Explicação Teste HTP

March 28, 2018 | Author: Felipe Chagas Bonadio | Category: Drawing, Time, Trees, Experiment, Language Interpretation


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HTPCasa; Árvore; Pessoa BUCK, J. H-T-P: casa-árvore-pessoa - técnica projetiva de desenho: manual e guia de interpretação. São Paulo: Vetor, 2003. HTP - Buck  Técnica projetiva de desenho;  Gráfica;  Mais de 50 anos;  Objetivo: obter informação de como a pessoa experiência sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar. HTP - Buck  Como todas as técnicas projetivas, o HTP estimula a projeção de elementos da personalidade e de áreas de conflito dentro da situação terapêutica, permitindo que eles sejam identificados com o propósito de avaliação e usados para o estabelecimento de comunicação terapêutica efetiva. HTP - Buck  No mínimo duas fases; 1ª fase:  Não verval;  Criativa;  Pouco estruturada. HTP - Buck  Desenho a mão livre;  Acromático;  Casa – árvore – pessoa;  Desenho adicional – pessoas do sexo oposto a pessoa já desenhada; HTP - Buck 2ª. Fase:  Inquérito (lista de conceitos);  Perguntas estruturadas para avaliar aspectos de cada desenho; 3ª fase:  Desenho da casa – árvore – pessoa;  Cromático (giz de cera); 4ª fase:  Perguntas adicionais. HTP - Buck  População: pessoas acima de 8 anos de idade;  Instrumento muito utilizado com crianças;  Estudos sobre diferenças dos desenhos: adultos e crianças.  Uso do teste: treinamento e supervisão;  Aplicadores inexperientes trabalhar sempre com supervisor. HTP - Buck  Aplicação: face a face;  Avaliação inicial;  Intervenção terapêutica em andamento;  Em processo de avaliação o HTP pode ser utilizado como uma tarefa de aquecimento inicial. ADMINISTRAÇÃO DO INSTRUMENTO Preparação do sujeito:  Sentar-se em frente a uma mesa;  Em uma posição confortável;  Sala: silenciosa e sem distrações  Tempo: de 30 a 90 min. (no. De desenhos solicitados);  Desenho adicional aumenta de 10 a 15 min. na tarefa;  Não há limite de tempo;  A tarefa só pode ser executada com a solicitação de no mínimo 3 desenhos;  O desenho da 2ª. Pessoa (sx oposto) é opcional, vai da necessidade do psicólogo;  O tempo da análise e interpretação varia de acordo com a experiência do sujeito. MATERIAL DO TESTE  Protocolo para desenho HTP (Brasil – folha A4 ou sulfite branco);  Protocolo de interpretação para cada conjunto (cromático e acromático) e para cada desenho;  Vários lápis preto No. 2 (ou mais macios) – usar sempre o mesmo padrão;  Borrachas;  Conjunto de crayons (giz de cera – pelo menos 8 cores – vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta, marrom e preto), caso os desenhos coloridos sejam pedidos;  Relógio ou cronômetro (latencia e tempo total). Desenhos acromáticos  Preencher as informações do protocolo de desenho;  A folha A4 para desenho da casa é entregue na horizontal, escrito casa no alto e centralizado;  Árvore e Pessoa são entregues na vertical com respectivos nomes (árvore e pessoa);  Ao final dos 3 primeiros desenhos solicitar o desenho adicional: pessoa do sexo oposto a já desenhada. Posição do Examinador:  Face a face;  Deve ter uma clara visão da página em que o sujeito desenha;  Anotação da ordem dos detalhes desenhados;  Observar e anotar eventos incomuns na seqüência dos desenhos. Instrução  Peça ao examinando que escolha lápis; “Eu quero que você desenhe uma casa. Você pode desenhar o tipo de casa que você quiser. Faça o melhor que puder. Você pode apagar o quanto quiser e pode levar o tempo que precisar. Apenas faça o melhor possível”.  Não permitir uso de réguas e similares explicar que se trata de desenhos a mão livre;  Começar a marcar o tempo logo que terminar as instruções; Anotar:  Latência inicial;  Ordem do detalhes dos desenhos;  Duração das pausas e o detalhe específico aonde a pausa ocorreu;  qualquer expressão espontânea ou emoção (anotar detalhe que estava sendo desenvolvido neste momento);  Tempo total para execução do desenho. Esse material é anotado como Observações Gerais na pág. 1 do protocolo de interpretação. Inquérito Posterior ao Desenho  Momento em que o sujeito define, descreve e interpreta cada desenho;  Expressa sentimentos, idéias, sentimentos ou memórias associados a eles;  Protocolo de inquérito. Inquérito  Objetivo: compreender o sujeito de forma dinâmica;  Extraindo o maior número possível de informações, conteúdos e contextos de cada desenho;  O examinador pode seguir qquer linha de investigação desde que seja coerente com o rapport e com o tempo disponível; Anotar:  Todas as posições, detalhes ou relações incomuns entre os detalhes devem ser anotados e investigados;  Qualquer detalhe implícito, como componentes básicos escondidos atrás da figura;  Desenhos que se estendem além da margem da página, devem ser investigados;  Aspectos pouco claros, confusos ou obscuros devem ser investigados.  Detalhes acrescidos durante o inquérito também devem ser identificados.  Observem: ao final da seqüência de perguntas do inquérito é solicitado o desenho de um sol e uma linha de solo quando não desenhada. Importante:  Para usar o H.T.P. você deve contar com sua experiência e com princípios básicos de entrevistas clínicas para determinar o quanto e quando a investigação de uma determinada característica do desenho é adequada (questionário estendido). Exemplos de investigação (extra protocolo): Casa  Pergunta 5: “você gostaria que a casa fosse sua?” - solicite ao examinando que descreve a diferença entre a casa desenhada e a casa em que ele mora, e questione qual a probabilidade dele um dia ter uma casa semelhante a casa desenhada.  Qual o quarto você escolheria para você? Compare como este se compara com a localização do quarto ocupado por ele em sua casa atual. Árvore: Pergunta 23: “onde esta árvore está realmente localizada?” Se a resposta for: “na selva” ou na “floresta” Investigue a representação de selva e floresta com o examinando. Pergunta 39: “esta árvore está saudável?” Pergunta 40: “Esta árvore é forte”? Se o indivíduo não conseguir responder peça para ele desenhar a estrutura da raiz da árvore, caso ele ainda não tenha desenhado e faça uma anotação do pedido. Pessoa: Pergunta 50: “o que ele(a) está fazendo?” ”Onde ele(a) está fazendo isso?” Se a resposta for “está apenas ali”; investigue onde é “ali” e o que possivelmente a pessoa estava fazendo ou irá fazer “ali”; Se a resposta for “andando” ou outro movimento pergunte aonde a pessoa está indo ou o que ela vai fazer ao chegar lá; Se a resposta for “não sei” ou “isso é só um desenho”, ajude o sujeito a envolver-se na projeção sugerindo-lhe que conte uma história sobre a pessoa do desenho ou pergunte o que a pessoa do desenho parece estar fazendo. Pessoa: Pergunta 52: “como ele (a) se sente?” pergunte sempre “Por que?”, a menos que haja razões para crer que essa pergunta compromete-se seriamente o rapport; Pergunta 58: “o que nele (a) lhe dá essa impressão?”(de que está feliz, triste, com raiva); Se a resposta for uma simples descrição facial [ele (a) está sorrindo], pergunte do que esta pessoa está rindo; por qual motivo ela está sorrindo; ou com que freqüência esta pessoa desenhada sente-se dessa maneira. Pergunta 67: “que tipo de roupa esta pessoa está vestindo?” Se a pessoa desenhada estiver nua, pergunte porque ela está nua e se sente à vontade. Lista de Conceitos Interpretativos  Após aos desenhos e o preenchimento da folha de inquérito pegue a lista de conceitos;  Lista de Conceitos: traz uma listas de características para cada desenho;  Inicialmente veja as características “normais” da lista e marque “S” (sim) para aquelas que se aplicam a cada desenho. Lista de Conceitos Interpretativos  A seguir marque todas as pautas incomuns, comentários ou outros comportamentos diferentes anotados enquanto os desenhos estavam sendo feitos;  Anotar na área: sessão de Observações Gerais na primeira página do Protocolo.  Depois: marque os aspectos de proporção, perspectivas, detalhes e cor (para os desenhos coloridos) que estejam presentes nos desenhos e que possam indicar presença de patologia.  Utilize a régua fornecida na parte de trás do protocolo de desenho para ajudá-lo avaliar as variações na proporção, perspectiva e tamanho dos detalhes;  Também é fornecido marcações para ajudar a avaliar a localização do desenho na página;  Algumas hipóteses clínicas comuns relacionadas para cada características dos desenhos são apresentadas nas Listas dos Conceitos Interpretativos;  Importante: a Lista de Conceitos Interpretativos é apenas um guia para estabelecimento de hipóteses clínicas;  As confirmações das hipóteses clínicas virão com as informações adicionais como: história clínica do examinado; resultado de procedimentos de avaliação adicionais. Desenhos Coloridos  São realizados após os desenhos acromáticos;  Inquérito exige um nível mais profundo de experiência e habilidade do que dos acromáticos;  Peça para o indivíduo nomear os crayons disponíveis (anote qquer nível de daltonismo);  Caso o daltonismo se confirme faça um encaminhamento para um teste mais formal;  Faça a marcação no lugar indicativo de “Cores” na 1ª. Página do protocolo de Interpretação. Desenhos Coloridos  Solicites os desenhos: casa; árvore e pessoa com as mesmas instruções da 1ª. Fase – acromática;  Proceda da mesma forma: tempo, observações e anotações;  Inquérito: faça apenas as perguntas do Protocolo de Interpretação com asteriscos (*);  Inquira sobre as diferenças significativas entre os desenhos acromáticos e cromáticos;  Inquira sobre o significado dos detalhes incomuns ou bizarros ou de suas omissões. Desenhos Coloridos  A Lista de Conceitos Interpretativos é a mesma já utilizada na primeira seqüência de desenhos;  Para avaliação dos desenhos coloridos é utilizado uma lista dos usos convencionais das cores disponível em uma sessão adicional da lista denominada “Uso Geral de Cores”;  Esta deve ser usada para observar as características de cores específicas do desenho que podem indicar psicopatologias.
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