História - Pré-Vestibular Impacto - Grécia - Formação da Sociedade Grega

April 2, 2018 | Author: História Qui | Category: Crete, Ancient Greece, Ancient History, Greece, Greek Language


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KL 070208Frente: 01 Aula: 01 PROFº: RAMIRO A Certeza de Vencer FORMAÇÃO DA SOCIEDADE GREGA diversos níveis percebidos da vida material do homem contemporâneo. No campo das ideias, a produção filosófica dos gregos constitui a fonte onde beberam todas as principais ciências de hoje (Matemática, Física, Anatomia, História, Arquitetura, Química e etc.), as artes formaram uma escola denominada de classicismo que com uma produção teatral, arquitetônica e literária vastíssima seria o inspiração primeira dos autores renascentistas, praticamente dois mil anos mais tarde. 1.3 O PROBLEMA COM A TERRA Uma das questões que mais dificultaram a vida dos habitantes da Grécia Antiga foi certamente o problema com a terra. Cerca de 80% do território é composto por cadeias de montanhas, sendo a menor parte composta por planícies de solo pedregoso e, portanto pouco fértil. Tal situação fará com que os gregos muito cedo partam em busca de outras terras fora do seu espaço de origem, colonizando diversos pontos do mar Egeu e do Mediterrâneo, mantendo deste modo, um contato com diversos dos povos da antiguidade (fator que contribuiria substancialmente para seu desenvolvimento cultural). A questão da terra também resultaria na eclosão de vários conflitos de ordem interna e externa pelo uso da mesma, observação que verificaremos com maior detalhes ao longo desta apostila . Fale conosco www.portalimpacto.com.br A Formação da Sociedade Grega. A Grécia se localiza no continente Europeu, sendo a um só tempo continental, peninsular (Peloponeso) e insular (Ilhas diversas). I – NOÇÕES PRELIMINARES 1.1 A IDÉIA DE “MUNDO GREGO” Acima, o Partenon, templo localizado na Acrópole de Atenas e dedicado a deusa Atena. 1.2 O BERÇO DA CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL É praticamente um consenso entre os helenistas que a sociedade grega representa, em verdade, o berço da civilização ocidental, tamanha a sua influência nos FAÇO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!! ENSINO MÉDIO - 2008 Ao longo da sua história, os gregos antigos Jamais conheceram a centralização política, sua forma de organização eram as Cidades-Estados, caracterizadas pela manutenção da autonomia administrativa e legislativa. Cada uma dessas cidades possuía o seu próprio sistema de governo regido por leis que só teriam valor nas áreas dominadas pela polis. Embora não existisse unidade política, o Mundo Grego apresentava uma outra forma de identidade, percebida na vida cotidiana: a língua, as praticas religiosas, as características étnicas e inúmeros de seus elementos culturais poderiam aparecer, com algumas variações, em todas os cidades que compunham esta admirável civilização. II - ORIGENS DA CIVILIZAÇÃO GREGA 2.1 A CIVILIZAÇÃO CRETO-MICENICA As origens do Mundo Grego remontam os tempos da Civilização Cretense, uma fascinante sociedade desenvolvida a partir da Ilha de Creta - a maior ilha do Mar Egeu - por volta do ano 2000 a.C. Os cretenses possuíam uma grande habilidade para a navegação e para o comércio, tendo estabelecido contatos com a Mesopotâmia e o Egito, dentre outras sociedades da antiguidade oriental, tal experiência influenciou bastante no aprimoramento das artes em geral na Ilha, outra de suas grandes características. Até o século XV a.C., os cretenses exerceram uma completa hegemonia na região do Mar Egeu, construindo um sistema de saneamento complexo e um património cultural bastante apreciável, contudo, no que diz respeito a defesa ou a capacidade bélica de Creta, estas seria insuficientes, tornando-se vulnerável a invasão de inimigos exteriores, como ocorreria nos séculos seguintes. 2.2 AS MIGRAÇÔES DOS INDO-EUROPEUS Grupos nómades oriundos das regiões centrais da Europa iniciaram sucessivas levas migratórias rumo à Península Balcânica, contribuindo para a colonização da área e fundando algumas das mais importantes cidades do que mais tarde seria chamado de Grécia. Vejamos os principais grupos indo-europeus: Fale conosco www.portalimpacto.com.br • AQUEUS: Estes são reconhecidamente considerados o primeiro dos grupos indo-europeus a chegar na região balcânico, em algumas obras chegamos a ver a utilização deste nome como sinónimo de gregos, foram os responsáveis pela fundação da cidade de Micenas, de onde estabeleceram um intercâmbio com os cretenses e assimilaram boa parte de suas características e valores. Era o apogeu da Civilização Creto-Micênica. • JÔNIOS E EÓLIOS: Estes dois grupos chegaram por volta de 1700 a.C., foram responsáveis pela colonização de grande parte do litoral do Mar Egeu chegando até a Ásia Menor. Dentre os feitos atribuídos a eles, merecem destaque à fundação de Atenas pêlos primeiros e a fundação de Tebas pêlos últimos. • DÓRIOS: Estes foram os migrantes que causaram as mais expressivas transformações para o período. De natureza guerreira e dominando perfeitamente as técnicas de metalurgia, o que lhes permitia possuir armas de ferro, os dórios impuseram sua vontade aos cretenses provocando a 1a Diaspora. 1° DIASPORA: Diante da inquestionável superioridade militar dos dórios, ocorreu uma fuga em massa dos habitantes das regiões dominadas, partindo para os mais diversos pontos da região do Mar Egeu. A diaspora ou dispersão causaria uma regressão na produção intelectual dos cretenses. III - O PERÍODO HOMÈRICO Os quatrocentos anos que se seguiram à chegada dos dórios (de 1200 a 800 a.C. aproximadamente) permanecem bastante obscuros para nós, devido à escassez de fontes escritas. O que existe sobre a época são os poemas épicos a "Ilíada" e a "Odisseia" escritos por Homero, provavelmente no século VIII a.C., baseado em poesias e cantos transmitidos oralmente pêlos "aedos" (poetas e declamadores ambulantes), entremeando lendas e ocorrências históricas relacionadas com as guerras entre os dórios e os aqueus. Os poemas homéricos referem-se aos acontecimentos relacionados à destruição da sociedade micênica, como as guerras de Tebas e de Tróia. Relatam as açoes dos heróis gregos, com a ajuda de seus deuses. De sua leitura, percebe-se que a sociedade da época era formada por reis (basileus) e nobres, senhores de terras e rebanhos. Os nobres organizavam-se em famílias extensas - os genói - em que os membros eram unidos por laços de parentesco consanguíneo e/ou religioso. O "genos" era o núcleo humano em torno do qual se estruturava o "oikos", unidade económica que compreendia terras, casas, ferramentas, armas e gado, dos quais dependia a sobrevivência do grupo. O trabalho no "oikos" - pastoreio, agricultura de cereais, legumes e frutas, produção de óleo e vinho, fiação e tecelagem – era realizado pêlos membros do "genos" e pêlos escravos, obtidos através de pilhagens e saques; tanto quanto possível, o "oikos" procurava ser auto-suficiente. A principal ocupação dos nobres, chefes dos "oikos", era a guerra praticada contra os vizinhos ou inimigos externos. As lutas se restringiam ao combate individual entre os guerreiros, pesadamente armados. O objetivo das guerras era essencialmente a aquisição de escravos e de metais que o "oikos" não produzia. Além dos reis e dos nobres, existiam trabalhadores livres - demiurgos - ferreiros, carpinteiros, videntes e médicos, que prestavam serviços aos nobres e ocasionalmente participavam de suas assembleias, como ouvintes, sem direito a tomar decisões. Abaixo dos demiurgos, havia os tethas, homens sem posses e sem especialização, que vagavam de um lado para outro em troca de algum alimento ou roupa. IV - A FORMAÇÃO DA PÓLIS ou a CIDADE-ESTADO GREGA. Por volta do século VIII a.C., em algumas regiões do território grego dos Balcãs, da Ásia Menor e das ilhas do Mar Egeu, já havia um grande número de comunidades dominadas por grupos de famílias aristocráticas proprietárias das melhores terras, que justificavam seu poder pela autoridade que lhes provinha dos antepassados, muitas vezes um "herói" famoso do passado, ou mesmo até um deus. A figura do rei desaparecera, substituída por magistrados eleitos e por conselhos de nobres. Aos poucos o pequeno povoado tornou-se regra, com a população reunindo-se em volta das antigas fortificações micênicas, onde logo surgiam uma praça para o mercado e um ou dois templos. Esboçava-se assim a forma de vida tradicional dos gregos - a "polis" - que iria se expandir de forma original durante os séculos seguintes. Cada Pólis ou Cidade-Estado Clássica tinha sua própria forma de governo, seus instrumentos de de peso e medida, calendários e moedas particulares. Porém mantinha certos laços culturais, como o idioma, a religião e a prática de certas modaidades esportivas, com as demais. O advento do Estado na Grécia representou o surgimento da fase mais esplendorosa do mundo clássico, pois a polis representaria o espaço de afirmação do cidadão grego, onde a produção filosófica e literária ganharia sua maior expressão, onde as tragédias e as comédias seriam encenadas nos teatros monumentais construídos ao ar livre por arquitetos de um brilhantismo invejável e, ainda, um espaço de discussões políticas em que a retórica seria um instrumento fundamental para a persuasão nos embates inflamados. Entretanto, esta visão corresponde aos interesses de uma minoria da população, que constituía um governo de poucos, para a maioria a polis representou a exclusão social e a marginalizaçâo política. Imagem da Grécia Antiga FAÇO IMPACTO - A CERTEZA DE VENCER!!! ENSINO MÉDIO - 2008
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