James Hillman - Jung e o profundamente pessoal

March 24, 2018 | Author: lubuchala5592 | Category: Carl Jung, Phenomenology (Philosophy), Mind, Reality, Self-Improvement


Comments



Description

Jung e o Profundamente PessoalJames Hillman [apresentação] Eu sei que uma das intenções de Sonu era disponibilizar este material para aqueles que trabalharam durante muitos anos na tradição de Jung, e que ele acredita que pessoas que devotaram suas vidas a essa tarefa realmente merecem ter acesso a ele, e ninguém merece mais do que James Hillman, que é nosso próximo orador. James é provavelmente o mais eminente erudito entre os analistas junguianos e o fundador da psicologia arquetípica. Ele nasceu neste país, estudou na Sorbonne de Paris e formou-se no Trinity College em Dublin. Recebeu seu PhD pela Universidade de Zurique e também recebeu seu diploma de analista do Instituto Jung dessa cidade. Foi diretor de estudos no instituto até 1969, e nesse ano chegamos em Zurique e conhecemos James Hillman. Então ele fundou a Spring House e Spring Publications. E certamente temos mais de 15 volumes de sua autoria, Re-Visioning Psychology, The Soul's Code, In Search of Character and Calling e muitos outros livros. Atualmente está sendo produzida uma edição padronizada de 10 volumes de psicologia arquetípica, que inclui muitas de suas obras, e o sexto volume, sobre psicologia alquímica, está no prelo. Acredito que será lançado no outono. Outros, [inaudível] acredito que já foram publicados. Assim, a edição padronizada de psicologia arquetípica estará disponível. E enquanto isso, aqui está o homem cuja cabeça concebeu tudo isso, James Hillman. Muito obrigado, Beverly, e muito obrigado, Sonu. O título para os meus pensamentos nesta manhã é Jung e o Profundamente Pessoal. E de fato, provavelmente é uma boa manobra na velhice ser profundamente pessoal. Não só em relação ao profundamente pessoal de Jung como também a algo do meu passado. Mas primeiro quero citar uma frase de Auden, Wystan Auden, o poeta. “Somos vividos por poderes que fingimos compreender”. E isso é tudo. E o que a obra de Sonu está fazendo, o que a obra de Jung fez, o que este livro é e o que Jung passou sua vida tentando escrever e deixar claro, é essa atividade de fingir compreender, de tentar compreender os poderes. E estamos sempre lutando contra as enormes limitações da mente e da linguagem ao tentar compreender os poderes que estão nos vivendo e quando percebemos que estamos sendo vividos. Não somos os agentes da alma. O ego é um mito, uma figura que nunca encontrei em lugar nenhum, exceto nas palavras em algum lugar lá fora. Tudo isso são tentativas de compreender os poderes. E isso muda a maneira, como imaginamos o que naturalmente. depois disso. todas essas virtudes representadas pelo lírio. pois me lembro de Yolande Jacobi. eu tinha meu lírio. mais tarde na vida a questão é o que é público e o que é privado. qual parte é privada. eu estava fazendo o trabalho. que fazia parte do grupo naquela época. algo assim. Somos vividos por poderes que fingimos compreender. essas lindas flores que aparecem representadas na psicologia e na alquimia. até onde ir com isso ou com aquilo? Naturalmente.está acontecendo na vida e o que acontece nos relacionamentos. Sabe. nunca entendi isso e ainda não entendo totalmente. a maciez. não sei ao certo. Então. e vi as fotos dos velhos tempos e fomos maravilhosamente recebidos nesse período de luto. E eu estava vivendo a tensão que Sonu Shamdasani mencionou na noite passada. tive meu momento na sala com o corpo e prestei minha homenagem. a tensão entre o público e o privado. me pareceu. E fomos maravilhosamente recebidos por Frau Lily Jung. Mas cada qual ao seu jeito. possuído pela ideia da alma. um desses lírios brancos enormes. . você sabe. ou vá adiante ou deixe o passado para trás. ou resolvi essa tensão por um momento ao contar essa história. o significado que recebi foi vá embora. o que acontece na terapia. E ao mesmo tempo eu estava desfazendo o trabalho. E isso – isso era como [inaudível]. pessoas diferentes chegando e partindo. durante muitos e muitos anos. Somos todos escândalos. deixar o passado para trás e fazer o meu trabalho. e fazer meu trabalho. Lembro-me de levar um lírio. que trouxe rosas vermelhas. E hoje são 19 de junho de 2010. eu era o jovem de 35 anos possuído pela anima. Assim. ou pode ser contar em público algo que é intimamente privado. E o Livro Vermelho de Jung é um livro de uma profunda privacidade e intimidade. Agora eu alcancei. ir em frente. Naturalmente. Mas a mensagem era ir embora. foi interessante o lírio. e permitiram-me ir até à casa de Jung para oferecer meus respeitos ao corpo de Jung. Frau Gret Bauman [inaudível] e ficamos algum tempo no sofá. Então foi provavelmente o segundo ou terceiro dia. mas o sinto. Ele estava em uma sala separada e alguns de nós viajamos de Kusnacht até Zurique. e a mensagem. mas que diferença isso realmente faz. Em junho de 1961 eu tinha 35 anos. a adulação. qual parte é pública. Frau Annie [inaudível]. naturalmente há essa tensão. Eu trouxe um lírio como imagem da anima. Agora. Mas contar uma história é algo público. o que acontece em todos os outros lugares. o inconsciente. Só são opostos se sua mente precisa pensar de uma maneira aristotélica e colocá-los na categoria de opostos. melodias. figuras. mas um conceito derivado do uso poético. mas agora. e pode ter todo tipo de negrume sem qualquer tipo de oposição necessária. Essas palavras racionais são o que sobrou da psicologia de outros períodos. isto é. Jung escreve sobre essas sentenças que ocasionalmente podem ser esquecidas em Tipos Psicológicos. não pode haver um sem o outro. Terei razão sobre isso? . essa é uma maneira de olhar o mundo que me parece ter sido realizada na vida de Jung no Livro vermelho que é a concessão da mente que vem da época de Aristóteles. Parágrafo 722 em Tipos Psicológicos. a tensão de fazer e desfazer. são erros de pensamento. Não existem bagas brancas. são necessários um ao outro. "a imaginação é a atividade reprodutiva ou criativa da mente em geral. coexistentes. É pré-dialética. fórmulas. prélógica. momentos de insight. Ele escreveu – vou dar o número dos parágrafos. Foi por isso que o lançamento do Livro Vermelho foi uma grande virada para mim. A Imaginação é a atividade reprodutiva ou criativa da mente em geral. Você usa a palavra “contrários”. caso contrário. uma imagem de fantasia. e eles aparecem no espaço e como vozes.1921. A revelação de que a linguagem. Uma revelação do meu “desfazer” [“undoing”] de todos esses anos. é poética. psicologia de outras dimensões. Essa é a atividade primária. São correlativos. que você mencionou como sendo tão crucial. Contrários não são opostos. mas . e que acredito ter sido o primeiro livro que foi escrito depois dos inícios daquilo que foi vivenciado com o Liber Novus. a tensão entre desfazer a linguagem sobre a qual Sonu estava falando. há essa revelação. psicologias de outros psicólogos.Assim. Nossos sonhos vêm antes do nosso pensamento. Não há carvão branco. de tentar trabalhar e resistir essa linguagem dos opostos. "A imagem não é um reflexo psíquico de um objeto externo. Ele diz. E foi esse conflito o tempo todo que me ocupou. com o Livro Vermelho. Ela inventa formas imaginativas. esse tipo e aquele tipo. mas não são a princípio patológicos. você pode ter todo tipo de brancura sem pensar sobre preto. A fantasia como atividade imaginativa é a expressão direta da vida psíquica. sim. eu acho. não são necessários. Não é porque você viu algo e depois teve uma imagem disso. O que a psique faz tão naturalmente como uma galinha põe um ovo – a psique humana fantasia. A própria linguagem de Jung não era assim. frases poéticas. como o ego." O que a mente faz? Ela não inventa palavras. Preto e branco não são opostos. Veja bem. sua linguagem de psicologia é imagística. intuições." O uso poético é o começo do idioma certo para a psicologia se estamos falando sobre os poderes que nos possuem. essas palavras que obscurecem nossa tentativa de compreender o ego. Bem. é para encontrar sua forma. Assim. Pensamos que existe um mundo interno psíquico e que existe a realidade. para cima ou para baixo. fria e assim por diante. e elas são realidades vivas que falam conosco. e que se tornou opaca em relação ao fluxo de energia psíquica que há nela. encontrar sua fantasia para elaborá-la mais. Ele diz ainda mais em Tipos Psicológicos. o outro aspecto das figuras e formas da fantasia. real. A fantasia como atividade imaginativa é a expressão direta da vida psíquica. de modo idêntico ao fluxo da energia psíquica. dura. se está preso por uma emoção. a mente racional. a realidade que é sempre sólida. Essa mente não resolve o problema. Isso abre a alma para viver. se você deseja tomar posse das suas emoções. A mente está criando imagens e fantasias. tente descobrir a imagem daquela emoção. para dentro ou para fora. Então naturalmente todo mundo faz terapia." Uau. A única expressão que posso utilizar para essa atividade é a fantasia. E os terapeutas estão usando a mente errada para lidar com as psiques daqueles que estão usando a mente certa. essa realidade também é uma fantasia. dessa vez no parágrafo 78. mas não apenas figuras. Cuidado. Então a nossa energia. que diz muito mais sobre a emoção do que simplesmente sofrer a própria emoção. onde Blake e Swedenborg eram seus contrários. “qual é a fantasia agora. . E alguns podem não reconhecer que isso é uma fantasia. seja qual for a direção que ela tome. "A psique cria realidade todos os dias. Qual é a fantasia agora? Não o que aconteceu quando você tinha quatro anos. e é idêntica à citação de Jung sobre o fluxo da energia psíquica. e a psicologia que deriva dessa mente não resolve o problema. duas pessoas se encontram e uma diz para a outra. já que digo que uma melodia é uma imagem psíquica. A psique cria a realidade todos os dias. Elas às vezes vêm como figuras. e assim a chamamos de realidade. Isso abre a coisa toda. não faça isso. A realidade psíquica e então a realidade. para viver isso como uma linha de Saroyan. saber qual é a emoção ou sentir a expressão da sua emoção. Kitty Duval?” Esse é o relacionamento. O que aconteceu quanto você tinha quatro anos também é uma fantasia. uma das suas peças. nossa vitalidade emocional. a mente que era dominante no século XVIII. porque estão usando a mente errada para lidar com a psique. Não é para sair da emoção.que é reforçada particularmente de Descartes em diante. a energia psíquica é na verdade apenas um aspecto. Seja lá o que chamamos de realidade é uma fantasia que ficou teimosa e bloqueada. as memórias. Em outras palavras. completamente surpreendente e individualizada da vida. Eu desci até o fundo do mar. e a fé que foi dada a ele.Agora. profunda. ou o reprimido. segundo minha leitura do Livro Vermelho. as esperanças despedaçadas. inesperada. O profundamente pessoal é o envolvimento com os próprios demônios ou a visita ao inferno. mas é algo profundamente individual. E comecei a fazer pequenas pinturas do que podia estar lá embaixo. E lembro-me da descida – naquele meu momento específico. digamos que não é comum para todos nós. meu pessoal – o subjetivismo do meu. Jung sentiu que havia perdido sua alma. Eu não tinha lido sobre a descida de Jung pelo buraco do [inaudível]. pareciam estar nas profundezas. Essas são experiências profundamente coletivas. as intimidades. isso seria o profundamente pessoal. E tive a experiência de que podia . Todo mundo já se encheu de entusiasmo. isso muda muita coisa. para entrar nisso. como estamos tentando compreender. Agora. ele estava envolvido em descobrir o que está nas profundidades da alma que foi dada a ele. Mas essas são as coisas que aconteceram com todo mundo. relacionado com a fé. E o encontro de Jung com aquelas figuras. isso é a parte mais íntima. e não coletada. e havia um monte de criaturas lá tentando me agarrar. Mas há alguma coisa que não é coletiva do desse modo. “que isso seja feito a mim”. minhas experiências pessoais. já que essas coisas que você está tentando resolver em relação à sua vida pessoal estão realmente sendo vividas por um poder. o que estou tentando elaborar é que isso também é profundamente pessoal. E é necessário um tipo de corajoso fiat mihi. Bem. Novamente. Todo mundo já se desapontou. me prender e fazer coisas e assim por diante. isso muda o que é importante na sua vida. e o Livro Vermelho começa com isso. era na água. As feridas que sofremos. que eu não compreendia ou de que eu tinha medo. e parecia ser a maneira certa de lidar com isso. porque fui encorajado a fazê-las pelo meu analista. Pensamos que o que é profundamente pessoal é o que aconteceu conosco quando tínhamos quatro anos. minhas memórias pessoais. o encontro com a própria alma. no profundamente pessoal do meu próprio caso. os terrores que me espreitavam. o que Freud chamada de [inaudível] ou o inconsciente pessoal. porque todo o reino da psicoterapia há cem anos vem seguindo o caminho de que o profundamente pessoal é a minha vida pessoal. mas eu tinha a sensação que havia coisas que iam subir e me pegar. minha infância pessoal. Todo mundo já foi abandonado. Isso é profundamente pessoal. Agora era sua tarefa encontrá-la ou descobrir para onde ela estava ou o que havia acontecido. os relacionamentos que temos ou tivemos. quando cheguei em Zurique em 1953. Isso muda. E foi isso com que Jung mais se envolveu. e as vozes dizem . Seja lá o que o que isso signifique. explorar e respirar debaixo d’água. "Jesus não permitiu que os demônios falassem. porque ele o inventou para a psicologia moderna. Jesus não permite – isso. Inventou. E isso é muito importante. E há uma diferença aqui entre o empirismo e a fenomenologia. e isso foi uma revelação." Agora. Descer até o inferno. como Karl Jaspers teria dito. E eu digo uma mente fenomenológica em vez de uma mente empírica porque ele não estava fazendo um experimento apenas no sentido de “vamos tentar isso e ver o que acontece”. Afasta-te de mim. Jung estava fazendo um movimento de demonologia. antes de tudo. algo que pode ser registrado cuidadosamente e observado com uma mente fenomenológica. "Jesus não permitiu que os demônios falassem. Marcos 1:34 diz. ao deixar as vozes falarem. e você fica simplesmente com a maneira como o fenômeno aparece. como deve funcionar. Morte. e assim ele deixa o demônio falar. As pessoas têm feito jornadas exploratórias desde sempre. todo tipo de gente fez isso. onde está o teu aguilhão?" Essa abertura produziu um movimento radical no relacionamento de Jung com o cristianismo. fazer perguntas. na obra de Blake e no passado distante. conversar. Marcos 1:34. está permitindo que o fenômeno fale e todos os pensamentos sobre o assunto. precisamos saber como é difícil deixá-lo falar. o Marcos bíblico e você poderão me dizer. percebem que ao deixar o demônio falar. Hildegard von Bingen e assim por diante. pareceu ser uma revelação que eu pudesse realmente permanecer nesse reino e fazer coisas. Agora. Era tão literal. ele estava imediatamente sendo herético como seu pastor afirmou no seu funeral. digo. a fantasia que me permitia respirar. a questão é que Jung fez algo diferente com isso. Este é apenas um exemplo das centenas de exemplos desse tipo de trabalho que Jung inventou. o que ele deve ser. que ele era um herege. Ele estava deixando o fenômeno falar. eles não são simplesmente hereges. tão concreto e vívido estar debaixo d’água. Ele inventou isso em parte como um caminho. Porque o empirista está também tentando fazer algo com o que é. todas as informações históricas são postas de lado. Satanás. Acho que está em Marcos. um método. E Jung deixa o fenômeno falar. Eles têm um papel importante. precisamos nos lembrar que – só um momento – porque eu tenho uma pequena observação. em sagas. e ao mesmo tempo era a imaginação. E o fenomenologista. porque os hereges pertencem à igreja. e as registraram de várias maneiras. na obra de Dante. Na nossa cultura. me movimentar. Não é essa a questão. e ele estava abrindo.respirar debaixo d’água. embora fosse cristão. Onde isso se encaixa. porque quem sabe o que há do outro lado? Não há um senso de permeabilidade entre a vida e a morte. alertas. de modo que todas as outras estão fora do jogo. enterrado. por que a nossa cultura que tem tanta dificuldade com os mortos? É tanta dificuldade. só há uma voz que pode falar com você e precisa ser a voz de Jesus. o cristianismo que ele tem e não é . há esse grande desconhecido e você morre sozinho. tenham tanta realidade quanto outras figuras. boas vindas. E ir até os mortos faria vir à tona várias coisas que não queremos que venham à tona. esquecido de propósito e que continua a mandar pequenas mensagens por todo tipo de pequenas intuições.às vezes no Livro Vermelho. afogado. Então talvez sejamos separados dos nossos mortos por aquilo que enterramos. presságios. esse livro é tão – quantos milhares? Posso ter os números . e você pode ver por que ele está permitindo que outras vozes. nosso ex-presidente. e isso era uma das coisas que eu adoraria conversar mais com você. queimado. Nós temos essa tremenda muralha entre a vida e a morte. de se conter. as pequenas sensações no estômago que dizem. sejam personificadas. de modo que a qualquer custo precisamos manter os viventes vivos. as imagens também são vozes e elas trazem algum tipo de mensagens dos mortos. quem são os mortos? Quem são os mortos no livro de Jung? Eles são seus ancestrais pessoais? São os mortos de Jerusalém dos Sete Sermões? Quem são os mortos? Qual é a mensagem dos mortos e por que a América. Vou deixar passar. Sonu. É mais ou menos isso – de modo que ele diz. esses são os mortos nos mantendo seguros. Em vez disso. não estava descobrindo o cristianismo no livro. cuidando de nós? Atualmente.Sonu poderá dizer-me onde estão essas passagens sobre o cristianismo – que Jung. palpites. Mas a questão é que me parece que os mortos são o encontro diário com tudo que foi deixado de lado. de nossa relação com aqueles no outro lado que nos velhos tempos costumavam dizer. Não vou atender o telefone dessa vez. seja bem-vindo pelos ancestrais quando morre. o momento do não. das vozes das figuras. falem e sejam figuradas. e todos esses horrores são imaginados porque não há um senso dos ancestrais. nosso presidente nem mesmo pode ir aos túmulos dos mortos. acho que não vou fazer isso. Ele só era alertado quanto ao que não fazer. insinuações. dos poderes na nossa vida cotidiana. a multidão de vozes. E naturalmente nossos ancestrais são os americanos nativos que viviam nessa terra. o não. Assim. "Não." Esses pequenos avisos e alertas. são enviados por quem? Quem está nos protegendo diariamente de não fazer isso ou aquilo? Lembre-se do que Sócrates afirmava – seu daimon nunca lhe dizia o que fazer. Na maneira cristã fundamental e básica de ver a questão. de fluxo dos outros. não fazer algo? O momento de se segurar. Qual é a sua importância na nossa cultura neste momento? É o que eu tenho a dizer sobre os mortos. Como era mesmo o nome. É isso que está faltando? É isso o que eles chamaram – é tão radicalmente diferente de qualquer outra coisa na psicologia. Apareceu na semana passada na série Law & Order: Criminal Intent [risos] caso vocês assistam. expressionismo alemão. quando este livro não seria considerado tão estranho. tivemos reuniões como essa em Nova York e Los Angeles e o New York Times e assim por diante. mas o que sustenta você são as vozes e figuras com que você vive e pode falar. >> E mais idiomas. não sei se eram vampiros ou sei lá o quê Agora. racional. No nosso tempo.novamente? Quanto era mesmo? >> 46. dadaísmo. digamos. Quando o livro estava sendo escrito. Joyce. a mente estava voltada para Blavatsky [inaudível]. parapsicologia. mas por imagens – por imagens. imagine só – >> Outra edição. Jung escreveu sua dissertação de doutorado em . imagine só. >> 46. Você pode ter todos os slogans. esse livro é absolutamente aberrante porque temos vivido – nós vivemos em uma maneira de pensar estreita. economia. técnica. mas as imagens são suas companheiras. Imagine. Você sabe. na lista de best sellers. sobre o profundo fundamento politeísta que foi esquecido. sobre as vozes. serialismo. Estamos na sexta edição. Houve experimentos compatíveis e comparáveis em outras áreas. Encolhemos tremendamente nossa mentalidade desde o início do século. sobre as profundezas abissais da própria vida pessoal do indivíduo e sua importância. Afinal de contas. e a busca individual não por significado. Criminal Intent? Caso vocês tenham visto. tão radicalmente diferente da atual [inaudível] cultural de tecnologia. naturalmente ele teve resenhas – sabe. >> E mais outra edição. 10.000 em inglês. sobre deixar o demônio falar. o próprio Livro Vermelho foi mostrado e fazia parte de um culto. causal. por volta de 1915. informação.000 em inglês. nessa época. Estava inspirando alguém – inspirando alguém. e havia o trabalho de importantes intelectuais como William James e muitos outros na Inglaterra. explicativa. explicações e compreensões do mundo. Será que eu – Ok.000 >> E edições em mais idiomas estão chegando. Significados não sustentam você. razão. quando o livro foi escrito – não sei se já passei muito do tempo. penso que não teria sido estranho. . O livro é uma necessidade no nosso tempo e é reconhecido em um nível profundo da psique coletiva. o livro é um tipo de necessidade. Mas. Pense nisso na medicina atual. A medicina da atualidade está cheia de fenômenos ocultos. de fato. Muito obrigado.1900 sobre fenômenos ocultos para um curso de medicina.
Copyright © 2024 DOKUMEN.SITE Inc.