais são esses treze livros? Oito já conhecemos: quatro são os Profetas A nterio­ res: Josué. Lam entações." Sem dúvida alguma ele está se referindo à segunda parte. sobraram quatro livros: Salmos. Daniel. Sid Z. cinco livros classificados por Josefo como "Profetas". pois. temos de identificar quais livros. Se cinco livros são os de Moisés e treze são os livros dos Profetas. Esdras-Neem ias. se Josefo afirma que "os outros livros contêm hinos e cânticos feitos em louvor de Deus e preceitos para os costumes". quando o cânon judaico já os havia excluído: . Os católicos chamam os apócrifos de deuterocanônicos e os pseudoepígrafos. "Escritos Sagrados". Jerem ias. Leiman. "O s profetas que sucederam a esse admirável legisla­ dor escreveram em treze outros livros. como não o fazem até a atualidade. como antes. Êxodo. Eclesiastes e Cântico dos Cânticos. Juízes-Rute. Nós os chamamos de apócrifos e pseudoepígrafos. Essa classificação de Leiman foi feita pelo processo de eliminação e apresenta certa lógica. 1 e 2Crônicas e Ester (Apêndice 2). Levítico. fecha o cânon de 22 livros. no Antigo Testamento. Temos aí a primeira parte. Evidentemente que esses livros referem-se aos Hagió­ grafos.28 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário são de M oisés" trata-se de referência direta aos cinco livros do Pentateuco: Gênesis. em sua tese de doutorado no Departam en­ to de Estudos Orientais da Universidade da Pensilvânia. de apó­ crifos. Esses livros foram produzidos tardiamente e nunca fizeram parte do cânon sagrado. uma sequência de profetas não se lhes dá o mes­ mo crédito". e quatro são os Profetas Posteriores: Isaías. Os outros livros. acrescentou os seguintes livros: Jó. os Nevyim. a Torá. "os Profetas". na Bíblia Hebraica. porém. 1 e 2Sam uel e l e 2Reis. Os apócrifos e pseudoepígrafos Josefo distingue os livros inspirados dos apócrifos: "Escreveu-se tam­ bém tudo o que se passou desde Artaxerxes até os nossos dias. Dessa forma. Faltam. Eles foram reconhecidos pelos judeus de Alexandria como inspira­ dos. Provérbios. Os Profetas. mas como não se teve. em grego (termo usado para designar os Ketuvim). ainda. Essa tese foi usada no Sínodo de Jâmnia. no fi­ nal do século I d. Os livros pseudoepígrafos. tTTiypa(t)r|. e que finalm ente foram exclu íd os do cânon porqu e se p restav am a interp retações heterod oxas (G O N Z A L E Z . os apócrifos foram produzidos em grego. p. que significa "escondi­ do. mas evidências internas e externas parecem retroagir pelo menos 250 anos. 41).C. 6 para fundamentar essa crença. ou seja. vêm de duas palavras gregas que foram escritos sob um nome fictício. diz respeito aos livros Muitos críticos afirmam que isso aconteceu no Sínodo de Jâmnia. título. a tese de que não podiam ser aceitos os livros que não fossem escritos originalmente em hebraico. simplesmente substituiu o termo usado pe­ los rabinos por "apócrifos".C.. "inscrição. Cirilo de Jerusalém seguiu o mesmo pensamento. C ontud o. "falso".5. 2004. mas aguardavam o reavivamento profético com a vinda do Messias. oculto" e era usado para os livros secretos. fora do cânon sagrado dos judeus. Era crença dos judeus dos tempos interbíblicos de que a revelação se encerrou com Esdras. Na literatura apócrifa. secreto. epígrafe". vol. Quando o Cânon Judaico foi definido? i[j€Üõoç. Leiman argumenta que essa declaração revela a antiguidade do cânon. O termo "apócrifo" vem do grego áuÓKpu^oç. Essa literatura foi produzida numa época de agitação religiosa e política na vida do juda­ ísmo. Usavam Joel 2. e 100 d. ainda.28-32 e Malaquias 4. tam bém é p ossív el que esses livros tivessem grande au torid ad e tanto na P alestina quanto na d iáspora. ou mesmo modificar-lhes a mínima coisa". 1973. palavra que literalmente significa "falso escrito". 1. . pois já existia "m uito antes de Josefo ter nascido" (LEIMAN.O S CÂNONES JUDAICO E ALEXANDRINO 29 A interp retação tradicional é que os ju d eu s alexandrinos eram m ais liberais do que os da P alestin a e isto os levou a aceitar a inspiração divina de livros que não tinh am a m esm a au torid ad e en tre os ju d eu s palestinos. Os rabinos chamavam esses livros de "os de fora". Josefo declara ainda: "Ninguém jamais foi tão atre­ vido para tentar tirar ou acrescentar.C. Usavam. entre 300 a. . Eles se reuniram para debater sobre a permanência de Provérbios.6). nos dias do rei Josias (2Rs 22. do latim lam nia. De fato. é o prólogo do livro apócrifo de Eclesiástico. depois da ruptura com os samaritanos. 34)..C. segunda parte. Ne 8. Essa tradição realmente existe. muito tempo depois do encerramento do Cânon Judaico. um grupo de judeus foi viver em Yavne ou Jâm nia.C. Pelo menos o Pentateuco já apre­ sentava essa qualificação. e o muro de Jabné" (2Cr 26. Leiman. Quando a cidade de Jerusalém foi destruída. Há evidências bíblicas da existência de um cânon sagrado proveniente de Deus para vida e conduta do povo. entre 70 e 132 d. no ano 200 a.. Ester e Ezequiel nesse cânon.14. em Yavne. porém. Eclesiastes. mas não há relevante aceitação desse pensamento entre os eruditos. pois aguardavam a restauração de sua nação naqueles dias. visto que ele morreu na mesma época do referido Sínodo.C.C.8-13) e na época de Esdras e Neemias (Ed 7. de­ clara que a tradição rabínica defende a ideia de que o Cânon Judaico atual foi organizado por Esdras. a coleção dos Nevyim. Cântico dos Cânticos. a maioria afirma que o cânon do Antigo Testamento já estava definido a partir de 164 a. mas nada foi alterado.C. uma região na faixa de Gaza. na época dos Macabeus. Segundo a tradição judaica. como ninguém jamais ousou tirar ou acrescentar algo do texto se realmente tivesse sido estabelecido recentemente? O discurso de Josefo perderia sua consistência. portanto. a formação do cânon desenvolveu-se em três etapas sucessivas: a Torà.30 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário p.C. os rabinos convocaram um sínodo. O registro mais antigo do Cânon Judaico tripartido como o conhecemos retrocede ao sé­ culo II a. Nessa ocasião. Todavia. por volta do século V a. em meados do século II a. datado de 132 a. entre os anos 90 e 100 d. "quebrou o muro de Gate. O texto registra o seguinte: "Depois de dedicar-se intensamente à lei­ tura da Lei. Parece que esses cânones serviram de unidade básica para o cânon definitivo.C.C... A discussão era se esses livros "m anchavam 1 3 Essa cidade é mencionada na Bíblia. os Ketuvim ou Hagiógrafos. dos Profetas e dos outros livros dos antepassados".1-3).13 Os rabinos estabeleceram um governo provisório. Porém.C. O cânon dos essênios apresenta todos os livros do Cânon Judaico. deixaram um saldo de cerca de 200 manuscritos bíblicos do Antigo Testamento. foi encontrado completo.18). e difere do Cânon Judaico na apresen­ tação e no conteúdo. e 100 d. os seguidores da escola de Shammai consideravam excessivamente sensual o livro de Cântico dos Cânticos.C. principalmente os dez primeiros capítulos. texto-base que foi padronizado mais tarde e hoje é conhecido como "Texto M assorético". tais argumentos contrários não puderam prevalecer. nas cavernas de Uaid Qumran. Essas cópias foram produzidas entre 250 a. ex­ ceto o livro de Ester. se não fazia parte da coleção ou porque se perdera. Esses cinco livros eram reconhecidos como de procedência divina desde a sua origem pelo povo de Israel. O cânon na realidade estava terminado antes do tempo do sínodo. 1968. somente o rolo do profeta Isaías. cida­ de onde a tradução foi produzida. entre 1947 e 1964. a discussão era sobre a sua permanência: "o Sínodo de Jâmnia não definiu o cânon. datado do ano 100 a.2. Eclesiastes era demasiadamente cético (1.O S CÂNONES JUDAICO E ALEXANDRINO 31 a m ão". os demais são fragmentos com muitas lacunas. Diziam haver contradição em Provérbios 26. tendo o caráter de uma coleção que se originou do uso prático. cuja sigla é TM. p. Essa coleção judaica é identificada no presente trabalho como texto "Protom assorético". o livro de Ester passou a ser questionado por causa da ausência do nome de Deus e Ezequiel porque parecia contradizer a lei de Moisés. sendo ignorada a razão de tal ausência. quando as variadas escolas de pensamento no judaísmo levaram alguns a questionar a autoridade de certos livros para adaptar a suas ideias. maneira de identificar os livros canônicos. O sínodo dos rabinos tentou pôr à prova o direito dos livros de estarem no Livro" (BENTZEN. O problema aconteceu com o passar dos séculos. . mas empreendeu uma revisão.. 5. pois se deterioraram com o tempo. As descobertas dos manuscritos do mar Morto. 40).4. a LXX é conhecida como o Cânon de Alexandria. pois já se encontravam nele. A questão não era a aceitabilidade desses livros no cânon. 9. O CÂNON ALEXANDRINO Como já vimos.C. Bei e o Dragão 14). os poéticos ou sapienciais e. . consequentemente. Sabedoria 2.4— 16. Depois disso. dos quais sete são atualmente os conhecidos apócrifos anexados às edições católicas da Bíblia. mais os apócrifos e alguns pseudepígrafos. e. apenas 3 e 4Esdras. os do Pentateuco mantêm a mesma sequência. em seguida. 10. Tobias 4. sua segunda parte é conhecida como a Epístola ou Carta de Jeremias.24-90. Eclesiástico 3. Além disso. encerrando. clas­ sificados em: históricos. Oração de Manassés. no Concílio de Trento (1549-1563). os proféticos. A ordem dos livros da LXX é também diferente. 8.24) 9. o cânon com o livro do profeta Daniel (Apêndice 3). com o nosso Antigo Testamento. Os acréscimos da LXX são: 1. Suzana 13. Acréscimos ao livro de Ester (10. poéticos e sapienciais (alguns classificam como "didáticos") e apocalípticos. 3 e 4Macabeus e a Oração de Manassés não foram incorporados à Bíblia Católica. A diferença é que os apócrifos aparecem intercalados com os livros canônicos e a ordem dos Profetas Menores diverge um pouco da do Cânon Judaico.32 S e p tla g in ta - Guia histórico e literário Os acréscimos Contém todos os livros do Cânon Judaico. 1. 3 e 4Macabeus 7. O arranjo dos livros Desses livros. os Profetas Maiores aparecem depois dos Profetas Menores. Judite 5. No total são 15 livros apócrifos na LXX. assim. Acréscimos ao livro de Daniel (Oração dos Três Moços 3. 2. Há uma lista extensa desses livros apócrifos e pseudoepígrafos. Baruque. seguem os históricos. 3 e 4Esdras 6. Jerônimo inseriu-os na Vulgata Latina como apêndice histórico e informativo e não como inspirados por Deus. na corte de Ptolomeu II. 1-2 E sdras. D e fato. constituída de todo o Anti­ go Testamento e mais os apócrifos e alguns pseudoepígrafos.C. Tobias e Judite.C". alguns foram traduzidos a partir do hebraico ou aramaico e outros foram compostos originalmente em grego. Ezequiel. todos eles traduzidos provavelmente no final do século II a. há de ser dito que depois do P en tateu co a tradução dos Profetas A n teriores e Posteriores.. Entre os primeiros figuram Ben Siraque. p. C om o tem os dito. as tradu ções de R ute. os doze P rofetas e Salm os p od e situar-se no com eço do século II a. (M A RC O S. . foi a tradução apenas do Pentateuco.C. Toda a discussão levantada sobre a Carta de Aristeias diz res­ peito à Torá. 2008. L am en tações. uma tabela das primeiras conclusões em cinco colunas. No parágrafo seguinte ele apresenta os apócrifos que foram escritos originalmente em hebraico ou aramaico: "Dos livros que não aparecem na Bíblia Hebraica.O S CÂNONES JUDAICO E ALEXANDRINO 33 D atas de tr ad u ç ão A Versão dos Setenta. Gilles Dorival aprofunda o assunto no capítulo 3 de A Bíblia grega dos Setenta. e talvez a Carta de Jeremias. a tradu ção de Josu é. 1-4 R eis. C ântico dos C ânticos e Eclesiastes devem se situar no século I d. na página 89.C. Juizes. Jó e P rovérbios foram tradu zid os no final do século II a. quando os apócrifos e pseudoepígrafos escritos originalmente em grego foram produzidos. O que acon­ teceu em Alexandria. dos livros gregos cuja existência é atestada desde o século II a. segundo relatos de Aristeias. 4 5 .C. e talvez de Salm os. Ele não apresenta a data da tradução de Ester. Gilles Dorival apresenta. Porém. Baruque. Fílon e Josefo.C. 1-2 C rônicas. Isaías. não é a mesma Septuaginta que conhecemos hoje.4 6 ). Jerem ias. mas sabe-se por outras fontes que isso aconteceu em 78 ou 77 a. ao século I d. IM acabeus. analisando pormenores de cada livro tendo em consideração a avaliação dos críticos.C. D aniel. do mesmo modo. A ordem apresentada por ele é praticamente a mesma de Fernández Marcos: Q uanto à data de com p osição dos diferentes livros. É difícil saber como e quando os demais livros foram tradu­ zidos e. . p. O tradutor desculpa-se pelas falhas na tradução: Sois. Com base num estudo dos procedim entos de tradução. con vid ados a ler com ben evolên cia e atenção e a serdes ind u lgentes onde. O prólogo do livro apócrifo de Eclesiástico cita uma versão do hebrai­ co para "outra língua" da Lei. Alguns especialistas atribuem a Jó e a Provérbios um único tradutor. qu ando se traduz para outra lín gua. Josué. é possível mais de um tradutor. Jó.C. e os apócrifos com o Judite e IM acabeus. 2008. 1 e 2Crônicas. a d esp eito do esforço de in terp retação parecerm os enfraqu ecer algum as das expressões: é que não tem a m esm a força. Salmos e IM acabeus ainda são de confirmação duvidosa. foi possível estabelecer procedência geográfica da tradução de cada livro. Ezequiel.. com o as M egilloth. Baruque e a Carta de Jerem ias. Neemias. os P rofetas e o restan te dos livros têm grande diferen ça nos originais (A Bíblia de Jerusalém ). os doze Profetas Menores e Eclesiástico são atestados desde o século II a. além dos apócrifos 3M acabeus. como Provérbios. p ortanto. são Rute. Neemias. foram traduzidos na Palestina. não só este livro. Daniel. 2-4 Macabeus.34 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Na primeira coluna. .C. 1 e 2Reis. os Profetas A nteriores e Posteriores e alguns dos H agiógrafos.C. situação em que mais de um tradutor traduziu um só livro. Tobias. Jeremias e Carta de Jeremias.. m as a p ró p ria Lei. Provérbios. Jerem ias e Ezequiel (M ARCOS. Eclesiastes.C. Na terceira coluna Ester e Jó são atestados no século I a. dos Profetas e "o restante dos livros". Reis. Dorival afirma ser a Lei atestada desde o século III a. na segunda. 1 e 2Crônicas.C. porém . 46). Não se trata de cada livro ter um tradutor. como tam bém é perfeitam ente adm issível um tradutor traduzir mais de um livro. Juizes. 1 e 2Samuel. Em Alexandria foram traduzidos o Pentateuco. Os livros ausentes desde o século III a. G. Esdras. ao I d. aqu ilo que é dito originalm ente em hebraico. Salmos de Salomão. Cântico dos Cânticos. como Sam uel.C. com binado com a lexicografia. sendo que Esdras. ao passo que os dem ais. Sabedoria e Judite são atestados apenas no século I d. Isaías. na quarta. Baruque e Lamentações. há. de um texto pré-cristão e isso pode comprovar a existência do Antigo Testamento na língua grega. . alguns acham que essa informação não garante tratar-se do cânon completo.O S CÂNONES JUDAICO E ALEXANDRINO 35 Esse texto é datado do ano 132 a. pouco mais de 100 anos após a data da tradução registrada em Aristeias. Porém.. como o conhecemos hoje. naquela época.C. Trata-se. portanto. Traduzir é colocar em outra língua a mesma mensagem. isso comprova que o idioma não ficou estagnado. A linguística moderna veio mostrar que traduzir um texto estran­ geiro não é coisa simples. Os muçulmanos sequer reconhecem a tradução do Al­ corão em outras línguas. como o sânscrito para os hindus. Deus manifestou-se e manifesta-se a cada um de seus servos em seu próprio idioma. que não pode ser mudada nem corrompida. Desde os tempos do Antigo Testamento até hoje. pois. numa época em que talvez não existisse um léxico satisfatório de hebraico-aramaico e grego.3 A língua da Septuaginta referencial nem de modelo. Desde muito cedo na história do povo de Deus a revelação divina está à disposição de outros povos na língua de cada um deles. O desejo de Deus é que o homem conheça a sua vontade e não importa em qual nível de linguagem. para eles. a suposta inspiração só pode ser mantida na língua original. o mais significativo é a mensagem. O Antigo Testamento hebraico mostra a evolução da língua hebraica ao longo de sua história. e o árabe para o islamismo. ainda mais quando se considera o fato de ser um trabalho em que os tradutores não dispunham de um . O hebraico é falado ainda hoje em Israel. O estilo ou nível de linguagem não é de suma importância. Não existe na Bíblia o conceito de língua sagrada. algo típico em al­ gumas religiões não-cristãs. 18) com grandes semelhanças com o moabita. O nome "língua hebraica" não aparece no Antigo Testamento. Seria uma referência apenas ao Texto Protomassorético ou estava incluindo o Texto Alexandrino? Fílon de Alexandria reconhecia o mesmo status da LXX em relação ao hebrai­ co. Língua adotada pela família de Abraão no momento em que chegou a Canaã.11 e duas palavras em Gênesis 31. O apóstolo Paulo afirma "toda Escritu­ ra é divinamente inspirada" (2Tm 3. exceto Esdras 4. língua Judaica (2Reis 18. Foi a . e na época em que Israel falava aramaico. ao lado do hebraico. Jeremias 10.8— 6. L ín g u a h ebr aica O hebraico pertence à família das línguas que a filologia denominou de idiomas semíticos.11. Em princípio era um dialeto cananeu (Isaías 19. Neemias 13. Daniel 2. era chamada de "Língua Sagrada" e as Escrituras Hebraicas de "Língua de Canaã" (Isaías 19. uma língua aceita.16). pos­ teriormente. fenício e ugarítico. quando se traduz para outra língua. Veja que em Gênesis 31.28.38 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário As autoridades religiosas de Jerusalém e os judeus da diáspora acei­ taram pacificamente a tradução de suas Escrituras para a língua grega reconhecendo a sua autoridade. como língua sagrada.18. Isaías 36. Uma das condições estabelecidas em Jâmnia para reconhecimento de inspiração divina de um livro era a sua procedência hebraica.26.28.12-26. Sobreviveu por duas razões: Israel sobreviveu a todas as intempéries da vida ao longo dos quase 19 séculos de dispersão e pelo fato de ser a língua das Escrituras Hebraicas. 7. período mishnaico. E o idioma em que foi escrito originalmente o Antigo Testamento.4— 7. Assim era também chamada pelos tanaítas (sábios mishnaicos).47. O historiador Flávio Josefo chama esse idioma de a "Língua dos H ebreus".18). O temo hebraico rP“!3iJ "língua hebraica" veio dos judeus helenistas e é aplicado pela primeira vez à língua de Israel no prólogo do livro apócrifo de Eclesiástico: "é que não tem a mesma força. que foram escritos em aramaico. alguns rabinos consideravam o grego como tendo o estatuto da língua apta a expressar as palavras de Deus. Porém.24).47 Labão se expressa em aramaico e Jacó em hebraico. aquilo que é dito originalmente em hebraico". A LÍNGUA DA SEPTUAGINTA 39 língua falada por Israel durante o período bíblico. à família de Abraão como nome geográfico para identificar a terra dos patriarcas.6).22). o hebreu" (Gênesis 14. desde os patriarcas até pouco antes do encerramento do cânon sagrado dos judeus.r|v e 'eA. Síria" (2Sm 8. de fato. "QI7n C12N "Abrão. helenista" vêm de 'EAAáç. L ín g u a g r eg a O grego é a língua indo-europeia falada na Grécia. Há ainda outra palavra aramaica no Novo Testamento. o Grande.36). 41. fundador do Curso de Hebrai­ co da Universidade de São Paulo. Segundo o rabino dr. E muito comum entre os expositores da Bíblia afirmar que Jesus falava aramaico e que essa era a língua de seu povo naqueles dias. Frederico Pinkuss. Há quatro registros de palavras aramaicas pronunciadas por Jesus no Evangelho de Marcos: "Efatá.14. continuou como língua falada pelos judeus. a língua pertence.17. Deus meu. A última palavra aparece ainda mais duas vezes nos escritos paulinos (Romanos 8.13). .ÀrjVLKÓç "grego" ou 'eAAr)viarr|<.3 "porque. 10).12) e.34). Gálatas 4. por que me desamparaste?" (15. é: Deus meu. "Talita cumi. à família de língua semítica dos habitantes do deserto da Síria. que significa "O Senhor vem". a palavra habiru encontrada nas Cartas de Tel-el-Amarna seria a primeira raiz do nome "hebraico" (PINKUSS.41). mas nem por isso deixou de ser falada pelos judeus que viviam em Eretz Israel.4) vem de C"1K "Aram. " o que veio do além rio".15). A palavra hebraica m n i? aplicada primeiramente a Abraão: . Pai" (14. eloí. lemá sebactâni? Isso.2). em seguida. "m aranata" (ICoríntios 16. e "Aba. ou seja. Depois esse vocábulo aparece aplicado a José (Genêsis 39. traduzido. Tornou-se língua franca do Oriente Médio desde a ascensão do império babilónico até o advento de Alexandre. traduzido: Menina.C. "Eloí.. em 70 d. Disse José: in2]il 333. fui roubado da terra dos hebreus" (Gênesis 40.A . que.15. "grego. p. E até mesmo depois da destruição do Segundo Templo.6). isto é abre-te" (7. referência à pátria de Abraão que se localizava além do rio Eufrates (Josué 24. 1948. como o hebraico. Os termos eA . a ti te digo: levanta-te" (5. L ín g u a a r a m a ic a O termo "aram aico" ou "siríaco" (Daniel 2..34). como um dos resultados da helenização do mundo mediterrâneo. sob Filipe II. de Sófocles e de Eurípides. 67. 2007. 1991. rei da Macedônia. O dialeto koiné . mais popular do que literário" (HARL. dórico. Falado na ilha de Lesbos. nas ilhas de Creta e Rodes e no Peloponeso. o dialeto ático passou a ser "a língua geral de comunicação entre todos os povos de raça helénica e os que foram helenizados pelo avanço das conquistas do imperialismo macedônico. o vulgarismo. A LXX foi produzida nessa língua. ático e koiné. Olivier Munnich afirma: "de maneira geral.HORTA. Demóstenes e Esquine e do poeta cômico Aristófanes. p. A esse ático mesclado de formas jónicas e enriquecido cada vez mais de numerosas expressões da linguagem corrente. vindo a ser a língua internacional dos centros urbanos do Oriente e do norte da África helenizados (grego vulgar)" . professor de grego do Instituto Verdaguer de Barcelona. p. pode-se dizer que o léxico dos livros da LXX é o da Koiné alenxandrina. dos escritos apócrifos e pseudepígrafos e dos pais gregos. MUNNICH. era falado em Atenas e seus arredores. tendo à frente Alexandre Magno e seus diádocos. 1 4 O dr.2). e na maior parte das Ilhas Cicládicas e nas colônias jónicas. Com a unificação da Grécia. Nesse dialeto escreveram Políbio e Plutarco. foi que se chamou 'koiné diálektos' (língua comum). Tomo I. 12). p.1 4 as tragédias de Esquilo. na Tessália. Jónico é o dialeto de Homero. Hesíodo e Heródoto. Falado na Magna Grécia. Os principais dialetos gregos são: jónico. Era falado na Jônia. O ático superou os demais dialetos.í| koivti ôiáleKToç A koiné dialektos é o ático com influência estrangeira.40 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário "G récia" (At 2. Nele foram escritas as obras de filosofias como as de Platão e Aristóteles. dos historiadores Tucídides e Xenofonte. eólico. Jaime Berenguer Amenós. afirma que Aristóteles escreveu no dialeto koiné (Gramática Griega. É o grego do Novo Testamento. 221). DORIVAL. dos oradores Lísias. . na Beócia e na parte norte da Costa da Ásia Menor. O dórico é o dialeto de Píndaro e Teócrito e das poesias bucólicas e coral. região onde se localizam Efeso. já morto. atual Turquia. Esmirna e Mileto. O eólico é dialeto de Alceu e Safo de Lesbos. quando a koiné estava em sua fase inicial. O vav consecutivo é chamado também de vav conversivo. modismos e figuras de dicção à moda semítica im­ primem um selo novo à língua grega que conhecem os" (AMENÓS. 2003. p. O texto hebraico de Êxodo 1. substantivo. "os períodos se simplificam pelo domínio da coor­ denação sobre a subordinação das orações. "e ". simplicidade e. o conectivo "e". assemelha-se ao grego. 2003. é conjuntivo.A LÍNGUA DA SEPTUAGINTA 41 Suas particularidades Suas peculiaridades são facilmente observáveis no léxico e na sintaxe. conjunções e partículas. inglês and. S. pois. Quanto à sintaxe. prefixada à palavra seguinte. A frequência dessa conjunção no texto bíblico do Antigo Testamento é reduzida na tradução para . dá ao estilo soltura. como òó£a "opinião". o emprego de locuções. como o aoristo em grego. O semitismo é o principal fator natural dessa influência e isso constitui um dialeto à parte. adjetivo..e cresceram mais e mais xSfíPn . aparece na LXX como "glória. 248-258). em sua Gramática Griega. O vav conjuntivo ou conver­ sivo não é uma partícula independente como no grego português e. 1987.. * . a repetição de partículas como k ü í Í.e aumentaram “!Xp Cnx T ] “ 1X^2 THXrt V T T " ITíSIJ"! ..e se encheu a terra com eles T ■ - O primeiro vav (1).t n s binto1 ■ ■ t : ■ : 11S ’pni . apresenta as particularidades mais notáveis na morfologia e na sintaxe do dialeto koiné (AMENÓS. o u no latim e t. é a mesma partícula que vem prefixada às formas do imperfeito dos verbos hebraicos para expressar um passado narrativo.:■ : ---------------------------------. conjugação verbal. Jaime Berenguer Amenós.e se multiplicaram . em sua Gramática Grega (FREIRE. é. o mesmo fez também Antônio Freire. novo significado de palavras gregas. õé. Lõoi).. p.1 5 1 3 A função do vav conjuntivo (■).1). J.7 apresenta a conjunção "e " cinco vezes: c n x ynxn x b a m ixra “ ixraz m u in l a T i T I v t t . p. 248). e havia". Essas peculiaridades envolvem artigo. ou ainda no espanhol y. 255-260). emprego de preposições. T ■ - .: -. monotonia. é comum na literatura semítica. pronomes. latim e até mesmo ao português. O constante emprego de Koà para traduzir o hebraico ‘'PH "e aconteceu. mas os demais são consecutivos.e os filhos de Israel frutificaram . esplendor" (2Crônicas 7. kcc Í . àsvezes. como ÕÉi)iepovÓ[J.. Albert Pietersma e ou pesquisadores reconhecem que originalmente os tradutores empregaram KÚptoç "Senhor" para o Tetragrama.16 e a partícula Km “e" aparecem três vezes. com pletar.r|9úv9r|aav kocI x u õ o â o i èyévovTO K ai K a u ía x u o v oc|)óõpoi a<j)óõpa èTTÀr|0uyev ôè f] yf\ aírcoíx. e". mas no século I a. Nomes próprios A LXX emprega 9eóç para os nomes divinos Crí^N ( ’élõhím) "D eus" e (shadday) "Todo-poderoso". A conjunção "e " nas cláusulas inicial e final foi substituída pela partí­ cula õé "m as.C. é pospositiva.lov "segunda ou repetição da lei" (Deuteronômio 17.. 01 ôè u l o i Iopar|A. Há o neologismo apenas semântico. .9. sendo que IlavTOKpccTQp aparece 200 vezes para traduzir Shadai e Tsabaoth. Nem sempre o que é polissíndeto na língua original é também em nos­ sas versões ou mesmo nas versões antigas como a LXX e a Vulgata Latina.18). e " . Muitas palavras novas conhecidas somente na LXX foram atestadas em papiros de datas anteriores ao texto grego do Antigo Testamento. ser perfeito" passa a ser usado como "consagrar". da índole da língua para a qual o texto é traduzido e até mesmo do estilo e do nível de linguagem que os editores determinam. porém".33). (O destaque é nosso). "Exércitos". que aparece no livro apócrifo de 2Macabeus 13. quando anunciada por \ikv (men).OYécjO "falar segunda vez". a criação de palavras novas. como na consagração de Arão e seus filhos (Êxodo 29. Levítico 8.42 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário O polissíndeto no texto hebraico nem sempre é mantido em nossas ver­ sões. tendo em vista o público-alvo que pretendem al­ cançar.22. pode ser traduzida por "mas. A frequência de neologismos é menor do que se pensava até tempos recentes. o judaísmo palestínico estabeleceu um processo arcaico usando letras hebraicas qua- outras línguas. 1 6 A partícula ôé significa "mas. Esse polissíndeto foi mantido na LXX. r|i^ r |0 r|o a v Kjxi èrrÀ . quando se trata de palavra já conhecida que aparece com significado diferente como o verbo grego teA-etóco "acabar. pois depende muito do contexto. õeutepoA. cumprir. O neologismo. Veja o nome Aoculõ por extenso no Codex Vaticanus (Anexo 5. ou < p3"|2 líltí1 (Yeshua bin Nun). Os nomes próprios hebraicos que terminam em rr. e ’IqooOç. "m oço" como: Oúpiocç. ECeicíaç. O rolo dos doze Profetas. "C risto" e uioç [yc] "Filho". "A dão". "Senhor". em hebraico y ü irr (Yehoshua bin Nun). s).(yah) são flexionáveis e apresentam a forma semelhante ao substantivo v tctvíaç. "Jerusalém ". "M oisés". "M anassés". "cru z" e [J. oxaupót. Entre os anos 70 e 135 d. ’Appacqj. contudo. aparecem a primeira e a última letra [-o?. "hom em ". "O seias". p. "U rias".C. dentre outros. Aocuíõ. Os escribas cristãos introduziram na LXX o fenômeno do nomen sacrum. não são flexionáveis como ’Aõá|i.r|T:r|p [tíHp]. Outros três nomes são abreviados com a primeira e as últimas duas letras: U(XTr|p [rinpl. Depois se tornaram conhecidos como nomina sacra. oupa^óç [oyiioc].. presentes nos papiros e manuscritos do Novo Testamento e da LXX. "A braão". a substituição da transliteração por icúpioç é de ori­ gem cristã. "p ai". Aocutõ [ããa].16). Muitos nomes próprios. são 15 nomes e termos especiais abreviados por contração com um traço supralinear. Os quatro nomes seguintes são abreviados com as duas primeiras letras e a última: Trveup. "Jonas". "espírito". utiliza as quatro consoantes paleo-hebraicas para o nome divino m iT (YHWH). "salvador" e ’Iopar|À[ÍHA]. Os últimos três nomes são abreviados como seguem: àvGpQTTOÇ [\iioc]. ’O Ç eíaç.A LÍNGUA DA S e PTUAGINTA 43 dráticas.]. como se seguem: Qeóç. encontrado em Nahal Hever.a [rník]. Tr|aoüç [ic]. nomen sacrum. "Israel". forma . "Josué filho de N um " (Números 13. Xpiouóç [?cõ]. acoTtp [cHp]. assim os tradutores ou os judeus de fala grega que precederam a data da tradução do Pentateuco tiveram de estabelecer métodos para verter nomes de pessoas e de lugares. As palavras gregas podem terminar com qualquer vogal ou com as consoantes v. "D avi". "Jesu s". A mesma coisa acontece com o nome KÚpioç [kc]. ç (n. Segundo Paul Kahle. que já existia nos livros do Novo Testamento. por escribas cristãos. "m ãe". Mo)i3of|ç. 97). ’Iopocr]À. de origem semita. o uso de kyrios passou a ser padro­ nizado tendo a forma abreviada. O uso dos nomina sacra é menos rigoroso na LXX do que no Novo Testamento. receberam na desinência -ç. "D eus". "Ezequias". ’Iwvâç. [c tc ]. "céu " e ’IepouoaÀr||j [ unii]. como Mccvccoaf|Ç. O nome de Josué. Davi. Outros."Israel". "Jesus". r. A língua grega contém mais de um milhão de palavras e é muito rica em termos específicos para assuntos abstratos e filosóficos e para descre­ ver a vida política. ao passo que o repertório hebraico do Antigo Testa­ mento é de apenas oito mil vocábulos. antes mesmo de iniciar seu trabalho. DORIVAL. como a humildade humana diante de um Deus onipotente. senão um léxico bilíngue elaborado na comunidade judaica alexandrina.17). sendo que em 1Crônicas 7. O verbo grego T T O ié(jL > . por isso que muitas vezes um termo grego é usa­ do para traduzir diversos vocábulos hebraicos. MUNNICH. Mesmo assim. há também um número muito maior de palavras para expressar a benevolência que um hebreu pode esperar de um Deus misericordioso. 207). O vocabulário hebraico é também mais amplo para nome­ ar as diversas categorias de pequenos animais domésticos e até de diversas categorias de carneiros e bovinos. Segundo Olivier Munnich: "O s tradutores do Pentateuco encontraram. "sábado" na língua grega. "fazer. Essas diferentes culturas dificultavam a tradução de uma palavra hebraica de índole própria. realizar. "Páscoa" e o á ffia x o v . E provável que o léxico da LXX não nasceu somente da invenção dos tradutores" (HARL. etc. com um sentido específico para cada contexto. "Josué". . A LXX usa o nome ’I tiooO ç para Yehoshua ou Yeshua. pelo menos hábitos de equivalência entre os termos hebraicos e gregos.27 emprega Ir|aoue. As comunidades judaicas da Palestina mantinham estreitas relações com Alexandria durante o século III e o grego se tornara a única língua usual dos judeus do Egito.44 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário usual do período pós-exílio (Ne 8. o vocabulário religioso se fixou aos poucos por meio de prática oral na comunidade judaica alexandrina como n á o x a . A Concordance Hatch and Redpath traz essa lista com as respectivas referências bíblicas e também dos apócrifos. sem correspondência precisa na língua grega." traduz 118 verbos hebraicos. 2007. Provavelmente. O NÍVEL INTELECTUAL DOS TRADUTORES Os sacerdotes de Jerusalém mantinham contato com os judeus helenistas da diáspora e tinham perfeito domínio da língua grega. o léxico hebraico é mais rico em assuntos espirituais. p. afirmando: U m exam e sensato e criterioso da cond u ção dos apóstolos de Jesu s m ostra que.A LÍNGUA DA SEPTUAGINTA 45 Os críticos são praticamente unânimes quanto ao excelente conheci­ mento do grego e do hebraico dos tradutores do Pentateuco. costumavam chamar o estilo da literatura bíblica de "língua bárbara" da Bíblia. M as m e p arece que se Jesu s tinha escolhido hom ens sábios diante da opinião p ú blica. não é nada benevolente com re­ lação aos tradutores dos demais livros da LXX. para deles fazer os m inistros de seu ensinam ento. Orígenes. capazes de en ten d er e expressar (sic) ideias apreciadas pelas m u ltid ões. Essa forma de se expressar coincidiu com o apogeu do aticismo. e isso para atacar a fé judaico-cristã. e o caráter divino de sua d outrina não teria aparecido em toda a sua evidência. Emanuel Tov apontou ignorância dos outros tradutores afirmando que alguns deles chegaram até a "adivinhar" o sentido das palavras hebraicas pelo contexto ou usando termos gregos vagos ao passo que em hebraico são bastante precisos. que sed u zem seus ouvintes. livro por livro. pelo escasso nível artístico. pois eles verteram com sutileza e em excelente grego koiné as nuanças do texto hebraico. no entanto. no entanto. d aria com razão ensejo à su speita de ter pregad o conform e m étodo sem elh an te aos filósofos chefes da escola. Os opositores ao cristianismo. respondeu a Celso mostrando que os apóstolos não estavam interessados em ensinar a humanidade com a exibição métrica e artística. os pesquisadores os con­ sideram de competência desigual observada no estudo.C. pelo pod er divino eles en sin av am o cristianism o e consegu iam su bm eter os hom ens à P alavra de D eus. como Celso e Porfírio. N ão p o ssu íam nem (sic) eloquência natu ral nem ord en ação de sua m ensagem conform e os p roced im en tos dialéticos e retóricos dos gregos. na segunda metade do século I d. Su a doutrina e pregação teriam consistid o . A CRÍTICA DOS ATICISTAS A presença de sintaxe semítica e de neologismos para expressar conceitos judaico-cristãos chamava a atenção do leitor. A crítica moderna. 1. o Senhor Jesus teria fundado uma nova escola filosófica.62). Na verdade. se os escritores bíblicos estivessem preocupados com os artifícios retóricos e dialéticos dos gregos. .46 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário em d iscursos persu asivos da sabedoria com o estilo e a com p osição literária (Contra Celso. da literatura apocalíptica judaica e da literatura pagã.43). mas também na influência que ela exerceu sobre os apóstolos e os escritores cristãos que se seguiram. diz a Escritura. como: "está escrito.4 A Septuaginta e o Novo Testamento LXX foi a Bíblia do judaísm o helenista e dos apóstolos e dos cristãos dos prim eiros cinco séculos. mas nenhuma dessas obras jamais foi reconhecida interna ou externamente como inspirada. A simples citação de um livro no Novo Testamento não é. A CHANCELA DE AUTORIDADE DIVINA Encontramos no Novo Testamento citações do Talmude. como escreveu Agostinho de Hipona: "a igreja recebeu a versão dos Setenta como se fora única e dela se servem os gregos cristãos. em si. cuja m aioria ignora se há alguma ou tra" (A Cidade de Deus 18. ou fraseologia similar que identifique tal obra como parte das Escrituras Sagradas. . uma prova definitiva de sua autoridade como Escritura. Exceto se tal citação vier acompanhada da chancela de autoridade divina. A simples citação não é suficiente. Sua presença no Novo Testam ento não consiste apenas nos trechos citados de m aneira direta. para cumprir o que foi dito pelo profeta". e até na própria Bíblia. quando o escritor sagrado faz menção de outros livros sagrados. quando Faraó chamou os encantadores para imitar os feitos de Moisés..8).4. Josefo também registrou esse episódio. que fazem parte da literatura rabínica apocalíptica. O texto é uma referência a Êxodo 7.18.5.11.15). O apóstolo Paulo citou o Talmude ao mencionar os nomes de Janes e Jambres (2Timóteo 3. (Tito 1. Ele citou também um escritor pagão no seu discurso em A tenas:"[. Neemias 8. que é comemorada ainda hoje. está falando simplesmente sobre a resposta de Jesus aos ju ­ deus por ocasião dessa festa. um dos sábios da antiga Grécia. que viveu por volta de 300 a.] como também alguns de vossos poetas disseram: somos também sua geração" (Atos 17. dos judeus (Jo 10. usada nos textos pósexílio do Antigo Testamento (2Crônicas 30.28). de Cnossos. Isso encerra a suprema autoridade divina das Escrituras Sagradas em contras­ te com outras produções literárias. a Festa de Chanuka. marca de maneira definitiva a autoridade dos livros sagrados.36. que viveu por volta do século VI a.. Jeremias. os Profetas Menores e em Salmos. Epimênides. A Versão dos Setenta emprega . O termo "está escrito" é a plena e total garantia de infalibilidade. Ezequiel.C. no entanto. Isso é uma citação de Aratos. Referiu-se ainda a outro escritor pagão.. Esdras 3. Mas o apóstolo não está se referindo ao livro dos Macebeus. expressão tirada da obra Phaenomena 1. quando se refere aos escritos bíblicos.12).48 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário O apóstolo João fez menção da Festa da Dedicação. mas não uma citação direta. na Cilicia. quando purificou o Templo de Jerusalém.C. um poeta da cidade de Soli. e nos documentos do mar Morto.5). Essa festa foi instituída por Judas Macabeus. Judas citou duas passagens dos livros pseudoepígrafos. em nenhum lugar do Antigo Testamento traz o nome desses magos do Egito. Isso é comum nos escritos dos essênios e na literatura apócrifa.22). Isso aparece nos textos descobertos com referência aos livros de Isaías.5 (Fenômenos 1. Esses nomes aparecem no Talmude e no Targum de Jonathan. Assunção de Moisés (Judas 9) e lEnoque (Judas 14). "Está escrito" é usado pela comunidade de Qumran apenas quando a referência é aos livros autorizados. Daniel. A expressão hebraica "com o está escrito". Foi um fato histórico e está registrado em IM acabeus 4. 5. Salmo 51. 3.15. eles eram também teólogos.4 e Neemias 8. O Novo Testamento foi escrito em grego seguindo o mesmo estilo do Antigo Testamento grego de Alexandria com numerosos casos de semitismo. uma citação do salmo 116. Isaías 28. "C risto". Daniel 9. Isso talvez explique a ausência da ideia messiânica nessa profecia de . Porém. a paz e a saúde para eles". nem todas profe­ cias messiânicas registradas no Texto Massorético estão presentes na LXX.13: "como está escrito: Cri. mesma expressão usada pelo apóstolo Paulo em 2Coríntios 4. Fílon de Alexandria cita esse fato.6 divergindo das Escrituras Hebraicas: "é chamado o seu nome anjo do grande conselho. M essias". Serviu não somente de ponte linguística.35. Não somente os apóstolos. A LXX revela como os rabinos da época da tradução de cada livro entendiam o texto. mas de um comentário teológico. O mesmo acon­ tece com Isaías 9. por isso.A S e p t u a g in t a e o N ovo T esta m en to 49 a expressão grega Kaià uò yeypaiiiiévoy para traduzir kakathuv em Esdras 3.33 => Isaías 52.4. Mas o apóstolo usa com frequência a expressão kkGúç yéypcaruoa. mas também os antigos escritores cristãos encontraram nela uma fonte de conceitos e termos teológicos para expressar o conteúdo e o pensamento cristão. "ungido. referindo-se à Versão de Alexandria das edições conhecidas atualmente (Romanos 2.15). para quem não se trata de tradução. tirada da própria LXX [15. mas também como elo entre o Antigo e o Novo Testamento. Não seria exagero considerar a Versão dos Setenta como primeiro comentário do hebraico. em passagens que anunciam a vinda de um Messias pessoal (ISam uel 2. como afirmou Rudolf Kittel. além de tradutores. lexicais e sintáticos. "com o está escrito". 9. A LXX serviu de ponte linguística e teológica entre o hebraico do Antigo Testamento e o grego do Novo. falei".16) e a citações que não se sabe se procedem de um texto modificado depois pelas sucessivas revisões. Os tradutores verteram o termo hebraico rvtífp. por Xpioióç.24.10. aparece modificado: "seus filhos". cumprida no Novo Tes­ tamento (Mateus 2. Salmo 2. pois eu darei a paz aos príncipes. Historiadores antigos do helenismo mencionam "um eclipse do messianismo na época helenística".4.1: "do Egito chamei a meu filho".2. Os apóstolos viram nela uma fonte inspiradora para a construção de seus relatos buscando inspiração linguística.1].26). como Oseias 11. Êxodo e Deuteronômio e muitas citações são da LXX. dos cireneus. no período áureo do judaísmo helenista. e..2). pois havia sina­ gogas em Jerusalém onde podiam ouvir a leitura em grego. C itaçõ es diretas As edições modernas do Novo Testamento Grego fornecem uma lista de referências diretas e indiretas do Antigo Testamento. ao de Êxodo. os livros sagrados de sua religião estavam disponíveis na língua franca do mundo rom ano. porém. os chefes da sinagoga m andaram -lhes dizer: Irmãos. Trata-se de uma lista numerosa: o livro de Salmos é o mais citado. e disputavam com Estevão" (Atos 6. Estêvão discursou para judeus helenistas e dificilmente usaria o Cânon Judaico nas citações diretas do Antigo Testamento.9). Assim. na pregação do evangelho durante os trabalhos missionários do apóstolo Paulo entre os gentios. uma vez ao . o relato de Atos menciona uma prática lá realizada. O apóstolo Paulo aparece disputando com os judeus da diáspora sobre as Escrituras. alguns dos que eram da sinagoga. Ela era o texto-padrão das "Escrituras" das sinagogas espalhadas pelo mundo romano. a leitura das Escrituras Sagradas: "D epois da leitura da lei e dos profetas.. disputou com eles sobre as Escrituras" (Atos 17. chamada dos libertos. A Versão dos Setenta circulava também na Palestina. para atender às necessidades do judaísmo helenista e os judeus de fala grega. Nem mesmo em Israel o texto grego de Alexandria estaria de fora. essa esperança vem do Cânon Judaico. É a prática das haphtaroth. nove. dos alexandrinos e dos da Cilicia e Ásia.15). seguido de Isaías.] e. pois em Atos há menção da presença dos judeus helenistas na Cidade Santa: "Levanta­ ram-se. por três sábados. Nessa pregação ele se refere três vezes ao livro de Gênesis.50 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Isaías. Estaria ele usando Escrituras Hebraicas ou a Versão dos Setenta numa discussão com os judeus de fala grega? Durante a visita de Paulo e Barnabé à sinagoga de Antioquia da Pisídia. A expectativa da vinda do Salvador não é fruto da Versão dos Setenta. dizei-a" (Atos 13. se tendes alguma palavra de exortação ao povo. na sinagoga de Tessalônica: "[. também. LXX edição Rahlfs-Hanhart 9< ? \ t Lõov) T] T TapW evoç r.C. Koci KaÀioouoiv Mateus faz a citação exata da LXX. visto que a LXX já manifestava diversas formas tex­ tuais ao chegar às mãos dos cristãos. uma ao livro de Amós e outra ao profeta Isaías.. pois a língua grega . porque não é possível saber quais textos estavam disponíveis. O enfoque por enquanto é outro. mas não é a discussão aqui.25-27 veio da LXX (Atos 7. As várias revisões ao longo dos primeiros séculos de sua história não permitem confirmar se as diversas citações do Antigo Testamento no Novo sejam da LXX. e i kdci t é ç é t c u u l o v \ \ /r çr koci \ KCCAeoeiç to \ õ v o | j. como principais textos gregos que circulavam no século I d. apenas uma mudança em relação ao verbo grego KaXéco "cham ar".14: "[.. Há nessa passagem uma questão de or­ dem semântica sobre a palavra "virgem ". singu­ lar.] eis que uma virgem conceberá.42. Delas. por exemplo. k o íi z íítz a i ulóv. substituindo a segunda pessoa.A S e p t u a g in t a e o N ovo T esta m en to 51 de Deuteronômio. Talvez a forma de M a­ teus seja a encontrada no livro de Isaías que ele usou. Por que somente a citação do profeta Amós veio dela? E difícil responder com precisão a essa pergunta.a a ir c o u E | 4 ia v o u r | À NT edições NA27. UBS e WH lôoi) f] TrapGévoç kv y a o ip l e£ei to ò v o | ia a iii o G ’E [ i | i a v o u i Í À .f ev ? y a o T p i e . Mateus 1.43).23. esse assunto será retomado mais adiante. aparece como citação dos Se­ tenta de Isaías 7. Fernández Marcos afirma que nas últimas décadas foram identificadas com características coerentes e siste­ máticas as revisões kaige e protoluciânica. e será o seu nome Emanuel". e dará à luz um filho. A edição do Novo Testamento Grego das Sociedades Bíblicas Unidas (UBS) traz no seu final uma lista de citações do Antigo Tes­ tamento no Novo indicando quais passagens são da Versão de Alexandria. apenas uma parte do trecho de Amós 5. a 27a edição de Nestle (NA27) como nota marginal e a de Westcott & Hort (WH) no rodapé. Kcdéoeiç pela terceira do plural KaÀéoouoiv. O texto hebraico de Habacuque 2. por isso. o texto permaneceu inalterado. isso acontece quando são usados mais de um manuscrito e esse texto veio dos códices Vaticano. eK T u crce w ç | ío Ç r io e t o a ^ Se alguém se retirar. com inserção de variantes e de revisões históricas como da Héxapla de Orígenes e de Luciano. k k Ggoç yéyp cnnm .: : t nbs v» nsn : • -­ t Eis aqui.4 — LXX edição Rahlfs-Hanhart kàv p/ ín r o o x e l A t | t c u 9 t I ouk e ú ô o K e t r] i|r> xtÍ | io u u tv auxw ó e o iK a io t . mas o justo de minha fé viverá Romanos 1. porém.52 S e p t u a g in t a — Guia histórico e literário no Novo Testamento é original e. na LXX é tradução e cujo texto está sujeito a revisões. assim: "m as justo viverá da fé".17 o apóstolo omitiu o pronome grego dos dois cânones. chamada de Edição Reconsti­ tuída. mas o justo viverá pela sua fé. a minha alma não se compadecerá nele.17 — NA27 õ iK a io o u v r i y a p G eou a> a u x c p c x t t o k o c a d t tt ç t o c i é k T r i a m o ç é l ç ttÍo t l v . Habacuque 2. . a sua alma está ensoberbecida. a LXX: "m as o justo de minha fé viverá". em Romanos 1. Brenton e de Constantin Von Tischendorf pertencem a esse grupo.4 aparece: "m as o justo de sua fé vi­ verá". tem como base um único codex e as edições de Sir Lan­ celot C. As últimas substituem o verbo eEfi (futuro de e/w "ter") por Âr|i|jeTC'L (futuro de Âa[i(3ávco "receber"). pois vieram apenas do Codex Vaticanus. L. e não é reta diante dele. Habacuque 2. entretanto. eK m atecoç (rpeuoa. A Edição Diplomática. Sinaítico e Alexandrino. porém. A edição Rahlfs-Hanhart da LXX é eclética.ó õe õlkcxioc.4 — Texto Massorético (BHS) r rv r: r• in:-irax 2 I[ r n•s i i 2 Itíaa mr t: í rn ò v: v . e é0vr| |_ierà tou A. Kcà t o l . mas o justo viverá da fé. e que todos os filhos de Deus o adorem.aoD aíruoú Koà èviaxuaáioúCNxv auTCÒ u ávit-ç a y y e À o i 0€oü o t i t o cd|ja tgòv u L q v Corot) è K Õ iK â ic a Koà èKÕiKTÍaei kocl ávTO£TTOõ(óaei õ iK riv TOiç èxBpoíc. O apóstolo repete a citação ipsis litteris em Gálatas 3. ainda que o pronome grego |iOl) "m eu" esteja deslocado. como está escrito.11. . mas pesquisas modernas. mais do que o dobro da passagem do Texto Massorético. LXX edição Rahlfs-Hanhart 6Ú(J)páy9r|TÉ o ú p a v o í cqia ocirucp K m TTpoaKuvriadacúaav aú ’ tco ïïàvTÉÇ u loi 0eoD €&Jpáv8r|T. o texto hebraico foi a vorlage da LXX. com o seu povo e que se forta­ leçam diante dele todos os anjos de Deus porque ele vingará o sangue de seus filhos.43 é mais longa. ó céus com ele. 1 7 Vorlage é a matriz usada para fazer-se uma tradução. com base nas descobertas do mar Morto. Teria Paulo feito a sua própria tradução? Teria vindo ela de outro texto grego que se desconhece? Ou seria resultado dessas revisões? Como se encontrava a Vorlage1' quando foi feita a versão grega? A mudança do possessivo da terceira para a primeira pessoa foi realmente alteração deliberada ou assim se encontrava o texto hebraico antes da fixação do cânon? São perguntas ainda sem respostas precisas. seguiram a Vorlage.A S e p t u a g in t a e o N ovo T esta m en to 53 Porque nele a justiça de Deus é revelada de fé em fé. concluem que os tradutores da Versão dos Setenta não inventaram nada. nações. vingará e responderá os inimigos com justiça e responderá aos que o odeiam e o Senhor purificará a terra de seu povo. mas o escritor da epístola aos Hebreus segue a LXX. A passagem de Deuteronômio 32. alegrai-vos. |iia c iÚ b iv ávmTTOÕGÓaei K a l 6KK(x0ccpi€l K Ú pio ç xr\v yf^v xoD Àaob a irro ú Alegrai-vos. esse diálogo permanente com o Antigo Tes­ tamento ocorreu por meio do Cânon Alexandrino. 37-43. as diversas citações. Essa versão grega ser­ via também como interpretação das Escrituras Hebraicas e assim permitia uma compreensão mais ampla. . O fragmento hebraico do mar Morto. uma cláusula ausente nas Escrituras Hebraicas. 4QDeutq. ao seu povo. mas presente na Versão dos Setenta: "E todos os anjos de Deus o adorem " (Hebreus 1. Com isso. entretanto. ipsis litteris ou virtuais. Somando-se a isso.10 (?). aproxima-se da LXX. pois o grego era a lín­ gua franca da época e nela os apóstolos escreviam. revelam a sua importância na construção do texto neotestamentário.54 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário Texto Massorético (BHS) iQ jj iraix rnsS yar cpji cip1 via^ion ’2 par c l: im n Exaltai. que contém Deuteronômio 32. A LXX levava vantagem sobre o texto hebraico. mas omite a cláusula em tela.6).9.oi Geou "anjos de Deus". porque ele vingará seus ser­ vos e tomará vingança de seus adversários e fará expiação da terra e de seu povo. As edições de Brenton e de Tischendorf substituem u loi Geoü "filhos de D eus" por ccyyéA . O escritor aos Hebreus cita. Quem deseja entender o Novo Testamento precisa conhecer a Versão dos Setenta. ó povos. Miqueias. O texto foi datado por Dominique Barthélemy como documento do fim do século 1 d. Um beduíno encontrou em Nahal Hever. 21-26). Hisíquio . H. não só este livro. mas a própria Lei. 0 rolo dos Profetas Menores constitui-se bom exemplo. datado pela crítica no ano de 132 a. Naum. mas C. Símaco e Teodócio como revisões judaicas da LXX e as recensões de Orígenes. O prólogo do livro apócrifo de Eclesiástico. feita de judeu para judeu e se caracteriza pelo emprego da partícula grega kaíge para traduzir a conjunção hebraica gam "tam bém ". aquilo que é dito originalmente em hebraico. Sofonias e Zacarias. os Profetas e o restante dos livros têm grande diferença nos originais" (A Bíblia de Jerusalém..C. O judaísmo sentia a necessidade de re­ visão do antigo texto da LXX para adequar ao Cânon Judaico.5 Outras versões gregas e Luciano como revisões cristãs.C. Roberts o datou entre 50 a.C e 50 d. Habacuque. N ão seria exagero considerar as versões de Aquila. no deserto da Judeia.C. quando se traduz para outra língua. já apresenta certa desconfiança na tradução feita da língua hebraica: "é que não tem a mesma força. em agosto de 1952. Há evidências de revisões judaicas antes da ascensão do cristianismo. um rolo grego de couro dos Profetas Menores contendo porções dos profetas Jonas. Trata-se de uma revisão da LXX.. substituindo a LXX. apenas indícios. Assim. Todavia. pois essa tradução veio deles. Há evidência de seu uso pelos samaritanos de língua grega e pela comunidade dos essênios de Qunram. mas por hierofantes e profetas" {De Vita Mosis 2. isto é. Esse assunto será retomado no capítulo seguinte. Era também a fonte da apologia cristã na controvérsia com os judeus. pois foram encontrados seis fragmentos gregos diferentes entre as famosas descobertas do mar Morto. Esse é apenas um exemplo de revisão judaica antiga e a revisão protoluciânica é outro. Essa reação judaica se intensificou quando a igreja to­ mou a LXX como seu Antigo Testamento grego. como tra­ dução feita "não por tradutores. o qual consiste numa série de revisões cujo objetivo era adaptar o texto primitivo da LXX a um texto hebraico do tipo protomassorético. A Versão de Alexandria serviu de base na tradução para outras lín­ guas e foi citada com muita frequência pelos pais da igreja. tão inspirada quanto o texto original.56 S e p tu a g in ta .40). apesar de não existir confirmação expressa. pois tinha um caráter estilista procurando melhorar a antiga tradução grega. de forma gradual. de acordo com os parágrafos 308-311 da Carta de Aristeias. O Pentateuco da LXX foi acolhido com entusiasmo pelos judeus he­ lenistas de Alexandria. Quando a LXX foi acrescentada à coleção de livros do Novo Tes­ tamento era o surgimento de um novo livro. Com isso surgiram novos . Fílon considerou a tradução grega como "um único texto". o uso da Versão de Aquila no culto judaico é atestado nos documentos judaicos. No transcorrer dos anos veio a ser o Antigo Testamento por excelência dos cristãos do vasto império romano. comparável a Moisés. A Septuaginta e os judeus Os pesquisadores admitem seu uso na liturgia da sinagoga. A LXX exerceu forte influência entre os judeus helenistas e na igreja nos primeiros séculos do cristianismo. o que se torna uma prova segura da leitura dela nas sinagogas. ela foi rejeitada e isso foi acentuado com o Sínodo de Jâmnia.G uia histórico e literário Alguns livros gregos do Antigo Testamento pertencem ao que Barthélemy chamou de "grupo kaíge". a Bíblia Cristã. O argumento dos cristãos na defesa de sua fé contra os judeus era baseado nela e isso deixava os judeus em situação desconfortável. p. outros disseram que aquele dia foi tão triste para Israel quanto o dia do bezerro de ouro. MUNNICH. pois Akiva defendia a teoria da inspiração literal. 2007. 134). O Talmude afirma que as Escrituras "não devem ser escritas [. DORIVAL.] em língua grega. p. Setenta antigos escreveram a Torah para o rei Ptolomeu em grego. indo para o judaísmo. O que fazer com as festas e os panegíricos anuais mencionados por Fílon? / A q u ila Segundo fontes antigas. já que a Torah não podia ser traduzida de maneira adequada" (. atendendo à exegese rabínica.8 apud. 104) e transcreve o Tetragrama com caracteres paleo-hebraicos. p... HARL. de quem foi discípulo. seguiu o padrão do rabino Akiva. hebraico e grego. a exata correspondência nos tempos verbais e da construção sintática" (TABET. natural de Sinope. DORIVAL. mas outros rejeitam essa ideia. pela preposição grega < 7vv "com ". Vários críticos admitem ser ele o mesmo Onquelos da tradução do Pentateuco para o aramaico. Viveu na época do imperador Adriano 117-138. Sua tradução é datada por volta de 130 d. Ele "tentou manter o mesmo número de palavras nos dois textos. o que levou a estudar hebraico.C.C. chegou a traduzir a partícula hebraica que indica o acusativo HX. mas depois de convertido ao cristianismo apostatou. Isso fez de sua versão um texto duro e inatural.O utra s v ersõ es g reg a s 57 projetos de tradução ou de revisão das Escrituras dos judeus para a língua grega. 269). alguns rabinos disseram que as trevas co­ briram a terra por três dias quando a LXX foi escrita. usando a equivalência formal. MUNNICH. 2007. intraduzível. como Aquila. Seu projeto consistia "em fornecer em grego uma base sobre a qual a exegese dos rabinos de seu tempo pudesse apoiar" (HARL.. 116). vertendo palavra por palavra o texto hebraico" (BENTZEN. p. e esse dia foi tão ruim para Israel quanto o dia em que o bezerro de ouro foi fabricado. 2004. . no Ponto. Aquila era de origem pagã. Trabalho acurado que. Símaco e Teodócio.. Diz Bentzen: "Aquila sacrifica o idioma grego a uma tradução servilmente verbal.Sêfer Torah 1. mas de grande valor para o estudo crítico do texto protomassorético. A partir do século III d. pela pronúncia do nome e pela característica de suas obras. 1968. Sua versão tornou-se o texto grego muito apreciado pelos judeus de fala grega nas sinagogas durante quatro séculos. foi publicado o Palimpsesto1 9 Ambrosianus. desco­ berto pelo cardeal G.13. Em 1958. João 11.38. primordial.1-5. Em 1897.r|0€V "fez" por fKTloe "criou". Aquila. que é usado na LXX para traduzir o hebraico rPÜE "ungido.20 Aparece em Números 3. com eço" somente uma única vez (Daniel 11. ainda. o w xf|v yf|v "N o princípio Deus criou com o céu e com a terra". também identificado 0 .14). friccionar com óleo ou com cera". Mercati. substituindo-o por T|A. mas não foi conservado. no entanto. Outras citações aparecem nas margens de manuscritos e nas citações de alguns pais da igreja. 2 0 No Novo Testamento o termo é empregado para embalsamamento (Marcos 16. Áquila eliminou o nome X p ia tó ç "C risto". 12. Francis Crawford Burkitt publicou alguns fragmentos com 32 versículos de Reis e de Salmos 22. encontrado do Fayum. é o mais longo texto disponível de Áquila na atualidade. 5-p ' ~ 9 r < y ' ’ ' ' ' ~ assim : E v ccp^r] €mir\o€V 0 Qeoç xov o u p a v o v m i xr\v yr\v . M essias".3). Ele modificou o termo ápxr| "princípio" por KetjjáÀoaov "capital. encontrados na genizá18 da sinagoga do Cairo.2. em 1896. principal. 90-102 com muitas lacunas. Egito. na sua tradução ou revisão. ponto principal".3 9 .1) e para ungir enfermos (Marcos 6.58 S e p tu a g in ta . Tiago5. ajustando-se ao texto hebraico e acrescentou.otioy ÉKTLoe Geòç ouv xòv oúpavòv koÒ. 46.41). . criou Deus os céus e a terra".3 referindo-se à consagração 1 8 A genizá era um depósito de livros que havia em cada sinagoga. a LXX emprega o verbo grego noiéü) "fazer" para o hebraico X“Q "criar". (O grifo é nosso). A LXX emprega esse termo para traduzir rrtÇK"] "princípio. substituiu o verbo 4iT0Í. 1 9 Palimpsesto é um manuscrito que foi raspado/apagado e usado novamente para outro texto. ungir. a preposição syn. Sobreviveram alguns fragmentos como o Rahlf 912. "com ". que sobreviveram mediante a Hexapla de Orígenes. cobrir.Guia histórico e literário O texto hebraico de Gênesis 1. que contém 141 versículos dos Salmos 17 a 88. da LXX e de Aquila. antes do artigo grego.Éi|i[_lévoç do verbo grego áÀeí(j)G) "untar.1 registra: fHXH PXT CiauíH HX CTÍ^X ia a r r tò n n " no princípio. deixando assim a tradu­ ção:’ Ev K6(j)áA. o mesmo termo usado para ungir os pés de Jesus (Lucas 7. contendo Gênesis 1. Jerônimo disse que Símaco "não apresenta uma versão estritamente literal do texto he­ braico. mas Epifânio afirma que era samaritano convertido ao judaísmo. A Versão de Alexandria usa o termo grego TTCtpGévoç "virgem ". mas os judeus afirmavam que a palavra hebraica é nÈby "m ulher jovem. Isso pode ser confirmado na Concordância da LXX de Hatch & Redapth..O u tra s v ersõ es g reg a s 59 dos filhos de Arão para o sacerdócio. Seu estilo situa-se entre o literalismo de Áquila e a clareza de Símaco. SÍMACO Segundo Jerônimo e Eusébio de Cesareia.1 e Daniel 9.8. datada de 190. moça em idade de casar". "jovem " (BENTZEN. Teodócio também era natural do Ponto. apesar de transliterar inúmeros termos hebraicos em caracteres gregos. pois evita. p. mas apresenta um bom grego" (BENTZEN. 1968. Isaías 45. Ele substituiu a palavra "virgem " por "jovem " na profecia de Isaías 7. 1992. Ela suplantou a LXX no âmbito judaico. e a tradição da igreja afirma que ele foi discípulo de Marcião. uso de termos teológicos que permitem interpretações cristãs. 1968. verte o nome divino com os caracteres paleo-hebraicos. 92. p. a referência seria a v tâviç. 38.26 no lugar de Chrístos. Foram descobertos dois pergaminhos datados dos séculos III e IV. Salmos 2. Traduziu o Antigo Testamento para o grego idiomático em 170 d. 52. Sobreviveu o . parece uma revisão da LXX ou de outra versão grega já existente.14. seguin­ do o texto hebraico. Alguns críticos veem elementos ebionitas nessa tradução. 106). tendo boa acolhida entre os judeus e vindo a se extinguir com a invasão árabe. T eod ócio ou T eod oc ião Como Aquila.2. Sua tradução.C.35. em princípio atribuído a Aquila. muitas vezes. contendo dez versículos de Salmos. revisão kaíge. Emanuel Tov catalogou 64. 2Samuel 1. é o que mais se aproxima da Versão dos Setenta. Símaco era ebionita. mas foi rejeitada pelos cristãos por considerá-la tendenciosa. 53). Áquila empregou o termo em ISam uel 2. em 1910.21. mas existem mais de 100. portanto. p. porém outros rejeitam essa ideia afirmando haver evidência de exegese rabínica e a presença dos targumim aramaicos. WÜRTHWEN. como Áquila. 62) é exatam ente a mesma frase do texto teodociano de Daniel 7. Alfred Rahlfs (1865 . em sua obra The Septuagint and M odem Study. Isso tam bém acontece no Novo Testam ento e nos prim eiros pais da igreja anteriores à data da tradução. fraseologia sim ilar aparece em M ateus 24.64 está de acordo com a LXX: ètíl t q v vecJjeÀcov tou oupavoí "sobre as nuvens do céu "..jpg O rolo dos doze Profetas de Nahal Hever.(ôv toO oúpavoü "[.1935). discípulo de Paul A. do tipo kaíge. Fonte: http://www. A expressão grega ecj)pa^ay oió|iaiCí X eóvzw v "fecharam as bocas dos leões" (Hebreus 11.33) está de acordo com Teodócio (Daniel 6. 88.30.. a passagem paralela de M ateus 26.13. no entanto. atesta a leitura prototeodociana. Sidney Jellicoe. apresenta . editou um texto duplo: o de Teodócio e o da LXX desse livro. de Lagarde. A diferença está no emprego das preposições [letá "com " e érrí "sob re". São vários exemplos nos evangelhos sinóticos e em Apocalipse que não cabe aqui m encionar todos.60 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário texto integral da tradução de Daniel e desde o século III superou o da LXX constando da lista de livros do Coáex Vaticanus.de/Images/Geschichte_Rahlfs. Segue mais um exemplo do Evangelho de Marcos: (iem tgõv ye(f)eA. páginas 87.septuagjnta-untemehmen.22 [23]) e não com a LXX.] com as nuvens do céu" (Marcos 14.gwdg. Alfred Rahlfs. Quinta. As evidências apresentadas pelos pais da igreja de­ põem contra essa teoria. sexta. . em Jericó. A Quinta foi descoberta por ele mesmo. a Sexta e a Septima. Kahle consideram o texto de Teodócio uma revisão de um texto grego anterior. pois ele mesmo não apenas usou em suas pesquisas. as atividades do Teodócio histórico estão presentes e bem fundamentadas na tradição para ser rejeitada. Sabe-se pouco sobre elas. uma cidade da costa ocidental da Grécia e mencionada em Tito 3. a partir do hebraico (Targum de Jonathan). Sobreviveram poucos fragmentos dessas versões. Porém. discípulo do rabino Hillel. contemporâneo de Herodes. o Mártir. sétima Outras traduções gregas do Antigo Testamento foram produzidas como a Quinta. de proce­ dência desconhecida. "Quinta. po­ rém não é possível saber se a origem é judaica ou cristã nem seu tradutor. Essa presença teodociana antecipada foi interpretada como trabalho de alguém que teria vivido no século I a. G. como tam­ bém as mencionou. que realizou a tradução aramaica e parafraseada dos Profetas. a Sexta. F.12. e identificado com Jonathan ben Uzziel. Kenyon e Paul E. mas já existiam antes de Orígenes. o Grande (Baba Bathra 134a). em Nicópolis.O u tras v ersõ es g reg a s 61 uma lista dessas leituras incluindo Clem ente de Roma. Epístola de Barnabé e Justino. Sexta e Sétim a".C. paráfrases. "N ós temos na Septuaginta uma miscelânea de escritos gregos algumas traduções. quando ainda era flutuante. São poucos . outras. p. o Cânon de Alexandria continuou sendo revisado até a recensão de Luciano.C. No momento em que o cânon dos judeus se definiu. as revisões cessaram e o texto de cada livro permanece intacto até hoje.C. outras das quais o grego é a língua original . Isso acontece porque a tradução da maioria de seus livros foi feita em datas anteriores à finalização do Cânon Judaico. Na verdade.C. que serviu de base para os tradutores. no ano 300 d. os dois cânones estavam em desenvolvimento. os códices disponíveis da LXX foram submetidos a uma série de revisões e não representam exatamente o mesmo texto. A S eptu ag in ta e o t e x t o m asso r étic o O confronto entre essas duas tradições só pode ser feito a partir dos textos hoje disponíveis. Assim. Porém. O que existe hoje de tudo o que foi produzido até o século I d. não é suficiente para responder a todas as perguntas. 9).6 As recensões LXX é a versão do Antigo Testamento que mais se distancia do Texto Massorético. 2003. vorlage. que segundo a tradição.cobrindo um período de mais de três séculos" (THACKERAY. sabendo que não se conhece o estado da primeira tradução da LXX nem o do texto hebraico. nasceu em Alexandria a partir do século III a. 31-33) com muitas lacunas e foram preservados pelo tempo uns 20 versículos. 2008. e o outro. cerca do ano 100 a.C..4-7. Holmes e Parsons coletaram uma lista de 311 códices. descoberto em Oxyrhynchus. do ano 100 a. completos ou fragmentos.3. 848.14. foi revisado com base no hebraico e manifesta retoques literários hebraizantes.2 1 O primeiro pertence à coleção The Oxyrhynchus Papyri. esses achados confirmam a teoria de Paul de Lagarde sobre a origem única da versão de cada livro: "Trata-se de textos gregos do Pentateuco datados um século e meio ou dois séculos da tra­ dução de Alexandria e que se encaixam perfeitamente na tradição textual representada pelos grandes códices unciais do século IV d. inclusive os fragmentos.43.C. Se­ gundo Fernández Marcos.C. Há mais fragmentos de Qumran que ainda não foram publicados. Depois vem o 4QLXXNum contendo Números 3.24— 24. atualmente está na Biblioteca John Rylands.C. com lacunas. contém Levítico capítulos 2 ao 5. receberam o número 957 na lista de Rahlfs e o Fouad. por exem­ plo. contém poucos fragmentos de Deuteronômio (23. e dois papiros foram descobertos no Egito. mas apresenta lacunas. não 2 1 Todos os manuscritos e papiros. Inglaterra. datado do ano 100 a. 1897.4 e é da­ tado do século II a. o rolo dos Doze Profetas. mas diverge da LXX e parece uma revisão seguindo o texto hebraico. sendo seis nas cavernas de Qumran e um na gruta de Nahal Hever.2-16. 17-29. Datado da primeira metade do século II a. atualmente 297 e Alfred Rahlfs. O 4QLXXDeut contém Deuteronômio 11. enumerou 1. são numerados.C. 26.64 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário os fragmentos gregos do período pré-cristão.500 manuscritos. O seguinte é o 4QLXXLeva contendo Levítico 26. 4QLXXLevh.C. no Egito.1-3.C. datado do século I a. e o 7Q2 contém a Carta de Jeremias (6.. 80).12." (MARCOS. de data incerta.. 28. em 1914. 44).. O segundo. p. apenas nove: sete foram encontrados no deserto da Judeia. cujo comentário foi apresentado no capítulo anterior. Os papiros Rylands. O fragmento 7Q lLXXEx contém Êxodo 28. datado do século I a. Os outros textos gregos pré-cristãos são os papiros Rylands 458 e Fouad 266 (Anexo 4). mas varia entre os século II e I a.C.30 até 4. 25. em Manchester. .C. 5. Segundo Emanuel Tov. Indo além de meras paráfrases. e de Deuteronômio: Rahlfs 847 contendo trecho dos capítulos 11 e 31-33. tam bém . Os livros de ISam uel. p. já que outros estabelecem 50 anos depois. com alguma m odificação. capítulo 2. os trechos 17. O texto hebraico termina assim: "Então. morreu Jó. são fragmentos contendo trechos de Gênesis 7 ao 38 (Rahlfs 942). a LXX om ite os versículos 8 e 9a do Cântico de Ana. porém. Em ISam uel. Isso aconteceu porque foi assim que o tradutor encontrou na vorlage hebraica. abreviações e expansões. e??-efíteà& um deles em The Septuagint and M odem Study. e 4Q Sm c) são sim ilares à Versão dos Setenta.17). velho e farto de dias" (42. 17-19. essas diferenças entre os dois cânones passaram a fazer sentido. Com as descobertas do mar Morto.As rec en sõ es 65 havendo unanimidade quanto a essa data. mas são preenchidos na recensão luciânica. nas páginas 13-24 traz um resumo de cada livro do Cânon de Alexandria e Sidney Jellicoe faz CTrTf oameatárkic < jík çr<tfaftd{dâde< ? d& còi. Rahlfs 848 com trechos de 17 a 33. Tal afirmação confere com os dados levantados na biblioteca de Qumran e isso explica muita coisa sobre a Bíblia de Alexandria. 4QSm b. em sua obra The Septuagint. 10. 11. afirma que "o texto hebraico foi mudado no curso dos anos" (TOV. de Jó e de Jeremias são os que se destacam pelas omissões em relação ao Texto Massorético.55— 18. páginas 269-310. aponta todas as diferenças entre os dois cânones. inversão na ordem de capítulos e. Wright. a Versão dos Setenta foi produzida muito antes do Cânon Judaico ser definido. vem uma adição midráshica. 143). Há conflitos entre os livros canônicos das Escrituras Hebraicas e as Gregas que durante séculos deixaram muitos pesquisadores intrigados. A New English of the Septuagint. O final da versão grega do livro de Jó é expandido.22. Om ite. às vezes. são omissões e adições. Dines. na Versão dos Setenta o texto continua: "e está escrito que ele vai ressuscitar novamente com os que o Senhor vai ressuscitar". Os fragm entos hebraicos de Qumran (4QSm a. como se segue: . e acrescenta as palavras de Jerem ias 9. 23. 2002. de versículos. Em seguida. A recente edição crítica da LXX coordenada por Albert Pietersma e Benjamin G. Jennifer M. nas descobertas do mar Morto foram encontradas seis cópias do livro e Jeremias: uma na caverna 1 e 5 na caverna 4. O texto grego de Jeremias na LXX é uma sexta parte menor do que o que se encontra no Texto Massorético. todas incompletas. o tirano dos Sauquitas. mas significa que na época o texto hebraico usado pelos setenta era anterior à data da finalização definitiva do Cânon Judaico. Essas descobertas trouxeram à tona um grande número de variantes hebraicas e certos fragmentos confirmam a forma grega contra a do Texto Massorético: "definitivamente. confirma a existência do texto curto. da caverna 4 (4QJerb).G uia histórico e literário Ele é interpretado do livro Siríaco como habitante da terra de Autide. de maneira que ele foi o quinto após Abraão.700 palavras a menos. Fenícia (Tiro e Sidom). Bildade. Todavia. filho de Barade. Egito. que é chamado Jó e depois dele Hasom. na planície de Moabe. filho de Peor e o nome de sua cidade era Denaba.13-15. Agora.66 S e p tu a g in ta . nos confins da Idumeia e Arábia. são 2. antes seu nome era Jobabe. segundo Jennifer M. Porém. um filho dos filhos de Esaú. e depois de Balaque. um dos filhos de Esaú. Damasco e Moabe. Dines são 389 versículos ausentes. aparecem entre 26. e depois dele Hadade. Quedar-Hazor. Edom. rei dos taimanitas. os amigos que vieram a ele eram: Elifaz. Isso comprova a presença de outro substrato no qual se baseou o tradutor. faltando seis ou sete capítulos e as mensagens proféticas contra as nações vizinhas: Elão. A vorlage hebraica usada pelos tradutores estava em desenvolvimento. Os achados do mar Morto constituem-se numa prova incontestável disso. que era um rei do país taimanita. Filístia. a versão grega do livro de Jó é mais curta que o Texto Masso­ rético. Isso sempre deixou os estudiosos intrigados. o rei minita. e como mãe Bosorra. e o nome de sua cidade era Getaim. Sofar. Amom. E esses são os reis que reinaram em Edom. tomou uma mulher árabe gerou um filho cujo nome era Enon e ele mesmo teve como pai Zaré. as descobertas de . Não se trata de falsificação. presentes nos capítulos 46— 51. agora. Uma delas. pois na época havia uma edição longa e uma curta. Babilônia. Jobabe. destroçou Midiã. em cujo país ele também reinou: primeiro Balaque. 2007. não inventa. Essa recensão foi um trabalho de enor­ me proporção que levou 30 anos até ser concluído. As recensões cristãs são revisões posteriores. realizadas no texto da LXX. 172). Orígenes certamente coordenou e dirigiu sua equipe de copista e taquígrafo na exe­ cução dessa tarefa e. menciona três recensões. DORIVAL. realizada na Palestina. na Ásia Menor (250-312). não se sabe se em Tiro ou em Cesareia. a questão do substrato hebraico da LXX não desaparece: ressurge" (HARL. Áquila. As RECENSÕES c r i s t ã s Recensão é uma deliberada revisão sistemática de um texto inteiro. Com Qumran. em 185. assim. nos dez anos finais (235-245). sob a perseguição de Décio. sendo ele mesmo seu criador. adição e ou omissões intencionais de outros. nascia a filologia bíblica. e dificilmente um homem sozinho teria condições de levar avante tal projeto. Símaco e Teodócio procuraram suprimir as inexatidões da versão grega antiga adaptando-a ao texto hebraico que evoluiu até a completa definição do Cânon Judaico. no prólogo ao livro das Crônicas. MUNNICH. um bom texto. a obra foi realizada em Cesareia. e morreu em 254. Ele começou a reunir todo o material quando ainda estava em Alexan­ dria. na Vulgata Latina. em 396. e de Luciano. em 245. de modo que diante dessa discrepância com o texto hebraico ele fez uma sinopse em seis colunas. Os pesquisadores procuraram localizá-las no texto. daí o nome . no Egito. na Palestina. não revelaram o tipo textual exato sobre o qual se apoia a tradução grega. Segundo ele. A Héxapla Orígenes nasceu em Alexandria.A S RECENSÕES 67 Qumran resolveram um enigma: sabe-se agora que o grego. Não obstante. Sua história é contada por Eusébio de Cesareia e ocupa grande parte do livro seis da História Eclesiástica. p. pois a igreja estava diante de diversos manuscritos e os recenseadores precisavam estabelecer um texto-padrão. de Hesíquio. de Orígenes. Jerônimo. porém. imperador roma­ no. o estado da Bíblia grega que havia herdado era comprometedor por várias razões: descuido de alguns escribas. quando se afasta do TM. A recensão de Hesíquio Pouco ou quase nada se sabe de Hesíquio e da sua recensão. As seções da LXX ausentes no texto hebraico eram apontadas com uso de um óbelo. 3) versão de Aquila. esta Hexapla original de Orígenes nunca foi copiada para a publicação. marcadas por um asterisco em forma de cruz com quatro pontos entre os braços. O papel do texto hebraico nesse trabalho mostra que Orígenes. 6) e a versão de Teodócio. 2b p. 5) LXX. 94). em um metóbelo. 45). ou seja. baseada em parte no texto origeneano. (Anexos 2a. pois havia dificuldade na cópia em colunas "aparentemente. tinha como referencial a veritas hebraica. "sêxtuplo". quando a situação era oposta. Ainda não foi possível determinar se houve revisão no sentido de verificar o texto da LXX com uma vorlage. era por demais volumosa para haver um mercado para ela" (ARCHER JR. para não usar passagens ausentes nelas. uma tradução siríaca bastante literal realizada em 616/617 por Paulo de Tela. O que existe dela são duas testemunhas diretas e duas indiretas. No livro de Salmos havia duas colunas suplementares com as revisões Quinta e Sexta. em 638. 1974. O objetivo era apologético. da edição da LXX fixada por Orígenes.. Ela não sobreviveu. As diretas são bem fragmentárias do livro de Salmos: o palimpsesto 0. As indiretas são a Siro-Hexaplar . texto hebraico como matriz. par a que os cristãos. e a tradução Armênia. quando as seções do hebraico estavam ausentes na LXX. antes de Jerônimo. traço horizontal. 2) texto hebraico transliterado em letras gregas.68 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário hexapla. descoberto pelo cardeal Mercati em 1896. tomem o cuidado de compará-las com as Escrituras Hebraicas. 93.39 da Biblioteca Ambrosiana de Milão. eram completadas com uma das colunas gregas. no início. ou seja. ao citar a LXX nas discussões com os judeus. Ela se perdeu com a biblioteca de Cesareia durante a invasão árabe islâmica. 4) versão de Símaco. traço com um ponto ou traço menor. p. e o da Genizá do Cairo. Esses textos foram dispostos na seguinte ordem da esquerda para a direita: 1) texto hebraico. ou se foi . A simples disposição dessas colunas mostrava as diferenças desses textos. feita por um monge missionário (410-414) da LXX. como ele mesmo afirma em sua Carta a Africano 5. no final. sob direção de Fernández Marcos e José Ramón Busto Saiz. em Ma­ dri. VI). no prólogo citado. 9. Luciano é personagem con­ trovertido. 1 . Todavia. Olivier Munnich afirma: "em lugar de uma recensão de Hesíquio. seria melhor falar. "a recensão luciânica ou antioquena da Septuaginta é claramente atestada nos Profetas e em alguns livros históricos (especialmente Samuel-Reis-Crônicas). mas a presença significativa da letra lomadh (L). II. MUNNICH.. em três volu­ mes. parece confirmar que se trata das iniciais no nome A oim avoç "Luciano". afirma: ". Eruditos têm sido incapazes de identificar um texto luciânico no Pentateuco" (JOBES e SILVA. Todavia. Constantinopla a Antioquia aprova as cópias do mártir Luciano". Jerônimo. em Antioquia da Síria. X (L). com o omikron minúsculo abaixo da letra grega. 93 e 108 como luciânicos. de uma recensão alexandrina. 156). era presbítero da igreja em Antioquia" (História Eclesiástica. Nasceu em 250. 2007.. 82. vol. posta na margem do texto. Foi discípulo de Paulo de Samosata e mestre de Ario. 1-2 Reis. em 7 de janeiro de 312. Alguns interpretam como as iniciais de oi àolitol "os restantes". vol.1989. os livros históricos: 1-2 Samuel. da qual talvez se encontre um eco nos Padres alexandrinos" (HARL. DORIVAL. A revisão foi realizada por volta do ano 300. 54). Os textos luciânicos são identificados pela presença da letra grega lambda. 1992. e foi martirizado durante a perseguição do imperador Maximino. homem sob todos os aspectos muito excelente.As r ec en sõ es 69 uma simples revisão de estilo. p. A recensão de Luciano E reconhecida como a mais importante. Eusébio de Cesareia menciona o seu martírio com a seguinte qualificação: "Luciano. 2000. 1-2 Crônicas. esteve ex-comungado da igreja de Antioquia durante três episcopados. nos textos siríacos. no máximo. . O Departamento de Filologia Bíblica y de Oriente Antiguo dei Instituto de Filologia dei Consejo Superior de Investigaciones Científicas. vol. publicou a obra El Texto Antioqueno de la Biblia Griega. a segunda hipótese não está completamente descartada. III. comedido em sua vida e ilustre por sua proficiência na literatura sagrada. 1996. p. Brooke e McLean identificaram os manuscritos 19. O objetivo dessa revisão era de caráter estilista e gramatical. diferentes da LXX. Se­ gundo os críticos. O historiador Josefo. Depois dele. com leituras luciânicas. procurando melhorar a antiga tradução grega. num substrato hebraico dos essênios atestado nas descobertas do mar Morto.70 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Há documentos antigos e anteriores ao ano 300 d. o Mártir e também a Vetus Latina22 apre­ sentam leituras luciânicas. no norte da África. 22 A partir da segunda metade do século II.C. Justino. A ítala foi o Antigo Testamento traduzido da Septuaginta. e cujo trabalho foi concluído em 200 d. começou a surgir a literatura cristã em latim no norte da África. ao passo que a do tipo kaíge buscava aproximação com as Escrituras Hebraicas. reproduz fielmente a recensão luciânica. com Tertuliano. mas de iim conjunto de textos bíblicos latinos que os pais latinos usavam antes da Vulgata Latina ser produzida. . e não do hebraico. Esses manuscritos são classificados em dois grupos: os da versão Afra e os da versão ítala.C. Luciano baseou o seu trabalho num texto antigo. A Vetus Latina não é o nome de uma versão latina específica. no final do século I. conhecidos como texto protoluciânico. sendo essa data aceita pela maioria dos críticos. mas os paleógrafos colocam-no na primeira metade do século IV. pertence à Biblioteca do Vaticano desde 1475. Outro erudito considera os . em 1454. Essas cópias são os manuscritos (MSS). Sua origem ainda é questionável.7 O Antigo Testamento grego hoje fragmentos. Alguns sugerem Cesareia como o lugar de sua origem. Essas cópias originais desapareceram. incluindo também manuscritos. Codex Vaticanus Identificado pela letra B ou pelo número 03. entre 325-350.500 Todos os autógrafos dos livros da Bíblia se perderam ao longo dos sé­ culos. serão apresentados os quatro principais manuscritos que serviram como base para o texto im­ presso. manu (mão) e scriptus (escrita). cujo vocábulo vem de duas palavras latinas. Alfred Rahlfs enumerou mais de 1. O S MANUSCRITOS H olmes e Parsons coletaram 311 manuscritos da LXX. Aqui. sendo 297 có­ dices. A nossa Bíblia chegou-nos às mãos mediante cópias tiradas de outras cópias até o advento da impren­ sa. Hort coloca-o em Roma. dentre eles 21 unciais. conseguiu 43 páginas.15 a 13. Escrito num pergaminho de excelente qualidade. p.72 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Códices Sinaítico e Vaticano como sobreviventes dos 50 manuscritos que o imperador Constantino encomendou a Eusébio em 331 d. mas as passagens de Gênesis 1. mas os monges não lhe deram satisfação e evitaram falar sobre o assunto.28 e de Salmos 105. Ele convenceu os monges a doarem o referido manuscrito ao czar. Neemias.5 x 27cm. 97). estando no Oriente Médio.000 rublos ao convento e mais de 2.25 da epístola aos Hebreus e as epístolas pastorais. Filemom e Apocalipse. seu formato é pra­ ticamente quadrado. em cadernos de 10 folhas. ávido pelo restante do ma­ nuscrito. Tischendorf. observou uma cesta com considerável número de páginas e desconfiou de que se tratava de uma preciosidade de valor inestimável. eram partes dos cadernos que se perderam. que não se interessava por religião. ao pé do monte Sinai. no mosteiro de Santa Catarina. Petersburgo. da Saxônia. Como recompensa o czar deu um donativo no valor de 7. que foram publicadas em 1846 como Codex Fredericoaugustiano. entre 1844 e 1858.000 ao templo do monte Tabor. Provavelmente. Tischendorf retorna ao mosteiro. 759 páginas. e novamente encontrou dificuldade em obter informação sobre o MSS. Especialistas acham que alguns escribas do Sinaítico participaram da confecção do Coáex Vaticanus. von Tischendorf. foi descoberto pelo professor de Leipzig.1— 46.6 foram co­ locadas no século 15. Codex Sinaiticus Identificado pela letra hebraica Alefe X ou pelo número 1. a serviço do rei Augusto. ainda faltam dados para que isso possa ser confirmado. Soube que algumas das páginas haviam sido queimadas. com três colunas em cada página (Anexo 5. 28. voltou uma vez mais ao mosteiro sob os auspícios do czar Alexandre II. Em 1933. para aquecer os monges do mosteiro. No Novo Testamento faltam os capítulos 9. Contém o texto completo da LXX. Todavia. Em 1853. Depois disso. Mesmo assim. O livro de Daniel é o texto de Teodócio. o então governo soviético. O MSS foi doado à Biblioteca Imperial de S. vendeu-o ao . Lobegott F. contendo partes de Jeremias. C. Ester e lCrônicas. originalmente eram 800. por ser ele protetor da Igreja Grega.27— 137.C. Cirilo Lucar trouxe o referido texto de Alexandria. uma anotação em árabe de uma mártir. O Codex é um pouco mais recente que o Sinaiticus. Os apócrifos que sobrevive­ ram são: Tobias. Sabedoria de Salomão. O texto da LXX está in­ completo. com quatro colunas de 48 linhas. como o Sinai foi o lugar da descoberta do Coáex Sinaiticus. com duas colunas por página. quando o rei Carlos II doou à Biblioteca Real. Eclesiastes. do . os críticos não acreditam que tal manuscrito seja assim tão antigo. contendo alguns apócrifos. Joel até Malaquias. da Inglaterra em 1621. de nome Cirilo Lucar. pergaminho de exce­ lente qualidade. anterior à LXX da Héxapla.17. Salmos. para completar o texto do Novo Testamento. datado entre 375-400 d. Ester. Sua data é reconhecida pelos eruditos como o século V.O A n t ig o T esta m en to g r e g o h o je 73 Museu Britânico por 100. onde se encontra ainda hoje. mas copiado posteriormente. Codex Alexandrinus Identificado pela letra A ou pelo número 02. seu nome adveio em fun­ ção de sua origem. foi introduzido no Codex Alexandrinus o papiro 47. Segundo Cirilo Lucar. Alexandria.20). que morreu em 373. trata-se de uma senhora egípcia que viveu pouco tempo depois do Concílio de Niceia. Isaías. Lamentações (até 2. Jó. Provérbios. O Novo Testamento está completo e acrescenta o Pastor de Hermas e a epístola de Barnabé. Esdras (a partir de 9.27— 19.C.9). escritos pós-apostólicos. Não consta o livro de Apocalipse e. dentre elas.46 (com lacunas). um pouco depois da morte de Atanásio. contendo o livro de Apocalipse. Neemias.25— 7. no qual há algumas notas curiosas. IM acabeus.19— 24. cha­ mada Tecla. Eclesiástico. ao rei Tiago I. em 325 d. Foi doado pelo patriarca de Constantinopla.000 libras esterlinas.20 (com lacunas). Permaneceu em poder dos reis britânicos até 1757. desde a sua fundação. Judite. O texto foi copiado por três escribas num fino velo. com 773 páginas de tamanho 34 x 28cm. Cântico dos Cânticos. Números 5. 347 páginas. Atualmente se encontra no Museu Britânico. lCrônicas 9.C. O Antigo Testamento do MSS contém os seguin­ tes livros: Gênesis 23. Porém. Jeremias. cujo arranjo é em cadernos de oito folhas de 40 x 36cm. originalmente eram 730. 4Macabeus. está o texto aramaico. foi publicada a edição Aldina. Sua data é do século V.11. Juan Carlos. e encontra-se em Dublin. Originalmente continha a Bíblia inteira. Serviu de base para as poliglotas posteriores: Antuérpia. com apenas uma coluna em cada página. segundo Hort. o sírio. 23 Em 1987. Abaixo. em seis volumes. Do Antigo Testamento sobreviveram apenas porções de Jó. numa audiência no Palácio Real.74 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário século III. E d içõ es im pr essa s O primeiro texto impresso da LXX foi a edição Princeps que apare­ ceu publicada na Poliglota Complutense (Biblia Complutensis ). mas só foi lançado em 1520. Tornou-se propriedade de Catarina de Médicis.20— 79. como o próprio nome sugere. de mil exemplares. faltam 2Tessalonicenses e 2João. e hoje é propriedade da Biblioteca Nacional de Paris.23 A Vulgata Latina ocupa a parte central da página. Cântico dos Cânticos e os apócrifos: Sabedoria de Salomão e Eclesiástico. o Targum de Ónquelos. Suas páginas foram usa­ das para anotar alguns tratados de Efraim. trazido do Oriente Médio para a Itália no século XVI. cada cópia foi numerada e registrada em cartório. . No texto da LXX falta 1Samuel 12. fino acabamento e em estojos de luxo. Heidelberg. Apenas 209 páginas sobreviveram e foram justamente essas que chegaram aos nossos dias. depois de quatro anos de trabalho.5cm. Codex Ephraemi Rescriptus Identificado pela letra C ou pelo número 04.9. Hamburgo e Paris. Sua Majestade D. recebeu o exemplar número um. mas restaram apenas 64 pági­ nas da LXX e 145 do Novo Testamento. em 7 de novembro de 1984. apenas nos livros do Pentateuco. na França.17— 14. entre a LXX e o Texto Massorético. em fac-simile. a Fundação Bíblica Espanhola da Uni­ versidade Complutense de Madri publicou uma edição especial. do cardeal Francisco de Cisneros (1514-1517). Na mesma época (1518). O rei da Espanha. com sua tradução lati­ na. sua origem é Alexandria. Eclesiastes. Seu formato é de 33 x 24. O texto é um palimpsesto. Provérbios. na Irlanda. numa ti­ ragem de 600 cópias. O texto original foi raspado no século XII. Salmos 49. a Editio Sexta. Em 1850. A edição da Biblia Sixtina foi publicada em 1586. em Eugene. Constantin von Tischendorf publicou sua própria edição da LXX. de Tischendorf.O A n t ig o T esta m en to g r e g o h o je 75 de Veneza. . As edições modernas estão classificadas em dois grupos: edições diplomáticas e edições reconstituídas. Entre 1798 e 1827. em dois volumes. USA. edição de 1987). a W ipt & Stock Publishers. Depois de sua morte. mas o projeto prosseguiu). Holmes morreu em 1805. dois eruditos britânicos Robert Holmes e James Parsons publicaram uma edição crítica com variantes textuais em cinco volumes (R. a Vetus Testament Graece. Bíblia Poliglota Complutense (seis volum es. em 1880 e em 1887. a primeira a usar o Codex Vaticanus. no Estado de Oregon. em 1874. publicou. que nos 25 anos que se seguiram foi revisada quatro vezes. Eberhard Nestle supervisionou mais duas revisões. Em m arço d e 2007. Sinaítico e Alexandrino" (BARRERA. Alemanha. O trabalho teve início em 1906 e foi interrompido em 1940. Brooke (1863-1939). em três volumes: The Old Testament in Greek According to the Septuagint (O Antigo Testamento em Grego de Acordo com a Septuaginta). 2 volumes. 1935. O texto de Alfred Rahlfs. Edições reconstituídas O texto reconstituído é baseado em mais de um manuscrito. 1999. intitulado Septuaginta. da patrística e das versões de Áquila. publicado em Stuttgart. reconstruído selecionando variantes dos manuscritos existentes. Norman McLean (1865-1947) e Henry S t. Ele também publicou uma edição da LXX. Stuttgart. suas lacunas estão preenchidas com textos de outros unciais.76 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Edições diplomáticas O texto diplomático é baseado em um só manuscrito. O texto preparado por Swete é outro exemplo. em 2006. O texto básico é também o Codex Vaticanus. Símaco e Teodócio. Um bom exemplo desse grupo é a edição de Cambridge: The Old Testament in Greek According to the Text of Codex Vaticanus Supplemented from Other Uncial Manuscripts (O Antigo Testamento em Grego de Acordo com o Texto do Códex Vaticano Suplementado por Outros Manuscritos Unciais). 358). E uma edição reconhecida pela abundância de informação e analisa as diferentes recensões e os grupos de manuscritos segundo os livros. serve como exemplo dessas edições. trata-se de uma edição eclética. Esse texto foi revisado por Robert Hanhart e publicado pela Deutsche Bibelgesellschaft (Sociedade Bíblica da Alemanha). p. preparada por Joseph Ziegler. A edição crítica de Gõttingen ou Gotinga intitulada Septuaginta: Vetus Testamentum Graecum (Septuaginta: O Antigo Testamento Grego). Seu aparatus criticus registra variantes dos manuscritos.}. Seu texto básico é unicamente o Codex Vaticanus. é a Editio Altera (segunda edição) Rahlfs-Hanhart. os livros históricos e os apócrifos Judite e Tobias. Thackeray (1869-1930) contendo o Pentateuco. preparada por Alan E. "baseia-se fundamentalmente nos códices Vaticano. . As introduções são extensas. cujo título é: The Septuagint with Apocrypha (A Septua­ ginta com os Apócrifos). para a melhor compreensão do Novo Testamento. na Inglaterra. p. 147). italiano. em pequenos cadernos manuscritos e interlinear. . Fernández Marcos reconhece o tradutor como bom helenista. coreano e até em hebraico. Ele reconheceu o valor da LXX e a necessidade de se produzir uma tradução do Antigo Testamento Grego para o inglês. em 1851. mas afirma não ser possível identificar o texto grego usado para a tradução. pois nenhuma tradução existia. Há três versões completas em inglês. Inglês A primeira versão em língua inglesa foi traduzida por Charles Thomson (1729-1824). Seu trabalho foi concluído em 1792. Espanhol Guillermo Jünemann Beckschaefer traduziu a LXX para a língua espanho­ la. nas seguintes línguas: francês. em 1928. sem os apócrifos. além de traduções literais tomadas de Áquila (MARCOS. por Sir Lancelot Charles Lee Brenton.O A n t ig o T esta m en to g r e g o h o je 77 T rad u ção nas lín g u as m od er n as O interesse pela tradução da LXX para as línguas modernas vem aumentando nas últimas décadas. a tradução de Jünemann foi publi­ cada em Santiago. 2008. E hoje a tradução da LXX mais popular no mundo de fala inglesa. patrocinado pela International Organization for Septuagint and Cognate Studies e publicado em 2007 pela Oxford University Press. Só depois de mais de 60 anos. Wright. Trata-se de uma nova tradução crítica do grego para o inglês contemporâneo. preparado. no Chile. frases e palavras desconhecidas da LXX. uma antiga em espanhol e uma em alemão. pois figuram omissões. em 1992. trabalho preparado sob a coordenação de Albert Pietersma e Benjamin G. A terceira é A New English Translation of the Septuagint (Uma Nova Tradução Inglesa da Septuaginta) cuja sigla é NETS. Vários projetos de tradução estão em andamento. japonês. mas só foi publicado em 1808. espanhol. A segunda versão é um texto bilíngue disposto em duas colunas para­ lelas: grego e inglês. durante os anos de formação dos Estados Unidos da América. que foram incluídos na edição de 1904. em Concepción. Juizes. O projeto tem a participação de muitos eruditos franceses. dr. O primeiro. Em 2001 foi publicada uma edição bilíngue grego-francês. historiadores e filólogos da Igreja Ortodoxa Grega. Alemão Foi publicada em 2008 uma edição crítica em alemão pela Sociedade Bí­ blica Alemã. contendo o livro de Gênesis. resultado de uma parceria do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC). Paris. Italiano Há um novo projeto de tradução da LXX para o italiano em andamen­ to. Wolfgang Kraus e prof. ambas professoras de grego pós-clássico da Universidade de Paris-Sobornne. publicaram o Pentateuco completo. Eclesiastes. depois. Zipor e publicado em 2008. . em Roma. com introdução e notas. Josué. Os editores responsáveis. e das Ediciones Sígueme. Lamentações. foi traduzido por Moshe A. editora de Salamanca. independente. que começou em 1999 com mais de 70 tradutores eruditos. dr. O primeiro volume. como Gilles Dorival e Olivier Munnich. foi interrompido. Martin Karrer. coordenaram o projeto. sob a direção de Paolo Sacchi. prof. em 1999. Hebraico Há um projeto de tradução.78 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Há um projeto em andamento sob a coordenação de Fernández Marcos e Maria Victoria Spottorno Díaz-Caro. mas surgiu outro. de Madri. as Les Editions du Cerf. foi lançado em 1986. organizado pela Universidade de Bar Ilan. Gênesis. em Israel. Foi publicado em 2008 o volume I contendo o Pentateuco. Carta de Jeremias e os doze Profetas Menores. Baruque. do Pentateuco. IReis. O primeiro vo­ lume. em 1983. e o Pentateuco. sob os auspícios da Universidade de Bologna e coordena­ do por Luciana Mortari. Provérbios. Francês La Bible d'Alexandrie (A Bíblia de Alexandria) é uma tradução francesa da LXX com comentário filológico e exegético sob a coordenação de Cécile Dogniez e Marguerite Harl. que publicou o Saltério em Turin. Conclusão Bíblia um livro traduzível por natureza. Ninguém espera voltar a LXX a ser o Antigo Testamento da igreja. mas o conteúdo da mensagem. Isso mostra que não im porta a língua. Agostinho de Hipona disse que "o Novo Testamento está oculto no Antigo. isso torna acessível a todos a Bíblia dos apóstolos e dos primeiros cristãos. Essa aprovação divina é reconhecida pelo uso do grego na redação do Novo Testamento e pelas inúmeras citações diretas da LXX. o conhecimento dela ajuda a entender esses primeiros escritores cristãos. O mesmo pode ser dito dos pais gregos. a ve­ ritas hebraica constitui-se o referencial para a tradução em outras línguas. O projeto de tradução das Escrituras dos judeus para a língua grega num período em que sequer o cânon estava fixado mostra ser a . e o Antigo está claro no N ovo". E da vontade de Deus que a sua Palavra seja conhecida por todos os povos e nações na sua própria língua. pois há numerosas citações da Versão dos Setenta. sendo ao mesmo tempo o prenúncio dos milhares de línguas para as quais seria traduzida .as primícias de uma grande ceifa de versões em todo o mundo. mas é de suma importância a Versão dos Setenta na língua do povo. mas esse Antigo Testamento é o Cânon Alexandrino. direta ou indiretamente. O papel significativo dessa versão na construção do Novo Testamento torna-a indispensável para a compreen­ são do texto neotestamentário. há diversas referências no Antigo Testamento sobre a produção de seus livros.30) estava também mostrando que há na fé cristã uma lógica. o que dizer do texto hebraico? Sobre o Cânon Judaico. aqui. A inspiração independe do processo editorial.80 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Agostinho disse reiteradas vezes que é necessário crer para compreender a fé cristã. A palavra grega. Ninguém mais ousou revisá-la depois de Luciano.16). Deus inspirou os autores sagrados e nem sempre os livros foram totalmente acabados em sua geração. a língua é viva e ela se desenvolve com o tempo.21) e que "Toda Escritura é inspirada por Deus" (2Timóteo 3. Com isso Agostinho provava que o cristianismo podia ser explicado de forma racional. Todas as versões da Bíblia necessitam de revisões periódicas para atualização da lingua­ gem. Isso significa que essas palavras foram sopradas por Deus. a LXX traduz: "se não crerdes não compreendereis". vieram dele e foram colocadas por autores humanos. o bispo de Hipona apontava isso no Antigo Testamento. vem de Geóç "D eus" e Trvéco "respirar. sacerdotes e sábios confiando-lhes a responsabilidade de escrever a revelação divina (Jeremias 18.] os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2Pedro 1. soprar". certamente. Ele fun­ damenta esse conceito na parte final de Isaías 7.9.18). A autoridade dos massoretas . Independentemente de o livro ser um conjunto de extratos de autores desconhecidos ou uma coletânea de diversos documentos. Porém. que o Texto Massorético declara "se o não credes. sem. no entanto. Deus insuflou os profetas. traduzida por "inspirada por Deus" ou "divinam ente inspirada" é GeÓTTveuaxoç. mas embasado no Cânon de Alexandria. alterar a mensagem. Falar de diversas revisões na LXX até que é compreensível. ou seja. Sabe-se que "[. isso já era defendido desde Justino. e tem apoio no Novo Testamento.. contudo. o Mártir. Quando o Senhor Jesus adicionou a expressão "de todo o teu entendi­ m ento" ao citar o primeiro e grande mandamento (Marcos 12. ou se sofreu revisão posterior por escribas e profetas igualmente inspirados. E com a Versão dos Setenta isso não foi diferente enquanto o grego era a língua do povo.. ela é racional. não ficareis firm es". Porém. afinal de contas. pois a revelação foi gradativa. ideia retomada mais tarde por Anselmo de Cantuária. glosas editoriais de profetas posteriores não invalidam sua inspiração nem a sua autoridade pelas seguintes razões: a) o cânon ainda estava aberto. Os reformadores Lutero e Calvino diziam que o assunto da identidade do autor dos livros do Antigo Testamento era relativamente de pouca importância. outros sacerdotes. . os sopherim.C o n c lu sã o 81 posteriores. apêndice. e) revisão. d) esses detalhes editoriais são reconhecidos pela tradição desde a antiguidade. jamais alguém ousou alterar sequer uma palavra. b) em nenhum lugar das Escrituras Sagradas afirma que pelo menos um de seus livros saiu acabado do punho do autor sagrado. Há caso em que mesmo depois da morte do autor. pois o cânon já estava fixado. Assim. A partir daí. Os massoretas jamais ousaram modificar uma palavra das Escrituras. f) e. c) glosas editoriais foram inseridas no texto sagrado por pessoas autorizadas e isso não neutraliza sua autoria. finalmente. quando foi definido. fica claro que nem todos os livros do Antigo Testamento saíram totalmente acabados das mãos do autor ou autores humanos. sábios ou profetas. do judaísmo rabínico. mas ambos insistiram na origem divina das Escri­ turas. deram continuidade ou revisaram o texto. o cânon só tornou-se intocável depois de seu encerramento. que trabalharam nas cópias e na edição dos livros da época helenista. epílogo ou algo similar jamais puderam tirar o crédito do autor de uma obra. igualmente inspirados pelo Espírito Santo. Assim. o que é diferente dos sopherim encarregados de padronizar e revisar textos. A autoria não é tudo. não é a mesma dos □1“'2Ò "escribas". mas o conteúdo. Cânon Judaico Apêndice 2 .Apêndices Apêndice 1 .Cânon Alexandrino .Lista apresentada por Josefo (?) Apêndice 3 . 1 e 2Samuel 9. Cântico dos Cânticos 19. Jó Megilloth 17. Salmos 15. Êxodo 3. Juizes 8. Profetas Menores Hagiógrafos Livros Poéticos 14. Lamentações 21. 1 e 2Crônicas . Isaías 11. Eclesiastes 20. Levítico 4.A p ê n d ic e 85 Apêndice 1 Cânon Judaico Torá 1. 1 e 2Reis Profetas Posteriores 10. Daniel 23. Esdras e Neemias 24. Gênesis 2. Números 5. Rute 18. Ezequiel 13. Ester Livros Históricos 22. Jeremias 12. Deuteronômio Profetas Anteriores 6. Provérbios 16. Josué 7. Juizes 3. Profetas Menores 9. Provérbios 3. Esdras-Neemias 12. 1 e 2Crônicas 13.G u ia histó rico e literário Apêndice 2 Lista apresentada por Josefo (?) Cinco Livros de Moisés 1. Gênesis 2. Josué 2. Jeremias 7. Deuteronômio Treze Livros Proféticos 1. Êxodo 3. 1 e 2Samuel 4. Daniel 11. 1 e 2Reis 5.86 S e p t u a g i n t a . Ezequiel 8. Isaías 6. Salmos 2. Números 5. Levítico 4. Eclesiastes 4. Jó 10. Cântico dos Cânticos . Ester Quatro Livros de Hinos Preceitos 1. 3Macabeus (Apócrifo) 23. Salmos 25.A p ê n d ic e 87 Apêndice 3a Cânon Alexandrino A Lei______________________________________________ 1. Êxodo 3. Judite (Apócrifo) 19. Levítico 4. 2Macabeus (Apócrifo) 22. 4Macabeus (Apócrifo)__________________________ Livros Poéticos ou Sapienciais_____________________ 24. Tobias (Apócrifo) 20. ISam uel [IReis] 10. 2Samuel [2Reis] 11. Juizes 8. Josué 7. canônicos] 17. Deuteronômio___________________________________ Livros Históricos__________________________________ 6. Odes (Apócrifo) . IMacabeus (Apócrifo) 21. 2Esdras [Esdras e Neemias. 2Reis [4Reis] 13. IReis [3Reis] 12. Gênesis 2. Números 5. lEsdras (Apócrifo) 16. Rute 9. 2Crônicas [2Paraleipômenos] 15. Ester (com os acréscimos dos capítulos apócrifos) 18. lCrônicas [IParaleipômenos] 14. 88 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário 26. Provérbios 27. Eclesiastes 28. Cântico dos Cânticos 29. Jó 30. Sabedoria de Salomão (Apócrifo) 31. Sabedoria do Filho de Siraque [Eclesiástico] (Apócrifo) 32. Salmos de Salomão (Apócrifo)____________________________________ Livros Proféticos____________________________________________________ 33. Oseias 34. Amós 35. Miqueias 3 6 .Joel 37. Obadias 38. Jonas 39. Naum 40. Habacuque 41. Sofonias 42. Ageu 43. Zacarias 44. Malaquias 45. Isaías 46. Jeremias_________________________________________________________ 47. Baruque (Apócrifo) 48. Lamentações 49. Epístola de Jeremias (Apócrifo) 50. Ezequiel 51. Susana (Apócrifo) 52. Daniel (Acrescida a obra apócrifa, Oração de Azarias, no capítulo 3) 53. Bei e o Dragão (Apócrifo)_________________________________________ Anexos Anexo IA - Papyri Bodmeriani — Salmos 21.8— 22.15 [20.7— 21.15], da­ tado entre 275 e 325 d.C. Anexo 1B - Reconstituição do Papyri Bodmeriani — Salmos 21.8— 22.15 [20.7— 21.15]. Anexo 2A - Héxapla, Fragmento de Milão — Salmos 28 [27]. Anexo 2B - Héxapla, Fragmento de Milão. Anexo 3 Anexo 4 Anexo 5 Anexo 6 - Doze Profetas de Nahal Hever — Zacarias 8.19— 9.5. - Papiro Fouad 266 — Deuteronômio 31.28— 32.6. - Codex Vaticanus — 1 Samuel 17.44— 18.22. - Começo da Poliglota Complutense, Gênesis 1. Anexo la £ Í S cÇ-\ * c*crno>c N & -r* * [ -# í. í1 o^ <*-TTv'rJ „„ -kJtA ^v^-xó ^ N - ^ t^ ir r t l JR, .< £to t i.v4oít y r f o cco -rrs^tâj ^ * b t ^ t i p í w t H - '- ’ . '^ A>-vf .it » V 'J 3 j.j^í>» ÉU-iW r i - r N - i r r Ç i « ^ p > • •£-i cr« '^HpâMSRr|aj’t*< rt-M*rí> gu» pt »4 frfte4*feA<o crwü i ^ r V á j j fl ' ° ^ ^ <*oc ^ > 4**i? f» '■Ife TT ** My1^ U A , ^ r lú r y w r f it 4 - ^rci*nai»i T7-^ATiTtiSkWt?r<« I R Í j1 ? í Ç ? 5 * H AJLer^crcfoe jg . ç r ^ ^ n M j ô i pK;<vrvif^c«,• a r '1^1 iíl^ ''v * T*# ^(».'rtfíJÒ^-rt y c T t f &N £»"*>$* C ^i - tTTf rtlfY K jf \TL\: _v -Jki 3 •fc ÍHi TTTVíK-rttr.-létféúi Salmos 21.8— 22.15 [20.7— 21.15] da Septuaginta Papiro datado entre 275 e 325 d.C. Papyri Bodm eriani - Bibloteca Bodmer, Cologny - Suíça. Observe os Nomina Sacra.15].e p u f r q v €K flY jT p a S [é k íC O í À t a ? j117] 12 rpos fiov o &s fiov ei ov‘ 1 jir/ q . « K a i K p a ^ o fi a i r ^ i e p a ç w p o s [cre k 11 € 7 7 6 <7e €77 .[7 T O < J T 7 ]Ç air e fiov ort (J 7]s f i o v [[ííCtt]] VUICTOS* K a i OVI 4 5 £ eyyvs' ort ovk e\uTiv o fiorj& w v1 13 14 7T €pi€K V K À ü)(7aV fie fio[(7^ (0L T T o A A o t ravpot T rX etoves ? TepLea^o[y fie 1 T fvoti*av € 7 T efie arofia avrcuv' cos [A etov o apira£(ov Kat a v Se ev a y i o is K a r o iK eis a f [ v €7T l (7 0 L TjÁTTLCrCIV OL T T a T € p [€ £ 7}p 6 rriaav Kai epvo.1 £eis avTOvs' K ai / ca ra ç> a y ere ai 11 12 13 T OK ap T T O V C L V T O iVO .v fi e k o .15 [20.8— 22.(7 a.oj avrovs 1 7r p [ o 15 opv[o\fievaS' * cocrei uâ[a.l eXa\Ár}oav ev %ei Àecrç €K eivrjaav Ke(paXrfv‘ 1 [rjX-maev e m KV' p v craaô’oj a v r o v ucocraToj [a v r o v e t e&e 1 2 fcfi ú L s to reA os virep tt}s av riÀ \ 7 ]p L < ecü&iVTjç tpaXjjLos tcd ô a v tS 1 [ o ¥ s o § s f i o v ' ir p o a j^ e s f i o v ïy [ 10 Àr)(7€V a v r o v 1 o rt cry €i o 1 exra7r[acra? fi e e/c y a a r p o s ' f] eÁiTis fio v a it o fiacrô^újv t t js fi7]Tpos fio v 1 7 T € Ç fJÆ ‘ iJLaK paV £ £ 7 T OT 7JS ç[oJT7] O LÁ oyO LT C ü V7T apa7T T Ü )flO T C U [v f.T T OT T JS y7)Ç Kai to anepfxa avrwv arro vïùjy OTi CKÀ ivav e t? cre K a tc a StaAoj^} fi o v À a s a s o v fir j $ v v to v r a i cm ?i cre is* a v T O v s 14 v c ú to v €v t o ts em fA 7 K& i eaœdrfaav' evi am '3jÀ7r[tcrav Kai ov xa €TOljXGLCT<ZlÇ T O TTpOOCÚTTOV a y T ( i ) [ l T L K€ €V T T f ÔVVGLfÁGl (7 0 V a j (T O fli 77}crxvv{hicrav‘ 1 eyco Se etfi[i & ko j\ t )£ Kat o vk a v o s' ovetSos avcoy [x a i e£ ov 8 e vrj/ia X a o v 1 Travres o i [[€]Jt?*€íi>[pouj'T€S' fi e pL€V € V T a is $V V a<JT€iaiS [<J0 V 1 e^efivKTTjp> .7— 21. .92 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Anexo lb 8 9 7 T p o< 7 C ü T rov aov 1 cm e ]À m € 7 i Kat € V tíú eA eet rov vipmrov o[ p€& €ir) 7 ]X eL P °"0i.p e^exvthjv Reconstituição do Papyri Bodmeriani — Salmos 21. £ V1 T C L C T LT O IS 7 ] S e ^ ta crov evpoi 7ravras 10 cre 1 to vs {h)<7€is avTOvs e ts KÁtfiavoi pov TTpOOOJTTOV GOV K€ K € €V Op\ 0. todas as formas abreviadas com um traço supralinear. . The Text or The Old Testament.. ..t ^ ir i'D k f c r r « T*» . ^ .A n exo ciú \0 («ï ií<p»K rfcr«i«íjífjiç» . p. -t»- €“ » ■ (' Hexapla.ruí>.^‘AWtíj-)' SLiu.ai^LrW' -«íf*«CÍW*Cljí' >cSiSlw (•vvárysMr. 189 .<»C7. j j [ -mrí. —1 .V»iVi^^jL . Fragm enta de M ilâo — Salm os 28 [27]. Fonte: W ÜRTHW EIN.-ií g UÊ.ütr1»*#/' ' «T M ÍH ? 'l'vVr' "n • 3“ i«è'í£ "o ' > ir - o k * £ ii' * n>J^ •' cd£t^w'írí*»i -u iC . Ernst.rm&i-fv 0* í^fçécr " r-m f */ '«*• '“ •«DfioçO jí.TWw>»r -Tn*nfi. «*>j»T ypHT^-T^íaMUrÂí^jr (r’uf^M tn s f t . (icai) ïXaf«ùvfl{n) KapSia pou kuI t îk Ncptuagmt m r r kç O Tl eta^Kouoi «pœvfls 6cri<TJ:«bç pou. m n * icÇ ßorjOOc pou Kai 6itEpam»uyTn^ pou* tv ai)TÔn fiXmaev A Kai'Ôia pou. (icai) èpor)6ij0iiv. . m n in . Kai £ßot)0f|#iiv. 56. THE HEXAPLA FRAGMENTS O F M ILAN Illustration and transcription (Ps. kcU Quint* mm Ôtl EÍOHKOUOC tf\ç qxovfiç ifK f e n o e ô ç mou.pàuiç pou (icai) 0up«O< pouè v UVltiH Lner oî0t]o>:v ► apôla pou. p. Ernst. nur Poi)0OÇ M O U Kui OjiepaaKMTCfjç pou* év aÔTffli flXmaev Kupiia pou. pou 9 4 S e p t u a g in t a Fonte: WÜRTHWEIN.apôia po«' (ko)) ókó a lcrp atôlt) pou é^opoXoYÎ|o<i»p(ai) ÜÙT(Q-) nur KpàTOÇ pou Kai 8upEÔç pou év aùxân nur loXÍS poi» Kai fiîi£paoîtiatT)ç Mou* aùtflh (*MVf|aco aÛTôv.) from the edition mentioned on p. 28[27]:6f.34. Kui è»:paiauó0<n) f| K «p8ia pou* (Kai) árcò toO áopaT óç pou é£opoXoyî|oo|i<ut) aùx((ï>.) n u r kç Po^OÓÇ M O U Kai (m e p a a m e t^ ç M OU* £v aût<S>t èv tóiÃalr. Fragmenta d e Milào. The Text or The Old Testament.) n u i’ pOTfflô«. Kai £ßoiif*nOr|V. Kai Tiyoupiàoato v. Héxapla. Symmachus m ir ô ta a tc o ío a ç Trjç «püivfte rn ç liccoiaç pou m n* lo x i < M O U Kai t o t p a o * t<n^ç |M H >* uùtdbi tn en oêQ rioev ^ tcapSia p<H >. n irr ». 188. ''i SÖ«? S ip 'M n n V -»• n te r 'î ? W i *13 IVunsliteration în rr Xi au aç K£û\ Bavoovut m rr ÔÇst oû^aYEwn par paie uppi o w vùÇcpOt oualuXeC Xeßßt oùpEcrmpi «1Í71K nvr curôewou nur ôCsi ofijjayevvi Pa» Aquib nur ÖTI flKOOOL <P«ovf\c &cf)rtiMÎK M O U . pou Kai ôîtepacrKtotfiç M O U * tv ttÙT<î> n fM o — Guia histórico e literá rio X a c non àvéôoXtv ' h f| aàpÇ pou* Kui £k OcXnpaxôtO M O U ^oM oXoynaopai u 6 t($ . with the Hebrew column added from III. ( koí) bßorifltyHjv. 19— 9. ©AAACCAM*\Y>.A n exo 95 Anexo 3 . 401.u e 0A ^ . . É H ^ g ç ^ ■ « « O A M / vHAAAAAAOroY Ot J TUJ Wá-srgí O<D0A 0c. p. Veja o Tetragrama com letras hebraicas arcaicas (paleo-hebraicas) nas linhas 3.lAXt 'oMrrA.5. .ujrr^»4 j<Ai nXcm.NATa CJ JUM4 jlC ^ r:j VYT> < 'W * ■ TTV A1 v “A > Jatàt * jC él4& í JN: *c?/i UwM * Doze Profetas de Nahal Hever — Zacarias 8.« CCM T<Mh?iè •XV i<Xí <=%<ytwzé^ A f '.r'A j-i HM KM rrttw A «rtfttíJttN À / ^ '-fxoyi jtuClH AAOIWJ TTOAfr £ TT£*' 'y. cji^ojg H c e x í ^ o A». ^ Q j. «SCro^tuAi jA o v ? r * -MH i ■ J A. KAJ A a m a c way jtAiv. Textual Criticism of the Hebrew Bible. Emanuel. 5 e 13. Fonte: TOV.\ jcpAHNkAi ns-ewAfc TttM * ¥ ^ 0 C KAI C <*1. AA. iv ^ >íAi x p i r c j o: .V'TttM * £ A J. 6. jc a x h q jm . x : íY -r -K C jv tO Y P ê x if A íN t . p. Ernst. Fonte: W ÜRTHW EIN. .1 0 0 .96 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Anexo 4 * 0 * iO M X . Veja o Tetragrama com letras hebraicas arcaicas (paleo-hebraicas) nas linhas 7 e 15.28-32. The Text or The Old Testament.N tK r w x : 4 * A "c>4 ê Jrrv tc A r^ t V > ’ ~ Papiro Fouad 266 — Deuteronômio 31.r r t s íV S flN JC V * vTC ' C ír a -C V A O C M < { r o r c o í^ T / 5 H O ^ ^ O C C V r-- C t^ . 179. r«f *»H€ • * > cC YK lK mT H -“ qTfe't'VN'i^ 6Kkxi-1U > « -*■ $ T U ) N X X K O u > y X a ) N ]<XI ^ KXT6nxt^y k iTXc nx r~ . vT ew cX Ò Y ^ M ^ xfixixci )<£t€ NXMMOq N H^Íl6HI<YMÍ*v\ojcKil^XMrXONLI r Y N X I JkJyKO < P YX tUM I< XIfíK / f c - Codex Vaticanus ISam uel 17. ) r w c c t x i n x c x H rH ò^ri e c o x o y r e e k x i ètucTH c > ^ X iX W K X lK X T E A / tU lX oniccuX.f x y m x t i X IT tUM àíxxoyYX U > M ' \ < í> M * K Ü I€ ü )c r « » K * J< 4 n t 4 < S x .I c X K ^ I íO Y ^ A K Jkl H X X y n o ^ x e n o M f N o c t^ 5 ' X X Y ^ I X X n Ò ^ r » )C H M 6 fX ' -f K Ü ^ O iH e H C K Ò Y ^ YKÜ ^K W ^ \ U JW eM TA'YTHTHH » w j« ' f i c t t e . ò t i x y t h F e i c e n q r e y c T o K X ie T e n o f e Y ^ J o ri T P n r ° K XI J±€ N cx^oy*4»c w T o c c y n i c ic c b o x p x . rai^felKCOTIT^YKY ‘dn oxe moc‘K^i nxrx* ^ Adicei i<c^.A n exo Anexo 5 *TÒ^Ó*Y P K X i T d i c k 'x .X Y e »x k X í é » ^ n e c T H e r íá y T Ò N i u i e X X fc e M fH M pOM <|>x‘i xm p kc^n^y^QYK*'1m q NHfÒM ecbXN Ht ÓPH M X & J Ô Í> Ü X A H O I C c ÁYToykxi é o X K i Ktuj Ò y K r i C f t .r o jx x x ti K^f&yq xfcxcòonxjx v A j T t o y * k x 1 6 i X o H <5 1 > ! x x o ' C K I T > > 'l6tuc icà h w tüN êV ^ .1€ x > ! . T x .>’T^ I<Ê<DK XH M T p y X X X O » < fc> Y ^ o Y • ^ ^ t^NGrKeN. ieí e nor*y errei Kí^ i4 Ê ictenof gy « M n fo c e íN T W Y A ^ f « l\ K * £ f € \ X € N M XCXIl lD) f l k x im 7 'T < ^os „X cJo icxYToY5"i l i Kl CTIM íf£ ?e K i'lCXKXI 04C^TXJI ri^ cX ^ G KKXH > Cl X ik V T H Ú T I O Y K 6 N f o M c b X i x K jfc ji^ o r x T » . LCN ^<£ I0€N X|'flO W . m ò c ô Y ‘k x I x u 3 c < . Textual Criticism of the Hebrew Bible. Fonte: TOV.^ p tx Í > m n y l /M DC rOÜk N l' M l!k l '' 4 ? Ü J /'lk C Ü l/ K t^ KV X P .C X Ò Y X T o i c i i w Cl N X Y T 0 ^ ^ r iw N x x x M Ci.t 6 h x x y e iv .Y TiàN .< b Y X O | O T l T € » N H K X 1Ç XC C «M €»\0W K jfcl ^xyw X T ÒC íkyT d iN K X I K ^ c ic e i ceKVcHMe|-w > I .cejcxii UI H M cí)M 11<kI>K í o x A x ó c b Y x o c K X jen . r ro i c T H c P H c x i .Y T t L J ^ Í eCTXJ íiy T tü e i c c k x n xxx*m ' KX i A ki c M í c xcryxxei r "ne i x XTO .OYXX k» Hy o Y. e r o K € f i i . X Y *T H K JK € *l C í € roY ^XXfílC .xy^v Xí w u t XHnro'C M ÊfNfO M < ^ X lX KX»eNXcí[X-ri K XIC N X c*i i X l K X ra > i i o f é y o * MXJ_J l f p C C e € N o ' N ( Í M k x f x M e N X .MÍ.èu»cái< nyxy c£c K X X C UN O C' f K x i é n € c X N * r . i x y v ^ K x i e i€ T ^ iM € J w X y è iX T ^ K i x ê i rxX Y T^Y e j c T p K jx 'x i o ki r ü .f oY^-xi Ciccywxkith*i k x i H r x r i H c e k im c x x < » M eyrK T M pcxòyA T o^ xxn Y € Ix !k x i x n n rrcw i ■ xX Y C iA 6i<n xcu jM no' N O ÍC »f»iV i< l > oxx m o ipxyToy‘ K ^ i ç l r i 6 N C í X a y x ^ i > ‘ -* X Y T H . € N X K Í | € C < |> e H X O N H c € W i < k i è n \ T X i e n t^ " Jj ^ x o o y ^ o T ü i n O W x y T Ô Y K X I x i »" í Y ò a Í ^ o c a i X T H cn cfi K e <p x x x'i x c .CKlXXYe. KXIéY^ t€IToXnònfc*j 6 n O Y W T Ô Y H W / 1^ ' "í^ k^iT oy^^ hrxt tx ciíj/ioyVôyxxòy-' ■>! 1UlKt K X 1 K C M «rrX Y T-'f .t n r x K tO x kco it ü n X P C M fcO X H <?XXAO<f>y C G N i v Y T D N ' K i l X<i> 6 l > X tjN T H K I K e t ^ X X H K l l y ^ éÁ tUKXNyjíic M YY IXX X ' K X 1C M OI €XtUKXNT>f X f=i xj xxxc K Xi ã N ex^ Y x €K C |MHCKXI«n C K eiV jX K k i X r i e c T H c «= ki x y r . . p.f K O r^YJT'T « T p Y K M é l i u .r e i n o Ic T * y o y ó y k í : i t ó i c e n *.K i.44— 18.Kk i lI ^ < l« x p c c íc x O xVtxYTCrrKXI KXT€cT h C € N j C y r o N è * .Ç Ô .22. c i c y ò y € s T ii> n o ki x y r o y K X i t r i e K X IT ^ c K € Y H *SYT °*T éÓHKGNfcNTlUCKH' ^CiSMikJTlXYTpY ^ KxieiH^ea Nxixofev.oísi'cV êy» KT*Í Neci K lTH Ç rH C ' cêni-ínu nj*octi^noNKy T Ô Y e r ílr A K J t h N ic x ié * xytoyij:x| x.N X . 399.N6 ^ X G u íK iV e X f k i t y m n ) í \ (V K « » C K * l E Á .j c T incNX X yG 1x rij-oe / T " oK i^ K X och *^ x. Emanuel. ‘ X n o n V o c t i j n o y x X Y * 1^ x« 3 jt H nke^^ khN c o y ç*| C T r i Kl K f l f X M o y K il jòn o K T 6 K J â > ‘c € Kiwi X<^>* ^<p^roM: # KXf X N ICTAWTXI *1nxj.*€MRO XXeXyTebM y ‘r*KXl^X«.Y 't^ u x t J xi'xpxo n / kí. — 4 j *•* fè ® iiJ« a ?e n a sftiu i'lig n ft f w r á r a H } *£ .Ui eeas. .tA wrfiw na fiai finn*memln « jiVut v4V r. í friícr t w a ia o od o »C (o «joo » 'crat*iiianl 'S V c ii .ic í* n j T .* « a 0“ fopcr 'tim u m e n tiin i.-s f i a f ií iu .t n c J i oM j« . n õ íi^ r i:« a roiíüfjn Ja.Vi\3“ '* ? '" !. rniBO frme IpíuKln (Wj ecmis íaj.. C«..-.• .* • . « w n i £*a» ac d g rcg Jrio n c % 'aqu a tiití:(.^fo.v jo «gnyeocin m «v*tdw :*rn K tn > v v — ..ftm aitt fia>*í fm s 5 .K foi» ^ 'a q u a s cow xeassxoaxa E t fcd t*d cns firnumdro: a írltír_ 'a b aqifls. T '1 ~ i T -.‘'31 *r 1 1ijijiijly 11~ n*" f'm li* nmrf rrn'TpH* -r*’ n^n^x’ b tu m c m i n « * .irt rl.-c-»s“?V » '• • ••*'**“■'‘’ • * t Bqnfl.f. è í< ’fitm .w *N «tr< >>>nn^' ni’’ fl’if »> ■|rtrò‘n ’ta ^ T p < .. B?sW K¥"toS“ -h nir^ibf y>y~r *—•*— iojjnixjíwq n * k t t o r j T ^ T *0^i - *T’. „..« u «T 'j.TnS5‘lffiS ‘CT3|fj..3 'l’ 13!l' >ca' T t : u í V i M O ju ? V A Tí» íV W t U f t a Í S » * ‘ Factinncp eft‘ v cfp cc& °ma n e1di es'vnii s-cmcm *D ix it q u o i^ d fiis-'B ia t * fin rn m c n tu ‘ in m edio ju h "’aqii."Etriv iit 1Ç ^ K 33 y»0'7l5Í 3nttr-<Jiiit j S ict« ^»asatew. í^ u iW ' c»-N‘prídp[ok «*-otrdei!scto « K r« tra fa ifih ill*l ítoorflu« latdsxfo • i* «xffirm cr fpWft» ws^ façfcatw « . voanM laaí» ww * im m . cf i ( o i d k J í t i c I q k t atrai ’f i o c r c m . G e rm in ct rte rra £ h c rh 5 . j* **r y *u *.diiEW accin coocro ^ cfle r t o n a : *8CdiniGt 4liicctnpa ‘H aie& ris: rap pclhuittn ccaxcvxaxco ‘ liuTCTn’ d ic." C i v id it'd e n s'q . a t x i k t «fpert: » •Jt-.-i fiflfii itx.'E tfacn im c S m“E tv o c a u ft1 «!««°3 • “ • p V. ccoo» •yitP <«.w itfórxa iiuac:M « *naé. Í . '1 *^ * n i t f T '^ a T H tS Jtrm tD ^ íU Í . I »:'«£$ í ç ! í n <*AÍr-*áH .lm /^7 liBnfi pomtfrrB fldj-. ''.o a s x o a s c u j a o M > ».iu I js iiV m » * '« ! ? ™ » ' * <t\Ax%f “finnam cn tum p cd u m : gent oaca qiK fiib cefa _ _ » am^rt^u ’’f i fadarn d i ' Y cfp c' & KTt i> ira ju it u —sVW OW m ' 'm -inc*dit3 ’fa u n d tis.T« « ?fc»lT* swrw-._0’3j* >»’ r . j p ^ l b i i M m U l • >— ** » a » > « r •• mi in ii’ f i t . M v w .ÍW » çiuàrí íaâs: t ap*3iair2n Jj.1nVocam r(£*dei]! if a '.1T31 'fu b a x c cc ca r a x x cx o j »firm am ttn jb h i s 'q n c lum.ST ilU tA »M W iím .D'^'XTB'B^i'i’paV l'’ •^(rfStrVíiVTiJ^Kliníf nig’ f í i" fil.iti.^ Wi:<p bo«J.‘E t< p tu Iit. fmfp ern ® . íía {u ^ «r < « f in f w in n v r • fid c teferatiS'lig n u m íniittj. Ca.. prr « Çltlt *K** .98 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário Anexo 6 JN tn . > • *wj'3"^'’n’i.. a tocnut sens fcmum-tS cc= 'd i m i i ^ a q u3*bq CT. . et ía<tó8 * 3 ps *» \ « ? ê T«ttóAt«-i»uiT<*. _♦Itnc'Er&cac’lnx.J9’’!? rTsr"*-iri0' rLÍ''. ■ £ Ííar rets ftttruniirS.« »lílitttca. D” nja* i1 ’?" rrjV«< • > XlVfr^'flggV-ieY^~y > > ™fj • > "2 u r"x c. .» *jr ^ a 'jr n r o » ro Ä >' ra'ea'iBf i!f H m > A 'rrô* .f t l i ! VCTi c t n 'iu x ta gen u 3fa u °ca Urrá.•* *> «**» * « * « “ .:iu T jT i » j í s C T U » I X i A W ç f c « ru 'a p p clbn it'm a m .im e n tu -*Etftcra > □ • c r a n ^ f B p c iC C M X C O X O J ■■ ■ ' jrp77' ..“ C i 5 33 • .i.'Et vj(iit. fiflí.*< 7 *uK r t f' * * T3 M ÜW 13» fc. Kj j ’cfd w n rrtf. » . . ' S ten cbra s •focbdtuf'fttper caxxo 'a q u a i. -r eta t M e capt-elttt3. *p o m ife rii1 ftd cn s"T r u * aa^»e?<*u7 » ã s «a u s á u r{f OUTÚ t í í i . . .v i!e tC it3S t ! ».4 * m r* yttt< i m t* ç yx(-«M W a cit rif**fr a i m ' *5.S it iE -• wKTBgawtaJ 1 pirt*r <*' *ym \ s r n n + *r** «!?»i n —• *«^3 fr‘y'..-V.twnâ.e flc tT K jn u m r'S sit. « pwmiíftcrrJ bers j iis ^ fe m c * * i fc m cd p fa lit V ífeT'*-5 ' rd.1 D ndrqj'dius‘ f ia t c a « o c to c a x x B c co ” r x “ ’ • r*’ rx’ rrt'nnh'ns* ».t3 fry ir-ç^ p g T ji ft*1 ??* C om eço da P olig lota C o m p lu ten se.> Vc* n=?' . id * 'D ix it vcro’flcm . 'c ' vita qycxtgi 'iemaUfm lr? r a i ’ .tcrn i’h c r rw"çcirrsutssfti eíi nira>)tó ror« |á(Çíá»*af3íjau 65Jw rcrti& < fjc ic tc fern c ten.ttl ü f « C«Ç « m ia X li. W M'«St.. ■2>anfl3-0?3E.*?J ffu Cte^iu e ü x i jac fab ret? ir fõffe « •y>-Í'ji'i^-iS»etrfTU'T»uM M 'y tlÇ * .£J!3giirjb’^* > > ovpx-!««*!':«X'C * '^ ' rftràffng’' *'"•i* » o^'x'hnp^'ipf NTl'.tn icjn ji was art 7UT«ijT.n SiV sT ]*' iirM.P T }^ “f>n.• > f jr f ítnanc: fie« fcrâJcfl. pcftx>03 çvjti^rrsc •>Ju <iiaftvrtr t W1 <rrat 1 7«u t-irawj firnumâfi. j à à ií lT l .í »*>» 0'3'r^fi>n23'’n".íiçJU « nfliíi rcrrj tjrrirf fani. c u w r u o . D ilir^ T n 0 V P J'/. r * c n i r ’ k '■ ’sn ^ rw x .t r r fKjriKr ^ Y f^ P’ • _ >»-ik^r»f»|’i ^ J ^ 1 >*?j »» T r t K i . <y bonl. :c cjj^ 0 3 X 0 : rr.. a « .w — * ■ kv oe*«a-i i-aourr tvmka Sjb •.1 E tfb ctne ft b a( o u fe m in jd & m f fa t« « n q o< fc í«íím í .. . ^^.nu I m iiiM i • ■ * V U O £ > f5 7 l^*<in«~e'rvrviT'F *-^p . jT a m ^ c ç T c i i t i í w G f f i í u a* b w s n r a a tf r f i( i r a : l ’ D J d m £ i tí i s i f lp a a t f a nf v i é o <al cinBin»pf3:faH gt*ra»<ufi le rrii «* "«íátl + • * .x « i r i j' »• >->t5’|n'1 W cn'inri^io' ^BM VpsnceacttTcm üD niiQ ctf4«n*3. rida^rcm ir. t (SgrcçlEJO? ii^ajrú room! =1 .í TV«'t‘vr r .'ftns g c r 'io a ifT ^ T n om :‘'Sa p p a * r c a t*a rid a.f*'> S J» a A í« *“6 * ’• dJ: lífrí.inrmr'Si’ d id d a t milt em« ÍIW aqoini: i|cr. ZctlBeb. G ên esis 1.i.«.JgPfaeM ií& rtB:: (pA^M itotiinbhlKUB fc r m u a e a c -ä it b tM fa ils r -is U u A R ia w l I M ) to n c b a a . Gramática Frederick Cornwallis Conybeare. A Hendrickson Publishers publi­ cou. a editora Georg Olms Verlag. professor da Universidade de Oxford. a Grammar of Septuagint Greek (Gramática da Septuaginta Grega). em 2004. gramática. Léxico A Sociedade Bíblica Alemã publicou em 1992 o primeiro volume de A Greek-English Lexicon of the Septuagint (Um Léxico Grego-Inglês da Septuaginta).Referências Bibliográficas B reve bib lio g r a fia c o m en ta d a Segue uma lista de obras específicas. George Stock. uma edição ampliada. professor da mesma universidade e da Uni­ versidade de Birmingham. A Grammar o f the Old Testament in Greek. com textos gregos selecionados da LXX. reeditou o texto inglês de 1909. para quem deseja estudar a LXX. de Hildersheim. índice das palavras gregas usadas na Gramática e um vocabulário das palavras da LXX. Alemanha. em 1900. . introdução de cada texto. notas explicativas no rodapé. Em 2003. léxicos e concordân­ cia. e St. prepararam. de H. Thackeray. A GreekEnglish Lexicon of the Septuagint — Twelve prophets (Um Léxico Grego-Inglês áa Septuaginta — Doze Profetas) da autoria de Takamitsu Muraoka. em 1998. O Texto da Septuaginta .Keyed to the Hatch-Redpath Concordance. Concordância Dois eruditos. foi lançada uma edição revisada em um só volume. em 2007. sem as referências bíblicas e sem tradução para o inglês. A última edição foi lançada pela Baker Book House. pela Peeters Louvain.A.100 S e p tu a g in ta - Guia histórico e literário da autoria de J. do texto e do cânon há na língua portuguesa um importante estudo. Hauspie. Outros estudos A obra Introduction to the Old Testament in Greek. a Hebrew/Aramaic Index to the Septuagint . La Bible d'Álexandrie. em 2003. e Henry A. muitos estudos surgiram. Lust. Em 1996. Redpath. da autoria de H. e seus colaboradores Gilles Dorival e Olivier Munnich. em 1998. inúmeras vezes. Trata-se de uma lista completa e simplificada das palavras gregas com seus respectivos termos hebraicos. publicou o segun­ do volume e. pois os tradutores da LXX.. A Bíblia grega dos Setenta. no final do século XIX. T. E. D. Marguerite Harl. publicada pelas Edições Loyola. São nove capítulos distribuídos em três partes: A História da Septuaginta no Judaísmo Antigo. M.. Eynikel e K. pela Baker Book House. Trata-se de um trabalho acadêmico incluindo uma vasta bibliografia. Importante obra. Quem deseja ampliar seus conhecimentos no campo da história.D. Muraoka preparou. preparado pela co-coordenadora do projeto de tradução da Septuaginta para o francês. Depois dela. publicaram A Concordance to the Septuagint and the Other Greek Versions of the Old Testament (Including the Apocryphal Books). em 1993.. da língua. Edwin Hatch M. São indicados os vocábulos que aparecem no Novo Testamento e os que são neologismos.A. ela apresenta cada palavra grega com a (s) palavra (s) hebraica (s) correspondente (s). Foi publicado. B. usaram um termo para traduzir diversas palavras hebraicas. Serviu como importante fonte de pesquisa no século XX. publicada. ainda. Swete é o primeiro e mais completo estudo sobre a LXX publicado em 1900. Trata-se de um estudo avançado. mas é de grande utilidade para quem deseja se aprofundar nessa área. abrangendo língua. A primeira. . Texto e Língua. No ano 2000. Jobes e Moisés Silva publicaram Invitation to the Septuagint. A obra chegou ao Brasil com uma defasagem de quase 20 anos. interpretações. edições modernas da LXX e a pesquisa atual.R e f e r ê n c ia s B ib l io g r á f ic a s 101 e Seus Problemas e A Septuaginta no Cristianismo Antigo. e a segunda. Outra obra recomendada é The Septuagint and M odem Study. de Sidney Jellicoe. com uma extensiva bibliografia e tabelas de manuscritos. Karen H. estudo erudito e atual que vai desde a introdução básica até os estágios mais avançados. Origem e Transmissão histórica. O trabalho está dividido em duas partes principais. publicada em 1968 e reeditada em 1989. notas exegéticas. Stuttgart. Alan England. Pentateuco. W. M . . La Biblia Griega Septuaginta . Exodus and Leviticus). E l l ig e r . Biblia Sacra . 2001. Natalio Fernandez. The Greek New Testament. Biblia Hebraica Stuttgartensia.Bíblias A la n d . A.D . Supplemented from Other Uncial manuscripts. Norman. 1909. Ediciones Sigueme. Kurt e outros (editores). Sir Lancelot C. The Old Testament in Greek According to the Text of Codex Vaticanus. Maria Victoria Sporttono. e R u d o lf.Iuxta Vulgatam Versionen! (Vulgata Latina). G r y so n . 2008. MA. M a rco s. B ro o ke. Espana. USA: Hendrickson Publishers. L. England: Cambridge University Press. e M clean . with a Critical Apparatus Containing the Variants o f the Chief Ancient Authorities for the Text of the Septuagint (Part II. José Manuel Canas. Germany. Stuttgart. (editor). Germany: Deutsche Bibelgesellschaft. London. 1994. 1988. B ren to n .c a r o .I. Roger (editor). K. Salamanca. Stuttgart. Ger­ many: Deutsche Bibelgesellschaft/United Bible Societies. 1994. D îa z . Peabody. (editores). R e îl l o . The Septuagint with Apocrypha: Greek and English. B . Albert. Editio Altéra. R a h lfs. Germany: Deutsche Bibelstiftung. Constantin von. 2 vols. Eugene. Stuttgart. J. New York . e H o rt. Robert. A. Septuaginta. Alfred (editor).104 S e p t u a g in t a - Guia histórico e literário PiE T ER SM A . Septuaginta. The Greek New Testament with Dictionary. USA — UK: Oxford University Press. USA: Hendrickson Publishers. Oregon: Wipf and Stock Publishers. A New English Traiislation of the Septuagint. W estc o tt. 2006. Stuttgart. 2007. R a h lfs. Benjamin. Germany: Deutsche Bibelgesellschaft. 2007. 2007. W r ig h t . MA.Oxford. F. 2 vols. 1935. 6a ed. Peabody. T is c h e n d o r f . F. Vêtus Testamentum Graece. . Alfred e R a n h a rt. B. 1968. . 1974. Paulo: Editora Vozes/Paulus. Barcelona. RJ: Vozes. Paulo: ASTE. Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs. A m en ó s. A rch er J r .. 2002. 1991. A l e ja n d r ia . A Cidade de Deus. São Paulo: Paulus. B a rrera . A.Outras obras A g o s t in h o . Gramática Griega. A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã. B en tzen . Santo. Julio Trebolle. B e r a r d in o . Petrópolis. 2003. Jaime Berenguer. ed. A Doutrina Cristã. São Paulo: Vozes. ______ . M erece Confiança o Antigo Testamento? S. 2002. Introdução ao Antigo Testamento . Madrid. Espana: Editorial Bosch. Paulo: Vida Nova. 2 partes. 2 vols. Gleason L. S. Clemente de. 1996. Petrópolis RJ/S. 3a. Stromata I. Espana: Editorial Ciudad Nueva. 1999. Angelo di (editor). M u n n ic h . 2004. 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Septuaginta . texto e edições modernas.guia histórico e literário destina-se a oferecer uma interpretação e um panorama histórico e literário da primeira tradução da Bíblia desde a sua origem até os dias atuais. língua. abrangendo história. Seu objetivo é mostrar a necessidade de se conhecer a Septuaginta para entender o Novo Testamento e saber o que aconteceu com os textos hebraico e grego nos anos que precederam a fixação do Cânon Sagrado do Antigo Testamento. cânon. .
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