Pelagem de Equinos

March 30, 2018 | Author: Samara Souza | Category: Allele, Dominance (Genetics), Color, Nature


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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA CAMPUS DE PARAGOMINASELDENIRA BARBOSA UCHÔA MONICA CARDOSO DE SOUSA SAMARA DA SILVA SOUZA PELAGEM DE EQUINOS PARAGOMINAS-PA 2013 Msc. do Curso de Agronomia da Universidade Federal Rural da Amazônia . Bruno Cabral PARAGOMINAS-PA 2013 .ELDENIRA BARBOSA UCHÔA MONICA CARDOSO DE SOUSA SAMARA DA SILVA SOUZA PELAGEM DE EQUINOS Trabalho apresentado a disciplina de Zootecnia de Não Ruminantes.UFRA. Orientador(a): Prof°. como atividade avaliativa. que determina o clareamento da pelagem em áreas específicas. lobuna. pampa. mas muitos são de ação desconhecida ou sem comprovação. C. o que varia de acordo com a região do Brasil. Os tipos de pelagens conhecidos são branca. em distribuição e disposição variadas. tordilha. Idade – algumas pelagens modificam com o avançar da idade. em virtude da ação hormonal. Os cavalos podem apresentar diversos tipos de pelagens e cada uma delas tem nomenclaturas específicas. sendo por isso possível obter diversos tons de pelagem. preta. o alelo (A) é responsável pela produção de feomelanina. baia. cujo todo determina a cor do animal. dentro destes tipos podem haver diversas variações. A pelagem desses animais é muito influenciada pela genética dos mesmos. Estes animais são escolhidos por caracteres ornamentais. pelo de rato. A coloração da pelagem pode ser alterada por alguns fatores como: sexo – garanhões e éguas prenhes apresentam a pelagem com aspecto brilhante. alguns genes tem ação bem conhecida. de uma ou diversas cores espalhados pela superfície do corpo e extremidades. o alelo B (Black) quando dominante na forma homozigota (BB) e heterozigota (Bb) determina a pigmentação na cor preto quando recessivo em homozigose (bb) ocorre a produção de pigmento vermelho. . A cor do pêlo dos cavalos é determinada por uma combinação de 39 genes. Grosso modo. geralmente estéticos e de acordo com a preferência de cada criador. alazã. ruão. persa. B. tonalidade mais firme e pelo mais liso. Há três genes básicos na genética da pelagem equina e que são simbolizados pelas letras A. enquanto que no verão (quente) a pelagem fica com tonalidade mais viva e os pelos ficam curtos e brilhantes. O cavalo é uma espécie que apresenta vários tipos de pelagem. Estação do ano e clima – no inverno (frio) os equinos apresentam pelos maiores. apalusa e oveira. INTRODUÇÃO A pelagem é conjunto de pêlos. apresentado uma grande variação e nomenclaturas específicas. castanha. Nesse ABC da genética das pelagens do equinos. mais espessos e opacos. há ainda outros alelos envolvidos na determinação da pigmentação da pelagem dos equinos. o alelo C (Color) podendo ser dominante (C) ou recessivo (c) é responsável pela produção de pigmento melânico que poderá apresentar maior ou menos intensidade.1. Nutrição – animais mal nutridos apresentam pelagem opaca e ressecada. só que os mais comumente conhecidos são os ABC. rosilha. Nesse quadro a pelagem ocupa um lugar de destaque. puramente estéticos. A variedade de cores da pelagem dos equinos está relacionado a genética do animal. GENÉTICA DA PELAGEM DE EQUINOS O cavalo é um animal muito valorizado devido suas características distintas e peculiares é. Assim. Estudos recentes mostram que o gene W é letal de modo que os homozigotos morrem. mas o seu alelo cc o animal é incapaz de formar pigmentos melânicos. Quando não existe o gene C. mas em certas partes. os cavalos brancos que existem e se reproduzem são heterozigotos e dão filhos brancos e não brancos. quaisquer que sejam eles.É por estes e outros fatores que se torna interessante para criadores o conhecimento genético das pelagens. mas os olhos são castanhos ou azuis. os mesmos contêm genes individuais. Porém. que determina a capacidade de produzir pigmentos melânicos. na verdade. causado por outro gene dominante simbolizado por W. pois é a vestimenta do animal. B. com pele despigmentada. de um albinismo parcial. No cavalo são muito considerados os caracteres ornamentais. Esses genes serão descritos abaixo. . Trata-se. Nesses casos o pelo dessas regiões é totalmente preto (ou castanho) não havendo banda sub-apical. Isto é o gene A produz uma alteração do pêlo. Para haver formação de pigmento melânicos. pelagem branca. sendo estas a cauda e a crina. em alguns casos a linha dorsal e as extremidades dos membros. O gene aguti é representado pela letra A e tende a restringir o pigmento escuro(preto ou castanho) as crinas e as caudas e. sendo considerado albino. que resulta em milhares de combinações possíveis Há três genes básicos na genética da pelagem eqüina e que são simbolizados pelas letras A. sendo os cavalos brancos produzidos por outros mecanismos. no cavalo desconhecemos a forma albina. podendo direcionar a criação visando uma pelagem favorita ou que possua bom valor comercial e fácil comercialização. entre os animais domésticos. é necessário haver o gene C. a espécie de maior multiplicidade de pelagens. é o gene C. assim como. Tais cavalos têm. pois. características ambientais e alimentares. C. subjetivos e da preferência de cada criador. 2. O gene "chave" na determinação da pelagem é um gene dominante. a distribuição desse pigmento no pêlo. O tordilho não nasce tordilho. Trata-se de um gene não só dominante em relação ao seu alelo. já que o gene dominante E é mascarado em seus efeitos pelo gene A. o preto (ou castanho) fica restrito. tem outro efeito. que é dominante. Entretanto. sendo. nas zonas onde não houver restrição pelo mesmo gene. de modo que os pêlos são. de ponta a ponta. no corpo todo. consiste não só numa restrição. O gene tordilho é representado pela letra G. sendo o gene mais importante do par o recessivo. . Essa prática expressa o fato de que a frequência de animais tordilhos homozigotos é muito pequena. isto é. ou nas partes do corpo. domina os outros genes para cor. Depois da muda é que o gene da pelagem tordilha se manifesta. à cauda ou à crina. Se houver o gene A. os pêlos são todos uniformemente coloridos (pretos ou castanhos). O animal vai ficando cada vez mais branco. isto é o gene a. O gene para pigmento preto e seus alelos é o gene B. como vimos. em muitos casos essa pelagem não é desejada. como uma modificação da cor para o lado do amarelo ou do vermelho. são raros os animais que apresentam pelagem totalmente preta. simplesmente ausência da banda apical. mais importante que consiste na substituição do pigmento preto ou marrom por cor vermelha ou amarela. enquanto os outros pêlos apresentam a banda sub-apical. Além disso. o vermelho a cor mais comum em cavalos. determina. quase sempre nasce preto. determina a formação de pigmento preto. . O gene E é um outro par de genes que influi na pelagem é o simbolizado pela letra E. como epistático. até que em um animal muito velho a pelagem é quase toda branca. O alelo e restringe a distribuição do pigmento(ou marrom) aos olhos e a pele das extremidades. O efeito desse gene recessivo e. Na ausência do gene A. vai depender. de uma só cor. O alelo b determina formação de pigmento para cor marrom(castanho). Acontece que embora o animal tenha condições genéticas para produzir pigmento preto ou castanho.Tordilho: a pelagem tordilha é encontrada em diversas raças e é identificada como dominante. do gene A. devido à ocorrência do gene A em seus ancestrais. geralmente. sendo heterozigotos quase todos os exemplares encontrados.O alelo desse gene A. sendo eliminado os machos tordilhos e as fêmeas com essa pelagem são acasaladas com machos não tordilhos. Apesar de o gene B ser bastante freqüente. porém. Este cavalo é chamado de isabel. Ele manifesta-se de maneira quantitativa. existe outra coloração que podemos chamar de baia. Com a presença de CrCr. O gene Cr é responsável pela diluição da cor da pelagem. onde a cor avermelhada do corpo tende a uma diluição para uma tonalidade mais clara. há diluição tanto da pelagem vermelha. cauda e extremidades de membros mantêm-se pretas já que apenas um gene Cr irá diluir apenas a coloração avermelhada do corpo. não importando se o cavalo apresenta um ou dois genes deste tipo para que se determine a sua coloração. todas as pelagens agrupam-se inicialmente em três modalidades ou categorias . todas as partes de coloração avermelhada terão uma diluição para uma tonalidade mais amarelada. compostas e conjugadas ou justapostas. Além disto. quanto da pelagem preta. No caso dos baios amarelos. a crina. Cavalos palominos: gg bb _ _ Cr cr Cavalos baios amarelos: gg B_ A_ Cr cr Cavalos isabéis: gg _ _ _ _ Cr Cr Baios: Esta coloração é determinada pelo gene D. com a presença de um gene Cr o cavalo terá um fenótipo e com dois terá outro. manifestam uma diluição da cor também da crina e cauda em tonalidade de amarelo muito clara tendendo ao branco. É ocaso dos palominos e dos baios amarelos. há também mudança na cor dos olhos.Palominos. Os palominos não apresentam coloração preta na pelagem e. forma 76 pelagens diferentes. além da coloração amarelada do corpo. que se tornam de tonalidade azulada. que no total. O gene D manifesta-se de maneira dominante. Com apenas um gene Cr. Será um cavalo amarelado de extremidades pretas. formando manchas amareladas com o passar do tempo. Cavalos baios : gg B_A_ cr cr D_ 3. por isso. . Baios Amarelos Isabéis: o gene Cr é responsável por tais colorações. PELAGEM DE CAVALOS Apesar de haver muitos matizes diferentes. cada uma delas com suas divisões e. ou seja.simples. mais espessos e opacos. Variedades:  Preta Maltinta: é a pelagem preta com reflexos avermelhados nas regiões do flanco e axilas.A coloração da pelagem pode ser alterada por alguns fatores como:  Sexo: garanhões e éguas prenhes apresentam a pelagem com aspecto brilhante. Os cavalos brancos verdadeiros são os que possuem o gene W que. . em virtude da ação hormonal. Pseudo – Albino 1. Porém. Estação do ano e clima: no inverno (frio) os eqüinos apresentam pelos maiores. Em virtude dessa característica letal do gene.  Preta Azeviche: pelos pretos de tonalidade forte. conhecida como gázeo ou pombo. apenas os olhos se apresentam coloridos (castanhos ou azulados). Geralmente. crina e cauda de coloração preta. com reflexos azulados.1 Branca Composta exclusivamente de pelos brancos.    Idade: algumas pelagens modificam com o avançar da idade. existe a variedade branca pseudo-albina. mas com a cabeça de tonalidade preta. crina e cauda de uma só tonalidade. e se caracteriza pela presença de pelos brancos em pele com ausência quase total de pigmentação. Nutrição: animais mal nutridos apresentam pelagem opaca e ressecada. 1ª Categoria – pelagens simples e uniformes São caracterizadas por apresentarem pelos. 1. causam perda embrionária ou morte do potro logo após o nascimento. a pelagem branca foi praticamente extinta.2 Preta Caracterizada por pelos. enquanto que no verão (quente) a pelagem fica com tonalidade mais viva e os pelos ficam curtos e brilhantes. tonalidade mais firme e pelo mais liso. que ocorre por uma combinação gênica independente do gene W. quando em homozigose dominante (WW).  Alazã Tostada: pelos do corpo. pescoço e tronco. 2ª Categoria – pelagens simples com crina.  Alazã Clara: cabeça. que pode variar de escura a amarela. lembrando a cor da cereja. Também chamada erroneamente de Palomina (nome de uma raça americana onde todos os animais registrados são portadores desta pelagem) e baia amarilha (geneticamente a pelagem alazã amarilha se relaciona com alazã e não com a baia). que pode variar da clara à escura. crina e cauda de tonalidade vermelha. tronco e membros cobertos por pelos de tonalidade vermelha clara. porem com crina. Variedades mais comuns:  Alazã Amarilha: pelos de tonalidade amarela. lembrando a cor do café torrado.   Alazã Cereja: pelos com tonalidade vermelha.1 Castanha . pescoço e troncos amarelos.  Alazã Salpicada: cabeça. com algumas áreas como membros. cauda e crina mais claras. pescoço. 2. tronco e membros de tonalidade vermelha. A crina pode ser de tonalidade mais clara. cauda e extremidades avermelhadas. cauda e extremidades pretas São caracterizadas por apresentarem coloração uniforme na cabeça. cauda e extremidades pretas. crina e cauda de tonalidade vermelha escura. com crina e cauda branca ou creme.3 Alazã Pelos. pescoço. com interpolação de pelos brancos no tronco.3. com crina. Alazã sobre Baia (acima de baia): cabeça.  Castanha Escura: o vermelho da pelagem é de tonalidade escura com crina. Apatacado não é uma variedade exclusiva da pelagem baia. cauda e extremidades pretas.Presença de pelos vermelhos na cabeça. sendo que a tonalidade preta dos membros pode não atingir toda a canela. cauda e membros pretos. cauda e membros pretos. quase preta. pois pode ocorrer nas outras pelagens.  Castanha Zaina: pelagem castanha escura ou pinhão que não apresenta particularidades na cabeça e nos membros. quase marrom.  Baia Escura: a tonalidade do amarelo é escura. com manchas arredondadas delimitadas na superfície lembrando patacas (moedas antigas). lembrando a cor da castanha madura. Diferencia-se da pelagem castanha clara porque o marrom. Pode ser diferenciada da preta maltinta avaliando-se a cabeça. com crina. 2. pescoço e tronco.  Baia Clara Apatacada: formada de pelos amarelos claros. Variedades:  Baia Clara: pelos de tonalidade amarela clara. que na castanha pinhão tem predominância de pelos vermelhos e na preta maltinta é coberta de pelos pretos. cauda e membros pretos. é amarelado e na castanha é avermelhado. .  Baia Palha: pelos amarelos bem claros. Variedades:  Castanha Clara: o vermelho da pelagem é de tonalidade clara com crina.2 Baia Caracterizada pela presença de pelos de tonalidade amarela (varia do claro ao bronzeado) na cabeça. com crina. lembrando a coloração da palha do milho. com crina. cauda e extremidades pretas. da baia escura. pescoço e tronco.  Castanha Pinhão: pelagem de tonalidade vermelha bem escura. principalmente na região da cabeça (contorno dos olhos. vai se manifestar no fenótipo. Portanto. podendo iniciar também a partir da crina. lembrando a cor de cera natural.3 Pelo de Rato Caracterizada pela presença de pelos cinza na cabeça. Baia Encerada: formada de pelos amarelos escuros. narinas e orelhas). lembrando a cor do rato de esgoto. cauda . 3.1 Tordilha Interpolação de pelos brancos em todo o corpo do animal. a maioria nasce com uma pelagem firme e os pelos brancos vão aparecendo à medida que envelhecem. Porém. só ocorre nos asininos (jumentos) e muares (burros e mulas). A variação de cores pode ocorrer no mesmo pelo. 2. cauda e extremidades pretas. Esta pelagem não é encontrada nos eqüinos (cavalos e éguas). O potro pode nascer com a interpolação de pelos brancos característica do tordilho e clarear lentamente. O animal tordilho tem clareamento progressivo. com o avançar da idade. ou seja. O gene responsável pela pelagem tordilha é epistático. com crina. Esse clareamento é observado a partir das extremidades. sempre que estiver presente no genótipo. pescoço e tronco. 3ª Categoria – Pelagens compostas São formadas pela interpolação de pelos de duas ou três cores diferentes. todo produto tordilho é fruto de um acasalamento em que pelo menos um dos pais é tordilho. distribuídos no corpo do animal. Variedades:  Tordilha Negra: tordilho que apresenta pelagem preta com poucos pelos brancos. Algumas variedades:  Rosilha Castanha: pelagem castanha com interpolação de pelos brancos no pescoço e tronco. O animal terá o corpo recoberto por pelos brancos e sua pele será excessivamente pigmentada nas extremidades. Pode ainda ser classificada como clara (predominância de pelos brancos no pescoço e tronco) ou escuras (predominância de pelos da pelagem de origem). Tordilha Ruça: quando não mais se observar no tordilho os pelos da pelagem de origem.  Tordilha Cardã: pelagem tordilha que apresenta reflexos avermelhados ou amarelados. 3. Durante sua vida. Comum naqueles animais que nasceram castanho. alazões ou baios. Esses pelos brancos são menos evidenciados na cabeça. .e membros. mas raramente podem apresentar ao nascimento pelagens uniformes e a interpolação de pelos brancos acontecerá mais tarde. As variedades mais comumente encontradas se caracterizam pela ação do gene do rosilho em outra pelagem qualquer.  Tordilha Pedrês: quando os pelos vermelhos ou pretos formam pequenos tufos no fundo branco.  Rosilha Baia: pelagem baia com interpolação de pelos brancos no pescoço e tronco. Os potros já nascem rosilho. em virtude da migração do pigmento melânico que se acumulou dentro das células.    Tordilha Escura:tordilha com predomínio de pelos pretos.2 Rosilha Caracterizada pela interpolação de pelos brancos nas diversas pelagens. Tordilha Clara: predomínio de pelos brancos na pelagem tordilha. o animal tordilho pode apresentar diversas alterações na tonalidade da pelagem.  Rosilha Preta: pelagem preta com interpolação de pelos brancos no pescoço e tronco. .1 Pampa Conjugação de malhas brancas despigmentadas. bem delimitadas. Na cabeça há predomínio de pelos pretos. Rosilha Alazã: pelagem alazã com interpolação de pelos brancos no pescoço e tronco. Pampa de Alazã: pelagem alazã sobre fundo branco. Os pelos pretos podem estar presentes apenas nas regiões de crina e cauda. Preta Pampa: malhas brancas sobre fundo preto. Essas duas tonalidades podem também estar presentes no mesmo pelo. se a proporção de malhas brancas for maior. Algumas variedades:      Pampa de Preto: pelagem preta sobre fundo branco. pretos e brancos. ou deve vir depois do nome da pelagem de fundo. Pampa de Castanha: pelagem castanha sobre fundo branco. Lobuna Escura (predomínio de pelos pretos). 3. Alazã Pampa: malhas brancas sobre fundo alazão. 3. se as malhas brancas estiverem em menor proporção.4 Ruão Interpolação de pelos vermelhos.3 Lobuna Caracterizada pela interpolação de pelos amarelos e pretos. Variedades:   Lobuna Clara (predomínio de pelos amarelos). Pelagem encontrada nos asininos e muares. A designação pampa precede o nome da pelagem de fundo. em qualquer outra pelagem. 4. órgãos genitais e às vezes na vulva. 4 – despigmentação na região anal. poderão ter filhos de pelagem apalusa. mas apresentarem essas quatro características. branca sólida. Nas raças de pôneis. lembrando um mapa irregular de pele clara e escura. . sem limite. 2 – cascos rajados ou mesclados.  Castanha Pampa: Pampa de Tordilha: pelagem tordilha sobre fundo branco despigmentado (róseo). Animais que não apresentarem a pelagem apalusa característica. espáduas) e poderá apresentar ou não pintas da pelagem básica. onde a dominância sobre a garupa. O animal apresentará um padrão borrado de pele pigmentada e não pigmentada principalmente em volta dos olhos e focinho. costados. Essas regiões apresentarão áreas de despigmentação. cernelha. denominada Appaloosa. 3 – áreas de despigmentação em determinadas regiões da cabeça. Essa malha poderá se estender atingindo outras regiões do tronco (dorso. Podem existir dois tipos de pelagem apalusa:  Mantada: refere-se a pelagem que apresenta uma área. podendo estender-se a todo o exterior do animal (Leopardo). Na resenha deverá ser especificada a presença ou não de pintas e quais as regiões do corpo do animal são atingidas por essa malha. O potro pode não ter a pelagem apalusa claramente evidenciada ao nascimento.2 Apalusa Qualquer pelagem que apresentar malha branca despigmentada na garupa será designada de Apalusa. Essa é característica de uma raça de eqüinos dos EUA. normalmente na garupa e outra(s) região(ões) do tronco. a pelagem é denominada Persa. quando a malha com pintas atinge todo o corpo do animal. lombo. Esta malha poderá ou não apresentar pintas da pelagem básica. mas há quatro sinais que quando observados no eqüino jovem caracterizam esta pelagem: 1 – esclerótica facilmente visível. 4. pintas de tonalidade vermelha. Nevada: pelos claros e escuros na região da garupa podendo atingir todo o corpo.  Tordilha Apalusa Mantada: pelagem tordilha com malha despigmentada na garupa que invade a região do dorso e lombo com pintas escuras na malha. Estas variações podem ainda ser subdivididas:  Alazã Apalusa: pelagem alazã com malha despigmentada na garupa e pintas da pelagem na malha. dorso. cernelha e costados com pintas da pelagem básica.  Alazã Apalusa Mantado: pelagem alazã com malha despigmentada na garupa atingindo o dorso.  Preta Apalusa Nevada: pelagem preta com pelos brancos na região do tronco. lombo e flanco com pintas da pelagem básica.3 Persa (variedade leopardo da pelagem apalusa) Pelagem de pelos brancos. Apesar de ser classificada como tipo diferente da pelagem apalusa. espádua e costados com pintas da pelagem básica. . cernelha. Esses pelos são esparsos e imitam flocos de neve. publicações recentes revelam que geneticamente essa pelagem é uma variedade da apalusa.  Alazã Tostada Apalusa Mantada: pelagem alazã tostada com malha branca na garupa que invade as regiões do dorso. com deficiência de pigmentação na pele e pequenas malhas circunscritas de outra pelagem distribuídas por todo o corpo do animal. As áreas de pelos brancos são semelhantes a flocos de neve. lombo.  Apalusa Mantada: pelagem preta com malha branca na garupa. lombo.  Preta Persa: fundo branco com manchas circunscritas de tonalidade preta espalhadas pelo corpo. 4. Alazã Tostada Persa: fundo com áreas de depigmentação e manchas circunscritas da pelagem alazã tostada. Variedades:   Alazã Persa: fundo com áreas de depigmentação. a área despigmentada é maior que a pigmentada. Na maioria dos cavalos. e a cauda normalmente é de uma só cor. costados. 4. As áreas brancas incluem grande parte (ou a totalidade) da cabeça. em pequenas áreas. garganta. pescoço e flancos. se situada nas espáduas ou costelas é . como na oveira. Essas malhas apresentam contorno irregular e não são bem delimitadas como na pelagem pampa.4. ventre e flancos.5 Toveira Variedade da oveira. Exemplos: apatacada. porém nunca cruzam a linha dorsal. Quando esses pelos irregulares possuírem formato mais alongado recebem o nome de espiga. A direção natural dos pelos também pode ser diferente do corpo.1 Particularidades gerais Não tem sede fixa no corpo do animal.4 Oveira Malhas de despigmentação em fundo de qualquer pelagem. salpicada e tordilho pedrês. 4. porém. podem atingir as faces laterais do pescoço. são denominadas rodopios. mas se infiltram com a pelagem de fundo. especificamente nas regiões da cabeça. PARTICULARIDADES DAS PELAGENS 4. a área pigmentada é mais extensa que a branca. Se a espiga se localizar na tábua do pescoço é chamada de espada romana. Os pelos modificam o aspecto das pelagens conferindo-lhes nomes especiais. Possui forma arredondada. as marcas do tronco ultrapassam a linha dorsal e na maioria dos animais. Sua caracterização pode ser feita observando as malhas que são irregulares e grande parte da cabeça apresenta malha despigmentada. beta. bebe em branco . os calcamentos podem ser: alto (inicia na coroa e atinge ou ultrapassa o joelho e/ou o jarrete).denominada seta. Na pelagem alazã as crinas podem ser brancas e essa particularidade é denominada crinalvo. Se os cílios forem brancos devem o animal deve ser chamado de celhado. 4. luzeiro. tronco e membros. região e tamanho. médio (inicia na coroa e termina . filete. 4. 4. pescoço. sobre pele despigmentada. Quando essas particularidades são pouco visíveis devem ser consideradas vestígios.1 Cabeça e pescoço: Quando os sinais brancos estiverem localizados na cabeça. 4. bem delineadas e com pele despigmentada formam os calçamentos. estendendo-se na região dorsal (da cernelha até a base da cauda). Podem ser observadas na cabeça. cordão. bocalvo. recebem os nomes como: estrela.2 Particularidades especiais Áreas delimitadas cobertas de pelos brancos contrastando com a pelagem dominante. Ainda no tronco.3 Membros: As marcas brancas.2 Tronco: No tronco pode ocorrer listra de burro. A localização zootécnica dos rodopios espigas sempre deve ser descrita na resenha. De acordo com a extensão. malacara e frente aberta.2.2.2. pode-se encontrar a faixa crucial. Malhas despigmentadas situadas na região abdominal são denominadas bragas. dependendo da forma. A presença de pelos brancos sobre pele escura deve ser entendido como vestígio. não devem ser descritas na resenha. estes animais são chamados de arregaçados (quando não ultrapassarem a linha do dorso). Na resenha é necessário esclarecer em qual(is) membro(s) estão localizadas. Se a pele não for despigmentada nos calçamentos considera-se como vestígio. quando estes calçamentos ultrapassam joelhos e/ou jarretes e atingem a região do tronco. Quando em qualquer um dos calçamentos ocorrer malhas escuras (pretas ou castanhas) e arredondadas. A pele despigmentada sobre a região da coroa do casco chama-se calçado sobre coroa. caracterizada por estrias escuras e transversais nas regiões dos joelhos e jarretes. caso contrário é um calçamento completo. Os cascos podem ser definidos como branco ou rajado/mesclado. a região deve ser molhada para se determinar a tonalidade da pele do animal. diz-se que o calçamento é arminhado. Na pelagem pampa. em caso de dúvida.abaixo das articulações do joelho e/ou jarrete) e baixo calçado (situa-se entre a coroa do casco e o boleto). Quando o calçamento não envolve todo o membro do animal dizemos que é incompleto. . Nos membros pode-se encontrar também a particularidade chamada de zebruras. M. 2. R.cavalo. p. Editora FEP-MVZ. COSTA. Genética da Pelagem do Cavalo.br.S. ed.C.111. Belo Horizonte.com. Disponível em: 18/02/2013.5. s/ editora Site: www. . A.. REZENDE. J. D. Pelagem dos Eqüinos: Nomeclatura e Genética. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRIQUET.
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