Nbr 14744 - Poste de Aco Para Iluminacao

March 29, 2018 | Author: lara_frederico2313 | Category: Column, Standardization, Calculus, Wound, Bending


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Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 28º andar CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro – RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Fax: (021) 220-1762/220-6436 Endereço eletrônico: www.abnt.org.br ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas Copyright © 2001, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados SET 2001 NBR 14744 Poste de aço para iluminação Origem: Projeto 28:000.06-002:2001 ABNT/CB-28 - Comitê Brasileiro de Siderurgia CE-28:000.06 - Comissão de Estudo de Produtos Tubulares NBR 14744 - Steel lighting poles Descriptors: Steel. Lighting columns Válida a partir de 29.10.2001 Palavras-chave: Poste de aço. Iluminação 25 páginas Sumário Prefácio 1 Objetivo 2 Referências normativas 3 Definições 4 Dimensões e tolerâncias 5 Materiais 6 Especificações de cargas 7 Cálculo das solicitações 8 Ensaios para verificação estrutural ANEXOS A Figuras B Planilha C Certificado D Práticas recomendadas para execução dos postes de aço Prefácio A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados. Esta Norma contém os anexos A, B, C, e D, de caráter normativo. 1 Objetivo Esta Norma estabelece as condições exigíveis para postes de aço retos ou curvos e seus acessórios, destinados ao uso em iluminação. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 2 2 Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento. NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edificações - Procedimento NBR 6323:1990 - Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente - Especificação NBR 8800:1986 - Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios (Método dos estados limites) - Procedimento NBR 10091:1987 - Chumbadores - Dimensões e características mecânicas - Padronização NBR NM 87:2000 - Aços-carbono e ligados para construção mecânica - Designação e composição química AWS D 1.1:2000 - Structural welding code (steel) 3 Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições: 3.1 poste para iluminação: Produto destinado a suportar uma ou mais luminárias e constituído de uma ou mais partes, coluna e braço. 3.1.1 poste reto: Poste constituído somente por uma coluna. 3.1.2 poste curvo: Poste que sofre variação na direção do seu eixo. É composto de uma coluna e de um ou mais braços, desmontáveis ou não. 3.2 coluna: Elemento do poste cujo eixo é retilíneo e vertical. 3.3 braço: Elemento do poste destinado a suportar uma luminária a uma determinada distância do eixo da coluna. 3.4 ponteira: Elemento de união na extremidade da coluna ou do braço. 3.5 plano transversal: Qualquer plano normal ao eixo longitudinal do poste. 3.6 base do poste: Seção transversal extrema da parte inferior do poste. 3.7 base da coluna: Seção transversal extrema da parte inferior da coluna. 3.8 topo do poste: Seção contida no plano transversal extremo da parte superior do poste. 3.9 topo da coluna: Seção contida no plano transversal extremo da parte superior da coluna. 3.10 poste engastado: Poste cuja fixação é realizada através de engastamento ao solo ou estrutura. 3.11 poste flangeado: Poste com flange cuja fixação é realizada através de parafusos e/ou chumbadores. 3.12 poste cônico contínuo: Poste que tem o formato tronco-côni co (ver figura A.1 do anexo A). 3.13 poste telecônico: Poste que tem formato cilíndrico, de diâmetros variáveis, decrescentes da base para o topo (ver figura A.2 do anexo A). 3.14 poste cônico misto: Poste que tem formato tronco-cônico e cilíndrico (ver figura A.3 do anexo A). 3.15 poste cilíndrico: Poste que tem formato cilíndrico de diâmetro constante (ver figura A.4 do anexo A). 3.16 comprimento de engastamento (e): Medida especificada para o engastamento do poste ao solo ou estrutura (ver figura A.5 do anexo A). 3.17 comprimento do braço (p): Medida da projeção horizontal do eixo do braço, a partir do eixo da coluna (ver fi- gura A.6 do anexo A). 3.18 altura total (H): Distância entre o topo e a base do poste ou coluna (ver figura A.7 do anexo A). 3.19 altura útil (h): Distância entre o topo do poste ou coluna e o pl ano transversal que contém o flange ou superfície do solo ou estrutura (ver figura A.8 do anexo A). 3.20 altura do braço (Hb): Medida da projeção vertical do eixo do braço (ver figura A.9 do anexo A). 3.21 janela de inspeção: Abertura com tampa localizada no poste, que permite acesso ao seu interior. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 3 3.22 revestimento: Material a ser aplicado ao poste, visando sua proteção contra corrosão ou para sinalização ou estética. 3.23 furo de enfiação (c): Furo localizado no poste, pelo qual passa a fiação. 3.24 ângulo de inclinação do braço (α αα α): Ângulo formado pelo eixo da ponteira com a horizontal (ver figura A.10 do anexo A). 3.25 flecha: Medida do deslocamento de um ponto situado no plano de aplicação das cargas, provocado pela ação destas. 3.26 flecha residual: Flecha que permanece após a retirada das cargas. 3.27 flange: Parte integrante do poste flangeado, que tem por final i dade possibilitar sua instalação. 4 Dimensões e tolerâncias 4.1 Dimensões 4.1.1 Poste reto As dimensões devem estar de acordo com a figura A.11 do anexo A. 4.1.2 Poste curvo As dimensões devem estar de acordo com a figura A.12 do anexo A. 4.1.3 Janela de inspeção (quando solicitada) As dimensões devem estar de acordo com a figura A.16 do anexo A. 4.1.4 Furo de enfiação As dimensões devem estar de acordo com a figura A.16 do anexo A. 4.1.5 Profundidade do engastamento As dimensões devem estar de acordo com a figura A.13 do anexo A. 4.1.6 Flange As dimensões devem estar de acordo com a figura A.15 do anexo A. 4.1.7 Ponteira para fixação da luminária As dimensões devem estar de acordo com a figura A.14 do anexo A. 4.2 Tolerâncias 4.2.1 Retilineidade A medida deve ser de acordo com a figura A.17 do anexo A. 4.2.2 Altura total do poste reto e curvo (H) Deve ser igual a t 2%. 4.2.3 Altura do braço (Hb) Deve ser igual a t 2%. 4.2.4 Comprimento do braço (p) Deve ser igual a t 2%. 4.2.5 Ângulo de inclinação (α αα α) O desvio admitido para o ângulo de inclinação do eixo da ponteira para fixação das luminárias com relação à horizontal deve ser igual a t 2 o . 4.2.6 Janela de inspeção e furo de enfiação A tolerância deve ser igual a + 5 mm e - 0 mm. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 4 4.2.7 Seção do poste 4.2.7.1 Tolerância da circunferência Deve ser igual a t 1,0%. 4.2.7.2 Tolerância de forma 4.2.7.2.1 Seção circular Deve ser igual a t 3% do diâmetro calculado com base na medida da circunferência (sem considerar a sobreespessura da solda). 4.2.7.2.2 Seção poligonal Deve ser igual a t 4% entre dois lados opostos do polígono (valor nominal). 4.2.8 Ponteira para fixação da luminária 4.2.8.1 Comprimento da ponteira: - 0 mm + 2 mm. 4.2.8.2 Diâmetro da ponteira: t 1 mm. 4.2.9 Flange 4.2.9.1 Distância entre furos (dc): ±1 mm. 4.2.9.2 Diâmetro dos furos (d2): - 0,50 mm + 1 mm. 4.2.9.3 Espessura (s): - 1 mm + 3 mm. 5 Materiais 5.1 Poste O aço utilizado deve ser soldável e zincável por imersão a quente. O aço deve possuir qualidade do COPANT 1006 conforme NBR NM 87. 5.2 Chumbadores Devem ser de acordo com as NBR 10091 e NBR 8800. 5.3 Zincagem por imersão a quente Deve ser de acordo com a NBR 6323. 5.4 Soldagem Enquanto não existirem normas brasileiras para os consumíveis de soldagem, qualificação e ensaios de solda elétrica, devem-se aplicar as especificações da AWS D1.1. 6 Especificações de cargas 6.1 Ações 6.1.1 Peso próprio Os pesos próprios do poste, do braço e da luminária devem ser levados em conta no cálculo estrutural. As forças correspondentes devem ser consideradas aplicadas em seus respectivos centros de gravidade. 6.1.2 Vento 6.1.2.1 Pressão dinâmica do vento A pressão dinâmica do vento q, em pascals, é dada pela equação: 2 k ) V ( 613 , 0 · q ... (1) onde: VK é a velocidade característica do vento, em metros por segundo, dada pela equação: 3 2 1 0 K S S S V V · ... (2) onde: V0 é a velocidade básica do vento, em metros por segundo, obtida do gráfico das isopletas da velocidade básica de vento no Brasil, dado pela figura 1 da NBR 6123:1988. Em condições usuais, adotar V0 conforme tabela 1. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 5 Tabela 1 - Velocidade básica do vento Estado V0 m/s MS, PR, RS, SC 45 SP 40 AM, ES, GO, MG, MT, RJ, RR 35 AC, AL, AP, BA, CE, MA, PA, PB, PE, PI, RN, RO, SE, TO 30 S1 é o fator topográfico, que leva em consideração as variações do relevo do terreno e é determinado do seguinte modo: - terreno plano ou fracamente acidentado: S1 = 1,00; - taludes e morros: 1 ≤ S1 ≤ 1,77, conforme equações de 5.2 da NBR 6123:1988; - vales profundos protegidos de ventos: S1 = 0,90; - em condições usuais, adotar S1 = 1. S2 é um fator que depende da rugosidade do terreno e da altura (z) sobre o terreno, sendo dado pela tabela 2 da NBR 6123:1988 para classe A de edificações. A rugosidade do terreno é classificada em cinco categorias: - categoria I: superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de extensão, tais como mar calmo, lagos, rios e pântanos sem vegetação; - categoria II: terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com poucos obstáculos isolados, tais como árvores e edificações baixas, por exemplo zonas costeiras planas, pântanos com vegetação rala, campos de aviação e fazendas sem sebes ou muros. A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual ou inferior a 1 m; - categoria III: terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como sebes e muros e edificações baixas e esparsas, por exemplo granjas, casas de campo, fazendas com sebes ou muros e subúrbios com casas baixas e esparsas. A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 3 m; - categoria IV: terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados em zona florestal, industrial ou urbanizada, por exemplo zonas de parques, bosques com muitas árvores, cidades pequenas, subúrbios densamente construídos de grandes cidades e áreas industriais desenvolvidas. A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 10 m; - categoria V: terrenos cobertos por obstáculos numerosos, pouco espaçados, grandes e altos, tais como florestas com árvores altas, centros de grandes cidades e complexos industriais bem desenvolvidos. A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual ou superior a 25 m. Em condições usuais, adotar S2 conforme tabela 2. Tabela 2 - Coeficiente S2 Categoria z m I II III IV V ≤ 5 1,06 0,94 0,88 0,79 0,74 10 1,10 1,00 0,94 0,86 0,74 15 1,13 1,04 0,98 0,90 0,75 20 1,15 1,06 1,01 0,93 0,82 S3 é um fator estatístico, que leva em conta o grau de segurança requerido e a vida útil da edificação, conforme tabela 3 da NBR 6123:1988. Em condições usuais, adotar S3 igual a 1. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 6 6.1.2.2 Determinação dos efeitos dinâmicos do vento O coeficiente de amplificação dinâmica leva em conta o efeito das oscilações produzidas na estrutura pelas flutuações da velocidade do vento em torno do valor médio (rajadas). Admite-se que a velocidade média mantém-se constante durante um intervalo de tempo de 10 min, produzindo na estrutura um efeito estático denominado resposta média. Esta velocidade média, a 10 m de altura e em terreno de categoria II (Vp), é dada pela equação: 3 1 0 S S V V 69 , 0 p · ... (3) A pressão dinâmica média q0 pode ser calculada por meio da equação: 2 ) ( 613 , 0 p 0 V q · ... (4) onde: q0 em pascals e Vp em metros por segundo. A variação da pressão dinâmica com a altura pode ser calculada pelo método simplificado de 9.3.1 da NBR 6123:1988. 1 1 1 ] 1 ¸ , _ ¸ ¸ + + + , _ ¸ ¸ , _ ¸ ¸ + , _ ¸ ¸ · γ ξ p γ γ h z z h z b q q z 2 p 1 2 1 (z) p r 2p r 0 Onde os parâmetros b e p correspondem à categoria de rugosidade local, zr = 10 m, γ = 1,7 e ξ conforme gráficos das figuras 14 a 18 da NBR 6123:1988. Nestes gráficos, ξ é função da categoria de rugosidade, da razão de amortecimento crítico (extrapolar nas curvas para ζ = 0,008) e da freqüência natural da estrutura. Tabela 3 - Expoente p e b Categoria de rugosidade I II III IV V p 0,095 0,15 0,185 0,23 0,31 b 1,23 1,00 0,86 0,71 0,50 A freqüência natural da estrutura deve ser obtida empregando a teoria das vibrações de estruturas. Para o caso particular de postes, de seção constante e com distribuição uniforme de massa, e nos quais o braço e a lu- minária sejam instalados no topo e o braço tenha pequeno comprimento, a freqüência natural da estrutura corres- pondente ao primeiro modo de vibração f1 é dada, em hertz, pela equação. m K 2π f 1 1 · ... (5) onde, com boa aproximação: 3 3 L I E K · 2 m m m + · 1 228 , 0 m1 e m2 são respectivamente as massas do poste e do conjunto braço-luminária, em quilogramas; L é a altura do poste, em metros; I é o momento de inércia em metros elevado à quarta potência; E o módulo de elasticidade do aço (2,05E11 Pa). Cópia não autorizada NBR 14744:2001 7 6.1.2.3 Forças devidas ao vento no poste e no braço A componente da força devida ao vento na sua direção, denominada força de arrasto, deve ser considerada aplicada no centro de gravidade da área frontal efetiva do trecho em questão, sendo dada em newtons pela seguinte equação: e a a A q C F · ... (6) onde: Ca é o coeficiente de arrasto, obtido da tabela 10 da NBR 6123:1988, ou através de ensaios; Ae é a área frontal efetiva, em metros quadrados, dada pela área da projeção ortogonal do trecho em questão no plano vertical normal à direção do vento; qp é o maior valor obtido para a pressão dinâmica calculada no centro de gravidade da área frontal efetiva do trecho, obtida em 6.1.2.1 ou em 6.1.2.2 (qp). O coeficiente de arrasto depende do número de Reynolds, dado pela equação: D V R e k 000 70 · ... (7) onde: Vk é a velocidade característica do vento, em metros por segundo; D é diâmetro, para postes de seção circular, ou a distância entre dois lados paralelos, para postes poligonais, em metros. O número de Reynolds pode resultar mais desfavorável para uma velocidade inferior à característica, quando a redução da pressão dinâmica for sobrepujada pelo aumento do coeficiente de arrasto. 6.1.2.4 Forças devidas ao vento na luminária Para a luminária, a força de arrasto deve ser calculada pela equação (6), onde o coeficiente de arrasto pode ser obtido por meio de ensaios em túnel de vento. A carga vertical obtida nos ensaios deve ser considerada no dimensionamento do poste somente se seu efeito for desfavorável para a segurança da estrutura. No caso de mais de uma luminária, é necessário determinar o coeficiente de arrasto do conjunto. Na ausência de ensaios, pode-se adotar um coeficiente de arrasto igual a um (1) na direção horizontal. A área frontal efetiva deve levar em conta a posição de instalação da luminária. 7 Cálculo das solicitações Os momentos fletores devem ser calculados, em qualquer seção transversal do poste ou do braço, levando-se em conta a condição mais desfavorável da combinação de cargas de gravidade com a ação do vento. Para postes em que os braços e luminárias sejam assimétricos, o momento de torção deve ser determinado para todas as seções críticas. 7.1 Bases de cálculo O cálculo usado nesta Norma é baseado na NBR 8800, que utiliza o método dos estados limites últimos. 7.2 Aplicação do cálculo A resistência do poste deve ser calculada para as seguintes seções transversais críticas: a) seção de engastamento do poste (normalmente é ao nível do solo); b) seção da extremidade inferior da janela de inspeção; c) seção onde se inicia o braço, no caso de a coluna e o braço formarem uma única peça, ou o ponto de fixação do braço, no caso de a curva ser desmontável; d) seção, se necessário, onde houver variação no diâmetro; e) seção com outra posição crítica, como, por exemplo, a alteração de espessura do material. 7.3 Cargas a serem usadas no cálculo As cargas características especificadas na seção 6 devem ser multiplicadas pelos fatores de carga de 4.8.1 da NBR 8800:1986, para se obterem os esforços solicitantes. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 8 7.4 Cálculo dos momentos 7.4.1 Momentos fletores Os momentos fletores solicitantes, Mx e My (em newton-metro), sobre os eixos ortogonais x-x e y-y, respectivamente, devem ser calculados para cada posição especificada em 7.2, usando-se as cargas especificadas em 7.3. Os momentos fletores resistentes devem ser obtidos segundo 5.6.2 da NBR 8800:1986. Para seções poligonais, os eixos podem ser posicionados através do centro do lado plano ou através de um canto. Para seções transversais regulares fechadas, os momentos fletores Mx e My podem ser combinados para dar um momento simples. 7.4.2 Momentos torsores Nos postes com um arranjo de braço/luminária assimétrico, o momento torsor solicitante Tp (em newton-metro) deve ser calculado para cada posição especificada em 7.2, usando-se as cargas especificadas em 7.3. O momento torsor resistente será obtido segundo 5.6.2 da NBR 8800:1986. 7.5 Critérios de verificação estrutural 7.5.1 Poste Nas seções citadas em 7.2 devem-se verificar as tensões combinadas devido à força normal, momento fletor e momento torsor segundo 5.6.2 da NBR 8800:1986. Os esforços solicitantes devem ser menores ou iguais aos esforços resistentes. 7.5.2 Flange e chumbadores Devem ser verificados segundo a seção 7 da NBR 8800:1986. 8 Ensaios para verificação estrutural 8.1 Generalidades O formulário de ensaio deve especificar detalhadamente o método de ensaio e mencionar no mínimo as informações que figuram no anexo B. Um certificado de ensaio deve compreender no mínimo as informações contidas no anexo C. 8.2 Método de ensaio O poste a ser ensaiado deve ser representativo da produção, respeitando as dimensões e a resistência dos materiais. O poste reto ou curvo deve ser submetido ao ensaio na posição mais conveniente, podendo ser na vertical ou hori- zontal. No caso da posição horizontal, deve-se levar em conta a contribuição do peso próprio, se agir nessa posição, devendo ser compensado por meio de dispositivo que não afete o resultado do ensaio. Durante o ensaio, a parte do poste que se encontra no nível do solo deve ser fixada rigidamente. No caso de poste engastado, o ponto de fixação mais alto deve coincidir com a parte destinada a ser o nível do solo. O poste flangeado deve ser fixado sobre um suporte apropriado com auxílio de parafusos de dimensões iguais àquelas previstas para a instalação final do poste. O ensaio de um poste deve ser efetuado: a) com braço e janela de inspeção, quando previstos; b) com momento combinado de flexão e torção calculado segundo 7.4, com base no projeto do poste. Antes de se efetuar o ensaio conforme previsto em 8.3, o poste deve ser carregado uma vez e descarregado com uma carga nunca superior à carga nominal. 8.3 Aplicação das cargas Devem ser aplicadas a 200 mm do topo do poste. 8.3.1 Ensaio de carga no estado limite de utilização As deformações serão verificadas no estado limite de utilização, conforme 3.5 e seção 8 da NBR 8800:1986, onde serão utilizadas as cargas características, que devem ser aplicadas de tal modo que o momento resultante no ponto crítico do poste seja no mínimo igual ao momento devido à carga. Em qualquer outro ponto o momento não deve ser menor que 95% do momento obtido pelo cálculo. O momento da carga de ensaio pode ser maior que o momento resultante das cargas (isto deve ser indicado na descrição do fabricante). A carga aplicada deve ser obtida mediante peso ou dispositivo que garanta precisão suficiente. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 9 A flecha vertical devido à carga vertical deve ser medida no ponto de fixação da luminária e deve figurar na planilha de ensaio. A carga vertical deve permanecer aplicada durante o ensaio de carga prevista. Para simular a carga horizontal, esta deve ser aumentada progressivamente até o valor máximo mediante a pelo menos cinco carregamentos parciais aproximadamente iguais. A flecha horizontal no ponto de fixação da luminária deve ser mencionada e indicada na planilha de ensaio. A carga deve permanecer aplicada por 3 min no mínimo, para a estabilização do poste, antes de iniciar a medição da flecha. Depois de se eliminar o carregamento, deve-se anotar a flecha residual linear horizontal permanente após 3 min. 8.3.2 Ensaio de carga ao limite elástico Proceder como 8.3.1, majorando-se a carga em 40%. 8.3.3 Ensaio de carga ao limite de ruptura A carga a ser utilizada para simular a carga de projeto horizontal e vertical deve ser progressivamente e regularmente aumentada até o limite de resistência do poste, isto é, não ter mais condições de suportar a carga aplicada. 8.4 Critérios de aceitação O poste ensaiado deve ser considerado aprovado se obedecer a todos os critérios abaixo relacionados: a) a flecha vertical no topo do poste, devido à carga vertical de 8.3.1, não deve ser maior que 2,5% do compri- mento do braço (p); b) a flecha horizontal no topo da coluna, devido à carga horizontal de 8.3.1, não deve ser maior que 4% da altura útil (h); c) a flecha residual no topo do poste, devido à carga vertical de 8.3.1, não deve ser maior que 2% da flecha obtida na alínea a); d) a flecha residual no topo da coluna, devido à carga horizontal de 8.3.1, não deve ser maior que 2% da flecha obtida na alínea b); e) a flecha residual no topo do poste, devido à carga vertical de 8.3.2, não deve ser maior que 10% da flecha obtida no ensaio; f) a flecha residual no topo da coluna, devido à carga horizontal de 8.3.2, não deve ser maior que 10% da flecha obtida no ensaio. ________________ /ANEXO A Cópia não autorizada NBR 14744:2001 10 Anexo A (normativo) Figuras Figura A.1 - Poste cônico contínuo Figura A.2 - Poste telecônico Cópia não autorizada NBR 14744:2001 11 Figura A.3 - Poste cônico misto Figura A.4 - Poste cilíndrico Cópia não autorizada NBR 14744:2001 12 Figura A.5 - Comprimento do engastamento Figura A.6 - Comprimento do braço Cópia não autorizada NBR 14744:2001 13 Figura A.7 - Altura total Figura A.8 - Altura útil Cópia não autorizada NBR 14744:2001 14 Figura A.9 - Altura do braço Figura A.10 - Ângulo de inclinação Cópia não autorizada NBR 14744:2001 15 NOTAS 1 Para dimensões do engastamento, ver figura A.13. 2 Para dimensões do flange, ver figura A.15. 3 Para dimensões da janela de inspeção, ver figura A.16. 4 Para dimensões do furo de enfiação, ver figura A.16. 5 Para dimensões da ponteira, ver figura A.14. Figura A.11 - Dimensões do poste reto Altura útil(h) m 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00 12,00 15,00 20,00 Cópia não autorizada NBR 14744:2001 16 NOTAS 1 Recomenda-se p ≤ 0,25 h. 2 Para dimensões do engastamento, ver figura A.13. 3 Para dimensões do flange, ver figura A.15. 4 Para dimensões da janela de inspeção, ver figura A.16. 5 Para dimensões do furo de enfiação, ver figura A.16. 6 Para dimensões da ponteira, ver figura A.14. Figura A.12 - Dimensões do poste curvo Altura útil (h) m 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00 12,00 Comprimento do braço(p) m 1,50 1,75 2,00 2,50 3,00 3,50 Cópia não autorizada NBR 14744:2001 17 NOTA - Esta profundidade de engastamento é mínima e deve ser verificada em função do carregamento atuante e das características do solo. Foi considerada para uma tensão admissível do solo igual a 0,2 MPa. Para outros valores, devem ser efetuados cálculos específicos. Figura A.13 - Dimensões da profundidade do engastamento Figura A.14 - Dimensões da ponteira para poste reto e curvo Altura útil (h) m e mm ≤ 5,00 500 6,00 1000 7,00 1000 8,00 1000 9,00 1000 10,00 1000 12,00 1500 15,00 1500 20,00 2000 d 50 , 1 L ≥ Cópia não autorizada NBR 14744:2001 18 h m df mm s mm dc mm d1 d2 mm hc mm Quantidade de chumbadores 3,00 200 9 130 M12 16 300 4 3,50 200 9 130 M12 16 300 4 4,00 200 9 130 M12 16 300 4 4,50 200 9 130 M12 16 300 4 5,00 200 9 130 M12 16 300 4 6,00 200 9 130 M12 16 300 4 7,00 280 12 205 M20 25 500 4 8,00 280 12 205 M20 25 500 4 9,00 280 12 205 M20 25 500 4 10,00 280 12 205 M20 25 500 4 12,00 330 12 260 M20 25 600 4 15,00 400 15 300 M24 30 750 8 20,00 500 18 400 M24 30 900 8 NOTA - Estas dimensões são mínimas e devem ser verificadas em função do carregamento atuante, levando-se em conta as características do concreto e tipo do aço utilizado. Figura A.15 - Dimensões do flange Cópia não autorizada NBR 14744:2001 19 Dimensões em milímetros Figura A.16 - Dimensões da janela de inspeção e furo de enfiação NOTA - A medida da retilineidade deve ser efetuada sem carga (com o poste na horizontal). Figura A.17 - Retilineidade lj mm hj mm 55 200 80 250 x ≤ 0,003 H ∆ ∆∆ ∆x ≤ 0,003 ∆ ∆∆ ∆L ; ∆ ∆∆ ∆L ≥ ≥≥ ≥ 1 m Cópia não autorizada NBR 14744:2001 20 Dimensões em milímetros Figura A.18 - Junção soldada ________________ /ANEXO B Cópia não autorizada NBR 14744:2001 21 Anexo B (normativo) Planilha Poste para iluminação pública Planilha de ensaio conforme NBR 14744 Tipo de poste: ________________________________________________________ ________________ Data da fabricação: ______________________ Altura útil (h) _____________ (em metros) Comprimento do braço (p) _________________ (em metros) Luminária:__________________________________ Posição relativa da janela de inspeção e do braço a ser ensaiado _________________________________ Observações: C C f C f f ________________ /ANEXO C Ensaio de flexão Flecha f Flecha f1 Carga máxima mm residual mm máxima mm residual mm 1 kgf = 9,81 N Cópia não autorizada NBR 14744:2001 22 Anexo C (normativo) Certificado Poste para iluminação pública Certificado de ensaio conforme NBR 14744 Tipo de poste: Data de fabricação: Altura útil (h) m Comprimento do braço (w) m Luminária: Tipo de braço (simples ou duplo): Posição recíproca entre a janela de inspeção e o(s) braço(s): Os detalhes das dimensões do poste ensaiado são indicados em formulário anexo a este certificado Resultados do ensaio Flecha vertical no ponto de aplicação da carga m Flecha horizontal no ponto de aplicação da carga m Flecha vertical residual no ponto de aplicação da carga m Flecha horizontal residual no ponto de aplicação da carga m CERTIFICADO Certificamos que o poste acima especificado foi ensaiado conforme a NBR 14744 e que os resultados deste ensaio estão de acordo com 8.4 da referida norma. O projeto para este tipo de poste foi considerado satisfatório. Data:____/____/_____ Certificado elaborado sob a responsabilidade de: ___________________________________ ________________ /ANEXO D Cópia não autorizada NBR 14744:2001 23 Anexo D (normativo) Práticas recomendadas para execução dos postes de aço D.1 Generalidades D.1.1 Documento do projeto Todos os documentos do projeto devem atender às exigências mínimas desta Norma. D.1.2 Símbolos padronizados e nomenclatura Os símbolos indicativos de solda usados nos desenhos e as exigências de inspeção do poste devem obedecer à AWS D1.1. A nomenclatura a ser utilizada é aquela indicada na seção 3 desta Norma. D.1.3 Alterações de projeto As modificações que se fizerem necessárias no projeto, durante a fabricação, devem ser feitas somente com a permissão do responsável pelo projeto, devendo os documentos técnicos pertinentes ser corrigidos coerentemente com aquelas modificações. D.2 Fabricação e revestimento D.2.1 Fabricação D.2.1.1 Processo D.2.1.1.1 Poste telecônico Deve ser sempre admitido como processo de fabricação normativo o poste telecônico que é constituído de dois ou mais tubos cilíndricos de paredes regulares de diversos diâmetros que devem ser justapostos no sentido longitudinal, tendo como transição o formato de um cone. Esta transição pode ser obtida de duas formas: a) por meio de fechamento mecânico da parte superior do segmento de tubo. A extremidade inferior do segmento de tubo imediatamente justaposto deve ser fechada por meios mecânicos, de tal modo que permita o seu ensam- blamento na extremidade do trecho imediatamente inferior, obtendo-se uma junção sem cobrejunta que não per- mitirá o depósito de líquido no interstício formado pela parede dos dois tubos encaixados e soldados, que possa pre- judicar o desempenho do poste na sua posição normal de trabalho. Esta transição deve ter um comprimento mínimo de 120 mm (ver figura A.18 do anexo A); b) com a utilização de cone de redução forjado, soldado de topo nas suas extremidades. D.2.1.1.2 Poste cônico contínuo Deve ser sempre admitido como processo de fabricação normativo o poste cônico contínuo em formato tronco de cone de seção circular ou poligonal, podendo ser obtido por duas formas: a) por trefilação de tubo cilíndrico; b) a partir de chapas de aço planas, através de conformação mecânica a frio, onde, neste caso, é permitida apenas uma solda de topo, ainda no estado plano, com penetração de 100% no sentido transversal, a fim de se obter o comprimento necessário. D.2.1.1.3 Braço É franqueado ao fabricante o curvamento do braço a frio ou a quente, desde que não altere a resistência mecânica do aço empregado, devendo, entretanto, ficar assegurada a absoluta isenção de rugosidade ou achatamento provenientes do processo de curvatura. A curvatura deve ser efetuada em plano perpendicular ao plano da solda longitudinal do tubo. Após a execução da curvatura do braço, deve ser usado gabarito para conferência do ângulo de projeto. D.2.1.2 Desempeno do material Antes do seu uso na fabricação, tanto os tubos como os materiais laminados devem estar desempenados dentro das tolerâncias de fornecimento. No que diz respeito a tubos, se estes apresentarem ovalização, amassamento, irregula- ridades na solda longitudinal ou qualquer outro defeito que ponha em risco a integridade estrutural do poste, o lote deve ser descartado e tomada medida de não-conformidade. No caso de materiais laminados, é permitido executar trabalho corretivo pelo uso de desempeno mecânico. D.2.1.3 Cortes O corte executado deve ser feito com equipamento automático ou no mínimo semi-automático. Bordas cortadas sujeitas a solicitações substanciais, ou destinadas a receber material de solda, devem estar isentas de entalhes ou depressões. Eventuais entalhes ou depressões de profundidade inferior a 3 mm são tolerados; os demais devem ser removidos por esmerilhamento. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 24 D.2.1.4 Aplainamento das bordas Não é necessário aplainar ou dar acabamento às bordas de tubos, chapas ou perfis cortados com serra, tesoura ou estampo, a menos que haja indicação em contrário em desenhos ou em especificações de preparação de bordas. As rebarbas devem ser removidas para permitir o ajustamento das partes que serão aparafusadas ou soldadas, ou quando representarem risco durante a construção ou após seu término. D.2.1.5 Construções aparafusadas Quando a espessura do material for inferior ou no máximo igual ao diâmetro nominal do parafuso acrescido de 3 mm, os furos podem ser puncionados. Para maiores espessuras, os furos devem ser broqueados com seu diâmetro final, podendo também ser subpuncionados ou sub-broqueados com diâmetro menor, e posteriormente usinados até o diâmetro final. A matriz para todos os furos subpuncionados ou a broca para todos os furos sub-broqueados deve ter no mínimo 3,50 mm a menos que o diâmetro final do furo. As furações previstas no projeto devem ser efetuadas, de preferência, fora da linha de solda longitudinal do tubo. D.2.1.6 Construções soldadas A técnica a ser empregada na soldagem, a execução, a aparência e a qualidade das soldas, bem como os métodos usados na correção de defeitos, devem estar de acordo com a AWS D1.1. D.2.1.7 Acabamentos de superfície que transmitem esforços de compressão por contato As ligações que transmitem esforços de compressão por contato devem ter suas superfícies de contato preparadas para se obter perfeito assentamento, usando-se usinagem, corte com serra ou outros meios adequados. D.2.1.8 Tolerâncias dimensionais As tolerâncias dimensionais devem atender aos requisitos indicados na seção 4. D.2.1.9 Acabamento dos postes Os postes devem apresentar superfícies externas suficientemente lisas, sem rugosidade ou achatamento das curvas. Devem atender ao padrão dimensional especificado, sendo admitidas as tolerâncias previstas nesta Norma. D.2.1.10 Acabamento do flange do poste O flange do poste deve ser acabado de acordo com os seguintes requisitos: a) as bases de material laminado, de espessura igual ou inferior a 25 mm, podem ser usadas sem usinagem, desde que seja obtido apoio satisfatório por contato; flanges laminados, com espessura superior a 25 mm, podem ser desempenados por pressão ou aplainados em todas as superfícies de contato, a fim de se obter apoio satisfatório; b) a face inferior do flange que for grauteada para garantir pleno contato com concreto da fundação não necessita de aplainamento. D.2.2 Revestimento D.2.2.1 Requisitos gerais O revestimento do poste por meio de zinco por imersão a quente deve estar de acordo com os requisitos exigíveis na NBR 6323 e documentos complementares. D.2.2.2 Peças soldadas no campo Peças integrantes de um poste não podem ser soldadas no campo. D.3 Identificações D.3.1 Do poste O fabricante deve identificar o poste de forma visível e indelével, com as seguintes características mínimas: a) logomarca ou logotipo do fabricante; b) data de fabricação (mês e ano); c) altura útil do poste; d) comprimento do braço (para poste curvo); e) carga característica (8.3.1). D.3.2 Do engaste O poste engastado deve ter marcação do limite mínimo da altura do engaste. Cópia não autorizada NBR 14744:2001 25 D.4 Montagem D.4.1 Alinhamento dos flanges Os flanges dos postes devem ser nivelados e posicionados corretamente, estando em pleno contato com a superfície de apoio. D.4.2 Cuidados na montagem O poste deve ser montado, alinhado, nivelado e aprumado dentro da especificação do contratante. Todos os postes recebidos na obra devem ser armazenados e manuseados de tal forma que não sejam submetidos a tensões excessivas, nem sofram danos permanentes. À medida que a montagem prosseguir, o poste flangeado deve ser aparafusado com segurança, de forma que possa absorver todas as cargas de projeto. D.5 Controle da qualidade D.5.1 Generalidades O fabricante deve estabelecer métodos de controle da qualidade, dentro do rigor que julgar necessário, para garantir que todo o trabalho seja executado de acordo com esta Norma. Além dos procedimentos de controle de qualidade do fabricante, o material e a qualidade do serviço devem ficar permanentemente sujeitos à inspeção por parte de inspe- tores qualificados representantes do comprador. Se for requerida tal inspeção pelos representantes do comprador, tal fato deve constar nos documentos de compra do poste. D.5.2 Cooperação Toda a inspeção por parte dos representantes do comprador, tanto quanto possível, deve ser feita na oficina ou no local onde o trabalho está sendo executado. O fabricante deve cooperar com o inspetor, permitindo seu acesso a todos os locais onde está sendo executado o serviço. O inspetor do comprador deve estabelecer seu cronograma de inspeção de modo que não haja interrupção no serviço do fabricante. D.5.3 Rejeição O material e/ou serviço que não atendam aos requisitos desta Norma podem ser rejeitados a qualquer instante durante a execução do serviço. O fabricante deve receber cópia de todos os relatórios de inspeção fornecidos ao comprador pela fiscalização. D.5.4 Inspeção de soldas A inspeção das soldas deve ser feita de acordo com os requisitos da AWS D1.1, devendo ser especificada nos docu- mentos de compra e do projeto. Quando forem necessários outros ensaios não-destrutivos, o processo, a extensão, a técnica e os padrões de aceitação devem ser claramente definidos nos documentos de compra e do projeto. ________________ Cópia não autorizada
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