Estudando a Mediunidade (Martins Peralva)

March 29, 2018 | Author: Caputo33 | Category: Spiritism, Mediumship, Thought, Spirit, Love


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1ESTUDANDO A MEDIUNIDADE MARTINS PERALVA 2 INDICE Palavras ao Autor Introdugao CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO CAPITULO 1 = Mediunidade com Jesus 2 = Espiritismo e Mediunidade 3 = Problemas mentais 4 = Vibragoes compensadas 5 = O Psicoscopio 6 = Irmao Raul Silva 7 = Mediuns 8 = Tomadas mentais 9 = Incorporagao 10 = Mecanismo das comunicagoes 11 = Obsessoes 12 = Pontualidade 13 = Vampirismo 14 = Desenvolvimento mediunico 15 = Desdobramento mediunico 16 = Clarividencia e clariaudiencia 17 = Sonhos 18 = Espiritismo e Lar 19 = Estranha obsessao 20 = Reajustamento 21 = Servindo ao Mal 22 = Servindo ao Bem 23 = Lei do Progresso 24 = Mandato mediunico 25 = Protegao aos mediuns 26 = Passes 27 = Na hora do passe... 28 = Receituario mediunico 29 = Objetivos do mediunismo 30 = Suicidios 31 = Comunhao mental 32 = Almas em prece 33 = Definindo a prece 34 = Desencarnagao 35 = Licantropia 36 = Animismo 37 = Fixagao mental 38 = Mediunidade poliglota 39 = Psicometria 40 = Mediunidade sem Jesus 41 = Disturbios psiquicos 42 = Materializagao (1°) 43 = Materializagao (2°) 44 = Materializagao (3°) 45 = Cristo Redivivo 3 CAPITULO 46 = Assim seja... estendendo o trabalho. Entretanto. So entao se erige em fonte continua de ensinamento e socorro. EMMANUEL (Pagina recebida pelo medium Francisco Candido Xavier. Revela a gloria da Natureza. Desponta aqui e ali. guardando consigo revelagoes convincentes e possibilidades assombrosas. em Pedro Leopoldo. adiante e acola. sob as diretrizes kardequianas que mos tragam seguro caminho para o Cristo de Deus. na noite de 21/10/56. e indispensavel que a engenharia comparega. E entao que aparece a usina generosa. a servigo da sublimagao espiritual. a fim de que mediunidade e mediuns se coloquem. E um espetaculo de beleza. pode nascer em qualquer parte. para que se faga alicerce de beneficios mais simples. observa a cachoeira que surge aos teus olhos. Como a queda-dagua. para que se converta em manancial de auxilio perene. e imprescindivel que a Doutrina Espirita lhe clareie as manifestagoes e lhe governe os impulsos. disciplinando-lhe a forga.4 Palavras ao Autor Sim. Assim tambem e a mediunidade. inspirando a cultura e garantindo o progresso. atraves da revivescencia do Evangelho simples e puro. consolagao e bengao. meu amigo. Nao e patrimonio exclusivo de um grupo. Destaca-se pela imponencia e impressiona pelo ruido. sustentando a industria. realmente. Estudemo-la. pois. Contudo. nem privilegio de alguem. guardando imensos potenciais de energia.) . visitou diversos nucleos espiritas consagrados ao servigo mediunico. com a possivel simplicidade. giram em torno do magnifico livro «Nos Dominios da Mediunidade”. Assim procedemos levando em conta que as “chaves» dificultam. Dessa maneira. ao fazermos a transformagao dos graficos em capitulos para o livro. ditado por Andre Luis ao medium Francisco Candido Xavier. as exposigoes feitas oralmente no “Celia Xavier”. Baseia-se. consideravelmente. de Belo Horizonte. atraves do relato de Andre Luis e das primorosas elucidagoes de Aulus. devotamento. foram. em sua grande maioria. aparecem no livro em forma de exposigoes escritas. dos informes espirituais. . elementos para a sua organizagao. compreender-se-a. o intercambio com os desencarnados expresse. e na companhia de Hilario. substituidas por expressoes alfabeticas. por diagramas com as respectivas «chaves”. Outros livros. portanto. decorreu do seguinte: ao ser editado «Nos Dominios da Mediunidade». forgosamente. e de que possa o estudo ora feito ser util a nucleos que se dedicam a atividades mediunicas. utilizando graficos no quadro negro. A nossa alegria consistira nisso. sob a esclarecida orientagao do Assistente Aulus. considerando a progressividade da Revelagao — para aplicagao nos milhares de nucleos que funcionam pelo Brasil inteiro. sentimos que o que se precisava saber sobre mediunismo — na atualidade. Nosso principal desejo. realizando esta tarefa. contudo. com prevalencia. todas as quintas-feiras. amor. com a esperanga de que. como se vera. em nome da Fraternidade Crista. no Centro Espirita «Celia Xavier”. sinceridade.5 Introducao A natureza deste livro pede. uma explicagao Inicial. cabendo-nos explicar que tais «chaves”. a fim de que “mediunidades e mediuns se coloquem. forneceram-nos. ali se achava contido. na medida do possivel. sem duvida. capitulo a capitulo. que foram colhidos em outras fontes. em nosso movimento. As consideragoes nele expostas. Iniciamos entao. Os graficos elucidativos de alguns capitulos sao de autoria do desenhista Radicchi. Cada assunto era representado. respeito e desinteresse. acima de tudo. Os trechos colocados entre aspas e onde nao houver referenda aos autores. o trabalho da linotipo. o estudo sistematico do livro. a servigo da sublimagao espiritual”. realmente. mediunicos e de autores encarnados. nas observagoes desse Espirito quando. Quanto a ideia da sua publicagao. nosso companheiro de Doutrina. deste estado de coisas. pelo misterio do renascimento. sobrepor-se ao meio ambiente e escalar. A Humanidade. portanto. cujas necessidades. aspirando a melhorar-se e atingir a vanguarda ascensional. aprimorar-sea. tambem. com vistas a experiencia no tempo. adquirira os recursos da tecnica especializada. que o tornarao elemento valioso e indispensavel no ambiente onde a Divina Bondade o situou. lentamente. conquistara o respeito do meio onde vive. ressente-Se. dar vida a outro ser mais perfeito e formoso. abrira ao proprio Espirito perspectivas sublimes “para o ingresso a Magistratura respeitavel. Vamos sepultar uma civilizagao poluida e assistir. no trato incessante com as leis. como criatura que realiza. pela aplicagao dos corretivos legais. no exercicio de sua faculdade. a fim de. E. Os problemas materiais. eficientemente. a sua marcha redentora. igualmente. das lutas e experiencias que continuarao alem da Morte. seja ela qual for.6 1 Mediunidade com Jesus Em quaisquer setores de atividade humana. na intimidade do proprio coragao. os instintos ainda falando. nesta altura dos tempos. nas reentrancias do coragao. na cirurgia ou na clinica. na qual predominam os sentimentos inferiorizados. no coragao. se honesto e bom. no humilde labor diuturno. compulsando classicos e modernos. virtualmente desaparecem com a cessagao da vida organica. Justo e mesmo necessario sera. no contacto com o sofrimento e a enfermidade. com o Senhor da Vida na implantagao da Justiga e na sustentagao da ordem juridica. com firmeza e decisao. os degraus da evolugao consciente e definitiva. o desejo de. O engenheiro que. a inclinagao ao personalismo e a vaidade. estudando e aprendendo. a maneira de um corpo que se esvai. bem alto. O artifice. a fim de dignificar a profissao escolhida. revelador da ausencia do Evangelho no coragao humano. cooperara. convertendo-se. convertendo-se em construtor do progresso e do bem-estar geral. apresenta dolorosos sintomas de decomposigao. em sua maioria. concorrem para que o Mais Alto encontre. forte obstaculo a livre. e natural cultivemos. ampliara sempre os seus conhecimentos. o anseio de melhoria e aperfeigoamento. O medium. que o medium guarde. identificando-se com a hermeneutica do Direito. jubilosos. naturalmente. O advogado. sapateiro ou alfaiate. no estudo e no trabalho. que dizermos das realizagoes do Espirito Eterno. de modo penoso. enfim. obtem o seu diploma. pelo estudo e pelo trabalho. plena e espontanea manifestagao. a uma necropole e a um bergario. em espiritualizado instrumento das vozes do . com redugao do tempo. O medico. a condigao ainda deficitaria de sua individualidade espiritual. afinal. para decidirem. simultaneamente. Se esta ansia evolutiva se compreende nos labores da vida contingente. assim. no mundo espiritual. a alvorada de luz de um novo Dia. da felicidade ou da desventura do ser humano? O quadro evolutivo contemporaneo assemelha-se a um cortejo que se dirige. seja ele mecanico ou carpinteiro. em cujo Templo. a prepotencia e ao amor proprio. procurando destruir os grilhoes que ainda a vinculam a Era da Materia. pelo amor e pela meditagao. apos intenso labor. impondo-se. Oprimia-se moral. pensem no bem. o tipo das nossas aspiragoes e o nosso sistema de vida. exergamos a fraternidade. pelo que e positivo. pela lei das afinidades. a luz da humana redengao. desde ja. no mundo interior de cada criatura. quando tivermos a presenga do Cristo de Deus no proprio coragao. espiritual. estudemos e aprendamos incessantemente. do que degrada. o processo de auto-transformagao. altruismo. como abandonamos a roupa velha ou o calgado imprestavel. Temos que deixar os milenarios habitos que nos cristalizaram os coragoes. purifiquemos os olhos. e verdade. {Opressao = {espiritual. leal e sinceramente. Jesus continua falando ao nosso coragao. o irmao. onde todos se entendam. Assimilando. nas praticas mediunicas. inclusive. quando acendeu. material. convertido em Templo Divino. serao compelidos a sintonizarem conosco nas tarefas cotidianas e. total e expressamente. pela absoluta predominancia dos instintos. em silencio. portanto. a renovagao dos sentimentos. nas palhas do estabulo de Belem. humildemente. pensamentos e atitudes. na base da troca ou substituigao de sentimentos. mas Cristo que vive em mim. o mais forte sobre o mais fraco e. amemos e sirvamos. homens e grupos se caracterizavam. Cada um de nos tera de construir a propria edificagao. extemporaneamente. Sacrificava-se. Seria. indubitavelmente. {Instintos = {animalidade. economica e espiritualmente. Modifiquemos os habitos. em epoca mais recuada. exemplifiquemos: ERA DA MATERIA = {Ignorancia = {questoes materiais. ambigao. realizagao que pertencera aos milenios futuros. Esclarecem os instrutores espirituais que e “a mente a base de todos os fenomenos mediunicos”. a Era do Espirito. da Era da Materia para a Era do Espirito. pode comegar a ser efetivada. {Fraternidade = {material. . silenciosamente.” Todavia. Vamos sair de uma para outra fase da evolugao planetaria. determinarao. a natureza dos nossos pensamentos. em nome do Divino Poder. finalmente. melhoremos o vocabulario. Numa figura mais simples: a substituigao do que e ruim. Renovagao = {moralidade. sem duvida. Comecemos. A fim de melhor entendermos a base de tais substituigoes. pela ignorancia de assuntos espirituais e materiais. que nao mais satisfazem os imperativos da decencia e da higiene. pelo que diviniza. se e impossivel. Este processo renovativo se verificara. Nao podemos por enquanto. de repetirmos. Antigamente. por agora. pela opressao — material e espiritual — uns sobre os outros. com o grande bandeirante do Evangelho: “Ja nao sou eu quem vive. por conseguinte. sabedoria espiritual. questoes espirituais. do que e negativo. ERA DO ESPIRITO = {Conhecimento = {sabedoria humana. a qualidade dos Espiritos que. desejar uma comunidade realmente crista. especialmente. Esta transigao inevitavel. aprimoremos os sentimentos. pelo que e bom. a cristianizagao coletiva da Humanidade do nosso pequenino orbe. perseverantemente. pelo bem vivam e pelo bem realizem. desde o suave episodio da Manjedoura.7 Senhor. em condigoes. a se expressarem atraves de atos e palavras. . em definitivo e maravilhoso Pentecostes de Amor e Sabedoria.. convocando-nos a preguiga e a estagnagao. sublimar-se-a. e operario negligente. acenando-nos com as suas maos de luz para a realizagao de nossos alevantados destinos. entretanto. sera destruida pelas tragas ou roubada pelos ladroes. exaltando a Paz e a Luz. para a espiritualizagao. legitimos transformadores de luz espiritual. multiplicados. ganhos faceis. preparando o seu caminho de elevagao para o Ceu. Sera. Quando nos moralizarmos e nos tornarmos realmente altruistas. Quando o conhecimento dos problemas humanos. que sufoca e constrange. porque Espiritos Sublimados sintonizarao com os medianeiros. luta incessante. pelas elevadas nogoes de fraternidade do Cristianismo. consoante a advertencia do Evangelho. intrinsecamente. os mediuns serao. simples produtor de fenomeno. O medium. trabalho e responsabilidades. Se desejamos sublimar as nossas faculdades mediunicas. a fenomenologia mediunica se enriquecera de novas e incomparaveis expressoes de nobreza. Estara. sua vida sera sublime apostolado de ternura e cooperagao e o seu verbo a mais encantadora e harmoniosa sinfonia. Substituiremos as velhas formulas da ignorancia. tendemos. transformando o coragao em Altar de Fraternidade. Quando a Fraternidade que ajuda e socorre. sem duvida. atraves das quais o Ceu se ligara a Terra. aos eternos valores do Espirito Imortal! Como decorrencia natural de tais substituigoes. cuja ferramenta se enferrujara. vencidos e humilhados. moral ou economica. substituir a Opressao. a mediunidade. que perdoa e consola.8 O primado da Materia abrangia todas as formas de vida. igualmente. superando a animalidade primitivista e a ambigao desmedida. em seu duplo aspecto — material e espiritual. nos converteremos em pontes luminosas.. A Era do Espirito pede-nos a conquista de nos mesmos. estara. consideragoes e honrarias. cultiva as virtudes cristas e oferece ao Senhor. vive os fatores negativos da Era da Materia. exercendo a “mediunidade com Jesus”. na paisagem terrestre. E o futuro. que vigia a propria vida. apenas. A Era da Materia exige-nos conquistas exteriores. da opressao politica ou religiosa. os talentos que por emprestimo lhe foram confiados. disciplina as emogoes. O medium que. Na fase de transigao em que vivemos. E o imediatismo. temos que nos educar. ao abismo e ao sofrimento. prazeres e futilidades. sem duvida. onde se abriguem todos os necessitados do caminho. no silencio de suas dores e de seus sacrificios. Elevar-se-ao as praticas mediunicas. O homem sera irmao de seu irmao. tornar-se uma realidade em nosso coragao. Os instintos inferiorizados cederao lugar. endeusando os mediuns. teria de ser. embora tateante. ainda nao sabem o que devem e podem buscar na mediunidade.Moral b) — Espiritual c) — Intelectual E na definigao de Andre Luiz. indevidamente. cuja codificagao no plano fisico coube ao sabio frances. ameagamlhes a estabilidade espiritual. com relagao aos mediuns. com serios riscos para o Homem e para a Causa. Quem se alista nas fileiras do Espiritismo e compelido. Deseja. maledicente ou ingrato. O Espirita esclarecido considerara o medium comoi um companheiro comum. os penosos degraus do aperfeigoamento es­ piritual. tambem. Nao quer mais ser violento ou grosseiro. ainda nao sabemos. subir. a Doutrina do bom-senso e da logica. do nosso aprisionamento as formas primitivistas evolucionais. Em resumo. para cuja solugao existem. no mundo. relacionados com a vida terrena. por muitos seculos. como existem os que. irrefletidamente. no trabalho em favor de si mesmo e dos outros. aclarando o entendimento de quantos lhe busquem por manancial de esclarecimento e consolagao. evidentemente. do equilibrio e da sensatez. Ao inves de cogitar apenas dos problemas materiais. inevitavelmente. em vista das solicitagoes inferiores que decorrem. o que o Espiritismo e a pratica mediunica nos podem oferecer. Outras. O Espiritismo nao responde por isso. integrando-se.9 2 Espiritismo e Mediunidade Que devemos buscar na Mediunidade? Como devemos considerar os Mediuns? Que nos podem oferecer o Espiritismo e o Mediunismo? Essas tres singelas perguntas constituem o esbogo do presente capitulo. qualquer observador notara que os seus variegados angulos ainda nao foram integralmente apreendidos. na posigao de santos ou iluminados. para isso. naturalmente. Ha quem deseje. guardam um conceito erroneo e perigoso. leviano ou infiel. Reajustamento assim especificado: a) . “revelagao divina para renovagao fundamental dos homens”. a iniciar o processo de sua propria transformagao moral. devagarinho. numerosas instituigoes especializadas. “o bom senso encarnado”. Nem os Espiritos Superiores. buscar nos servigos de intercambio entre os dois planos a satisfagao de seus interesses imediatistas. Allan Kardec foi. Em que pese ao extraordinario progresso do Espiritismo. Ele permanecera como imponente marco de luz. situando-os. Nem os Espiritos mais esclarecidos. neste seu primeiro seculo de existencia codificada. no dizer de Flammarion. Muitas criaturas. inclusive por companheiros a ele ja filiados. O Espiritismo. cogita o Espiritismo de fixar o roteiro do nosso reajustamento para a Vida Superior. almas generosas e simples. portador das mesmas responsabilidades e fraquezas que igualmente . falivel e pecadora. compreendendo. Alma humana. por fim. as tres perguntas com que abrimos o presente capitulo: Que devemos buscar na mediunidade? Como devemos considerar os mediuns? Que nos podem oferecer o Espiritismo e o Mediunismo? . proferidas por companheiros nossos. auxiliando-nos a compreensao para mais amplo discernimento da verdade”. evitando o elogio que inutiliza as mais belas floragoes mediunicas. atraves dos quais contemplaremos. sabera reverenciar “o Espiritismo e a Mediunidade como dois altares vivos no templo da fe. atraves dessa compreensao. Como descansariam os mediuns do assedio impiedoso que lhes movem alguns companheiros. oraculo ou revelador de noticias inadequadas. Todo Espirita ganharia muito se lesse. deixando-os. de mais alto. para estimula-lo e ampara-lo com a palavra amiga e sincera. Nao o tomara por adivinho.10 nos afligem. do livro “Novas Mensagens”. a esfera das cogitagoes propriamente terrestres. Assim sendo. E. que a gloria reservada ao espirito humano e sublime e infinita. no Reino Divino do Universo”. que o Espiritismo e o Mediunismo lhe podem oferecer ensejo para o sublime “reencontro com o pensamento puro do Cristo. o capitulo Historia de um Medium. ajuda-lo-a no desempenho dos seus deveres. livres e desimpedidos para a realizagao de suas nobres tarefas? O Espiritista sincero ira compreendendo. meditando. pouco a pouco. necessitada de compreensao. nao mais se farao ouvir. do Espirito de Humberto de Campos. assim. Com esta superior nogao das finalidades da Doutrina Espirita. veiculado poderosamente por nosso Espirito. sobremodo. as paixoes inferiores. assim. ser visto pelos mediuns videntes ou percebido pelos mediuns sensitivos. O halito bucal sera determinado pelo tipo de alimentagao ou de bebida que ingerirmos. um «halito mental» desagradavel e nocivo ou agradavel e benefico. mesmo em silencio. determinado pelo tipo dos nossos pensamentos. com simplicidade e clareza. a observagao de Paulo de Tarso de que «estamos cercados por uma nuvem de testemunhas». porque certos Espiritos profundamente materializados. quando dotados de videncia ou forem sensitivos. O nosso campo mental e. Um pensamento. de maus habitos ou de habitos salutares. ou que conduza no coragao. Isso porque tais criagoes determinarao. alcangando o olfato das pessoas que proximas estiverem. pois. O nosso ambiente psiquico sera. ininterruptas. Criagoes incessantes. da atitude. na balanga consciencial. o tipo e o carater de nossas companhias espirituais. Podera. adquirindo forma. As ideias sao criagoes do nosso Espirito. inevitavelmente. equivalente a natureza das forgas que emitimos ou assimilamos. o problema mental. Assim sendo. que expresse desejos ou objetivos. somos compelidos a medir e pensar. Teremos. que se projetam no Espago e no Tempo. Assim como a ingestao de certos alimentos ou de bebidas alcoolicas ocasiona. diregao e tonalidades equivalentes a natureza. notaremos o seu halito mental». inteiramente devassavel pelos Espiritos e ate pelos encarnados. fatalmente. Estudemos. das ideias criadas. vampirizadoras. Uma mente invigilante atraira entidades infelizes.11 3 Problemas mentais Iniciaremos o presente capitulo. ainda. do ideal que esposamos. a responsabilidade de todos nos. sera notado. aflitivas preocupagoes. O “halito mental” sera. especialmente dos mediuns. a seu turno. superior ou inferior. sentido pelos Espiritos e pelos encarnados. recordando a assertiva do instrutor Alberio de que «a mente permanece na base de todos os fenomenos mediunicos». Considerando. inclusive. inexoravelmente determinado pelas forgas mentais que projetamos atraves do pensamento. a modificagao do nosso halito. O ambiente psiquico de uma pessoa. por oportuna. nos labores evolutivos de cada dia. evidencia-se e se avulta. podera ate ser fotografado. as serias responsabilidades que decorrem do conhecimento que ja temos de tais verdades. entao. em virtude das vibragoes compensadas. da palavra. do mesmo modo os nossos pensamentos criam o fenomeno psiquico do «halito mentalx. Ao nos aproximarmos de pessoa encolerizada. alimentam-se dessas substancias produzidas pela mente . arraigados. nutrem-se. movimento. do mesmo modo que notaremos o «halito bucal» de quem tomou um copo de vinho ou mastigou uma cebola. dificilmente tornarao eles. assim. inteiramente alheios ao imperativo da propria renovagao para o Bem. o Poder e a Gloria. = {Sublimagao do pensamento incorporando tesouros morais e culturais. . na sua faculdade. Ser medium e investir-se a criatura de sagrada responsabilidade perante Deus e a propria consciencia. situagoes. ainda. Coisas. medianeiro entre o Ceu e a Terra. exaltando. reconhegamos. os tais cliches astrais. sem finalidade educativa para si e para os outros. de modo permanente. o Amor e a Sabedoria do Senhor da Vida. cumpre-nos admitir. Deixarao de existir. Poderao transpor barreiras vibratorias e superar obstaculos da mente irresponsavel. ainda.” Poderao os Bons Espiritos. de companheiros encarnados sem a mais leve nogao de responsabilidade. = {Pensamento (forma) Vontade (movimento e diregao). sendo-nos facultado. a nos e aos outros. Poderao. determinando tacitamente o imperativo da realizagao interior. comunicar-se algumas vezes. influenciar. referidos pelos estudiosos da Ciencia Espirita. ser melhor entendidas mediante o grafico organizado para o estudo e analise do tema “criagoes mentais”: MENTE — Base de todos os fenomenos mediunicos = Halito Mental {Emissao de forgas determinadoras do nosso ambiente psiquico. {Ideia = {“Ser” organizado pelo nosso Espirito.12 irresponsavel ou deseducada. poderao permanecer durante longos anos no cenario da luta. Todavia. ate enquanto as suas personagens lhes derem vida. abonam esta informagao. portanto. Alimento e Destruigao = {de Formas. quando transportado num vaso guarnecido de lodo. Paisagens. adaptado de acordo com os conceitos e esclarecimentos do instrutor Alberio. Tem-na tambem para dar-lhes vida ou destrui-las. pela projegao mental. os Grandes Instrutores. A este respeito.. apenas. inclinados a exploragao inferior. desaparecerao. serao destruidos. Quando a luz do esclarecimento felicitar o coragao dos protagonistas. Convenhamos que sera muito dificil aos Mensageiros Celestes utilizaremse. coisas e paisagens. Tem o nosso Espirito nao apenas a faculdade de realizar tais criagoes. espetaculoso meio de produzir fenomenos. negligentes no cumprimento dos deveres morais. para estender beneficios aos estropiados do caminho. uma vez que e ser interprete do pensamento das esferas espirituais. tais como assassinios etc. Segundo depreendemos do diagrama acima. O ruido dessas lutas pode ser ouvido pelos mediuns audientes. talvez. ou. impontuais. o nosso Espirito tem a propriedade de criar formas. Os chamados “cliches astrais”. Ser medium e algo de sublime. A discriminagao e importancia do problema mental poderao. Situagoes. Cenas violentas. ougamos a palavra de Emmanuel: “O perfume conservado no frasco de cristal puro nao sera o mesmo. porque cessaram as energias que lhes davam vida. {Criagao. extrair notas harmoniosas de mal cuidado instrumento. por medianeiro definitivo para as grandes realizagoes do Cristo o medium que ve. benefica ou maleficamente. a necessidade de o individuo conquistar a si mesmo pela superagao das qualidades negativas. o orvalho da bondade e da compreensao. diante . em torno de si. “aquele que mais tem. O seu halito mental se exterioriza mediante expressoes edificantes e com tonalidades maravilhosas. convertendo-se. embora a crianga. em carater definitivo. enriquecendo a mente de tesouros morais e culturais. como. c) — Defesa contra a incursao de entidades da sombra.) Quando o medium se despoja de tudo quanto representa irresponsabilidade. a constituirem verdadeira (ponte magnetica). o medium sincero e de boa vontade. f) — Outorga de tarefas de maior valia no servigo do Senhor. a necessidade de o medium estudar e devotar-se ao bem.” Referindo-se. assegura tambem o respeitavel Espirito: «A ignorancia podera produzir indiscutiveis e belos fenomenos. ao coragao endurecido ou sofredor. segundo a afirmativa do Divino Amigo. salutarmente. O episodio do lobo de Gubio. outorga de novos encargos no campo do mediunismo edificante. facilitara a execugao das reais finalidades do servigo mediunico: levar. nao resistira ao suave. uma serie de vantagens. irradia forgas beneficas e irresistiveis. e) — Iluminagao propria. o pensamento de Emmanuel: «O sabio nao podera tomar uma crianga para confidente. conseguira. d) — Credito de confianga dos Espiritos Superiores. mesmo que tenha pouca instrugao. Quem ama. mais uma vez.13 O medium nao-evangelizado. o seu ambiente psiquico se consolida. sem duvida. pela qual terao acesso as entidades perturbadoras. sem coadjuvantes fisicos de qualquer especie. transformar-lhe-ao o ambiente psiquico. assegurando-lhe. A pratica do Evangelho e o conhecimento da Doutrina Espirita. instruindo o medium e estendendo-lhe ao coragao as nogoes de fraternidade. serao recursos salutares que. E. via de regra. incorporando-se num medium espiritualizado. pura e simples. Demonstra como a violencia e a agressividade se estiolam. a consagragao sistematica ao progresso de todos. irresponsavel. sem qualquer formalidade. inermes. sem exorcismos ou aparatos. ainda. a bondade e o conhecimento conseguem materializar na Terra os monumentos definitivos da felicidade humana. amoroso e fraterno envolvimento fluidico resultante do proprio estado psiquico do medianeiro. mas so a nogao de responsabilidade. num medianeiro cristao para o servigo de intercambio com o Plano Superior. Ougamos. aliada a colaboragao amiga do dirigente dos trabalhos e ao socorro dos protetores. circunstancia que. invariavelmente. Sim. Um Espirito inclinado a perversidade ou a turbulencia. b) — Valiosas amizades espirituais. detenha consigo tesouros de pureza e simplicidade que o sabio desconhece. envolvendo. iluminado pela fe e pelo amor. mais lhe sera dado”. e expressivo. tais como: a) — Paz interior. sera. por fim. sublimar os pensamentos. com Francisco de Assis. os que dele se acham proximos. um permanente criador de imagens deprimentes. correspondendo. aguardam a migalha da nossa boa vontade. abre prodigioso campo de fraternas realizagoes para a alma humana. encarnada ou desencarnada. promover o bem-estar. pelo pensamento. . se tornarem objeto das nossas criagoes mentais. na Espiritualidade Mais Alta. fisico e psiquico. pela vontade. imprimirmos movimento e diregao a tais ideias. de quantos. Com o Evangelho no coragao e a Doutrina Espirita no entendimento poderemos. sem duvida. assim. criarmos ideias e de.14 do incoercivel e ilimitado poder do Amor. A faculdade de. E o que sera nao menos importante e fundamental: consolidaremos o proprio equilibrio interior. a confianga daqueles que. realmente interessados na propria renovagao. facoes e ornamentos que as expedigoes civilizadoras possam levar-lhe aos dominios. apenas. sem duvida. entender-se e confabular com os companheiros de taba que lhe falam da pesca ou da caga. assuntos triviais. Serao dotadas de maior vitalidade e produzirao mais. com a possivel simplicidade. mediante o qual tentaremos apreciar o problema da «sintonia». o terceiro. outros sabios. indefinidamente. da “ressonancia”. Apresentamos. Pelo exame desse grafico. havendo. o biologista ou o cientista consagrado a problemas atomicos possam encontrar. Exemplo: Plantando-se laranjas entre . um fenomeno de harmonia psiquica. o matematico. das proximas incursoes ao acampamento inimigo ou de espelhos. intimamente associadas. Sintonia significa. imantando-as profundamente. ou seja. entendimento. ao perfeito entendimento entre ambos existente. Seria rematada tolice afirmar-se que o astronomo. com as mentes perfeitamente entrosadas. notaremos que tudo dentro do Universo. o fisico. O assunto foi aclarado pelo instrutor Alberio. sem duvida. referimo-nos. que as proprias arvores nao prescindem do fator sintonia. presentes. compreensao. = {caga. que demandam longos estudos. as conclusoes de ordem moral cabiveis. se colocadas ao lado de companheiras da mesma especie. Estarao respirando na mesma faixa. Exemplifiquemos: o sabio. no capitulo Estudando a Mediunidade. possibilitou-nos a organizagao de tres graficos. torna-lo ainda mais compreensivel ao entendimento geral. pois. nao se detem. Esclarece. RESSONANCIA. a base de vibragoes. Estudemos o assunto a luz do seguinte diagrama: SINTONIA. por fim. para trocar ideias sobre assuntos transcendentes com o homem rude do campo. ressonancia ou equivalencia. procuramos.15 4 Vibracoes compensadas O capitulo n° 1. {Arvores = {Maior vitalidade. por conseguinte dentro do nosso orbe. de modo geral. = {Permuta dos principios germinativos quando colocadas entre companheiras da mesma especie. entre elas. religiao. Sintonia e. no indio ou no homem inculto. etc. evidentemente. lutas. considerando a finalidade sobretudo evangelica do presente trabalho. melhor produgao. Duas pessoas sintonizadas estarao. sem duvida. VIBRAQOES COMPENSADAS = {Sabios = {ideais superiores. {fndios = {Objetivos vulgares. uma ponte magnetica a vinculalas. funciona e movimenta-se na base da sintonia. funcionando. em definigao mais ampla. A seu turno. portanto. etc. Neste capitulo. extraindo. harmonia. da mutua compreensao. nada familiarizado com questoes cientificas ou artisticas. do livro que estamos estudando. filosofia. nos capitulos precedentes. pesca. o silvicola das margens de Kuluene preferira. dois deles ja expostos e analisados. elemento ideal para as suas tertulias. o referido instrutor. Os seus companheiros de palestras serao. assuntos transcendentes = {ciencia. o jurisconsulto. naturalmente. Quando dizemos que «Fulano sintoniza com Beltrano». ou das «vibragoes compensadas». seria reprovavel conduta. da mesma especie. Alimentam-se reciprocamente. o problema da sintonia nao esta ausente das proprias relagoes no reino vegetal. mais ou menos evolvidos. E que os preguigosos vao ficando para tras. os seus tutelados. prelecionando magistralmente. plenas de luz. a mesma marcha. se perderam nos escuros labirintos da indolencia. Fortalecem-se uns aos outros. temporariamente ou em definitivo. para demonstrar que identicos principios magneticos regem tambem as relagoes do mundo cosmico. Uma arvore precisa de outra ao lado. nos exames finais. quando ha muito amor no coragao dos que progrediram mais rapidamente. a mecanica celeste. as almas queridas que. comodamente. exaltando o esforgo proprio. mas noutros planos. invariavelmente. evoluindo simultaneamente. que perdem de vista. esclarecendo-se. para que ambas. consubstanciado na interdependencia entre as almas. ou consciencias. Em virtude de impositivos superiores. Como notamos. Esperar. ainda com o instrutor Alberio. A permuta dos principios germinativos assegura-lhes robustez e verdor. dentro da fungao que lhes e propria. em virtude de notas distintas e merecidas. dignifica a pessoa humana.” Demonstrado. especialmente os que imprimiram a propria . os proprios recursos evolutivos latentes no Intimo de todo ser humano. tal amparo. sao naturalmente transferidos para cursos mais adiantados. Nao podem acompanhar aqueles que. reciprocamente alimentadas. sem duvida nao apenas na orbita planetaria terrestre. que em tudo funcionam e operam. garantindo-lhes. deseja e procura movimentar. em tarefas sacrificiais. o aspecto de maior relevancia.16 abacaxis ou jaboticabas. embelezem a Natureza. o irmao Alberio. Ha grupos de Espiritos. a fim de estenderem as maos. embora recebessem as mesmas aulas e estivessem submetidos a mesma disciplina. sob a egide santa e abengoada do Senhor da Vida. com sabedoria. A Doutrina Espirita. os estudiosos. o espirito de abnegagao e renuncia fa-los retroceder. recorre. juntos. as proprias energias. de forma irretorquivel. formando um laranjal. invigilantes. As vezes. consequentemente. por culpa propria. Acentuando tal fato. Bem sabemos que a Terra e o Grande Educandario. enriquegam e nutram o homem. encarnadas ou desencarnadas. se cubram de folhas vigosas e flores mais belas e. o fator «Sintonia e o elemento (ressonancia). Nutrem-se mutuamente. no tocante ao problema evolutivo. as laranjeiras produzirao menos do que se a plantagao fosse so de sementes de laranja. por desidia de alguns. recordemos. frutificagao mais abundante. E bem verdade que. todavia. a que nao conseguem fugir. a maneira de alunos pouco aplicados. Vamos dar a palavra ao esclarecido mentor: “Cada planeta revoluciona na orbita que lhe eassinalada pelas leis do equilibrio. muitos instrutores espirituais se veem compelidos a abandonar. tais Espiritos se veem privados da indescritivel felicidade de prosseguirem. assim. ao prego de tremendos sacrificios dos mensageiros do bem. em verdadeira «compensagao vibratoria». sem ultrapassar as linhas de gravitagao que lhe dizem respeito. Converte-a num ser responsavel e consciente que. deixar de nutrir-se com o alimento evangelico. transformados em sublimes e redentoras tarefas. nao podem nem devem perder de vista o fator «autoaperfeigoamento». esta comunhao do medianeiro com os prepostos do Senhor. permutando. em lastimavel desaprego aos talentos que Jesus lhes confiara. nos labores renovativos. pois. Nao podem. . que nos afirmou ser o pao da vida» e a «luz do mundo». sob o augusto patrocinio do Divino Mestre. mantem o servidor em condigoes de sintonizar. enriquecer o coragao com os tesouros da fe. Os mediuns. legitima sementeira de fraternidade e socorro. Abnegagao e perseveranga. devotados e convictos. de forma alguma. a fixa de que os modestos encargos mediunicos de hoje sejam. Estabelecida. o selo da irresponsabilidade e da ma vontade. com os Espiritos Superiores. tornando-se humildes e bons. a fim de ampliarem os recursos de servir ao Mestre na Seara do Bem. amanha. com as forgas do Bem as divinas vibragoes do amor e da sabedoria. de modo permanente. portanto. no trabalho mediunico. Nao devem perder de vista os estudos doutrinarios. assim. com reais beneficios para o medium e o agrupamento onde serve. sinceramente.17 vida. a pratica mediunica se constituira. que desejam. base do seu esclarecimento. ressaltar a faculdade de esse aparelho espiritual. Definindo o psicoscopio. devidamente armado num grupo mediunico. deixando-lhe. para a frente e para o alto. atentos aos objetivos deste livro. tendo em vista a imaturagao do espirito humano para tais problemas. para jubilo de todos nos. tais como: a) — Moralidade b) — Bondade c) — Perversidade d) — Falta de confianga e) — Curiosidade f) — Irresponsabilidade . caracterizar os mais intimos sentimentos dos presentes. no Tempo e no Espago. Allan Kardec. dando expansibilidade a Codificagao. e um movimento em marcha. desdobrando-a em nuances cada vez mais belas e empolgantes e. assegurando a continuidade das noticias do Espago. » O cientista a que Aulus se refere foi Alfred Erny. inevitavelmente. o seu destino seria. Alias. exatamente. e apos o notavel estudo do instrutor Alberio. ricas e sublimes perspectivas de engrandecimento. pelo seu conteudo evolutivo e universal. ficaram sepultadas no sarcofago do esquecimento. Abengoado seja. aprendendo com ele muita coisa que os classicos nao podiam mencionar no seculo 19. o valoroso missionario que estruturou o Espiritismo. perlustraremos os maravilhosos e complexos caminhos do mediunismo. todavia.18 5 O Psicoscopio A partir do presente capitulo. tiveram o seu periodo aureo. esse carater progressivo. de desenvolvimento e de expansibilidade ilimitada. Destina-se a auscultagao da alma. na sua obra «O Psiquismo Experimental^ Segundo verificamos. enriquecendo-a com novos e magnificos conhecimentos da vida no Alem-Tumulo. incisivamente. Tivesse a Doutrina parado com os livros basicos. as mais positivas. o que da sentido de eternidade a Doutrina Espirita e. Atraves do verbo bondoso e sabio desse Espirito. cumprindo-nos. por se cristalizarem. assumira o Assistente Aulus o comando dos nossos comentarios sobre a mediunidade. sem esta complementagao magnificente. o Assistente Aulus informa que «e um aparelho a que intuitivamente se referiu ilustre estudioso da fenomenologia espiritica. E um sol que busca o zenite de seus gloriosos objetivos de Consolador anunciado e prometido pelo Divino Amigo. foi dita a primeira palavra e jamais se dira a ultima. tem o psicoscopio a propriedade de definir as vibragoes de encarnados e desencarnados. o destino de tantas doutrinas que floresceram. O Espiritismo. nas resplandecentes esferas. Dele. deu-lhe bases inamoviveis. com o poder de definir-lhe as vibragoes e com capacidade para efetuar diversas observagoes da materia. mas que. afirmou. em fins do seculo passado. na medicina terrestre. (com o psicoscopio) as persperctivas desse ou daquele agrupamento de servigos psiquicos que aparecem no mundo.. no plano espiritual. Sem duvida. este fato sublima o servigo mediunico. analisadora dos sentimentos individuais. na Terra. como para com os desencarnados. esta mesma fungao. por analogia. pelos amigos espirituais. efetivamente. a merce dos interesses que norteiam a sua existencia e o seu funcionamento. da negligencia ou da ma vontade. cuja utilidade apreciaremos nas linhas seguintes. Segundo as radiagoes que projetam. O mais fervoroso sentimento de compreensao e bondade preside a tais verificagoes. trabalhar «sob planejamento do Alto». programarao tarefas a serem executadas junto aos necessitados. sao. nao so com relagao aos encarnados. Cumpre-nos. mediante a aplicagao do instrumento apropriado. entretanto. sem que os seus componentes estejam efetivamente entrelagados pela mais santa fraternidade e pelos mais elevados propositos. aquilo que o doente nao desejava saber. O estado organico do enfermo e perscrutado pelo clinico ou pelo radiologista. anotandolhes as possibilidades. acentuando o senso de responsabilidade que deve orientar esse abengoado campo de atividade. O psicoscopio desempenha. frisar que tal providencia. Um grupo mediunico que funciona na base da irresponsabilidade e da desconfianga. Longe disto. possivelmente dirigidos por infelizes entidades. se os pulmoes passam bem. a este respeito. aparelho inventado pelo abade Fortin para medir a intensidade do fluido magnetico. o eletrocardiografo. a mesma fungao que tem. Ougamos. Muita vez. » Esta declaragao do Mentor Espiritual e de suma importancia para os agrupamentos mediunicos que desejam. «vivos» ou «mortos». em sintese. ficara. se o aparelho cerebral vai sem alteragoes. aos benfeitores espirituais. o que os mediuns ocultam ao dirigente dos trabalhos e o que o dirigente oculta aos mediuns. inevitavelmente. Utilizando os aparelhos acima. os Raios 10°. podemos classificar sem dificuldade. por medo da verdade. ou preferiria que os demais ignorassem. etc. Tais aparelhos. descobre e revela. Entre companheiros invigilantes e entidades menos esclarecidas se estabelecera. a sintonizagao vibratoria de que foram objeto as . planejamos a obra que podem realizar no Tempo. assistidos e orientados por instrutores que. indiscretos. nao se efetiva. Analisando a psicoscopia de uma personalidade ou de uma equipe de trabalhadores e possivel anotar-lhes as possibilidades e categorizar-lhes a situagao. os desvendadores dos segredos internos do corpo humano. sem duvida. e revelado por esses e outros aparelhos. conhecera o medico a «intimidade fisica do cliente”. Sabera se o coragao vai normal. a palavra do Assistente Aulus: «Em nosso esforgo de supervisao. Os instrutores operam com absoluta ausencia de qualquer pensamento descaridoso ou humilhante. o eletrencefalografo. analisado «psicoscopicamente pelos Mentores. sob o ponto de vista espiritual.19 g) — Interesses inferiorizados O psicoscopio tem. o magnetometro. um grupo desse tipo. o estetoscopio. a guisa de simples curiosidade ou diletantismo. Grupo mediunico que funciona sem orientagao crista. neste sentido. Pelos condutos mediunicos. melhor seria que cerrasse as suas portas. via de regra. em resultado de sua leitura e analise. As advertencias de Leon Denis permanecem. examinando os sentimentos e as intengoes dos trabalhadores desse campo. a palavra «caridade» seja pronunciada. Sera este o meio de a Espiritualidade. tragando-lhes programas que atendam. se os interesses menos dignos predominam. sem duvida. sem cogitar do fundamental problema da elevagao moral de todos. militantes espiritas. abundantes jorros de luz e consolagao. Parece que as recomendagoes do Codificador. pondo o psicoscopio a funcionar num grupo humilde e sincero.. de amparo aos sofredores. as radiagoes dos seus integrantes falam. para comporem seus nucleos de amparo aos sofredores. atraves da inspiragao ou da escrita. possam as agremiagoes espiritas tragar elevadas diretrizes para os seus misteres mediu­ nicos. Fazem-se sessoes. de operosidade e devotamento. Os instrutores espirituais compreenderao. compadecidos. congregando senhoras e senhores de boa vontade. em todos os tempos e lugares. nas consideragoes em torno do psicoscopio. cerra-las-ia. simplesmente por fazer. assim fazendo. que naquele agrupamento nao adiantara o concurso elevado. as forgas da sombra. expressos em forma de vibragoes. confianga e sinceridade de propositos! Que poderao os Benfeitores Espirituais «planejar» para semelhante nucleo. a fim de que um programa de santificantes realizagoes lhe seja cometido. que certos grupos mediunicos nao progridem. Porque sera? Nao se encontrara. atividade sagrada. e que o Ceu tem enviado a Terra. embora. que e a palavra de Deus para os homens. O oposto sucede quando. logica e racional. sobretudo.. a maneira do sino que tine?. sinceros e estudiosos. dispensar-lhes amparo e orientagao. para tal indagagao? O bom senso nos diz que muitos grupos funcionam sem programa edificante. pomposamente. foram esquecidas. porque se acham ausentes os requisitos fundamentais que justificam a colaboragao do Mais Alto: boa vontade. a resposta. Neste caso — afirmemos em alto e bom som — os instrutores espirituais organizarao a ficha psicoscopica do grupo. porque. de confianga e uniao espiritual. Qualquer um de nos.20 paginas precedentes. Acreditamos que o livro «Nos Dominios da Mediunidade» tenha sido compreendido e que. evangelica. porventura. ao elevado espirito de fraternidade que presidiu a todos os atos e palavras. com absoluto descaso pelo bem do proximo. em nossas atividades no setor mediunico. Os centros espiritas bem orientados nao devem ensarilhar armas no esforgo de recomendar sessoes reservadas. tambem. a fim de que as tarefas mediunicas cumpram sua legitima finalidade. atraves da inconfundivel linguagem dos sentimentos. tambem. pensamentos e . tera observado. lastimavelmente olvidadas. Mediunismo e. Nao e demasiado tarde para darmos e fazermos o melhor. aqui ou alhures. Por ele e que vem a Revelagao. .21 atitudes de Nosso Senhor Jesus-Cristo — o Medium de Deus. eis que a pratica mediunica. efetivando-se as instrutivas e fundamentais observagoes. sem Evangelho sentido e vivido. .22 6 Irmao Raul Silva “Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas. de centros e de grupos espiritas! Sao os dirigentes intrataveis e grosseiros. aqui. o sentido e a feigao superiores por que se bate o Espiritismo Cristao. elevada nogao de responsabilidade quanto a nobreza da tarefa que. ensejam significativas apreciagoes no tocante a determinados requisitos que nao podem estar ausentes daqueles que se dispoem a presidir trabalhos mediunicos. Ha. o estudo e o amor nao forem. em torno da personalidade do diretor. uma outra verdade se patenteia. ou espalhando a cizania entre outros. » As palavras de apresentagao do companheiro Raul. Efetivamente. os Espiritos tem desmanchado muitos centros e continuarao sem duvida. apresentou: «Correto no desempenho dos seus deveres e ardoroso na fe. na ultima encarnagao. Enquanto a boa vontade e a corregao. Reproduzamos. em sa consciencia. negara a evidencia desse assedio. Os elementos que lhe compoem a «equipagem mediunica». retratando-lhes as instrugoes. que lhe e caracteristica. Detendo-se junto ao irmao Raul Silva. e instrumento fiel dos benfeitores desencarnados. Pelo amor com que se desincumbe da tarefa. em toda a sua plenitude. como advertencia fraterna e em nome do imenso amor que consagramos aDoutrina Espirita. que Espiritos menos esclarecidos costumam acabar com centros espiritas ou agrupamentos mediunicos. o Assistente Aulus forneceu a Andre Luiz e Hilario. todos eles. que lhe identificam na mente um espelho cristalino. constitui porta aberta a infiltragao dos desencarnados ainda nao felicitados pela luz do esclarecimento. tambem. guardando. os «desmanchadores». os Espiritos menos esclarecidos encontrarao sempre facil acesso. de modo geral. encarnado. encarnados. em conjunto. a guisa de apresentagao. Os estudos de Andre Luiz e do seu companheiro Hilario. de inicio. antigos medicos na Terra. Afirma-se. e sem Doutrina estudada e compreendida. destituidos. «que dirige o nucleo com sincera devogao a fraternidade». por muito tempo ainda. verificam-se em varios grupos de atividade mediunica. os informes que.” EVANGELHO. desanimando uns. num grupo que denominaremos. dirigente do grupo visitado. no Intimo. de «grupo-basico». dos trabalhos. consegue equilibrar o grupo na onda de compreensao e boa vontade. E essa verdade precisa de ser focalizada. Todavia. provocando confusoes. primacialmente. neste livro. ate que se de a tais atividades. Ninguem. completamente. sob a supervisao do Assistente Aulus. atraves das bem orientadas instituigoes. em numero de dez — quatro irmas e seis irmaos — realizam aquilo que poderemos classificar de “mediunismo cristao». obtendo exito em sua obra desagregadora. levam a efeito. a mola real de todos os grupos mediunicos. o tipo ideal do dirigente de reunioes mediunicas ou do presidente de instituigoes espiritas. qual a penultima cidade onde viveu. o nome do comunicante. fe ardorosa. Ha muitos dirigentes de centros. poderosamente organizados no Espago. quanto ganhava no ultimo emprego que ocupou na Terra e qual o numero da Carteira Profissional. pelo mundo. nenhuma diferenciagao apresenta das demais criaturas. nome da rua e a respectiva numeragao. Sao aqueles que. lhes compartilham as tarefas. paulatina-mente. contudo. afeigoando. na admiravel apresentagao do dirigente Raul Silva. Sao aqueles que mais se parecem com «funcionarios de cadastro» das organizagoes do mundo.. que colaboram. a todo o custo e sem qualquer objetivo edificante. trazidos. uma a uma. acima de tudo. boa vontade. pessoa comum. entao.23 daquele senso psicologico indispensavel a quem dirige e. Come. nos labores de cada dia. na posigao de mediuns. com os desencarnados que. em qual igreja podera ser examinado o batisterio. o trabalhador sincero e bem intencionado. preciosas faculdades medianimicas. corregao no cumprimento dos deveres. que ajudam os Espiritos inferiores a encerrar-lhes as atividades. dos benfeitores espirituais. o nome da esposa do chefe da secgao. Representa. estiolando. Raul Silva e. ele. compreensao. ele. nao sabem dosar a palavra incentivadora ao medianeiro iniciante. encarnados. quem era o vizinho da direita e se o filho mais velho do vizinho da esquerda era aplicado nos estudos e se tinha boa caligrafia. Cultiva a bondade com todos. nao se enerva e nem se impacienta com . bebe e veste-se normalmente. Nao e um santo. assediam os nucleos espiritas de esclarecimento. as referencias em torno da sua pessoa. a fim de retratar». o progresso cada vez maior dos nucleos que o Senhor Jesus nos confiou ao coragao necessitado de luz e ascensao. pois. por falta de compreensao dos deveres de fraternidade. de reconforto e estimulo para os mediuns.. sem possuir aquela abnegagao pelo trabalho e aquela bondade sincera para com os companheiros que. pontualidade. nem um heroi extraordinario. preceituados no Evangelho. como acentua o Assistente Aulus. ou mesmo simples cooperadores. ao servigo de consolagao ou esclarecimento. Sao aqueles que nao possuem elementares recursos de paciencia para com os sofredores ou endurecidos. segundo o caso. todos. Tomemo-lo. Na Terra. equilibrio. Devogao a fraternidade. hiperbolicos e insofreaveis no seu entusiasmo. e veremos. Meditemos. transitando. prudencia e muito amor no coragao — eis as apreciaveis qualidades que exornam a sua personalidade. por modelo. entao. Sao aqueles que nunca tem uma palavra amiga. Indagam. Sao esses os “desmanchadores”. para melhorar-se. Esforga-se. Simboliza. numa improdutividade que faz do. ou. singularmente. a estacionarem pelo tempo a fora. pelo devotamento dos guias. E sincero e ama o seu trabalho. onde nasceu e em qual cartorio sera encontrado o seu registro de nascimento. Analisemos. a nossa a sua conduta evangelica. pelo elogio indiscriminado e inconsequente. fora de qualquer duvida. as instrugoes necessarias ao servigo de amparo aos companheiros desencarnados trazidos a incorporagao. com a alma inundada de esperanga: “Se me amas. ante a resposta afirmativa do venerando pescador. desinteressadamente. em miniatura. a fim de «equilibrar o grupo na onda de compreensao e boa vontade». Procura amar a todos. recomenda-lhe. pretos e brancos. jubiloso. a merce dos temporais e das surpresas do mundo das sombras.24 aqueles que ainda nao podem compreender os alevantados objetivos do Espiritismo Cristao. tu me amas ? E. inclusive com o sacrificio proprio. pobres e ricos. . Pedro.” Um grupo mediunico e. apascenta as minhas ovelhas. Deixa-las-a desamparadas. conforme depreendemos das tres famosas perguntas de Jesus ao velho apostolo galileu: Pedro. Se o dirigente nao amar bastante. pequenos e grandes. nunca podera apascenta-las. pela convicgao de que nao podera dirigir ou orientar quaisquer agrupamentos quem nao tiver muito amor para ofertar. nem conduzi-las ao aprisco da paz e do trabalho. um rebanho de ovelhas. alem de ser medium de incorporagao e de desdobramento. uma vez que a referida medium esta numa prova de longo curso e que. invadido por Espiritos menos esclarecidos. Diante de companheiros tao respeitaveis. tem a vantagem de conservar-se consciente» enquanto empresta a organizagao mediunica aos Espiritos. Anelio: vem conquistando gradativo progresso na clarividencia. de fato. Celina: e clarividente e audiente. especialmente da irma Celina. com Raul Silva. e justo e oportuno recordemos a apresentagao feita pelo Assistente Aulus dos companheiros que. compreendendo-se. e pelo que apreciaremos nos capitulos subsequentes. Eugenia: «medium de grande docilidade. em linguagem simplissima. ainda se encontra muito longe de terminar a ligao. integram o nucleo de servigos cristaos. extraindo de tais pormenores conclusoes que favoregam a melhor compreensao do elevado sentido do mediunismo. sob o ponto de vista espiritual.” E depois de meditar um instante. Pelas observagoes do Assistente Aulus. Assim como ha companheiros que se julgam intangiveis ou invulneraveis. os pormenores do livro Nos Dominios da Mediunidade. conclui: «Numa viagem de cem leguas podem ocorrer muitas surpresas no derradeiro quilometro do caminho. conduzindo valiosos titulos de benemerencia espiritual. Raul Silva e o modelo do eficiente condutor. eficiente. respondendo Aulus que sim. que o vocabulo «eficiente» tera em nossos estudos significado diverso do habitualmente conhecido. que promete brilhante futuro na expansao do bem». nos encargos de aprendiz. almas necessitadas e ainda empenhadas em . naturalmente. na clariaudiencia e na psicografia». qual seja o de elucidar. Eficiente. A fim de que os estudos se processem numa sequencia que facilite a consecugao de nossos objetivos. de tarefas mediunicas. Antonio Castro: e medium sonambulo. especialmente aqueles que foram convocados ao trabalho no setor da mediunidade. pela abnegagao e pelo espirito de sacrificio. perceber-se-a que Celina e uma colaboradora devotadissima. tambem ha mediuns que se julgam isentos de qualquer influenciagao menos elevada. da boa vontade e da compreensao. do devotamento e da confianga. Hilario nao resistiu ao desejo de indagar se seria licito aceitar a possibilidade de ser o campo mental de tais servidores.» Esta observagao e oportuna e constitui valiosa advertencia aos obreiros da Seara Crista. sera aquele trabalhador que melhor se harmonizar com a Vontade do Pai Celestial. tecemos consideragoes de ordem moral.25 7 Mediuns Focalizando a pessoa de Raul Silva. Fazer-lhes sentir que tais influenciagoes sao ocorrencia natural e corriqueira na vida de todos nos. encarnado. relativamente as qualidades que reputamos indispensaveis ao dirigente de sessoes mediunicas que deseja tornar-se. Sera aquele que se destacar pelo cultivo sincero da humildade e da fe. 26 dolorosos resgates, significa, quase sempre, ferir suscetibilidades e, as vezes, contrair antipatias. Guardemos, porem, para uso proprio, a filosofica tirada do benevolente Instrutor: «Numa viagem de cem leguas podem ocorrer muitas surpresas no derradeiro quilometro do caminho. » O medium, por excelente que seja a sua assistencia espiritual, nao deve descurar-se da propria vigilancia, lembrando sempre de que e uma criatura humana, sujeita, por isso, a oscilagoes vibratorias, a pensamentos e desejos inadequados. Devemos ter sempre na lembranga a palavra de Emmanuel: «Os mediuns, em sua generalidade, nao sao missionarios na acepgao comum do termo; sao almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. O seu preterito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e erros clamorosos.» Quando o medium guarda a nogao de fragilidade e pequenez, pela convicgao de que e uma alma em processo de redengao e aperfeigoamento, pelo trabalho e pelo estudo, esta-se preparando, com seguranga, para o triunfo nas lides do Espirito Eterno. Entretanto, quando comega a pensar que e um missionario, um privilegiado dos Ceus e que os proprios Espiritos Superiores se sentem honrados e distinguidos por assisti-lo, e, sem duvida, um companheiro em perigo. E um forte candidato a obsessao e ao fracasso. A vaidade e o primeiro passo que o medium da no caminho da desventura. A senda do desequilibrio se abre, larga e sedutoramente, ao medianeiro encarnado que entroniza, no altar do coragao invigilante, a imponente figura de Sua Majestade — O EGOISMO. Esforcemo-nos, portanto, no sentido de realizar a humildade e o espirito de servigo, em beneficio da nossa paz, porque, em verdade, nenhum de nos venceu, ainda, a si mesmo. 27 8 Tomadas mentais O Capitulo n° 4 do livro ora em estudo apresenta problemas de suma importancia para todos os que nos achamos empenhados no esforgo de autorenovagao com o Mestre. Analisando aquele magistral capitulo, melhor se consolidou velha impressao de que, em varios casos, nem sempre o obsessor e o desencarnado, mas sim o encarnado. Existem inumeros casos em que o Espirito luta, titanicamente, para desvencilhar-se da prisao mental que o encarnado estabelece em torno dele, conservando-o cativo e subjugado a pensamentos dolorosos e enfermigos. Para maior facilidade, estudemos o assunto a luz do diagrama seguinte: PRISOES MENTAIS = {Pessoas, situagoes, coisas. FRUTOS DA DOUTRINAQAO = {Desligamento de “tomadas mentais”, atraves dos principios libertadores que doutrinadores distribuem da esfera do pensamento. CONSOLIDAQAO DO EQUILIBRIO = {Estudo + meditagao = renovagao + trabalho = libertagao. DESPEJO = {Ausencia de afinidade, em virtude de o encarnado modificar os centros mentais. Como sabemos, a influenciagao dos Espiritos, sobre os encarnados, se exerce pela sintonia. Pessoa cujos pensamentos, palavras e agoes determinam um padrao vibratorio inferiorizado, estara, a qualquer tempo, a merce das entidades perturbadas e perturbadoras. Em sintese: o efeito das obsessoes se faz sentir, invariavelmente, atraves de um trago de uniao entre nos e os Espiritos. Entre a mente encarnada e a desencarnada. Vinculamo-nos aos Espiritos pela fusao magnetica, o que implica em reconhecermos o acentuado coeficiente de responsabilidade que nos cabe, por permitirmos que a nossa casa mental» seja ocupada por hospedes, menos esclarecidos. Existindo afinidade, havera, logicamente, fusao magnetica. A reciprocidade vibratoria ergue uma ponte entre a nossa e a mente dos desencarnados. Quando deixar de existir esta compensagao vibratoria», em virtude do esclarecimento nosso ou do desencarnado, a quem muitas vezes impropriamente denominamos de «perseguidor», havera, entao, o despejo» do «hospede» inoportuno, a maneira do senhorio que manda embora o inquilino que lhe nao pagou os alugueis combinados. Despejado, o Espirito ira em busca de outra casa mental», se as bengaos do esclarecimento nao repercutirem no seu mundo interior. Figuremos um ferro eletrico, de passar roupa. Quando desejamos que o ferro se aquega, que a temperatura se eleve, ligamos o fio condutor de eletricidade a respectiva tomada; concluida a tarefa, desligamos o fio e o ferro vai perdendo o calor e volta a temperatura normal. O ferro de engomar, somos nos. A eletricidade, e a projegao mental do desencarnado. O fio condutor, sao as duas mentes irmanadas, vinculadas, justapostas. 28 Raciocinando desta forma, somos compelidos a crer que o estudo e a meditagao serao forgas valiosas no processo de nossa renovagao espiritual. Modificado o centro mental, nossa alma pode agir com mais desenvoltura. Substituidos os pensamentos enfermigos ou malevolos por ideais enobrecedores, o encetamento de atividades edificantes ser-nos-a penhor de integral e definitiva libertagao do incomodo jugo das entidades menos esclarecidas. O estudo, a meditagao e o trabalho no Bem serao, assim, os nobres instrumentos com que desligaremos as «tomadas mentais», efetuando, por conseguinte, o «despejo» dos desencarnados. Para isso, podera exercer decisiva e salutar influencia a palavra esclarecida dos doutrinadores encarnados, que projetara para as nossas mentes necessitadas os principios libertadores a que alude o Assistente Aulus. Inumeras curas de obsessoes tem-se verificado com o simples comparecimento dos interessados a reunioes de estudo. Em tais reunioes nao somente se beneficiam os encarnados; os seus acompanhantes compartilham, tambem, do abengoado ensejo de reeducagao. Naturalmente que ha obsessoes cujas raizes se aprofundam na noite escura e tormentosa dos seculos e milenios, que pedem assistencia direta e especifica. Ninguem contestara esta verdade, acreditamos. As obsessoes podem cessar, entre outros, por um dos seguintes motivos: a) — Pelo esclarecimento do encarnado, que despejara de sua casa mental» o hospede invisivel. b) — Pelo esclarecimento do desencarnado, que se libertara da prisao mental que o encarnado lhe vinha impondo. c) — Pela melhoria de ambos. Catalogamos, apenas, os motivos que apresentam conexao com as consideragoes ora formuladas. No atual estagio evolutivo do homem, em que o comando da nossa propria mente ainda e problema dos mais arduos e dificeis, costumamos, pela invigilancia, construir, para nos mesmos, perigosOs carceres mentais, representados por pessoas que prezamos, situagoes que nos agradam e coisas que nos deliciam os sentidos. Ha, por exemplo, os que se apegam de tal maneira a situagoes transitorias, em nome de um amor falsamente concebido, que sobrevindo inevitavelmente a desencarnagao, para um ou para ambos, a prisao mental se prolongara por muito tempo. Conhecemos o caso de uma senhora que permaneceu em sua residencia durante mais de um ano, apos a desencarnagao. Observada por um medium vidente que transitava diariamente pela porta de sua antiga residencia, afirmou estar absolutamente certa de que tinha morrido, acrescentando, entao: — “Oh! meu amigo, como esta sendo dificil deixar a casinha, esta varanda tao gostosa, os familiares, os objetos”! E por muito tempo, ainda, o nosso companheiro a viu na varanda, calmamente sentada numa cadeira de balango. Tal vida, tal morte — diziam os antigos. E nos repetimos, com os instrutores espirituais, que diariamente desencarnam milhares de pessoas, porem so algumas se libertam... O Espiritismo Cristao oferece-nos, exuberantemente, os meios de destruirmos esses grilhoes. ficarao. explica que os encarnados que nao prestam atengao aos ensinamentos ouvidos. Excetuando-se os poucos casos de esgotamento fisico. podemos guardar a certeza de que os acompanhantes desencarnados estao operando. o problema da nossa libertagao sera muito dificil. e pelo Espiritismo restaurada na plenitude de sua pureza e sublimidade. muito reduzidas ficarao as probabilidades dos grupos mediunicos. onde o Senhor da Galileia nos aguarda. adormecendo. Sem a renovagao moral e espiritual. frequentes vezes. Impermeaveis ao bom aviso. respondendo a uma indagagao de Hilario. continuam inacessiveis a mudanga necessaria. longo tempo. E nada ouvindo. . para o Tabor de nossa redengao. catolicos ou protestantes..29 Sera pelo estudo doutrinario e pelo trabalho evangelico. Sera pelo cultivo da fraternidade e dos sentimentos superiores que marcharemos. O assistente Aulus. nas sessoes espiritas. e o que se reporta a agao das entidades interessadas em que os encarnados nao ougam os ensinamentos veiculados pelos doutrinadores. mesmo os bem orientados. nas reunioes. nos circulos espiritas. o simpatico companheiro de Andre Luiz. Envolvem os ouvintes em fluidos entorpecedores. que trabalharem a nosso favor. “passam pelos santuarios da fe na condigao de urnas cerradas. nem vendo. com seguranga. em virtude de noites perdidas ou de excesso de trabalho. conduzindo-os ao sono provocado “para que se lhes adie a renovagao.. que superaremos esse e outros obstaculos. isto porque muito dependera do nosso coragao e da nossa boa vontade afeigoar-nos ou nao aos principios libertadores da Boa Nova. Temos ouvido. Um pormenor que nao pode deixar de ser referido neste livro. pesadamente. no sentido de que tais pessoas. “A palavra desempenha significativo papel nas construgoes do espirito. Esta noticia explica o motivo por que muita gente dorme. amerce de sua incomoda e vampirizante influenciagao. trazida ao Mundo pelo Divino Amigo. magneticamente. nos variados setores da fe. nem ougam. exclamagoes semelhantes a esta: (Nao sei o que tinha hoje! os olhos estavam pesados e as palpebras pareciam de chumbo. Sem que o verbo dos instrutores espirituais e a palavra dos pregadores e doutrinadores esclarecidos encontrem ressonancia em nosso mundo intimo. nada vejam. tomamos por base uma comunicagao grosseira. tornando-se legatarios da majestosa tarefa que. o que vem confirmar o que para nos nao constitui nenhuma novidade: a universalidade do ensino dos Espiritos Superiores. e transmitir-lhes o verbo do reconforto. esclarece que eles «trazem ainda a mente em teor vibratorio identico ao da existencia na carne. E a faculdade mais frequente em nosso movimento de intercambio com o mundo extracorporeo. os seus aflitivos problemas. que trouxe aos homens de boa vontade. incapaz de perceber vibragoes mais sutis. utilizando os orgaos vocais do encarnado. certamente. isto e. a fim de se tornarem visiveis ou de se fazerem ouvidas aos irmaos Infortunados. falar pela boca do medium. Os grupos mediunicos tem. focalizando o assunto. de entidade nao esclarecida que. incapazes de apreender as vibragoes do plano espiritual superiOr». por algum tempo. que possibilitam a incorporagao ou comunicagao psicofonica. ouvir pelos ouvidos do medium. ha perfeita concordancia nas tres opinioes. carpem as afligoes do remorso e do rancor. como. Evidentemente. Que e a incorporagao ou psicofonia? E a faculdade que permite aos Espiritos. e oportuno lembrarmos o que afirmam mentores abalizados.30 9 Incorporagao Com o sugestivo nome de psicofonia. O Assistente Aulus. atraves da oportunidade do servigo mediunico. quando desejam. ainda grosseiros. embora vazadas em termos diferentes. sublime campo para a exercitagao do amor. os obreiros da Espiritualidade teriam as suas tarefas aumentadas com o servigo de socorro as entidades que. pertencia exclusivamente aos obreiros desencarnados. Leon Denis. salienta a necessidade do servigo de esclarecimento aos desencarnados. a palavra do esclarecimento e da consolagao. Se nao houvesse essas reunioes. valioso ensejo de colaboragao na obra de esclarecimento dos Espiritos endurecidos. os seus fluidos. Referindo-se aos beneficios recebidos pelos Espiritos nas sessoes mediunicas. acentua que. Entidades superiores teriam que reduzir as proprias vibragoes. respirando na mesma faixa de impressoes». com a sua palavra sempre acatada. recebendo dos doutrinadores. ocorria antes do advento do Espiritismo. inclusive atraves de «Nos Dominios da . uma vez que se conservam.. «nao lhes permitem entrar em relagao com Espiritos mais adiantados. no Espago. os novos conhecimentos trazidos por Andre Luiz. por exemplo. No grafico que ilustra o presente capitulo. a mediunidade de Incorporagao foi magnificamente estudada em Nos Dominios da Mediunidade. necessita da incorporagao a fim de ver pelos olhos do medium. Se os postulados da Doutrina nos ensinam semelhante verdade. em nome da fraternidade crista.. sem a bengao da incorporagao. E atraves dela que os desencarnados narram. assim. nas regioes de sofrimento. antes. transmitirem a palavra audivel a todos que presentes se encontrem. Emmanuel. tambem. a distancia de alguns centimetros.» A verdade doutrinaria nao se altera. ao mes. A prova desse controle. odios e demais sentimentos do comunicante. exclusivamente. no objetivo de ajuda-lo. A abstengao referida na alinea «a» objetiva. o visitante sentava-se rente. ja ligada a do medium consoante demonstragao grafica. Se o medium tivesse sempre a certeza de que a sua faculdade seria utilizada. naturalmente se associara. de fazer ou nao fazer o que a entidade pretende. fiscalizando os pensamentos. aliada ao fato de o medianeiro refletir. Reconhecemos — e bom que se diga — haver casos em que o medium nao consegue exercer esse controle. disciplinando os gestos e controlando o vocabulario do Espirito. em dia por ela julgado inoportuno a realizagao de servigos mediunicos mais pesados. mantendo-se junto dele. temos de convir que o medium tera sempre meios de cultivar a sua faculdade. ao contacto das forgas nervosas da medium. nas comunicagoes dessa natureza.31 Mediunidade». porque. Mas por que encantamento Me Pr ENDEM AQUI? que ALG e Ma S ME AFIVELAM a este movel pesado?» A explicagao encontra-se na palavra do Assistente: “O sofredor — disse o Assistente. pois inamoviveis sao os fundamentos do Espiritismo: quanto mais materialidade. convicto —.. levam-nos a aceita-la pacificamente. o medium deve reservar-se ao direito de corrigi-lo em qualquer inconveniencia». quanto mais espiritualidade. Na incorporagao o medium cede o corpo ao comunicante. enquanto que. cadeias essas que em cinquenta por cem de- . rancores. Vejamos como esse Amigo Espiritual descreve a incorporagao de entidade de baixo padrao vibratorio: «Notamos que Eugenia-alma afastou-se do corpo. em virtude da intima e profunda associagao das duas mentes. revive os proprios sentidos e deslumbra-se. por Espiritos Superiores. pode comandar a comunicagao. preservar o reencarnante das vibragoes pesadas do comunicante. O pensamento do Espirito. teriamos. menos distancia. passa pelo cerebro perispiritico. amparado pelos amigos que o assistiam. por ser a vontade do comunicante mais firme do que a sua. todavia. mais distancia. esta na revolta demonstrada pelo Espirito. A circunstancia de verificar-se tao acentuada imantagao entre Espirito e medium. Esse capricho. b) — Pelo menos uma vez. consciente de todas as intengoes do companheiro infortunado a quem empresta o seu carro fisico». antes de chegar ao cerebro fisico do medium. evidentemente. com dolorosa repercussao no organismo fisico. ao completar-se a incorporagao: Vejo! Vejo!. a maneira de alguem a DEBRUQAR-SE NUMA JANELA. atendendo a que. mas. que o medium desenvolvido exerce. resultando disso a propriedade que tem o medianeiro. deve ser limitado. inclinando-se sobre o equipamento mediunico ao qual se justapunha. porem. estando a mente do filhinho intimamente associada a da futura mae. os pesares. induz-nos a opinar pelas seguintes abstengoes de senhoras-mediuns nas tarefas de desobsessoes: a) — A partir do 3° mes de gestagao. Queixa-se das cadeias que o prendem. de acordo com os seus proprios recursos. educando-a no sentido de. agir qual se fosse enfermeiro «concordando com os caprichos de um doente.. a do Espirito. suprimido a abstengao da alinea «a». inclusive. afligoes. na propria expressao de Aulus. EM TESE. a bondade. e justo lhes seja lembrado que o aprimoramento espiritual. expandir-se.. assegurando. O medium negligente. » A conclusao que o fato nos deixa e a de que a entidade. a vontade firme da medium a impede de realizar o seu objetivo. porque ninguem se julgara com direito. indiscutivelmente. realmente alucinada. desejaria bater a mesa. gritar. o exito da tarefa. assim.. em sa consciencia. o Assistente informou-nos: — «Queixa-se ele do controle a que e submetido pela vontade cuidadosa de Eugenia. Sem exigir-se o impossivel dos mediuns. . etc. » Mais adiante. favorece a turbulencia nas comunicagoes de Espiritos violentos. A educagao mediunica. o devotamento.32 correm da contengao cautelosa de Eugenia. possibilita. manietando-me os bragos? «Fixando-o com simpatia fraterna. com todos e o desejo de servir conduzem o medianeiro ao maior controle da propria vontade. aliada a melhoria interior. entretanto. a disciplina do comunicado. outra exclamagao do Espirito: «Quem podera suportar esta situagao? Alguem me hipnotiza? Quem me fiscaliza o pensamento? Valera restituir-me a visao. ainda nao suficientemente educado. sob o ponto de vista moral. a semelhante exigencia. O ouvido humano e incapaz de perceber o som produzido por menos de 40 vibragoes por segundo. produzem um som que o ouvido humano percebe. mecanismo basico que se desdobra. sob a inspiragao de Mais Alto. estado psiquico dos agentes — ativo e passivo —. a outros campos. surge a necessidade de reportarmo-nos ao problema da sintonia. particularmente Leon Denis. Esse o mecanismo das comunicagoes espiritas.. Para que um Espirito se comunique. em que a mesma lei de sintonia funciona para que os fenomenos se expressem. Trinta e seis mil e duzentas vibragoes produzem um som que ultrapassa os limites de nossa acustica. E necessario que ambos passem a emitir vibragoes equivalentes. a questao da afinidade tem que ser. O minimo. e o maximo de trinta e seis mil. ouve. em todos os comunicados. pois. Sintonizado o comunicante com o medianeiro. em nuances infinitas. O minimo de vibragoes percebiveis e de quatrocentos e cinquenta e oito milhoes e o maximo de setecentos e vinte e sete trilhoes por segundo. Com a luz. da mesma . nao percebe. Trinta vibragoes produzem um som que o ouvido humano nao ouve. E se assim procedemos e porque nao devemos esquecer que «a mente permanece na base de todos os fenomenos mediunicos». todavia. que facultam a sua percepgao por nos e por outros seres. o imperativo da redugao ou do aumento das vibragoes para que eles se deem com maior fidelidade. nao sente. Mais uma vez. de acordo com o tipo de mediunidade. que o teor das circunvolugoes seja identico. de vibragoes percebiveis e de quarenta por segundo. A luz e o som sao resultado de modificagoes vibratorias. pois. Trinta e cinco mil e quinhentas vibragoes produzem um som que o nosso ouvido percebe. sente. o pensamento do primeiro se exterioriza atraves do campo fisico do segundo. Assim sendo. Quanto mais evoluido o ser. escreveram os classicos do Espiritismo. valores espirituais. enfim. que o pensamento e a vontade de ambos se graduem na mesma faixa.33 10 Mecanismo das comunicagoes O capitulo 5° do livro ora comentado representa integral confirmagao do que. Mais uma vez. Assim sendo.. a respeito do mecanismo das comunicagoes. Recorramos. de novo. porem. a nossa capacidade visual nao percebe a luz produzida por vibragoes menores de quatrocentos e cinquenta e oito milhoes. em face das constantes modificagoes vibratorias. somos compelidos a nos referirmos ao fenomeno magnetico das vibragoes compensadas. mais acelerado o estado vibratorio. Essa realidade e pacifica. e mister se estabelega a sintonia da mente encarnada com a desencarnada. Cinquenta vibragoes. por conseguinte. etc. verificar-sea sempre. Mais uma vez. o fenomeno e semelhante. em forma de mensagem grafada ou audivel. comentada. Nota do Autor — Esses numeros extraimo-los do livro Narragoes do Infinito”. nos fenomenos psiquicos ou mediunicos. que recebe a benefica influenciagao do instrutor Clementino. Referindo-se a densificagao do perispirito do irmao Clementino. como nao podia deixar de ser. a maneira dum musicista emerito manobrando. para que as suas palavras obedecessem a inspiragao superior. a fim de ajustar-se ao calibre mediunico» de Raul Silva. pag. que surpreendia Andre Luiz e Hilario: «O benfeitor espiritual. 98. um violino de alto valor. » Os grifos sao nossos e objetivam levar a atengao do leitor para o fato da redugao do tom vibratorio. Os Espiritos. alem de serem os de nosso maior interesse. a luz produzida por mais de setecentos e vinte e sete trilhoes de vibragoes. quase obscuro. para beneficio do trabalho comegante. Clementino graduou o pensamento e a expressao de acordo com a capacidade do nosso Raul e do ambiente que o cerca. inspirar os dirigentes de trabalhos mediunicos ou os pregadores e expositores do Evangelho e da Doutrina. edigao da FEB. os fatores morais que. Deixando a margem tais consideragoes. » Ainda com a palavra o Assistente. transcrevemos a observagao de Andre Luiz: Nesse instante. analisemos. motivam a publicagao deste livro. como no caso de Raul Silva. serem observadas pelos Espiritos menos evolvidos. a visao. ajustando-se-lhe as possibilidades. devido a sua evolugao. » Esse quadro e de extraordinaria beleza espiritual e de profundo conteudo moral. tornando mais densos os seus perispiritos. o Assistente Aulus explicou o fenomeno. . Cada vaso recebe de conformidade com a estrutura que lhe e propria. de Camilo Flammarion. afigura-se-nos mais pesado porque amorteceu o elevado tom vibratorio em que respira habitualmente. para fazer uma comparagao que atende a compreensao geral: «Influencia agora a vida cerebral do condutor da casa. mostrando-se-nos mais humanizado. o irmao Clementino pousou a destra na fronte do amigo que comandava a assembleia. Se essa mesma lei de afinidade comanda inteiramente os fenomenos psiquicos. descendo a posigao de Raul. graduam o pensamento e densificam o perispirito quando desejam transmitir as comunicagoes. a fim de melhor conduzir a doutrinagao de desventurado Espirito. (1) Essa mesma lei. cujas vibragoes se processam aceleradamente. de equivalencia. respeitoso. Com a palavra. agora. funciona e opera em todas as manifestagoes vibracionais da Natureza. tanto quanto lhe e possivel.34 forma que nos escapara. atento ao imperativo de cooperar com o dirigente dos trabalhos. do qual conhece a firmeza e a harmonia. inclusive. que ora nos dirige. nao ha dificuldade em compreendermos porque as entidades luminosas ou iluminadas sao compelidas a reduzir o seu tom vibratorio a fim de. algumas vezes. uma sequencia de palavras vazias de bondade.35 Mostra-nos que um dirigente de trabalhos mediunicos deve ser pessoa de responsabilidade. estara sempre apto a merecer a valiosa cooperagao dos amigos espirituais superiores. portanto. entretanto. a pretexto de doutrinamento. ainda. porque os nossos olhos corporais nao veem os quadros de luz que. enfim. aos problemas mediunicos as consideragoes relativas a percepgao do som e da luz. estao formados em torno de nos. Aplicando. Para tanto. quando buscam inspirar um dirigente pretensioso e auto-suficiente e que desliga as (antenas psiquicas». inferior e lento. Quanto mais esclarecido e bondoso o medium. e suas radiagoes atingem a cifra de 1. acentuaremos esse detalhe de suma importancia: o medium de boa moral e caridoso assegura a si proprio. as maravilhosas sinfonias que enchem de beleza a vida universal. ou de desprendimento.000 por segundo as vibragoes do cerebro humano. eis o tipo ideal do cooperador de Jesus no cenario terrestre. os magnificos odores da vida extraterrena. deles exigindo menor sacrificio. Evangelho no coragao e doutrina no entendimento. guardando o unico objetivo de atirar sobre o Espirito sofredor ou endurecido. harmonizada consigo mesma. sem que. circunscreve. ainda. O conhecimento doutrinario ilumina a inteligencia. todo trabalho ressentir-se-a de deficiencia. Quanto mais evangelizado o dirigente. sincera. os frutos serao bem precarios. No estado de transe. a exemplo de alguns sabios. O nosso tom vibratorio. a companhia de entidades elevadas. apenas. a quota de sacrificio dos abnegados instrutores. o involucro fluidico do medium vibra com maior intensidade. que sejam de 1. igualmente. Retornando o assunto relativo a equivalencia vibracional. Alem disso. entenderemos porque os nossos ouvidos nao registram.500 por segundo. ante o problema da propria renovagao interior. limita as nossas percepgoes. e sempre um instrumento que dificulta o intercambio. de acordo com os sentidos fisicos do homem. recorramos a alguns algarismos elucidativos. demos a palavra a Leon Denis: «Admitamos. e com muito boa vontade para ajudar em nome do Senhor Jesus. . atraves de uma consciencia reta e de um coragao puro. maior a sintonia com os Espiritos elevados. Mesmo que dirigente e mediuns «conhegam» a Doutrina. Imaginemos quantos obstaculos encontram os Espiritos Superiores. A pratica evangelica aprimora o coragao. alargando o raciocinio. dedicada. A exemplo do que fizemos com o som e a luz. o que se manifesta dentro da incipiente orbita das nossas possibilidades. o sentimento cristao lhes tenha langado a alma o perfume da caridade. amavel. gragas ao seu elevado tom vibratorio. Saberemos porque nao sentimos. Sem Evangelho no coragao. reduzindo. Ja o medium descuidado. Saberemos. Ouvimos. maior receptividade oferecera aos instrutores. uma vez que estes nao encontram dificuldade no estabelecimento da sintonia. sentimos e vemos. E realizagao nossa. cenarios deslumbrantes ou vozes cheias de sabedoria. se impregna de materia sutil e atenua suas radiagoes proprias. b) — Para elevar o tom vibratorio do medium. os meios de ativar as vibragoes. o Espirito encontrara na propria concentragao ou transe. semelhantes no conteudo moral e intelectual. Ha mediuns que discordam de que estejam no recinto determinados Espiritos.. O extase dos grandes santos e oriundo. nao formulariam esses temerarios juizos. daquele. por uma materializagao parcial. o Espirito superior impregna-se de materia sutil colhida no proprio ambiente.36 Se o Espirito. libertado pela morte. variaveis. vibra a razao de 2. nao respiravam psiquicamente na mesma faixa vibratoria. inclusive se o fenomeno de absoluta sintonia. Os dois organismos vibram entao simpaticamente. Tais observagoes levaram Hilario a formular interessantes indagagoes.500. dificultaria. A ignorancia de tais fatos leva muitas vezes o medium nao evangelizado a cometer lastimaveis enganos. se nao viram. a fim de entrar em unissono com o medium. » Ainda Leon Denis: «.. celestes harmonias. o nome e a reputagao de abnegados companheiros. baixar esse numero a 1. durante a comunicagao. somente porque nao os viram». . muito se beneficiarao com a palavra orientadora do bondoso instrutor. Os pensamentos dos Espiritos sao. podem estabelecer-se relagoes. que os Espiritos dispoem de recursos para reduzir ou elevar o tom vibratorio. aquilo que outros ouviram e viram. assim. e o ditado do Espirito sera percebido e transmitido pelo medium em transe sonambulico. os pensamentos do Espirito. ser-lhe-a possivel. quanto a forma e a substancia. com ele. a faculdade de distinguir.. de modo geral. e porque. » Conclui-se. Os mediuns. primeiramente pelos poros. Se estudassem a Doutrina e cultivassem sinceramente os preceitos do Evangelho. o assunto: a) — O pensamento que nos e proprio flui incessantemente de nosso campo cerebral. no momento. sem duvida. nem ouviram. Divergem sempre. Os nossos pensamentos sao. Estudemos. que sao miriades de antenas». das palavras do filosofo frances. O esclarecimento do Assistente Aulus e notavel. Vem de fora para dentro. da profunda alteragao vibracional a possibilitar-lhes meios de relagao com as altas esferas e com o que nelas se desenrola: visoes maravilhosas. b) — O pensamento do Espirito e extrinseco. alcangando-nos O campo interior. dos seus. traduzem as inclinagoes que nos sao peculiares.000 no mesmo lapso de tempo. o Espirito.. por outrem observados. da seguinte forma: a) — Para reduzir o seu proprio padrao vibratorio. no medium. via de regra. uma vez que diversas sao as Inteligencias que se comunicam. especialmente aqueles que se deixam dominar pelo fantasma da duvida. Refletem o nosso estado evolutivo. comprometendo. E intrinseco. livre no Espago. pois saberiam que. adquiriremos a capacidade de conhecer a nossa frequencia vibratoria. quando pregamos ou expomos a Doutrina. em varias circunstancias de sua vida. Se agimos sob o comando de um Espirito menos esclarecido ou maldoso. formulemos a pergunta final: — «Como sabera o medium se o pensamento e seu ou do Espirito?» Com o estudo edificante. A aplicagao aos estudos espiritas. Saberemos comparar o nosso proprio estilo. ideias de Espiritos superiores ou inferiores. sublimes. a proposito. Apos tais consideragoes.37 Se estamos sendo acionados por um Espirito Superior. de Pedro. com sinceridade. O mundo conheceu um medium que sempre refletiu a Luz Divina: JesusCristo — O MEDIUM DE DEUS. O Evangelho no-lo mostra a refletir. a chave de muitos enigmas. em alternativas de luz e sombra. dar-nos-a. a meditagao e o discernimento. misericordiosos. sem duvida. os conceitos expendidos. com os revelados durante o transe ou a simples inspiragao. os conceitos serao inconfessaveis. o venerando apostolo. habitos e modos. serao luminosos. Nao sera problema tao dificil separar o nosso do pensamento dos Espiritos. Lembremo-nos. verbal ou psicograficamente. pontos de vista. . e o do­ minio. Um dia. o fanatismo e a singularidade. No principio sao. a indicagao grafica: Fascinagao e a influencia. em consequencia disto. grande numero de criaturas. realizando um trabalho subterraneo de hipnotizagao mental. Repetiremos. por enquanto. o qual. simplesmente. a fim de submete-lo ao internamento e ao eletrochoque indiscriminado. a penetragao ja se fez tao profunda que o afastamento se tornara dificil. {Subjugagao = {Dominio moral do Espirito sobre o encarnado. nao terao dificuldade em preencher. etc. desejo do mal. se acentua de tal modo que a pessoa nao dispoe mais da vontade. convem esclarecer. contraindo. paixoes. e que. traigoeira e quase imperceptivel.38 11 Obsessoes Na atualidade os grupos mediunicos estao sendo convocados a intensa atividade no setor das desobsessoes. desfecham verdadeiro assalto a cidadela terrestre. leviandade. Desde a obsessao simples ate a possessao avangada. uma criatura que menosprezou a Lei do Amor no preterito. quando quisermos abrir os olhos. Nao nos deteremos. serios compromissos que permaneceram no Tempo e no Espago. psiquico e corporal. se veem a bragos com o perigoso e cruel assedio de Espiritos com que se acumpliciaram no preterito. Depois a agao magnetica se estendera ate os centros nervosos. a ficha de mais um doente mental. ele se ira infiltrando lentamente. {Possegao = Imantagao do Espirito a determinada pessoa. como ponto de partida da maioria das obsessoes. maleficamente. OBSESSAO = (Sua definigao) {Agao pela qual Espiritos Inferiores influenciam. nos ambulatorios especializados. as atitudes excentricas. tendo em vista a avalancha de casos dolorosos que se verificam em toda a parte. orgulho de falso saber. Para os espiritas sera. perturbando-lhe o raciocinio. para comandar a propria vida. que Espiritos vingativos exercem sobre o individuo objeto de suas vinditas. sem duvida na sua generalidade. defrontando-se na presente . Expressao de maldade. abrindo brechas na mente e no coragao. {Espiritos Sem Real. prevengoes religiosas. Se o encarnado facilita O acesso do Espirito ao seu psiquismo. logicamente. aproveitando-se da invigilancia dos encarnados. sutil e pertinaz. dominando-a fisica e moralmente. Desenvolvamos o estudo das obsessoes atraves do seguinte grafico. no Capitulo proprio. controlando-lhe a vontade. uma vez que as observagoes do livro ora em estudo nos despertam para a amplitude do tema. CAUSAS HABITUAIS = {Vinganga. situado. apenas. Tem-se mesmo a impressao de que as forgas da sombra. deve ser considerado como expressao generica do fenomeno: FASES DA OBSESSAO = Fascinagao = {Ilusao produzida pela agan direta do Espirito sobre o pensamento do medium. cujas almas extravasam rancor e vinganga. exigindo que os centros espirituais se desdobrem no esforgo assistencial. Os psiquiatras. pelas quais se infiltram os desencarnados menos esclarecidos. apenas. OBSESSAO SIMPLES = {Agao eventual dos Espiritos sobre os encarnados. os encarnados. no problema da Fascinagao. o que faremos mais adiante. ate inclina-lo a internagao num hospicio. no capitulo 9°. sem a menor sombra de duvida. penalizamo-nos somente do encarnado. por muitos anos. A observagao de casos iguais ao de Pedro compele-nos. de imediato. palmilhando. Reportemo-nos ao caso do enfermo que aparece. Se pudessemos vislumbrar o nosso e o passado de quantos buscam. dos encarnados. com honrosas excegoes. Na derradeira metade do seculo findo. no companheiro que bateu a porta do Centro. a polarizarmos as melhores vibragoes para aqueles que. O carinho dos mediuns centraliza-se. hoje. com um numero incalculavel de casos semelhantes. quase sempre. que hoje transitamos pelo mundo guardando relativo equilibrio. assim. uns e outros.39 reencarnagao com os comparsas de terriveis dramas. Pedro era um medico que abusava da missao de curar. . a quem. fruto de estudo e meditagao. mas. Nao dispomos de tempo para incursoes no passado. as ruas da incompreensao. com o nome de Pedro. diariamente. igualmente. possam ser amparados em nome da Divina Compaixao? Fechar a porta do nosso coragao. certamente. por nao se terem ajustado ainda a Lei do Amor. os nossos cuidados e atengao para os habitantes do mundo espiritual. e como se expulsassemos dos umbrais de nossa casa. o conhecimento doutrinario. nao teve a forga precisa para fechar-lhes as portas da «casa mental». aos desencarnados. sofrendo. Entretanto. olhemos carinhosamente para os desencarnados que reencontram os verdugos. tambem se compadecem. em nome da fe ou do amor menos digno. impensadamente. pela indiferenga ou pela hostilidade. a paz e a felicidade! Nao e justo. impiedosamente. Entreguemos. a fim de que. quase que exclusivamente. nos centros espiritas. pois. Quantos de nos. aparvalhado e inutil. derruindo-lhes. se repete aos milhares em todas as camadas sociais. um drama doloroso que. situamos como vitima. cegos e desorientados. que. um oceano de amargura. como antigas personagens de crimes inominaveis. onde estacionou. nos quais fizemos companheiros do caminho sorverem. nos estendessem. a solugao de seus problemas fisicos e psicologicos. insistem em fazer justiga com as proprias maos. identificar-nos-iamos. o faminto e o tropego. » Eis. alem de prejudicar o irmao em todos os seus interesses economicos e sociais. insinuou-se de formas diversas. a espera da morte. deixamos no ontem desconhecido uma vertente de lagrimas e afligoes. cuja esposa nosso amigo doente de agora procurou seduzir. o doente e o nu. podemos reconhecer o verdugo de hoje como vitima de ontem. a incursao incomoda e muitas vezes cruel. envolvidos pelas nossas vibragoes de fraternidade. tem o dom de despertar. a taga de fel de indescritiveis sofrimentos. Para isso. ate aultima gota. Uma analise mental particularizada identificalo-ia em numerosas aventuras menos dignas. O perseguidor que presentemente lhe domina as energias era-lhe irmao consanguineo. em noite tempestuosa. De maneira geral. suplices. a palavra ao Assistente Aulus a fim de que suspenda uma ponta do veu que encobre o passado do doente: «A luta vem de muito longe. ai. Os componentes do grupo. . todavia.» Nao podemos reprimir o entusiasmo ante as luzes que o livro “Nos Dominios da Mediunidade” trouxe aos espiritistas. Nunca ajudaremos um Espirito endurecido no odio. E um livro que chegou. foi a primeira a retornar ao mundo. Nao sera pela ironia ou pelo acinte. dirigentes de sessoes e mediuns. » E. Anotou-nos as deficiencias e precariedades. a prudencia e o bom-senso aconselham moderagao nos prognosticos de cura imediata. Nunca e nunca. ante a surpresa de Andre Luiz. que o ajudaremos. a existencia e aguardouos. mas sao sempre fatais. «na pequena fila de quatro pessoas que haviam comparecido a cata de so­ corro. Mesmo que se trate de obsessao simples». Nao sera pelo desaprego a sua desventura. completados pelos seus eminentes continuadores. a palavra ao Assistente Aulus. decorrente de transitoria influenciagao de Espiritos desocupados. consagrando. E quando o encarnado age dessa maneira. » e que. menos culpada. aflito. desvairou-se no odio de que passou a nutrir-se. Restituamos. os abusos e a exploragao inferior. E o livro foi psicografado. alem-tumulo. ser mais comedidos em nossas afirmativas de solugao para os intrincados problemas com que se defrontam os grupos mediunicos. Acompanhemos o sofrimento do irmao ultrajado: «Desencarnando e encontrando-o na posse da mulher. As reparagoes podem ser transferidas no tempo. que se repetem aos milhares. obstinado no odio a que se rendeu impensadamente. na hora oportuna. felizes. por dilatado periodo. exaltando o servigo mediunico por abengoada sementeira de luz e fraternidade. onde mais tarde recebeu o medico delinquente nos bragos maternais. Verificou os rumos que os trabalhos tomavam. especialmente Leon Denis. entao. saberemos todos nos. Em face de problemas tao serios. menosprezando-o ou ridicularizando-o. como seu proprio filho. A Espiritualidade viu as nossas necessidades. as nupcias da reconciliagao. ainda nao encontrou forgas para modificar-se e continua vampirizando-o. como se tivessemos olvidado os conselhos e as diretrizes inseridos nos luminosos trabalhos do Codificador. purificando o amor de sua alma. Martelou-lhes. que lhe conquistaremos a confianga. quem podera garantir a eficacia . particularmente em face do complexo e delicadissimo problema do mediunismo e da sua pratica. mais uma vez. sob a influencia do verdugo.40 as maos esqualidas. onde os tres se reuniram em angustioso processo de regeneragao. O irmao atraigoado de outro tempo.. entre vitimas e verdugos. continuou: «Ninguem ilude a justiga. instantes depois. nao sera desse modo que lhe converteremos a alma enferma numa anfora onde coloquemos o licor da Esperanga. parecia incomodado. «desfecha um grito agudo e cai desamparado». Nunca e nunca. uma vez que o desequilibrio do encarnado podera acomodar» o hospede na sua casa mental». a fim de conhecermos mais um pouquinho da vida pregressa do cavalheiro doente que. sem real expressao de maldade. nesse setor. como nao podia deixar de ser. A companheira. Comanda-lhe a mente desarvorada. vieram a subjugagao e a possessao.. vincularam os seus destinos num turbilhao de rancor... concitando-os ao perdao reciproco. destruirao. compreensao e amor. inexoravel. com a prudencia. De posse dessa certeza. a medida que ele se foi entregando. pedem tempo e paciencia. Sabem que as perseguigoes. fa-lo gemer e gritar. Repitamos. Falemos. Trabalhadores precipitados comprometem a Doutrina atraves de promessas insensatas. As leituras edificantes. confiemos em Jesus e busquemos. a maneira de suave reconforto. sob a assistencia dos protetores e com o concurso dos encarnados. ainda uma vez. como tambem para redimi-lo. Ambos receberao. a esposa invigilante de ontem abre. Se ambos abrirem. o seio transbordante de ternura. na estrutura das obsessoes. de par em par. com Ele. se contribuirem para isso. de forma tao lastimavel. esquecimento e perdao. ao infeliz sedutor. cujo prologo se perde na noite dos seculos ou dos milenios. do ideal que nos irmana. nem devemos jamais prometer o “desenovelamento” de um drama complexo. Tornou-o um epileptico aos olhos do mundo. para o engrandecimento. Depois. nao so para «purificagao do seu amor. cujas raizes se acham imersas no preterito.” O caso do irmao Pedro teve o inicio do seu processo evolutivo com a Fascinagao. Enquanto isso. ainda. tocados pela carinhosa advertencia de Jesus. O irmao ultrajado de ontem imantou-se a sua organizagao psiquica e somatica. de que devemos reconciliar-nos com o adversario. a bengao do esclarecimento renovador. com Leon Denis: “o Espiritismo sera o que dele os homens fizerem. enquanto estamos a meio do caminho. nao digamos ao enfermo: — Voce vai ser curado em dois meses. Domina-lhe o corpo. as palavras confortadoras e as vibragoes amorosas repercutir-lhes-ao no intimo. hoje. Derruba-o.41 do esforgo assistencial? Nao podemos. cada vez maior. Exigem. Servidores esclarecidos contribuem. simplesmente. as dobras do coragao.. a solugao do seu caso. . Dirigentes e mediuns esclarecidos sabem que existe uma Lei de justiga funcionando. os tenebrosos lagos que. assim: — Meu irmao. enquanto aguardamos o momento dos santos labores do mediunismo com Jesus! Notemos que somente dois minutos antes o dirigente espiritual deu entrada no recinto. nao podemos crer. E-nos impossivel crer que Espiritos realmente superiores compartilhem da indisciplina que e propria a nos outros. de nenhum interesse para os trabalhos da noite. sem esquecimento da preparagao que nos compete. noutros setores. cooperadores encarnados. a comentarem assuntos de natureza exclusivamente material. indefinidamente. por este ou aquele motivo. recebendo instrugoes em setores especializados. O fato de o irmao Clementino ter chegado as vinte horas menos dois . mas de si mesmos. na Espiritualidade. nobre e digno. mais ainda. da pag. ruidosos e inconvenientes. que aquele elevado instrutor se defrontasse. as palavras iniciais do capitulo “Assim ilagao de correntes mentais”. Sera que entidades tao venerandas. com tamanhos afazeres a realizar. nucleos de trabalhos praticos de Espiritismo. 41 de «Nos Dominios da Mediunidade»: «Faltavam apenas dois minutos para as vinte horas. sera que Espiritos desse quilate suportarao. Sera que os Bons Espiritos. as vezes. a ausencia de responsabilidade que ainda se verifica em muitos nucleos. indefinidamente. uma vez que estao sujeitos. continuarao. Imaginemos. os acontecimentos do dia. acreditamos. para os servigos preparados. sao contados e aplicados na execugao de programas enobrecedores. literalmente. agora. quando o dirigente espiritual mais responsavel deu entrada no pequeno recinto. ate mais tarde. como as vezes acontece. apos concluir. onde a compreensao mais elevada do servigo de intercambio construtivo entre os dois planos ainda nao se fez de todo? Que eles suportem algum tempo. de encarnados barulhentos e irresponsaveis. Imaginemos a posigao do devotado benfeitor que. numa verdadeira «pregagao no deserto». na qualidade de mediuns ou colaboradores. com um agrupamento heterogeneo. de modo geral. Pontualidade! Hora certa para inicio das tarefas. Ha grupos que tem o inicio dos seus trabalhos marcado para as vinte horas. tais servigos vao comegar la para as vinte e trinta horas e. porem. cujos instantes. » Eis ai uma observagao de capital importancia para os que dirigem ou compoem. comparece.. investidas de tao santas responsabilidades e compreensao dos deveres. muita vez maliciosamente.. a programas de aprendizado. igualmente. encargos respeitaveis. outros mais tarde. cada um a comentar a seu modo e a ressaltar.42 12 Pontualidade Transcrevamos. assistindo nucleos que funcionam na base da negligencia e da irresponsabilidade? Temos nossas duvidas a este respeito. uns mediuns chegando agora. contribuindo. nao somente a beneficio dos outros. mas. e encontra companheiros negligentes e descuidados. o dirigente descontrolado. para a desarmonia psiquica do ambiente. a censurar uns e outros. Um templo espirita e um santuario de prece e de trabalho. na proxima semana as vinte e trinta e. certos de uma coisa: as entidades da sombra comandarao tais servigos. devemos honra-lo pelo respeito e pela sinceridade de propositos. atraves do silencio e da meditagao superior. mas. sem o mais elementar senso de pontualidade. de Espiritos dotados de ideias e programas» equivalentes aos dos proprios componentes de tais nucleos. que inicia os servigos hoje as vinte horas. de trabalhos mediunicos ou doutrinarios.. desejamos conduzir os servigos mediunicos com aquele espirito de frivolidade que caracterizou a observagao dos fenomenos nos aristocraticos saloes da Franga do seculo 19. e muito logico e racional. O recinto. como o problema da pontualidade e levado a serio no Espago. e o altar desse santuario. atraindo. da prece sincera e da concentragao. criemos para os trabalhadores do Espago o clima de harmonia que eles esperam. desejam e precisam. assim. uma vez que entre os encarnados responsaveis existem o gosto e o cultivo da pontualidade.. . Colocamos a palavra programa entre aspas. a fim de que. as atengoes e o amparo de entidades respeitaveis. evidentemente. esperar a assistencia de Espiritos superiores. onde se realizam servigos mediunicos. Quando penetrarmos num centro espirita. alias. o que. mostra-nos. alimentando as nossas mentes de forgas superiores. sim. claramente. nao pode. iniciemos logo a preparagao que nos compete. continuemos a realiza-los sem metodo e sem espirito de misericordia. ficando. assim. Se. Um nucleo espirita. entretanto. inclusive para destruir. deixemos do lado de fora a desidia e a irresponsabilidade.43 minutos. Se desejamos valorizar o nosso trabalho. sucessivamente. Ao ocuparmos o lugar que nos e reservado. entretanto. sem caridade e sem elevagao de propositos. porque existem programas de todo o tipo. a pergunta: — Como evitaremos a vampirizagao? E a resposta sera. das possibilidades alheias e. Fixado o diagrama. o ponto de partida ao nosso despretensioso e humilde estudo. levando-nos. fagamos a definigao de duas palavras que serao mencionadas com frequencia no curso do presente estudo. alta noite.» A elucidagao. de habitos opostos aos acima caracterizados. So e so. tem o vampirismo. o vampiro. zona do sexo. e necessario reconhecer que eles atendem aos sinistros propositos a qualquer hora. em sua estrutura pelos golpes das vibragoes inferiores. Vampirismo: Agao pela qual Espiritos involuidos. etc. o vaso refletira imediatamente. «Atingido o molde (perispirito). Antes de fixarmos o grafico elucidativo. fixemos o grafico que orientou a exposigao do assunto em tela: LOCALIZAQAO HABITUAL = {Estomago. ao magistral livro «Os Missionarios da Luz». entre nos. CAUSAS EFETIVAS = {Desregramentos emocionais. na alimentagao ou noutras manifestagoes mais . encarnados. Apenas cumpre considerar que. para alimentar-se do sangue dos vivos. nao esta errada. etc. no corpo fisico. para isso. Nao sei quem e o autor de semelhante definigao. entre os homens. E do Instrutor Alexandre: “Sem nos referirmos aos morcegos sugadores. que nos achamos sinceramente interessados no esforgo ascensional com o Cristo. mas. no fundo. ocorrera. a concluir que. tristeza. A seguir. de imediato. logica e simplesmente: Pela conduta reta e pelo cultivo. em se tratando de vampiros que visitam os encarnados. Larvas: Alimento mental das entidades infelizes. o que vale dizer: desequilibrados os centros perispirituais. arraigados as paixoes interiores. conforme acentuamos. visando a facilitar o desdobramento das consideragoes. levando-nos a recorrer. de Andre Luiz. sugando-lhes a substancia vital. O Instrutor Alexandre acentua que «quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiga». marca. extensao inconcebivel. No livro em referencia. formado pelas nossas criagoes inferiores. por antecipagao. incessante. eivado de vicios e paixoes. figado. desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens. indebimente. a guisa de alicerce para a exposigao que desejamos realizar. excessos alcoolicos. O assunto e importante para todos nos. odio. se imantam a organizagao psicofisica dos encarnados (e desencarnados). » Pelos excessos. clara e simples. encontramos a observagao que nos apressamos a transcrever. vampiro e toda entidade ociosa que se vale. colera. glutonaria. o reflexo se fara. de ordem fisiologica ou psicologica. aparelho digestivo.44 13 Vampirismo O capitulo «Sonambulismo torturado» sugeriu-nos modesto estudo das manifestagoes vampirizantes. entre nos. em face do desajuste mental do homem hodierno. possivelmente. e o fantasma dos mortos que se retira do sepulcro. preliminarmente. como Andre Luiz. Isto porque «as agoes produzem efeitos. sugando-lhes a substancia vital. fornecemos alimento para as entidades nao esclarecidas. ao meio-dia.. criaremos tais larvas. ainda encarnados.. Assim sendo. qual erva daninha aos galhos das arvores. o registro das «singularidades organicas».» Essas «pequeninas figuras horripilantes» sao as larvas. » E. tambem. com os amigos espirituais.» Notemos. nao sera servida em pratos. o figado. vorazes. mas «desviada nos excessos de alimentagao»: «Guardava a ideia de presenciar. «A colera. a desesperagao.. . com o que atrairemos. » Vejamos como os benfeitores espirituais descrevem o organismo de um homem amante dos alcoolicos: “Semelhava-se o corpo a um tonel de configuragao caprichosa. as larvas criadas pelos nossos pensamentos e agoes.” As criaturas que se entregam a embriaguez e aos desvarios do sexo. ainda. buscamos.45 caracteristicamente espirituais. os sentimentos geram criagoes. sem duvida cheia de boas intengoes. de cujo interior escapavam certos vapores muito leves.» «Espantava-me o figado enorme. Somos os seus sustentadores. nao fogem ao imperativo da lei. Aqueles que julgam que a vida se resume. Agora. nao o trabalho de um aparelho digestivo usual. o odio e o vicio oferecem campo a perigosos germens psiquicos na esfera da alma. mais adiante. observemos. na parte do corpo onde mais diretamente se refletem os desajustes. passarao a constituir delicioso pasto (e repasto. Com o mesmo automatismo com que. referindo-se aos desencarnados que se nao despojaram dos habitos cultivados enquanto no mundo.) para tais Espiritos. de conformidade com a natureza de nossa vida mental. cheio de pastas de carne e caldos gordurosos. apenas. lutando desesperadamente com os elementos sanguineos mais novos. em analise. de ordem inferior.. entidades ociosas. que «aos infelizes que cairam em semelhante condigao de parasitismo as larvas servem de alimento habitual». tais entidades buscarao e encontrarao sempre. Os amigos espirituais observam. em nos. e. os que lhes asseguram a economia organopsiquica. O estomago. bastara ao desencarnado agarrar-se aos companheiros de ignorancia. mas incessantes. o alimento indispensavel ao corpo. ao longo da veia horta. penalizados. aquilo de que se nutrem. ainda nao felicitados pela luz da renovagao interior. os pensamentos dao origem a formas e consequencias de infinitas expressoes». aquilo de que necessitam. etc. de VASTO ALAMBIQUE. Pequeninas figuras horripilantes postavam-se. dormir e procriar. o organismo de uma irma «candidata ao desenvolvimento da mediunidade de incorporagao». sao grandes produtoras dessas larvas que se localizam. E o instrutor Alexandre esclarece: «Naturalmente que a fauna microbiana. para o nosso campo mental e fisiologico. cheirando a vinagre de condimentagao ativa. o aparelho digestivo. pessoa dedicada. num restaurante ou em nossa propria casa. em comer e beber.. Os excessos fisicos ou mentais sao a fonte geradora dessa fauna estranha. conduzido pelo Instrutor Alexandre. naturalmente. sim. «O aparelho gastrintestinal parecia totalmente ensopado em aguardente. Nao desanimam no esforgo de nos ajudar. para que tenhamos uma perfeita nogao de nossa responsabilidade. operosa e cristamente. nao se resume. em materia de sexo. Nao nos deixam ignorantes de tais noticias. nos observam. estaremos amerce das entidades vampirizantes. desde a Manjedoura. possamos servir. de que devemos ser comedidos na alimentagao. real e definitivamente. longos anos. exclusivamente. Nao nos compenetrando. evangelicamente esclarecidos.46 verificou a zona do sexo de um companheiro que. lembremo-nos de que os animais comem e dormem. aos milhoes. suportando-nos. nao nos podemos mais acomodar a semelhante clima. A nossa experiencia. » Bastam essas transcrigoes basicas. a rebeldia e a desobediencia aos principios de temperanga e moderagao que nos compete exercitar. Confiam que. particularmente. lhe penetrem os dominios. segundo Sao Paulo. A prece e o estudo. para nos mesmos.. a se caracterizarem por espantosa velocidade. oferecera serios perigos aos que. a promessa do Senhor Jesus: «Aquele que perseverar ate ao fim sera salvo». Com o mais sincero respeito aos nossos irmaos irracionais. aguardava o momento de exercitar a psicografia: «As glandulas geradoras emitiam fraquissima luminosidade. em beber e procriar. a boa vontade e o trabalho.. poderosos recursos para a realizagao. e o maravilhoso Templo do Espirito. compreensivos e fraternos. Em face de tamanha tolerancia. ainda. em definitivo. embora. o campo do mediunismo. especialmente quando nos propomos a desenvolver faculdades medianimicas. bebem e procriam. tambem. compete-nos o esforgo para equilibrarmos a propria vida. o cultivo dos pensamentos enobrecedores e a bondade desinteressada.. Enquanto nao reconhecermos que «a prudencia. Sao pacientes e generosos. que.. farao de nossas almas harmoniosa nota de celestial beleza.. enriquecendo a sublime orquestragao que exalta as glorias do Ilimitado.» «Pareciam imantados uns aos outros. a luz do Evangelho. com efetivos e reais beneficios para os outros e. e equilibrio da vida». Os amigos espirituais tem-nos trazido. espera por nos. uma vez que ja estamos informados de que a perseveranga no Bem dar-nos-a. que a nossa mente desequilibrada gera. criagoes e formas inferiores. do sublime ideal de cristianizagao de nossas almas. dificultando-nos o acesso aos planos elevados. de que o corpo fisico. A vida e a mais bela sinfonia de Amor e Luz que o Divino Poder organizou. na mesma faina de destruigao. mais adiante. mergulhado em profundo silencio». «de lapis em punho. tais advertencias. invigilantes. com o que se concretizara. em comer e dormir. em definitivo. embora transitorio na configuragao que lhe e peculiar. que parecia abafada por aluvioes de corpusculos negros. indubitavelmente. Aguardam que nos capacitemos. bondosa e insistentemente. Reconhecendo. como encarnados. a maneira do Senhor Jesus que. do mundo espiritual.. . como devedora direta. e o desencarnado. E o desencarnado. Vejamos como o Assistente Aulus descreve o reencontro. Almas que. Devedores Indiretos (cumplices). por ele convertida em criminosa vulgar. amor e tolerancia. inspirador do exterminio. a fim de ajuda-la a reajustar-se. A Lei — esta Lei cujo mecanismo ainda ignoramos quase que totalmente — incumbiu-se de promover o reencontro das tres almas necessitadas de carinho. na condigao de esposa. para a dissipagao do rancor. em redentora provagao. respirando no mesmo teto. Tres almas comprometidas com a Lei. somos os «milionarios da felicidade». ter paz e felicidade. da paciencia e da cooperagao.47 14 Desenvolvimento mediunico O capitulo «Sonambulismo torturado». porque autora do envenenamento do proprio benfeitor. reajustando-se. ainda desajustado. incapaz de compreender os beneficios que o perdao sincero lhe proporcionaria. que nos forneceu ensejo ao estudo do vampirismo. na diregao da Luz. curando a desarmonia que a sua ambigao lhe gerou na mente invigilante. atraves da psicografia ostensiva e da pena inspirada dos escritores-sensitivos. O devedor indireto sentira a necessidade da meditagao. sem duvida. O Espiritismo nos ensina que a maioria dos lares terrestres se constitui de casamentos provacionais. BENEFICIOS DISPENSADOS PELO AMPARO DOS CENTROS = {O perseguidor sentira a necessidade de perdoar. incessantemente. O atual esposo. para. As personagens sao dois encarnados: uma jovem senhora e o seu esposo. pai adotivo da moga. onde o cumplice de ontem recebe hoje. os quais se expressam no mundo a maneira de complexos disturbios mediunicos. Trata-se. vibracionaIs (prece e concentragao). para melhorar-se. na atual . de complexo drama. se acumpliciaram no preterito. no passado foi por ela envenenado a mando do atual marido. pedindo compreensao. PROCESSOS DE AUXILIO = {Magneticos. Antigos desafetos que se reunem. Tres coragoes entrelagados por vinculos sombrios. O devedor direto sera compelido a fortalecer-se e perdoando. e rico em observagoes relativas aos variados processos de resgates. A moga. Fixemos o grafico-base da analise do assunto: PROTAGONISTAS = {Devedores diretos. (doutrinagao fraterna). como devedor indireto. recuperar-se. interpretando defeituosamente as legitimas nogoes do Amor. da calma. Certa vez ouvimos um confrade afirmar que nos. a noiva do passado. Verbais. alem de abrir-lhe a rota para o crescimento espiritual. os espiritas. a fim de apossar-se da fortuna material. de novos conhecimentos que a Espiritualidade bondosamente nos revela. Quanta verdade nesta afirmativa! Efetivamente somos «milionarios da felicIdade» porque o nosso Espirito se enriquece. Diminuto o numero de casais reunidos por superiores afinidades. E. amorosa ajuda a vitimas e verdugos. a fim de que. «Milionarios da felicidade»! Nenhuma mulher espirita tera coragem de promover um aborto. fugindo-lhe. mas sem qualquer perspectiva de produgao imediata. servir ao Bem. o proprio pai adotivo assassinado. Uma casa espirita menos avisada iniciaria logo. assinalada por complicados disturbios mediunicos. cuidaria. » Deduz-se. por enquanto e um instrumento para a criagao de paciencia e boa vontade no grupo de trabalhadores que visitamos. assim. quando a vitima do passado. Tivesse ela assumido a responsabilidade maternal ao primeiro tentame. como sublime tesouro. de vez que se revela extremamente necessitada de concurso fraterno. procurando instintivamente a socia de aventura passional do preterito. nao sejam lastimavelmente confundidos com «mediunidade a desenvolver». abeirou-se da mulher que desposou. Um pormenor que nao pode deixar de ser mencionado e o das consequencias advindas do aborto provocado por aquela irma.” Tem razao os benfeitores espirituais quando asseguram que «os templos espiritas vivem repletos de dramas comoventes. . «milionarios da felicidade». entretanto. E por viverem repletos de tais dramas e que se impoe a todos. sistematicamente. com prejuizos para a irma doente.” E. das personagens daquele drama selado com o sangue do pai adotivo da irma que. Um grupo consciente. sim. completando o informe. se compadece infinitamente de todos nos. na atualidade. Antes de tudo a ajuda fraterna. no campo do auxilio. alto e bom som: somos. que toda pessoa que procura os centros espiritas. casos que reclamam. como o visitado pelos irmaos Andre Luiz e Hilario.48 reencarnagao. efetivamente. tao condenavel quanto o em que se elimina a existencia de um adulto. o seu prematuro desenvolvimento mediunico. se encontra a bragos com a mediunidade torturada: “Decerto nosso companheiro na atualidade nao se sente feliz. imprescindivelmente. assim. pobrezinha dela! A Doutrina Espirita preceitua que o aborto e um crime horripilante. Conhecesse aquela irma o Espiritismo e te-lo-ia evitado. de cura-la e ao perseguidor. mas encontrou a irma doente que o obriga a meditar e a sofrer. nao deve ser levada de imediato. Jamais alguem conceituou os Espiritas com tamanha exatidao. se o fizer. aquela paz e aquele anseio de auxiliar o proximo. que se prendem ao passado remoto e proximo». O caso em tela e um desses. a mesa do desenvolvimento. as desastrosas consequencias. “E uma medium em aflitivo processo de reajustamento. a necessidade do estudo metodico e serio. com o esforgo pelo reajustamento. simplesmente. antes de tudo. Recapitulando a antiga fome de sensagoes. tentou o renascimento. E por isso que proclamamos. Depois. com a mente harmonizada e o coragao guardando. e nao teria passado por tao crueis sofrimentos. A misericordia divina. E provavel se demore ainda alguns anos na condigao de doente necessitada de carinho e de amor. com valiosa advertencia aos dirigentes: «Desse modo. Atraves de passes magneticos. devedora direta. o verdugo. entao. esperangoso. inicialmente. o trio de almas renovar-se-a pouco a pouco. A vitima. a vitima e o cumplice serao beneficiados. ontem. sera compelido a meditagao. destruindo sinais de odio e de sangue. na intimidade da prece e dos apontamentos edificantes. E o esposo.. recuperar-se a fim de. Acolhidos. devedor indireto. . quando. reparando os erros. oferecer mais adiante a sua mediunidade aos servigos assistenciais. com Jesus. o Assistente Aulus: «Noite a noite. tenha paz e felicidade. da doutrinagao verbal amorosa e das vibragoes dos componentes do grupo. o verdugo reingressara “nas correntes da vida fisica». em um nucleo cristao.. perdoando. acertando as suas contas.49 Via de regra.. receberao os tres as claridades prenunciadoras da reconciliagao. a calma e a paciencia.. lhe cortaram impiedosamente o fio da existencia. de reuniao em reuniao. inicia..» O perseguidor sentira a necessidade de perdoar. reencarnando na condigao de filhinho querido daqueles que. a fim de que. e atraves de acerbas provagoes que o Espirito humano. enceguecidos pela avareza.. sentira a necessidade de fortalecer-se e. mais uma vez. Com a palavra.. unico caminho para alcangar a indispensavel melhoria. autor intelectual do crime. redimindo-se. a sublime caminhada para o Monte da Sublimagao. Medium de transporte e o de efeitos fisicos e que serve de instrumento para que os Espiritos transportem objetos. os componentes do grupo tem tambem deveres e responsabilidades. que reputamos indispensaveis ao medium. Ainda existe. E quando sao pedidos detalhes. Assim sendo. podemos denominar de “transporte”. acompanhar mentalmente a trajetoria do Espirito do medium e encoraja-lo. desse maravilhoso fenomeno. do exterior para o interior e vice-versa. Medium de desdobramento e aquele cujo Espirito tem a propriedade ou faculdade de desprender-se do corpo.. inclusive de craturas pouco afeitas a raciocinios mais profundos. e medium de desdobramento e esta sendo preparado para maiores cometimentos na seara da fraternidade. As ocorrencias relacionadas com o desprendimento do Espirito do medium Castro — a comegar no recinto dos trabalhos e terminando em esfera espiritual de reajuste. Esse e o medium de desdobramento. a saber: a) — Auxilio. . realmente pouco comum entre nos. isto no plano fisico. como sejam: a) — Vida pura b) — Aspiragoes elevadas c) — Potencia mental d) — Cultivo da prece e) — Exercicio constante Alem dessas condigoes. corretamente. das quais nao pode o medium de desdobramento prescindir.. onde Oliveira. na Terra ou no Espago. de ordem moral especialmente. geralmente em reunioes.50 15 Desdobramento mediunico O capitulo “Desdobramento em Servigo” esclarece essa singular mediunidade. recem-desencarnado. quem faga uma certa confusao entre «medium de transporte» e «medium de desdobramento».. nos servigos de desdobramento. em sua viagem. Castro. ouve-se a informagao: «Fulano e medium de transporte. lembramos que tres fatores essenciais sao requisitados dos encarnados. Desprende-se e excursiona por varios lugares. como nao podia deixar de ser. atraves da prece b) — Concentragao c) — Exortagao A exortagao. se deseja aprimorar a sua faculdade e aumentar os seus recursos. Dispensamo-nos de comentarios mais amplos. mesmo em circulos espiritistas. flores. refazia as proprias forgas favorecem a compreensao. no presente capitulo. mais tecnica que moral. uma vez que lhes compete auxiliar o desprendimento. tambem pelo pensamento. consolando ou curando. Ha condigoes. verifica-se que o Fulano mencionado e simplesmente um medium de desdobramento. e tarefa do dirigente encarnado dos trabalhos. Vez por outra. joias. a fim de colaborar nos servigos. ja foi atendida com o diagrama organizado para o estudo dessa faculdade e ja incorporado a este livro. nosso conhecido de «Nos Dominios da Mediunidade». Esse e o medium que. porque essa exigencia. etc. . Raul Silva. Ah! sim.. vigilante. Oh! tenho medo.» . meus amigos — prosseguia Castro. acompanhando-o na excursao e transmitida a ele. os quais «lhe aplicaram a cabega um capacete em forma de antolhos». numa prece fervorosa em que rogava do Alto forgas multiplicadas para o irmao em servigo. «Vimos o rapaz. «adormecido». com a maior espontaneidade. Essa visita possibilita-nos a observagao de interessante fenomeno: Oliveira transmite ao grupo. voltam ao corpo como se tivessem saido de prolongado sono... onde toda atividade deve caracterizar-se pela espontaneidade. sob nossa confiante expectagao. A nosso ver.. Rodrigo e Sergio amparam-me na excursao. Agradegolhes o beneficio!. caprichos. para conseguirem o desdobramento. plenamente desdobrado. que o Senhor lhes pague. no trajeto.. a prece de voces atua sobre mim como se fosse um chuveiro de luz. descreve a viagem: «Seguimos por um trilho estreito e escuro!. dedicado companheiro do nucleo mediunico. o medium. embora fagam o relato durante o desdobramento. dois companheiros da Espiritualidade.. espago a fora. recentemente desencarnado. » E assim. Estou reconfortado..” A situagao e perfeitamente compreensivel: o Espirito de Castro atravessa zonas proximas a Terra.. algar-se no espago. ambigoes. E mais adiante: «O trio volitou em sentido obliquo. onde se enxugam lagrimas e se abragam almas revoltadas. «Incipiente ainda nesse genero de tarefa».. como costumam definir os Amigos Espirituais) expelida pelas Inteligencias encarnadas e a traduzirem os habituais desequilibrios humanos. por Intermedio de Castro.. no Espiritismo Cristao. » «A oragao do grupo — informou Aulus —. odios. e mais aconselhavel aproveitar-se a cooperagao daqueles que se desdobram com naturalidade. inclusive para nao dificultar o esforgo volitivo.. com a cooperagao de Rodrigo e Sergio. etc.. Desejos inferiores. de maos dadas com ambos os vigilantes» — informa Andre Luiz.. em sua excursao astral.. mas sinto receio! Tenho a ideia de que nos achamos em pleno nevoeiro. » E a medida que avangavam noite a dentro. para as peculiaridades do caminho.. nos trabalhos do Espiritismo Cristao. onde se entrega as alegrias do reencontro com Oliveira. uma mensagem de reconhecimento e jubilo: «Meus amigos. Avangarei!. chega Castro ao ponto terminal da excursao. impregnadas da substancia mental (piche aerificado. enquanto outros se desprendem facilmente.. enquanto outros.. estimulado pela prece de Raul Silva. «elevou o padrao vibratorio do conjunto. muito medo. qual se o corpo fisico lhe fosse um aparelho radiofonico para comunicagoes a distancia —.. pela concentragao dos encarnados e pelo concurso de Rodrigo e Sergio. Sutilezas do mediunismo. Alguns necessitam de auxilio magnetico dos encarnados.. etc. o dirigente dos trabalhos. de imediato constitui-lhe abengoado tonico espiritual. evitando-se a dispersao dos seus proprios recursos. Estou bem. a fim de que a sua atengao nao se desviasse.51 Ha mediuns de desdobramento que recordam as ocorrencias da excursao. apenas com o concurso magnetico dos Protetores Espirituais. Castro contou. crimes. etc. chegam ate ao simples soldado.52 Castro (Espirito) recebe e retransmite ao proprio corpo as palavras do amigo desencarnado. efetivamente.. nos grupos mediunicos. E a confirmagao do principio doutrinario de que. Castro esfrega os olhos. passando pelos oficiais imediatos. a maneira das recomendagoes de um general que. E elas ressoam. A tarefa da noite estava concluida. ate chegarem ao cenario terrestre. quanto maior a elevagao. como quem desperta de grande sono». Retornando ao corpo.. que o Senhor lhes pague. etc.. maior tambem a distancia do comunicante. junto aos companheiros encarnados: «Meus amigos.. em escala descendente. sofrem uma serie de nao sabemos quantas retransmissoes. . no tocante ao mecanismo de certas comunicagoes de entidades superiores.» Esse fato leva-nos a recordar oportunas conclusoes doutrinarias.. Estou bem. Suas palavras. sem. embora continue sendo sempre a mesma lampada a fulgurar em seu campo central de agao. pode ser observado e interpretado de varios modos. para a comprovagao plena da tese de que nao se ve nem se ouve com os olhos e os ouvidos corporais. deixar de ouvir (a voz dos Espiritos»? Bastaria isso. fecha os ouvidos para nao ouvi-la. acrescentemos outro exemplo: durante o sono a nossa alma. E. pacificamente. O medium ve e ouve atraves da mente.53 16 Clarividencia e clariaudiencia Clarividencia e a faculdade pela qual a pessoa ve os Espiritos com grande clareza. mas. . o Assistente Aulus esclarece: “O circulo de percepgao varia em cada um de nos. decerto estara submetida a cor e ao potencial de cada um desses filtros. se essa claridade for filtrada por focos multiplos. A propria palavra indica: e a videncia clara. Quantas vezes. ouve e sente sem a cooperagao dos orgaos fisicos. Cada um ve-la-a a seu modo. a visao se torna mais nitida e melhor se definem os contornos da entidade? Quantas vezes. Qualquer pessoa estudiosa dos assuntos espiritas sabera que o medium clarividente ou clariaudiente ve e ouve pela mente. libertando-se algumas horas do corpo. ao atravessar focos de cores diferentes. quanto mais os aperta. com os seus proprios recursos psiquicos. Clariaudiencia e a faculdade pela qual a pessoa ouve os Espiritos com nitidez. de um filtro que reflete. da mesma forma tres mediuns (tres mentes diferentes) obviamente registram a seu modo o mesmo fenomeno. O fenomeno psiquico e como a claridade da lampada: sendo o mesmo. pensamos nos. tentando sustar uma visao desagradavel. faz que a luz tenha alterada a coloragao original. Respondendo a uma indagagao de Hilario sobre este assunto. em recinto fechado ou em qualquer parte. O grafico ilustrativo deste capitulo objetiva comprovar a tese exposta: assim como a claridade da lampada. sem necessidade do concurso dos olhos e dos ouvidos corporais. As variagoes auditivas e visuais sao demonstraveis atraves da observagao seguinte: tres sao os mediuns presertes ao grupo visitado por Andre Luiz e Hilario. contudo. durante a qual ve. a guisa de exemplo: «Uma lampada exibira claridade lirial. por conseguinte. diversamente. mais adiante.” E. em ultima analise. inicia nova atividade. em jacto continuo. que. segundo a filtragem mental de cada medianeiro. sob o comando do Assistente Aulus. acrescenta. a realidade ja bastante conhecida dos espiritas: a visao e a audiencia independem dos orgaos visuais e auditivos. pode ser vista e ouvida diferentemente por dois. produzida por um Espirito menos esclarecido. nesse caso. de acordo com o seu proprio estado mental e. tres ou quatro mediuns. o que confirma. ideias e sentimentos iguais na sua origem. comprimindoos fortemente.. tambem. Entretanto. quadros e impressoes. o medium fecha os olhos e. a audigao clara. funciona a maneira de um prisma.. Uma ocorrencia supranormal produzida pelos Espiritos. por conseguinte. Cada mente tem uma capacidade peculiar de percepgao dos fenomenos. de modo variado. Porque tal divergencia no registro da presenga do Espirito amigo? Clementino nao estava sintonizado com os tres mediuns? Nao deveria. pois. registrando-os.» . lhe acusavam a presenga». assim.54 Andre Luiz pondera que. E recordara.. a mesma diversidade: d) — Dona Celina ouve-o perfeitamente. dificilmente fara juizos temerarios quanto a videncia de outrem. Conjugar. que a palavra do Senhor permanece: «Com a mesma medida com que medirdes o vosso irmao. O medium que estuda e comega a entender esses delicados matizes do mediunismo.” f) — Castro nada ouve. considerando que o circulo de percepgao varia em cada um de nos» e que a luz. No tocante a audigao. indubitavelmente. por transcendentes. ante a certeza de que os fenomenos por ele nao observados podem. sereis tambem medidos. e) — Dona Eugenia ouve-o “em forma de intuigao. no tocante a videncia e a audiencia. atravessando filtros de varias cores. acompanhemos as variagoes: a) — Dona Celina o ve perfeitamente. c) — Castro o ve com nitidez. entretanto. ser visto e ouvido em igualdade de condigoes? Isso e o que nos parece. os tres mediuns. O medium esclarecido sabera que os fenomenos espiritas. Quanto a videncia.. b) — Dona Eugenia o ve como se estivesse envolvido num lengol. «sutilmente ligados a faixa fluidica de Clementino (supervisor espiritual da reuniao). o conhecimento da Doutrina e do Evangelho significa caminhar para a compreensao e o entendimento. a resposta aquelas indagagoes e simples e logica. alem disso. cada qual a seu modo. projeta focos de coloragao diferente. ser percebidos por outro companheiro. estao ainda muito longe de ser por nos integralmente compreendidos. . corresponda ao imenso sacrificio daquele que. nao alterara a essencia do fenomeno em si mesmo. fora do corpo. nao representam. Estudemos o assunto. tendo cada palavra o seu lugar e a sua propriedade. sem o mais elementar sentido de ordem e sequencia. Nao podia o Espiritismo fugir a esse imperativo. Fisicas ou psicologicas. a consciencia livre. Espiritas: Por «sonhos espiritas». exercidas e cultivadas no estado de vigilia. a devida especificagao: Comuns: O Espirito e envolvido na onda de pensamentos que lhe sao proprios. em sua generalidade. resultante do desprendimento pelo sono. enquanto ha o repouso do corpo fisico. Serao esses os sonhos comuns. uma fantasia das nossas almas. se fez Homem para que os homens se tornassem Cristos. quando entao se lhe associam. bem assim dos outros. a luz do seguinte grafico: CLASSIFICAQAO DOS SONHOS = {Comuns. assinalando a sua atividade extracorporea. situamos aqueles em que o Espirito se encontra. Todos eles revelam. {Reflexivos. frequentemente interrompidos por cenas e paisagens inteiramente estranhas. o que. como muitos pensam. Geralmente temos sonhos imprecisos. Outras denominagoes poderao. com: a) — parentes b) — amigos c) — instrutores d) — inimigos. A Doutrina Espirita nao pode estar ausente de qualquer movimento superior. circunscrito a gabinetes. que vise a amparar o Espirito humano na sua rota evolutiva. eis que as manifestagoes oniricas tem acentuada importancia em nossa vida de relagao. imagens. como fundamento principal. {Espiritas. Estamos ainda no plano muito relativo das coisas.55 17 Sonhos O Espiritismo nao podia deixar de interessar-se pelo problema dos sonhos. supomos. sendo o Cristo de Deus. variadas impressoes e sensagoes de ordem fisiologica e psicologica. que se reveste de singular encanto. Os sonhos. uma vez que os chamados «sonhos espiritas» resultam. a sua interpretagao. Assim sendo. agora. ser-lhes dadas. fagamos. sem duvida. de fundo espiritual. faz o Espirito entrar em relagao com fatos. paisagens e acontecimentos remotos. elevando-se. em sua estrutura. a emancipagao da alma. sobre eles. via de regra. = {Exteriorizagao de impulsos e imagens arquivadas no cerebro. cabia-nos o imperativo da nomenclatura. dando tambem. desconexos. Nao e a Doutrina um movimento literario. etc. = {Repercussao de nossas disposigoes. das nossas proprias disposigoes. desta e de outras vidas. a fim de que. = {Atividade real e efetiva do Espirito durante o sono. Reflexivos: A modificagao vibratoria. Feita a classificagao no seu triplice aspecto. E um programa para ajudar o homem a crescer para Deus. por serem eles os mais frequentes. O mundo psiquico que nos cerca reflete as vibragoes de bilhoes de pessoas encarnadas e desencarnadas. se ve envolvido e dominado pela onda de imagens e pensamentos. embarafustado.56 Aqueles em que o nosso Espirito. na esquematizagao de nosso singelo estudo. O religioso buscara um templo. Por reflexivos. abandonando o corpo fisico. registra as impressoes e imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organizagao perispiritual. facultando ao campo sensorio o recolhimento. Desaparecem. em forma de incompreensivel sonho. por influxo magnetico. desligando-se parcialmente do corpo. daremos a denominagao de «reflexivos». as conveniencias. que poe o Espirito em relagao com fatos e paisagens remotos. Deixando o corpo em repouso. Adormecendo. estratificando-se em camadas superpostas. O sacerdote do Bem ira ao encontro do sofrimento e da lagrima. guardaremos imprecisa recordagao de tudo. Ocorrencias de seculos e milenios gravam-se indelevelmente em nossa memoria. A modificagao vibratoria. Nos sonhos espiritas a alma. por atenderem com mais exatidao e justeza a finalidade deste livro. para os locais de sua preferencia. Tal registro e possivel de ser feito em virtude da modificagao vibratoria. Ao despertarmos. Quando os olhos se fecham. especialmente da ausencia de conexao nos acontecimentos que. situagoes anteriormente vividas. com a visitagao do sono. a coisa muda de figura. A atividade extracorporea passara a refletir. superiores ou . em nome da fraternidade crista. por ultimo. o nosso Espirito parte em disparada. sem fugir a feigao evangelica. para assisti-los fraternalmente. desta e de outras existencias. os imperativos da vida contingente nos conservam no trabalho. A esses sonhos chamariamos sonhos comuns. povoaram a nossa vida mental. exerce atividade real e afetiva. fa-lo entrar em relagao com acontecimentos e cenas de eras distantes. como por encanto. melhor servirmos ao proximo. em face das limitagoes impostas pelo cerebro fisico. qual seja a de. desprendida do corpo. facultando meios de encontrarmo-nos com parentes. o Espirito ingressa no plano espiritual com apurada sensibilidade. seus e do mundo exterior. Esses se revestem de maior interesse para nos. O viciado procurara os outros. determinada pela liberdade de que passa a gozar o Espirito. tambem. uma vez que vivemos num misterioso turbilhao das mais desencontradas ideias. A esses sonhos. instrutores e. Enquanto despertos. fazer com que todos os capitulos nos sejam um convite a reforma interior. no sono. amigos. os sonhos espiritas. vindos a tona em forma de sonho. sem dissimulagoes ou constrangimentos. desta e de outras vidas. as nossas reais e efetivas inclinagoes. Cataloguemos. com os nossos inimigos. de desencontradas imagens antes nao percebidas. evidentemente. na execugao dos deveres que nos sao peculiares. categorizamos os sonhos em que a alma. como base para a nossa felicidade e meio para. por refletirem eles. companheiros que se afinam conosco e com os ideais que nos sao peculiares.57 inferiores. O tipo de vida que levarmos. que permanecem virtualmente gravadas em nosso molde perispiritual. que acompanham a migalha da nosssa boa vontade. durante o dia. Com instrutores devotados nos encontraremos e deles ouviremos conselhos e reconforto. todavia. quase sempre os sonhos revelarao convivio pouco lisonjeiro. As companhias diurnas serao. buscara durante o sono a companhia dos que lhe podem ajudar. aqui a ressalva doutrinaria. em resposta as nossas tendencias. objetivando a purificagao dos nossos sentimentos. receberemos estimulo para as nossas sublimes esperangas. Quem exercite. Buscamos sempre. o gosto pelos problemas superiores. quase sempre. durante o sono. poderemos. sem duvida. Para quem cultive a irresponsabilidade e a invigilancia. reviver cenas desagradaveis. de que. o premio de sonhos edificantes e maravilhosos. . dar-nos-ao. embora tendo no presente uma vida mais ou menos equilibrada. O esforgo de evangelizagao das nossas vidas e a luta incessante pela modificagao dos nossos costumes. logicamente. proporcionando-lhe esclarecimento e instrugao. fora do vaso fisico. expressando trabalho e realizagao. exposta na caracterizagao dos sonhos reflexivos. as companhias noturnas. cabendo. abnegadamente. determinara invariavelmente o tipo de sonhos que a noite nos ofertara. Dessas sombras amigas. levou-nos a tentativa de classifica-lo em cinco tipos principais. (afinidade superior) transcendentes. tais casamentos sao comuns. o enlace acidental. para reajustes necessarios a evolugao de ambos.58 18 Espiritismo e Lar O capitulo «Em servigo espiritual. a esse desiderato. Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros. assim compreendidos: CLASSIFICAQAO DOS CASAMENTOS = {Acidentais. onde os conflitos morais se transformam. inicialmente. noutras reencarnagoes. em sua maioria. tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos. com o objetivo de redimi-la. sem qualquer ascendente espiritual. o livre arbitrio. A maioria dos casamentos obedece. Sacrificiais: Reencontro de alma Iluminada com alma Inferiorizada. porem. Acidentais: Encontro de almas inferiorizadas. onde. na confluencia do caminho. O fato de o esposo desencarnado continuar ao lado da medium. dai. sagrado em suas origens. e. sugeriu-nos. funciona. Em sua maioria. defrontando-se um dia. Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que. na Terra. Afins: Reencontro de coragoes amigos. Espiritos frageis caminham. Provacionais: Reencontro de almas. Simplesmente almas que se encontraram. sem qualquer ascendente espiritual. Evidentemente. um templo. onde as almas engrandecidas pela legitima compreensao exaltam a gloria suprema do amor sublimado. as vezes como meio de consolidagao de lagos de pura afinidade espiritual. vagarosamente. uma vez que por ele construimos cotidianamente o nosso destino. sacrificiais. Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia. Algumas vezes o lar e um santuario. Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizagoes imortais. em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento. em . se aproximam. tantas vezes. para consolidagao de afetos. por efeito de atragao momentanea. provacionais. e que. sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos. apenas. nem de desagrado. perante as leis humanas. apresentando-nos as figuras de Celina e Abelardo. Num mundo como o nosso. na diregao do Mais Alto. confirmando. o instituto do matrimonio. noutros casos. o estudo do problema do lar. necessario ao crescimento espiritual. afins. Funcionou. o que vem demonstrar que a uniao. Nem lagos de simpatia. uniram apenas os corpos. esses sao os mais frequentes. Quanto aos provacionais. onde impera a desconfianga. os lares sao cadinhos purificadores. sem nenhuma duvida. se conhecem. alguns casos em que o matrimonio constitui alguma coisa alem da uniao dos corpos. se veem. assim. como instrumento de reajuste. surgindo. da fraternidade. se fugir hoje ao resgate. A humildade. Quem ama nao pode ser feliz se deixou na retaguarda. pois. ou iluminada. amanha. E o faz. e retorna a retaguarda de sofrimento para ajudar e servir. O espirita esclarecido. que se casam com homens asperos e grosseiroes. A isso se da. E uma alma esclarecida. homem ou mulher. agora. a beneficio de sua paz e do seu reajuste. Nao ha regra para isso. especialmente. Temos visto senhoras delicadissimas. dentro da relatividade que assinala todas as manifestagoes da vida humana. em resumo. porque tem a inabalavel certeza de que. a denominagao de casamentos sacrificiais. ternas e virtuosas. se comprometeu na Espiritualidade a ser o cireneu de todas as horas.59 dolorosas tragedias. porque. construidos na base da provagao. Esses reunem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos. ainda. e o outro pela condigao evolutiva deficitaria. afastar-se. em legitimos santuarios onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificagoes edificantes. entre as quatro silenciosas paredes de um lar. os primeiros passos na diregao do Infinito Bem. a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve “levar a cruz ao calvario”. que renuncia aos jubilos cabiveis ao vencedor. recebe o viajor retardado. entao. Como a propria palavra indica. dando. se reajustem e se consolidem. convertendo-os. aprende a renunciar. Nenhum amigo espiritual modificara o curso das leis divinas. O Espiritismo. na companhia daquele ou daquela de quem procura. Deus uniu-os. pelo convivio diario. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado. Volta. tem um poder extraordinario de harmonizagao dos lares. na qualidade de esposo ou esposa. os casamentos sacrificiais. e casamento de sacrificio. a Lei Maior. a tolerancia e a humildade sao virtudes que funcionam a maneira de suaves amortecedores. que sao verdadeiras joias de bondade e compreensao. do mesmo modo que existem homens. que se propoe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional. Agora. a boa vontade. sem duvida. Assim sendo. a fim de que. o objeto de sua afeigao. . assim. atraves das leis do Mundo. fosse por eles exercida nas lutas comuns. voltara. tem sido meio eficiente para que muitos lares. O Espirita esclarecido sabe que somente ele pagara as suas proprias dividas. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. compassivo. como se diz geralmente. de sentimentos abjetos. a fim de. E o vanguardeiro. e. torturado e sofrendo. para um dos conjuges. com o seu carinho e com a sua luz. aquele em que um dos conjuges se caracteriza pela elevagao espiritual. A compreensao evangelica. O casamento sacrificial e. pela soma de conhecimentos que espalha. com inteira propriedade. embora lhe seja possivel estender os bragos generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas. consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados. estimular-lhe a caminhada. pelo matrimonio. ate alcangarmos no futuro. Sao Espiritos que. Enquanto nao atingirmos tal situagao. acima de quaisquer vulgaridades terrestres. abengoada Doutrina. ira enchendo de paz a nossa vida. O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos. sao os que reunem almas esclarecidas e que muito se amam. Por fim. ou passaremos ainda.60 O recuo. E o Espiritismo. o amor puro e santo. provacionais e sacrificiais. a condigao de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior. temos os casamentos que denominamos de transcendentes. segundo for o caso. funcionando a maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento. O anseio do Belo repleta-lhes as almas de doce ventura. repletara os nossos dias das mais sacrossantas esperangas. no sentido superior. seria desergao a compromisso assumido. . no doce reduto do lar.. pelo seu Evangelho. no caso. o Senhor. como em toda a parte. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. acima do campo das emogoes inferiores. sob o sol de um novo dia. para as grandes realizagoes de interesse geral. Os casamentos denominados afins. no plano fisico. consolidam velhos lagos de afeigao. Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares. pairando.. Todos nos passamos. Sao constituidos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram. por toda essa sequencia de casamentos: acidentais. Aulus e os demais excursionistas do Alem demandaram ao local onde Liborio fora recolhido. um instante sequer... acusando dolorosa e complexa simbiose obsessional. dos muitos que se estendem nas regioes purgatoriais. de que Fulano ou Beltrano (encarnado) nao lhe da tregua. o desencarnado. O socorro do grupo mediunico melhorou-lhe as disposigoes. ou melhor. que se dirige ao Assistente Aulus: — Meu caro Assistente — continuou. isto e. para se livrarem dessa influenciagao. mas agora e a mulher que piorou. Ninguem se lembra desse estranho e aparentemente paradoxal tipo de obsessao. exercendo sobre os que ja partiram para o Alem terrivel e complexa obsessao. sem duvida ja presenciou desesperadas reclamagoes de Espiritos. inquieto —. e a mulher que piorou» e a entidade que o persegue. a vida dos encarnados. tenazmente. depois de ter sido amparado. prejudicialmente. ninguem admite o lado inverso da realidade. em que os “vivos” do mundo envolvem os “mortos” na teia dos seus pensamentos desequilibrados e enfermigos. cooperador de boa vontade do plano espiritual. prejudicialmente. Aulus explicou que estavamos ali diante de um hospital de emergencia. o encarnado influenciando. nao deixa. estao ligados um ao outro. em que varios enfermos se demoravam. «Findos alguns minutos de marcha. atingimos uma construgao mal iluminada. de olhar esgazeado. Sintonizados na mesma faixa vibracional deprimente. se mostrava distante de qualquer interesse pela nossa presenga. de atrai-lo para junto de si. quando se fala em obsessao. pelo grupo terrestre. Tem a palavra Abelardo. horas antes. perseguindo-o. Um caso tipico em que o encarnado obsidia o desencarnado. Liborio e o Espirito perseguido por Sara. inicialmente. Entramos. ante esse apelo. venho rogar-lhe auxilio em favor de Liborio. a convocagao dos trabalhadores para o Servigo assistencial ao caso em aprego. Quem se familiariza com trabalhos praticos. ocorre-nos logo o seguinte conceito: Espirito ou Espiritos menos esclarecidos influenciando.» Mais adiante. Tal entretanto nao se da. para melhor acompanharmos o seu desenvolvimento. no mundo. criatura ainda encarnada e a quem se ligou. faria logo o seguinte raciocinio: Liborio e o encarnado amparado pelo grupo mediunico. identificamolo no capitulo “Em servigo espiritual”. Um dos guardas veio ate nos e comunicou a Abelardo que o doente trazido . Pois esse tipo de obsessao nao e tao insolito. como erroneamente pensamos.61 19 Estranha obsessao Via de regra. Ha muitos Espiritos sofrendo a influenciagao dos encarnados e lutando. Atendendo ao apelo de Abelardo. por descontrolada paixao. Transcrevamos. sob a assistencia de enfermeiros atenciosos. continua a descrigao de Andre Luiz: Alcangaramos o leito simples em que Liborio. Quase ninguem. Qualquer um de nos. dirigiu-se Sara para a sua casa. nao da a moga a menor colaboragao ao esforgo dos componentes e dos supervisores espirituais do grupo. a irma encarnada dificulta a tarefa e fortalece os lagos que a prendem ao ex-companheiro da Terra. Mal acabara o orientador de formular o seu prognostico e a pobre mulher. inquietagao e angustia. atormentando-o com as suas reiteradas solicitagoes. iniciadas com a justa observagao de Aulus quanto ao estado de angustia de Liborio: “Tudo indica a vizinhanga da irma que se lhe apoderou da mente. a fim de que. Aulus auscultou-o. como se o servigo assistencial da mediunidade com Jesus se resumisse a simples operagao de «saca-rolhas» comum. muita tolerancia e amor. atraves do pensamento. e. possam leva-la a modificagao dos centros de vida mental. a fim de que. no esclarecimento do irmao necessitado. reajustado mentalmente. por um lado. possibilitar ao enfermo meios de esclarecimento. vai ela confiar-se ao sono. Que sucedera? Aproveitara a bengao do repouso fisico ou continuara a sequencia de pensamentos enfermigos e deprimentes? Temos a resposta nas transcrigoes que a seguir fazemos. mas. Caso dificil. o esforgo de afastamento do perseguidor. E um caso de perseguigao reciproca.. nutrindo-se. apenas. sobretudo. quando «encarnados e desencarnados se prendem uns aos outros. reclamando. Nosso companheiro se revela mais dominado. quanto a obsessao produzida pelos encarnados? Evidentemente nao cabe nenhuma duvida. das emanagoes e desejos que lhes sao proprios. informou: — O pensamento da irma encarnada que o nosso irmao vampiriza esta presente nele. de onde passou a irradiar pensamentos descontrolados na diregao do antigo companheiro. e. a reclamar dos companheiros do grupo terrestre muita paciencia e dedicagao. feroz: — Liborio. Liborio! Porque te ausentaste? Nao me abandones! Regressemos para nossa casa! Atende! atende!. sob vigorosa fascinagao». mais aflito.. objetivando o desligamento. reciprocamente. paternalmente. todavia. Consoante o parecer de Aulus. Retirando-se da sessao. podera sobreexistir qualquer duvida. da conduta dos encarnados. insiste em nao destruir a corrente mental que a vincula ao Espirito em viciosa imantagao. Vencida pelo cansago. a qualquer prego. Acham-se ambos sintonizados na mesma onda. Os amigos trabalham. apareceu a nossa frente. tambem. «isso acontece na maioria dos fenomenos de obsessao. apesar de recolhido ao hospital de emergencia. cuidar de um obsidiado. em seguida. educando-a.. por fim. coopere. Dependendo a cura das obsessoes. . a libertagao ante o jugo incomodo do Espirito. Diante dessa ocorrencia.62 a internagao denotava crescente angustia. horas antes.. em grande parte. esse. desligada do corpo fisico pela agao do sono. Casos dessa ordem fortalecem a nossa convicgao de que. nao significa. atormentando-o. provocando no pobre irmao. O caso em estudo e um dos muitos interessantes que o livro «Nos Dominios da Mediunidade» nos trouxe. de nossa parte. A moga enferma — Sara — apesar de socorrida fraternalmente no grupo mediunico. para livra-los da companhia das entidades desajustadas. bem orientados. conduzir aos gabinetes mediunicos os enfermos. possibilitando-lhes recursos para realizar..63 Os centros espiritas nao devem. levam a criatura a renovar os centros de vida mental. Conjugados a meditagao. conduzem a resultados satisfatorios nos servigos de desobsessao. com exito e de forma definitiva. no sentido de que. os obsidiados. conduzi-los as salas de leitura e estudo do Evangelho e da Doutrina. como. num trabalho simultaneo. especialmente. as principais pegas no servigo de cura. no servigo desobsessivo. a sua libertagao espiritual. E por isso que no «Evangelho segundo o Espiritismo» encontramos sabia e generosa advertencia de categorizado Espirito. de convence-los de que sao eles. com o objetivo nao so de evidenciar a parcela de cooperagao que lhes e atribuida. Devem. tambem de fundamental importancia: «instrui-vos». A leitura e o estudo. «amai-vos uns aos outros». um outro existe. alem do mandamento primitivo.. . simplesmente. contribuem para que muita gente permanega longos anos sob o guante de entidades vampirizantes. Milhares de criaturas encarnadas. A “casa mental” do medianeiro deve estar sempre custodiada pelo amor e pela sabedoria. pelo alcool e pelo fumo. «A casa de pasto regurgitava. constituam ameaga ao seu equilibrio interior.. incisivo: «Absolutamente nao entres na aldeia. ainda aquecidas pelo calor dos pulmoes que as expulsavam.» Como preambulo aos nossos comentarios. Como o objetivo essencial deste livro e o de focalizar assuntos relacionados com o mediunismo. criaturas desencarnadas. Somente o obreiro que ja se realizou a si mesmo. torna-o mais acessivel as influenciagoes psiquicas. em tese. onde os frequentadores. A circunstancia. de triste feigao. Recorrendo ao Evangelho. mesma. por oportuna. nisso encontrando alegria e alimento. Junto de fumantes e bebedores inveterados.. sem que disso se apercebam. dominadas. lembramos a importancia ambiencial para o obreiro da seara mediunica. O medium que preza a faculdade que Deus lhe concedeu e que deseja converter-se em servidor operoso. uma criatura falivel. Mesmo aqueles medianeiros que se caracterizam por relativa seguranga. mencionaremos. igual a todos nos. como vivem. neutralizar as influenciagoes perniciosas.64 20 Reajustamento O capitulo «Forgas viciadas» registra interessantissimas observagoes de Andre Luiz numa casa de pasto igual a tantas outras que se espalham por todas as cidades. Algumas sorviam as baforadas de fumo arremessadas ao ar. fonte de toda a sabedoria. sem prejuizos. Outras aspiravam o halito de alcoolatras impenitentes. sofrem os reflexos vibratorios de semelhantes ambientes. estando em Betsaida. Devemos considerar que e o medium. As emanagoes do ambiente produziam em nos indefinivel mal-estar. aquela passagem em que Jesus. se demoravam expectantes. muita gente. Somente o medianeiro portador de apreciaveis valores morais podera. de ter mais apurada sensibilidade. encarnados e desencarnados. nao deve habituar-se aos ambientes viciosos. pela moral e pela compreensao. sabera resguardar-se com exito. Muita alegria. pela expressao inferiorizada dos seus sentimentos. seria de toda a conveniencia que o trabalhador da seara mediunica preferisse os seguintes ambientes: . deve ser cuidadoso na escolha dos ambientes que lhe convem. aliados a indebitos prazeres e a condenaveis excessos.» O medium que deseja preservar o seu equilibrio. Por elas podemos concluir quanto a influencia. Sempre que possivel. ficam. atraves da faculdade bem desenvolvida e cristamente educada. bastam as transcrigoes acima. dos ambientes que frequentamos. onde o fumo e o alcool. a merce de tais entidades. benefica ou malefica. homens e mulheres. cura um cego e depois lhe recomenda. onde Jesus e Kardec sejam permanente bussola. que ele deve converter num santuario de compreensao. ainda aquecidas pelo calor dos pulmoes». em sorver-lhes «as baforadas de fumo arremessadas ao ar. o nosso apanagio. Em primeiro lugar. na oportuna definigao de um nosso confrade. mais cedo ou mais tarde.» Para melhor compreensao do estudo. «canecos de Espiritos». E assim permanecem ate que um dia. Somente o imperativo da fraternidade deve justificar a presenga do obreiro do mediunismo cristao em ambientes duvidosos. Consoante acentuamos no inicio deste capitulo. Os que fumam passam a ser. «Chegara o dia em que a propria Natureza lhes esvaziara o calice. no qual apresentamos modestos apontamentos relativos ao modo pelo qual a criatura sera compelida. naturalmente. passaram a ser vitimas de entidades crueis. organizamos o grafico seguinte. b) — Os grupos espiritas bem orientados. jubilosas. devem comparecer a retaguarda. a beneficio de si mesmo e da obra. alimentadores de entidades infelizes que se comprazem. onde as paixoes e os sentimentos inferiores constituam o dolce lar niente dos seus frequentadores. dominados pela exaustao e vencidos pela monotonia de uma existencia tristemente vegetativa. em cujos dominios quiseram penetrar.» «Ha mil processos de reajuste. Somente os vanguardeiros valorosos. fustigados pela Dor. d) — Reunioes com pessoas bem intencionadas e de sentimentos elevados. Conhecemos companheiros com apreciaveis qualidades de abnegagao e boa vontade que. Sao os que se entregam a condenaveis excessos em qualquer setor da atividade humana.65 a) — O proprio lar. das quais. c) — O convivio com companheiros sinceros e cheios de boas intengoes. despertam para um tipo de vida mais consentanea com a dignidade da pessoa humana. junto a todas as criaturas. Os que bebem passam a ser. onde as conversagoes edificantes contribuam para a manutengao do seu equilibrio intimo. segundo a diretiva que tragamos para este trabalho. ainda. onde hostes tenebrosas implantam o seu reinado de sombra. tentando ajudar em determinados ambientes. Somente o imperativo do servigo assistencial deve levar o medium a ambientes mal assistidos. deve escolher ambientes onde as suas forgas morais se consolidem e os propositos superiores lhe sejam estimulo ao estudo e ao trabalho com Jesus. Em segundo. muito esforgo e muita oragao foram necessarios. que ja se fizeram portadores de valiosas aquisigoes espirituais. ha milhares de criaturas prisioneiras dessas entidades. a autopreparagao pelo trabalho comum e pela renovagao. A Misericordia Divina funciona. O medium. ao vicio. desde o principio. Sao os fumantes e bebedores impenitentes que se entregam. ao necessario reajuste: . desordenadamente. foram terrivelmente envolvidos pelas forgas viciadas. os grandes encargos que pedem experiencia e fortaleza. para se desvencilharem. Guardando no coragao a fragilidade que constitui. 66 PROCESSOS DE REAJUSTE = {Coercitivos. = {cansago, afligoes, sofrimento, carcere. {Espontaneos. = {Boa Vontade, acanhamento, esforgo. {Expiatorios. = {mongolismo, paralisia, hidrocefalia, cegueira, idiotismo. Em certos casos, nos processos que denominamos de «coercitivos», a propria criatura se cansara, um dia, da monotonia de uma vida superficial, para nao dizer de uma vida futilizada. Como decorrencia do reconhecimento da inutilidade do sistema de vida, sobrevirao, fatalmente, o esgotamento e o cansago. O homem despertara, entao, ante a realidade de sua destinagao superior, dentro da Eternidade. Essa destinagao falar-lhe-a, em silencio, no altar da propria consciencia, do imperativo de valorizagao do tempo que o Senhor da Vida lhe concedeu, com a atual experiencia reencarnatoria. Entao, sob o amparo de abnegados servidores do Cristo, iniciara, esperangoso, o trabalho de auto-renovagao... De modo geral, entretanto, as afligoes e sofrimentos sao sempre os grandes amigos da criatura futil ou desviada. As grandes provas, as lutas acerbas, em que colhemos aquilo que semeamos, funcionam, testemunhando a harmonia da Lei Divina, a maneira de abengoadas trombetas concitando-nos a grande batalha contra nos mesmos, a fim de vencermos os inimigos que pelejam contra o nosso coragao, querendo perturbar a marcha ascensional do Espirito eterno. A guisa de exemplificagao, sugerimos a leitura do capitulo «Protegao educativa», do livro «Pontos e Contos», de Irmao X. Quantas vezes, tambem, entre as grades de uma prisao, almas empedernidas se reajustam devidamente, retornando depois a sociedade, de onde foram banidas, agora, entretanto, na condigao de elementos regenerados e uteis! Como vemos, diversos e variegados sao os fatores psicologicos que cooperam nos servigos de reajuste espiritual, libertando milhares de criaturas da nefasta influenciagao de Espiritos menos esclarecidos. Referindo-nos aos processos coercitivos, catalogamos, em sintese, o cansago e o sofrimento, a afligao e o carcere. Entre os espontaneos, lembramos a boa vontade, a vergonha e o esforgo do proprio individuo. Algumas vezes o sentimento de dignidade dirige-se a consciencia do homem transviado, compelindo-o a compostura e ao reajuste. Entre os processos expiatorios, mencionamos as reencarnagoes dolorosas, expressando-se por varios tipos de enfermidades, todas elas inibitorias da plena manifestagao da inteligencia. Sugerimos, como exemplo, profundamente elucidativo, a leitura, ainda, no livro «Pontos e Contos», do capitulo «Grande cabega». O mongolismo, a paralisia, a hidrocefalia, a cegueira e o idiotismo sao formas compulsorias de reajustes expiatorios. Criaturas que abusaram da relativa liberdade que o Senhor da Vida lhes concedeu, voltam, depois, ao vaso fisico, pela reencarnagao, em situagoes realmente dolorosas, a fim de que, no capitulo do sofrimento, aprendam a valorizar o tesouro da vida... 67 21 Servindo ao Mal «Em mesa lautamente provida com fino conhaque, um rapaz, fumando com volupia e sob o dominio de uma entidade digna de compaixao pelo aspecto repelente em que se mostrava, escrevia, escrevia, escrevia... — Estudemos — recomendou o orientador. O cerebro do mogo embebia-se em substancia escura e pastosa que escorria das maos do triste companheiro que o enlagava. Via-se-lhes a absoluta associagao, na autoria dos caracteres escritos. A dupla em trabalho nao nos^ registrou a presenga. Neste instante — anunciou Aulus, atencioso —, nosso irmao desconhecido e habil medium psicografo. Tem as celulas do pensamento integralmente controladas pelo infeliz cultivador de crueldade sob a nossa vista. Imanta-selhe a imaginagao e lhe assimila as ideias, atendendo-lhe aos propositos escusos, atraves dos principios da indugao magnetica, de vez que o rapaz, desejando produzir paginas escabrosas, encontrou quem lhe fortalega a mente e o ajude nesse mister. Essa transcrigao e feita do capitulo «Forgas Viciadas» e nos poe em relagao com um jornalista amante do escandalo e das reportagens degradantes. Tal jornalista nao passa de um medium sem consciencia da sua faculdade. Inclinado para os assuntos sensacionalistas, alicia companheiros desencarnados afins que lhe correspondem aos propositos escabrosos. No caso em tela, e instrumento de um escandalo que envolvera a pessoa de uma jovem num crime, «a cuja margem aparece (a moga) aliada as multiplas causas em que se formou o deploravel acontecimento». O rapaz observado, «amigo de operoso lidador da imprensa, e de si mesmo dado a malicia». Tendo sido solicitado a colaborar com o seu amigo, encontrou «o concurso de ferrenho e viciado perseguidor da menina em foco, interessado em exagerar-lhe a participagao na ocorrencia, com o fim de martelar-lhe a mente apreensiva e arroja-la aos abusos da mocidade»... Eis-nos ante um caso de obsessao que se reveste de impressionante sutileza. A moga tem um perseguidor desencarnado desejoso de arrasta-la a vergonha. Utiliza-se de um jornalista invigilante e malicioso, a fim de, aproveitando-lhe as lastimaveis qualidades do carater, contribuir, ocultamente, para que uma reportagem a ser levada ao jornal exponha o nome da jovem ao escarnio publico. A sutileza do perseguidor justifica um comentario a parte. Tem ele um «programa» tragado, visando, inicialmente, a desmoraliza-la. Conseguido o objetivo, converte-la-a num instrumento apassivado, apos o que completara a sua vinganga, vampirizando-a impiedosamente. O assedio se faz, portanto, de modo indireto, revelando, assim, novas e perigosas facetas do problema obsessional. De acordo com o plano elaborado na sombra, espera ele conseguir pleno exito em sua triste tarefa. Com base nessa ocorrencia, dividiremos em quatro fases o pernicioso 68 esforgo da entidade nesse estranho e cruel processo de obsessao: 1° — Assedio indireto, utilizando uma terceira pessoa dotada de maus sentimentos. 2° — O aproveitamento do escandalo para: a) — perturbar-lhe a mente, b) — deprimir-lhe o moral. c) — amolecer-lhe o carater. 3° — Dominio psicofisico. 4° — Concretizagao da vinganga (vampirizagao). Almas endividadas que somos, a nossa paz esta sempre ameagada ante os compromissos do preterito, os quais, invariavelmente, vinculam a nossa alma aqueles com quem partilhamos experiencias menos dignas. O aperfeigoamento espiritual constitui, portanto, impositivo relacionado com o problema da nossa felicidade. A elevagao da mente, pelo cultivo dos sentimentos enobrecedores, afigurase-nos, por isso, realizagao das mais urgentes se desejamos, efetivamente, reajustar o Espirito faltoso. Da atitude mental da jovem dependera, sem duvida, o exito ou o fracasso do perseguidor que age, lucida e conscientemente, sobre o cerebro do jornalista portador de lastimavel indigencia moral. “O cerebro do mogo embebia-se em substancia escura e pastosa que escorria das maos do triste companheiro que o enlagava. A posigao da jovem e de perigo. Assim, pois, caso nao delibere (a moga) guerrear a influencia destrutiva, demorar-se-a por muito tempo nas perturbagoes a que ja se encontra ligada em principio. “— Tudo isso porque?” A indagagao de Hilario foi atendida por Aulus: “Indiscutivelmente, a jovem e o infeliz que a persegue estao unidos um ao outro, desde muito tempo... Terao estado juntos nas regioes inferiores da vida espiritual, antes da reencarnagao com que a menina presentemente vem sendo beneficiada. Reencontrando-a na experiencia fisica, de cujas vantagens ainda nao partilha, o desventurado tenta inclina-la, de novo, a desordem emotiva, com o objetivo de explora-la em atuagao vampirizante. Tais observagoes levam-nos ao encontro da assertiva de Kardec, de que todas as criaturas sao mediuns. O jornalista e um medium. E um medium porque transpoe para o papel, em forma de reportagem, simultaneamente com as suas proprias ideias, os planos de vinganga do obsessor. E como explica o Assistente Aulus: «Faculdades medianimicas e cooperagao do mundo espiritual surgem por toda a parte. “Onde ha pensamento, ha correntes mentais e onde ha correntes mentais existe associagao. “E toda associagao e interdependencia e influenciagao reciproca. «Dai concluirmos quanto a necessidade de vida nobre, a fim de atrairmos pensamentos que nos enobregam. Dispomos, exuberantemente, de meios para associar a nossa mente com as forgas superiores, livrando-nos, assim, do assedio das entidades ignorantes. . o abrigo seguro do dever bem cumprido. e) — Oragao sincera e servigo aos semelhantes. c) — Estudo e trabalho. os seguintes: a) — Bondade com todos. b) — Consciencia reta.69 Esses meios sao. entre outros. d) — Compreensao e tolerancia... hoje. na pauta de nossos compromissos. Jesus oferece-nos. Ante a tempestade de provagoes que a nossa alma invigilante promoveu no passado. que esta em nossa exclusiva dependencia a escolha das companhias espirituais. curioso — quem sera aquele homem tao bem^ acompanhado? Aulus sorriu e esclareceu: . Mal recomegavamos a avangar. as atividades do Bem. identificado e associado a perigosa entidade que lhe dirige a mente desequilibrada.. contudo. elegemos para nossos companheiros pessoas dignas ou indignas. na vida social. quando passou por nos uma ambulancia. um jornalista num ambiente sordido. uma entidade em roupagem lirial lhe envolvia a cabega em suaves e calmantes irradiagoes de prateada luz. se consagra. assistido por Espirito elevado. a fim de que nos compenetremos de que nos mesmos e que determinamos o tipo de nossas companhias espirituais. essa mesma lei de livre escolha e de afinidade eletiva comanda as nossas relagoes com os amigos espirituais. E imprescindivel seja ressaltado. honestas ou nao. O paralelo se impoe a fim de que consolidemos o conceito de autoresponsabilidade. uma entidade em roupagem lirial lhe envolvia a cabega em suaves e calmantes irradiagoes de prateada luz. chocante e doloroso. « — Oh! — inquiriu Hilario.. que escolhemos os companheiros desencarnados para o convivio diuturno. intencionalmente. exclusivamente.» Vejamos agora a descrigao do acompanhante da nova personagem: “. sirenando forte para abrir caminho..» Recapitulemos. A nova personagem e um medico que.70 22 Servindo ao Bem No capitulo anterior tivemos oportunidade de examinar um doloroso caso de associagao mental inferior. um caso de associagao mental superior. embora ligeiramente. como nao podia deixar de ser. Vejamos agora o lado oposto. a controlar-nos os movimentos e a identificar-se com a nossa vida cotidiana. Examinemos agora.. de inicio.. abragando-o com naturalidade e dogura.» O contraste e. adiante. a seguir-nos os passos. «Retomamos a via publica. ao lado do condutor. em marcha vagarosa. sob o dominio de uma entidade digna de compaixao pelo aspecto repelente em que se mostrava. Passemos. Acompanhamos. concluiremos. anonimamente. no qual um jornalista se identifica com entidade interessada na expansao do mal. talvez como modesto servidor de uma instituigao publica.. Do exame deste e do outro episodio. porem. a maneira pela qual Andre Luiz descreve o Espirito que acompanha e assessora o jornalista: “. necessita de ser feito. infelizmente. entretanto. A frente. Assim como no plano fisico. sentava-se um homem de cabelos grisalhos a lhe emoldurarem a fisionomia simpatica e preocupada. Somos nos. Junto dele. 71 . que o termo “profissao” nao se lhe ajusta perfeitamente. um irmao credor do seu amparo desinteressado. Devia existir um outro vocabulo que designasse o exercicio da medicina. Os medicos verao no enfermo nao somente o cliente mais ou menos aquinhoado de recursos. permanece como divina sugestao aqueles que.. Quando o preconceito e o formalismo se forem diluindo ao sol de novas revelagoes. especialmente. entao. ainda. homem ou mulher. E como dizem os amigos espirituais: contra os nossos palidos anseios de elevagao.. as suas fronteiras de luz se abrirao. A Medicina que. . e outro. As forgas espirituais sublimadas. que busca antibioticos ou reagentes organicos. de maneira quase que exclusiva. ocupam a catedra ou consagram a vida ao santo labor dos hospitais. ainda. Pertenga a este ou aquele credo religioso. Nesse dia. o Mais Sabio dos Professores que o Mundo ja conheceu e o Mais Compassivo dos Medicos que a Humanidade ja viu. inclusive. em nossos tempos. estara.. penetrando-lhe o maravilhoso mundo. feio ou bonito. realizando os primeiros ensaios no sentido de fazer jus ao titulo de «medico cristao». no atual estagio evolutivo. a protegao divina. ateu. a cura do corpo. Entre as mais belas «profissoes». a medicina estendera o seu abengoado campo de agao ate os limites do espirito. pobre ou rico. para o magisterio. de compreensao e esclarecimento. tambem.Nem tudo e energia viciada no caminho comum. todavia. fara sempre jus ao amparo dos mensageiros do Senhor. se for caridoso fara sempre jus a assistencia de almas sublimadas. A Humanidade. de par em par. para as nupcias da Ciencia e da Fe.. e tao sublime em seus objetivos. preto ou branco. de paciencia e amor. desde o principio. envolvidas em «lirial roupagem». do Sentimento e da Razao.» Temos ai o testemunho por demais eloquente de que.. a de medico se evidencia pelo elevado sentido de humanidade que lhe caracteriza a agao benfazeja. em fase a que chamariamos «noivado» ou simples “namoro” com os problemas fundamentais do Espirito. acomodar-se-ao na «casa mental» dos medicos cristaos. O medico caridoso. Sentimos-lhes a grandeza e a excelsitude e divisamos-lhes as perspectivas sublimes e consoladoras. onde estiver um coragao inclinado ao Bem.. mantemo-nos irredutiveis no velho consorcio com as conveniencias e concepgoes predominantes do mundo materialista e materializante em que vivemos. ha milenios de sombra. Curar e ensinar sao atividades que se nao podem conter nas pobres limitagoes do nosso conceito de «profissao». no jornadear terrestre. sem duvida. o companheiro carecente de bom animo e coragem. Os nossos enganos multimilenarios dificultam-nos a ascensao a Espiritualidade Maior. ainda se limita. Jesus-Cristo. seja. entretanto. Deve ser um medico em alguma tarefa salvacionista. que exerce a Medicina como legitimo sacerdocio. no cumprimento de sua missao de curar. encontra-se. Cada medico que comegar a sentir no enfermo. estara presente. mas. inspirando-os nos diagnosticos e no receituario e conduzindo-lhes as maos fraternas nos grandes e arrojados lances da cirurgia. consagrados ao amor fraterno pelos sofredores da Terra».. mormente no socorro aos enfermos. .72 Curando e esclarecendo sera.. um «medium de abengoados valores humanos. entao. no qual incorpora as correntes mentais dos genios do bem. assim viveu e assim morreu. um relogio de pulso e a paciente cabra que lhe fornecia o leite indispensavel a alimentagao. e assaz dificil. faremos neste capitulo uma sintese da escala evolucional dos Espiritos. transitam pelos caminhos do mundo a maneira dos sois que refulgem nos planos siderais. harmonia com a Lei. nao o quero para mim. = {Egoismo. incessantemente. para que milhoes de compatriotas seus tivessem um pouco de felicidade. A nossa geragao deve sentir-se honrada em ter respirado o mesmo oxigenio que o excepcional lider espiritual respirou. de tao irrisorio patrimonio deixou o Mahatma Gandhi o mais rico e extraordinario exemplo de como se deve conduzir o cristao. em todos os lances de sua vida apostolar esta aquele sentido cristao da fraternidade que poucas criaturas possuem. {Elevados. maldade. evidentemente. Com este objetivo. com espontaneidade. = {Notavel superioridade moral e intelectual. Haja vista o miserrimo patrimonio material que legou aos familiares ao cair morto ante as balas de Nathuran Vignayt Godse: uma caneta-tinteiro. Serao. no mundo inteiro. a indicar a Humanidade os iluminados rumos da fraternidade. O que nao pode ser de todos. . os poucos missionarios cuja vida apostolar se destaca da vulgaridade terrestre. Recentemente o mundo conheceu um desses sublimados Espiritos na pessoa do Mahatma Gandhi. De outra vez dissera: «Minha alma nao tera paz enquanto for testemunha impotente duma so injustiga ou duma so miseria. no sentido mais amplo que essa palavra possa ter. Sao de Gandhi as seguintes palavras. denotando plenitude espiritual. exemplificador de sua Doutrina. orgulho. Sao muito raros e irradiam bondade e compreensao. Solta-las ao vento e muito facil. teve em Gandhi um grande discipulo.» O extraordinario chefe espiritual da India porfiou. revelando-se capazes dos maiores sacrificios a beneficio da felicidade alheia. humildade. podem proferir com real e efetiva sinceridade tais palavras. Era simples e bom. Encarnados ou nao. Biografado por escritores e jornalistas. pedra angular da civilizagao do porvir. Espiritos sublimados serao aqueles que se revelam possuidores de notavel superioridade moral e intelectual. {Inferiores. Se Gandhi assim falou.» Muito poucas pessoas. entretanto.73 23 Lei do Progresso Sem a preocupagao de descermos a pormenores. preguiga. boa vontade. organizamos o seguinte grafico: CATEGORIA DOS ESPIRITOS = {Sublimados. entretanto. Ao lado. conhecimento. reveladoras do seu elevado altruismo: «Detesto os privilegios e monopolios. senti-las. Cristo. sabedoria e amor. = {Fraternidade. cujo extremado amor a Humanidade foi algo de extraordinario e sublime. leva-nos a meditar sobre o erro em que incidem muitos companheiros do nosso movimento ao pretenderem. de novo. Nao podemos exigir deles qualidades que somente transparecem dos Espiritos que ja atingiram a sublimagao absoluta». Aquele que. revelam nogoes de fraternidade.» De Gandhi disse Einstein. simplesmente. falarao apenas sobre aquilo que se encontra na orbita dos seus proprios conhecimentos. Lutou sempre para que todos os desgragados tivessem direito a um lugar ao Sol. conhecimento. mas. Gandhi pode. figurar entre os raros Espiritos que tem palmilhado. foram classificados como Inferiores. Referindo-se as suas futuras reencarnagoes (Gandhi acreditava nas vidas sucessivas). Sao os Espiritos cujos bons sentimentos predominam sobre os maus sentimentos. . Trabalham e servem. Os Espiritos sao. adquirir a plenitude espiritual. Reingressando no vaso fisico. todavia ainda sao passiveis de queda. Nao pegamos. harmonizando-se com a Lei. pego a Deus que me faga um paria. considerando o objetivo deste livro. tambem.» Espirito sublimado sera todo aquele que superar as limitagoes humanas. «em cujo seio se corporificarao. no futuro. atraves do instituto universal da reencarnagao. os Espiritos que. Tal observagao.74 Dava de si. somente para efeito de estudo. sabedoria e misericordia. sublimadamente. pois. antes de pensar em si mesmo. guardam ainda consigo probabilidades naturais de desacerto». atribuir aos Instrutores Espirituais pleno co­ nhecimento de todos os assuntos. por fim. Em fase de aprendizado edificante. no apostolado cristao. em carne e osso. humildade e boa vontade. as estradas da Terra. em todas as circunstancias. criaturas humanas desencarnadas. pois. aos instrutores aquilo que eles nao nos podem dar. sofrer-lhe-ao as limitagoes e podem ser vitimas de equivocos». infantilmente. afirmou: «Nao desejo voltar a esta vida. ESPIRITOS ELEVADOS Classificamos como elevados os que. outro sublimado Espirito que vem de retornar. um homem como Gandhi. Sao Espiritos ou pessoas nos quais sao mais frequentes agoes elevadas do que as inferiores. encarnados ou desencarnados. a Patria Sideral: «Dificilmente as geragoes do futuro acreditarao que passou . para o desempenho de preciosas tarefas».pelo mundo. e que me seja dado libertar-me a mim e a eles de tao miseravel condigao. sem duvida. Que possa compartilhar de seus sofrimentos e humilhagoes. retornarao a Terra. Se dotados de senso de responsabilidade. O Espirito sublimado irradiara sempre. se tiver de renascer. ESPiRITOS INFERIORES Temos. conforme acentua Aulus. sementeira de esclarecimento. vinculados ainda as paixoes do mundo. os altiplanos da perfeigao. em toda a linha. Os Espiritos inferiores se revelam pelo egoismo. acumularam expressivas energias no misterioso mundo de suas individualidades eternas. Sob o impulso inelutavel do progresso. Nao sera o tempo mitologico.» . abengoado anjo. na recuada noite dos milenios. a consoladora promessa de Jesus. Os Espiritos inferiores de hoje precisam. amanha. a nosso ver. mas o Tempo que proporciona ensejo a que o Espirito humano se edifique e alcance. os principios superiores imanentes aguardam o concurso do Tempo. «Vinde a mim. em nossa porta. de inferioridade. o vos que vos achais aflitos e sobrecarregados. como que a significar que. em qualquer dos seus aspectos. atraves de incorporagao turbulenta ou dolorosa. o termo mais proprio sera “Espiritos menos esclarecidos”. Maltratar ou ironizar um Espirito sofredor ou endurecido e tao condenavel e antifraterno quanto recusarmos. do brago amigo dos vanguardeiros do Bem. nas tarefas mediunicas. Francisco de Assis e Socrates foram. Gandhi e Einstein. lei que abrange todos os seres. para se erguerem. vitorioso. nao deve ser menor o nosso jubilo quando baterem a porta dos agrupamentos mediunicos. Os atormentados de todos os matizes devem encontrar. criaturas ignorantes. em toda a sua plenitude. O celerado de hoje sera. Neles a predominancia. amanha. almas redimidas e sublimadas. Sao companheiros que necessitam do amparo dos mais esclarecidos. que destroi e arruina. pela ignorancia. afinal. pelo orgulho. Nao devemos esquecer que os atuais Espiritos elevados ou sublimados ja passaram igualmente por esse mesmo estagio evolutivo. centelha divina. pois. A ironia e o menosprezo nao podem nem devem fazer parte do programa assistencial mediunico. e dos sentimentos inconfessaveis. tambem. Excepcionalmente praticam uma boa atitude. a fim de que sejam. irmaos que ainda perambulam nas regioes de sombra e afligao. Se em nossos trabalhos mediunicos recebemos com alegria a visitagao dos Espiritos elevados. eu vos aliviarei.75 Considerando a nossa posigao espiritual tambem deficitaria. o pedago de pao ao faminto ou o copo de agua ao sedento. pela preguiga e pela intemperanga. como verdadeiras estatuas de luz. O servigo mediunico e. O criminoso de ontem e o santo de hoje. sem qualquer expressao de particularismo. Entretanto.76 24 Mandato mediunico O exercicio comum da mediunidade. e plenamente compreensivel que. Todavia. e coisa diferente do «mandato de servigos mediunicos». as qualidades que asseguram ao medium o sublime direito de receber um mandato mediunico! Bondade. uma causa na Justiga comum. eventualmente. na acepgao comum. rarissimos estao investidos de mandato. em se tratando de assuntos divinos. nas especialissimas condigoes do capitulo assim denominado no livro que serve de base a este —capitulo «Mandato mediunico» —. sera apenas «um mediun». Eis. todavia serve. «confianga» e «competencia». ter boa conduta e boa moral. com exito. contudo. identico seja o criterio de merecimento. nas causas de somenos importancia. capacitado a desincumbir-se da missao com brilhantismo e galhardia. capazes de o representarem com fidelidade ate ao fim. O medium comum atendera segundo as proprias conveniencias. mesmo nos servigos assistenciais. Quem deseja defender. todos os tipos de necessitados. a fim de que nao fracasse no tentame extraordinario. tem de ser portador de virtudes excepcionais. nos grandes empreendimentos a outorga. nos centros espiritas. com o mesmo carinho e a mesma boa vontade. e os mediuns como os outorgados de Seu Poder. se nao incorpora a sua individualidade valores conquistaveis ao prego de perseverantes sacrificios. e concedida aqueles que. inegavelmente concede poderes de representagao a respeitavel cultor do Direito. plena e irrestrita. aos fatores «merito». Naturalmente. Mandato mediunico — porto de chegada de todos os obreiros da seara mediunica — exige condigoes especialissimas. todavia. Mediuns existem aos milhares colaborando. tao extraordinario encargo. cultivando a renuncia e o sacrificio. ainda. a procuradores menos brilhantes. pode o Espirito reencarnar e exercer. Sem duvida e um trabalhador que faz o que pode. os interesses humanos podem ser confiados. inclusive afetivas. por uma vida exemplar e um longo tirocinio. para que o medium se torne digno de um mandato. tais como: a) — Bondade b) — Discrigao c) — Discernimento d) — Perseveranga e) — Sacrificio. sofrendo a ingratidao e conhecendo a dor. atraves dos seculos ou dos milenios sem conta. Somente depois de longas experiencias. distinguindo Fulano de Beltrano. para que? Para atender. entre os companheiros da Terra. nao decepcionem o outorgante. O medium pode ser equilibrado. Analisando o problema do mediunismo. Assim como no plano terrestre a outorga de procuragoes atende. identificaremos Jesus-Cristo como o Divino Outorgante. dentro de um estreitismo e de certas restrigoes que colidem. em principio e substancialmente. ativamente. frontalmente. em sintese. com . Medium palrador seria igual a padre indiscreto. desertam da luta. o comentario leviano. dramas inconfessaveis e lacunas morais lastimaveis. O medium. o feio e o bonito. Tendo discernimento capaz de opinar com seguranga. portadores de apreciaveis faculdades. o mogo e o velho. pode.77 a beleza e a expansibilidade. O medium tem de lutar. Inumeros mediuns. foi a coroa de afligao que os homens colocaram em sua fronte augusta. o esforgo foi incompleto. » A perseveranga e o quarto atributo indispensavel ao mandato. «Saber ajudar os outros para que os outros se ajudem. sem obstaculos nem problemas. corrigindo.. No lugar do silencio. Quando os pes comegam a sentir a agudez dos espinhos espalhados na estrada. Eis a fungao do discernimento entre as outras elevadas qualidades exigiveis para o mandato de servigo mediunico. Outra qualidade que caracteriza o mandatario da Espiritualidade Superior e o discernimento. com a simples aproximagao do irmao que o procura. A discrigao e um dos belos atributos do mandato mediunico. no Mundo. A esses companheiros seria licito perguntar se e possivel colaborar. Discernimento. O medium investido de mandato e bondoso com todos. portanto. inclusive dos proprios companheiros de ideal. de acordo com as suas possibilidades psiquicas. Ao inves do sacerdocio da compreensao. isso depois de colocar-lhe na ferida do coragao o balsamo do reconforto. a excelsitude e o universalismo do pensamento e da obra de Nosso Senhor Jesus-Cristo. Curar e educar devem coexistir no servigo assistencial. o mendigo e o aristocrata. o preto e o branco. Aquele que coopera nos servigos mediunicos. o homem e a mulher. guardando-os para si. o medium indu-lo a reajustar-se e a caminhar com os proprios pes. Quando. para que o trabalhador nao abandone a tarefa ante os primeiros obstaculos. A perseveranga e fruto da fe e do despersonalismo. assim. mediante o estudo. e dilatar os proprios recursos e . o trabalho e o esforgo constante de auto-evangelizagao. a vaidade e o comodismo. pode vir a abandonar a tarefa. a preguiga e a revolta. se um e outro existissem. os problemas e as situagoes e darlhes a melhor. tem-se afastado do servigo em virtude de incompreensao. identificar-se com problemas intimos. a leviandade e a ma fe. a tirania da maledicencia. a fim de «ajudar os outros para que os outros se ajudem». Discrigao para conhecer e sentir. Para ele sao iguais o rico e o pobre. mais oportuna e mais sabia solugao. A discrigao do medium resguarda o visitante da humilhante posigao de quem ve descobertas as mazelas que olhos comuns nao percebem. da assistencia do medium ao doente nao resulta o seu despertar para a senda da luz. na Causa dAquele cuja gloria. para adquirir a faculdade do discernimento. desde as deficiencias morais a responsabilidade por delitos ocultos. Servir com Jesus e em nome dEle. porque e para que? Para examinar sensatamente as coisas. segundo as necessidades do consulente. com a preocupagao de agradar aos outros e de ver satisfeitos os seus caprichos.. finalmente. pois. segundo o principio de que e dando que se recebe»? E as garantias que acompanham o medium assim categorizado? Vamos dar a palavra a Andre Luiz: “Ambrosina trazia o semblante quebrantado e rugado. Nos momentos dificeis — eis o Instrutor que se apresenta para esclarecelo. inspira-lo! Nas horas amargas — eis o Instrutor. a reconfortar-lhe o coragao setado pela incompreensao e . pouco a pouco. discrigao. sem oferecer-lhe as necessarias garantias. sem violencias nem precipitagoes. direta e permanente. E os direitos? E as compensagoes. a maneira de delicado adorno. o ideal de ajudar a todos. eficiencia. conclui-se que poucas criaturas existem investidas do mandato de servigo mediunico. esta distanciado do mandato superior. Nao se pedira cooperagao sistematica do medium. Examinemos. perseveranga e sacrificio sao. Falamos. discernimento. mais adiante. merecendo. com a palavra sabia e amiga. na palavra do Assistente Aulus: “Um mandato mediunico reclama ordem. mas que pensa muito no proprio «eu». dos deveres daqueles que recebem mandato mediunico. por isso. virtudes que o medium deve esforgar-se por adquirir. na obra do Bem. O exercicio de tais qualidades abreviara o dia em que os Instrutores espirituais lhe identificarao a reforma. Pelo tempo de atividade na Causa do Bem e pelos sacrificios a que se consagrou. a levantar-lhe o animo. Bondade. a comegar pela assistencia. a quem devemos todo o respeito e incentivo. seguranga. dentre os cabelos grisalhos. a beneficio dos outros. O medium que nao e capaz de esquecer o proprio bem-estar. contudo. O seu ideal e servir. o problema do sacrificio. a paz que lhe vibrava no ser. E. refletindo. embora milhares estejam colaborando. a responsabilidade de mais intima associagao com o instrutor que lhe preside as tarefas. Conforme observamos. defende-lo. ate esta altura. Ambrosina recebeu do Plano Superior um mandato de servigo mediunico. velho fantasma do qual ainda nao nos conseguimos libertar inteiramente. corajosamente. salientava-se pequeno funil de luz. O medium que possui espirito de sacrificio e como o medico que faz da Medicina um sacerdocio: nunca exige a «carteira de identidade» de quem lhe bate a porta. no Espago e no Tempo. socorrer e curar. um companheiro de boa vontade. Na cabega. consultamos a experiencia de nosso orientador e o esclarecimento nao se fez esperar: — E um aparelho magnetico ultra-sensivel com que a medium vive em constante contacto com o responsavel pela obra espiritual que por ela se realiza. Uma delegagao de autoridade humana envolve concessao de recursos da parte de quem a outorga. a criatura investida do mandato mediunico tem solidas garantias para o triunfo completo de sua missao. E. Intrigados. indubitavelmente. Pelo exposto. do responsavel pela obra de cuja realizagao na Terra foi incumbido.78 perpetuar. seja. o discernimento. um servidor idealista e desinteressado. a discrigao. portador de mandato mediunico.. o medium ajuda aos outros e se ajuda no grande e fundamental problema da renovagao intima. Com Jesus no coragao. . pela injuria e pela ma fe! Para que o medium de hoje. a perseveranga e o espirito de sacrificio.. necessario se faz que o Evangelho seja o seu roteiro e Jesus-Cristo a sua meta.79 pela calunia. Recebera o mandato de servigo mediunico. Enriquecendo a propria alma com a bondade. sera. no trabalho. amanha. Desencarnados em grande numero suspiravam pelo Ceu. tais como as referidas anteriormente e consideradas essenciais ao mandato mediunico. Mesmo nos ambientes heterogeneos. Aqui. discrigao.80 25 Protegao aos mediuns O capitulo “Mandato mediunico” da-nos margem para verificarmos a extensao do auxilio dispensado ao medium investido em tal encargo. na contabilidade do Ceu. ante um quadro dessa natureza. Estranhas formas-pensamentos surgiam de grupo a grupo. Quanta interferencia a influenciar-lhe os centros de forga. a protegao se faz de modo eficiente e suma-mente confortador. estiletes de amargura. aos problemas ali expostos. onde os pensamentos inadequados poderiam influencia-lo. inteiramente.. Os pensamentos de ma vontade. trabalha o medium dentro de uma faixa magnetica que o liga ao responsavel pela obra de que esta incumbido. num ambiente espiritual desse tipo.. nao conseguem perturbar a tarefa do medium que. segundo verificamos nas palavras a seguir transcritas. no espirito de sacrificio e no devotamento ao Bem. obsessores enquistados no desanimo ou no desespero. agravados pelo temor do desconhecido. enquanto outros receavam o inferno. Bondade.» Trabalhar. e amigos espirituais. Acola. se edificou em definitivo. descuidado e sem fe. «Dezenas e dezenas de pessoas aglomeravam-se. nevoeiros de lagrimas. em derredor da mesa.. prestos na solidariedade. a medium — tem a finalidade de defende-la contra a avalancha de formaspensamentoS dos encarnados e dos desencarnados menos esclarecidos. atendendo. tomavam o brago da medianeira. bem assim os de curiosidade. levando-o a equivocos. impontual. como ponto de convergencia de todos os desequilibrios e de todas as solicitagoes!. mediunicamente. «Ao que tem. de vinganga e revolta. exibindo atribulagoes e dificuldades. equilibrio e elevagao. Nenhuma interferencia no receituario. gragas a essa barreira magnetica que a sua condigao de medium no exercicio do mandato e a magnitude da tarefa justificam plenamente. depois de lhe influenciarem os centros corticais. entre agressivos propositos de vinganga. em sua generalidade. perseveranga e sacrificio somam. protegao e ajuda. os quais. um a um. dardos de preocupagao. Alem do seu proprio equilibrio — autodefesa — decorrente das virtudes que exornam a sua pessoa. e no desenho organizado a guisa de ilustragao: «Entre Dona Ambrosina e Gabriel destacava-se agora extensa faixa elastica de luz azulinea. requer seguranga e ordem. desajustados pela falsa educagao religiosa recolhida no plano terrestre. tanto quanto possivel. carreiam aflitivos problemas e dolorosas inquietudes. Imaginemos o medium negligente na execugao de suas tarefas. mais lhe sera dado» — afirmou o Mestre Divino.. a bombardear-lhe .. nela entravam e. denunciando-lhes a posigao mental.» Essa faixa de luz — partindo do irmao Gabriel e envolvendo. discernimento. contristadora simbiose de vibragoes desordenadas a confundir alguns. no receituario ou na psicografia. efetiva e sinceramente..81 a “casa mental”.. determinando. Estudar o Espiritismo. ajudando. incessantemente. nao estudam a Doutrina!. a abalar a fe de outros e a perturbar aqueles que. . apesar de espiritas. galgar com seguranga os degraus da escada evolutiva. sentir o Evangelho na propria vida. na obra do Bem — eis os recursos de que dispoe o medium que deseja. Convem lembrarmos que. Esta certeza deve contribuir para que o medium seja uma criatura humilde. atribuir a si mesmo qualquer merito no trabalho. Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo. no momento. b) — Prece e mente pura. Andre Luiz nao esqueceu de. Nas palavras do Senhor encontramos valioso estimulo a todos os continuadores de sua obra. atraves de virtuosos sacerdotes. embora as cronicas registrem semelhante atividade no seio da propria Igreja. a que denominou «Servigo de passes». especialmente. O Novo Testamento. «A oragao e prodigioso banho de forgas. pela imposigao das maos ou pelo influxo da palavra. conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual. mais lhe sera dado».82 26 Passes O socorro. a conquista dos bens divinos. do Plano Divino.) — Passe ministrado com os recursos magneticos do proprio medium. nao lhe sendo licito. atraves de passes. dos recursos magneticos das esferas elevadas. cultivando sempre a ideia de que e um simples intermediario do Supremo Poder. As qualidades ora enumeradas constituem fatores positivos para o medium passista. assim. significara comego de queda. Os centros espiritas convertem-se. recursos magneticos curadores. no seu livro. e valioso repositorio de fatos nos quais Jesus e os apostolos aparecem dispensando. a se expressarem pela multiplicagao dos recursos de ajudar e servir em seu nome. favorecendo. A prece. Neste capitulo. «Aquele que mais tem. assim discriminados: a. para referir-nos apenas ao movimento evangelico. tal a vigorosa corrente mental que . deve o passista cultivar as seguintes qualidades: a) — Boa vontade e fe. afirmou Jesus. preparar interessante capitulo. alem de constituir insensatez. aos que sofrem do corpo e da alma. numa especie de refugio para aqueles que nao encontram na terapeutica da Terra o almejado lenitivo para os seus males fisicos e mentais. Alem da humildade. representa elemento indispensavel para que a alma do passista estabelega comunhao direta com as forgas do Bem. portanto. Qualquer expressao de vaidade. assim. na sua feigao de Consolador Prometido. c) — Elevagao de sentimentos e amor. o passe procede sempre de Deus. ou seja. Existem dois tipos de passes. a canalizagao. no qual se nos deparam oportunos e sabios esclarecimentos quanto a conduta do passista e daquele que procura beneficiar-se com o socorro magnetico. aos requisitos indispensaveis aos que neste setor colaboram. inclusive aos que viriam depois. b) — Passe ministrado com recursos magneticos hauridos. e instituigao de alcance fraternal que remonta aos mais recuados tempos. referir-nos-emos ao trabalho do medium passista. atraves da mente. em qualquer dessas modalidades. e mister enumeremos. e pelos apostolos em numerosas ocasioes. Nao podemos esquecer que o passe e “transfusao de energias psicofisicas”. fluam incessantemente as aguas. quanto mais se moraliza e se engrandece. que «tudo na vida e afinidade e comunhao sob as leis magneticas que lhe presidem os fenomenos. a fim de melhor podermos servir ao proximo. em todos os lances do seu apostolado de luz. a temperanga. agora. educar-nos mentalmente e curar-nos fisicamente. espiritualizando-se. Sendo o passista. Alimentagao excessiva favorece a vampirizagao da criatura por entidades infelizes. Atraves dessa preparagao em que (se limpa». os negativos. em sintese: a) — Magoas excessivas e paixoes. Quanto mais se renova para o Bem. melhor servir. a favor do proximo». o mesmo ocorrendo com os alcoolicos em demasia. » Naturalmente nenhum de nos. A renovagao mental e como se fosse um processo de desobstrugao de um canal comum. os sublimes resultados alcangados por Jesus. Especifiquemos as qualidades que lhe nao permitem dar quanto e como devia. simultaneamente. nos servigos a que se consagra. ao conhecimento. um medianeiro da Espiritualidade Superior. ao preparo e . durante o dia de lutas materiais. consegue o medium. o) — Desequilibrio nervoso e inquietude. entretanto. afiguram-se-nos impositivos a que nos nao devemos subtrair. a medicina preventiva e a disciplina jamais deverao ser esquecidas». para. tera a pretensao de obter. Receber e dar ao mesmo tempo. O medium precisa «afeigoar-se a instrugao. (a fim de conseguir operar com eficiencia. Ei-las. ajudar e ser ajudado. Mencionados os fatores positivos. Mente purificada e canal desobstruido. ser bem cuidado. ainda. O equilibrio do sistema nervoso e a ausencia de paixoes obsidentes propiciam um estado receptivo favoravel a transmissao do passe. Aconselha Emmanuel que «a higiene. limpo. nem passista algum. «Doentes afinam-se com doentes. Adverte. b) — Alimentos inadequados e alcoolicos. deve cuidar da sua saude fisica e mental. naturalmente. aqueles que reduzem as possibilidades do seareiro invigilante. b) — Sorver do plano espiritual as substancias renovadoras» de que se repleta. a fim de que. Relacionemos. assim. E o veiculo dessa transfusao deve. consegue o passista duas coisas importantes e que asseguram o exito de sua tarefa: a) — “Expulsar do proprio mundo interior os sombrios pensamentos remanescentes da atividade comum. por ele.83 atrai. «O medium recebera sempre de acordo com as atitudes que adotar perante a vida.» Por ela. sem duvida. maiores possibilidades de servir adquire o companheiro que serve ao Espiritismo Cristao no setor de passes. A nossa mente e um canal. Fecha as portas da «casa mental».. virtudes ou qualidades de que nao pode prescindir o medium passista. Recordemos que os supervisores de centros e de grupos mediunicos nao esperam. Respeito ao Pai Celestial. Secundando a confianga.. confianga. por fim. indefinidamente. para inicio dos trabalhos. o fator harmonia interior. dedicado de coragao aos passistas do nosso abengoado movimento espiritista. obstando o acesso dos recursos magneticos. Se insistimos na indisciplina. Nao devemos concluir o presente capitulo. com a nossa classica displicencia. Pontualidade. evidentemente. aos instrutores espirituais e aqueles que lhe buscam o concurso. . harmonia interior e respeito sao. o respeito ante a tarefa assistencial que se realiza atraves do passe. a fim de filtrar para a vida e para os homens o que signifique luz e paz». Sao os seguintes: a) — Horario b) — Confianga c) — Harmonia interior d) — Respeito. E. sem que lembremos outros requisitos nao menos importantes para os que operam no setor de passes em instituigoes. a sua capacidade receptiva. O problema da pontualidade e fundamental em qualquer atividade humana. tambem. se apresenta tambem imprescindivel a um excelente processo de filtragem dos fluidos salutares. eles passarao adiante a procura de nucleos e companheiros que tenham em melhor aprego a nogao de responsabilidade. nem a menos. Nem um minuto a mais.84 a melhoria de si mesmo. que. mormente se essa atividade se relaciona e se desenvolve em fungao e na dependencia da Esfera Espiritual. O passista que nao confia no Alto limita. resolvamos iniciar as tarefas. a pergunta de Hilario nao se fez esperar: — Porque? — Falta-lhes o estado de confianga — esclareceu o orientador. Ha criaturas que oferecem extraordinaria receptividade aos fluidos magneticos. No terreno das vantagens espirituais. Nas chamadas «sessoes de irradiagao». entao. Na criatura de fe. comegamos a reparar que alguns enfermos nao alcangavam a mais leve melhoria. No passe direto. o ironico e o duro de coragao o fenomeno e naturalmente oposto. . porque o escarnio e a dureza de coragao podem ser comparados a e S p e Ss a S CAMADAS DE GELO sobre o templo da alma. se realiza.. a seu e a favor de outrem. o medium. as energias projetadas pelo passista. — Sera. e imprescindivel que o candidato apresente uma certa tensao favoravel». Para mais completa elucidagao do assunto. Estudemos a questao dos passes. atraindo e aglutinando as forgas curativas. integralmente. a distancia. a fim de que a sua organizagao psicofisica incorpore e assimile. E aconselhavel. enquanto recebe o passe. E. tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensivel para a transmissao da luz. que e uma modalidade de irradiagao. vamos transcrever alguns trechos do capitulo «Servigo de passes». Ja com o descrente. depois de orar silenciosamente. pelos cooperadores espirituais.85 27 Na hora do passe. a nosso ver. no passe a distancia.. Podemos dizer que o tratamento mediante passes pode ser feito diretamente. Sao aquelas que possuem fe robusta e sincera. indubitavelmente. e conduzidas ao local onde se encontra o irmao enfermo. como pelas energias extraidas dos presentes. mais adiante: “Sem recolhimento e respeito na receptividade. nao conseguimos fixar os recursos imponderaveis que funcionam em nosso favor. indispensavel a fe para que registrem o socorro de que necessitam? — Ah! sim. ore o individuo. Tal atitude criara. o medium e inteiramente envolvido pelos fluidos curadores hauridos no Plano Superior e que se canalizam para o organismo do doente. em silencio. relativos a estas consideragoes: «Alinhando apontamentos. a sua mente e o seu coragao funcionam a maneira de poderoso Ima. para ele canaliza igualmente fluidos salutares e beneficos. nao somente em virtude dos fluidos dirigidos conscientemente pelos encarnados. franca receptividade ante o socorro magnetico. com o enfermo presente aos trabalhos. com o enfermo a distancia. sintonizando-se com o necessitado. ou atraves de irradiagoes magneticas. Em fotografia precisamos da chapa impressionavel para deter a imagem. recolhimento e respeito ante o trabalho que. os doentes sao beneficiados a distancia. no momento em que recebe o passe. Repele ele os jorros de fluidos que o medium canaliza para o seu organismo. Registrando o fenomeno. As irradiagoes magneticas nao lhes penetravam o veiculo organico. E no tocante a receptividade ou refratariedade das pessoas. ougamos novos esclarecimentos: — E pode.» Sintetizando os nossos apontamentos. Nesse caso. ser dispensado a distancia? — Sim. desde que haja sintonia entre aquele que o administra e aquele que o recebe. no momento do passe. . mais recolhimento. temos: a) Fe. somam RECEPTIVIDADE. b) — Ironia. b) — Passes a distancia (enfermo ausente). acaso. diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho do auxilio. e a prece silenciosa. somam REFRATARIEDADE.86 Referindo-nos ao passe a distancia. mais respeito. dois tipos de passes: a) — Passes diretos (enfermo presente). sera o melhor veiculo da forga curadora. favorecendo a realizagao. entao. temos. mais dureza de coragao. comum nas sessoes de irradiagao». mais descrenga. a distancia. Muitas vezes. dotado de ponderaveis recursos psiquicos. o servigo e alguma coisa de notavel e sublime. Para isso. que. entretanto. em casos isolados. Desde que surgiu a chamada «Colegao Andre Luiz». um doente situado a milhares de leguas. simples e intuitivo. de modo definitivo e com absoluta clareza. no mesmo instante e no meio de um monte de quatrocentas ou quinhentas consultas. a pergunta era feita quase que de modo geral: — Qual o mecanismo do receituario mediunico? Noutras palavras: Como e possivel atender. todavia. trabalhadores das nossas linhas de atividade sao dis- . dar informes sobre as enfermidades. alinham-se avisos e conclusoes. uma harmonizagao de providencias tao perfeita. como se verifica em tantos estabelecimentos respeitaveis!. Sabe-se que. de receituario em massa. quando as proprias instituigoes humanas primam pela organizagao e pela disciplina. Esse Espirito. acontecimentos ali verificados. domina o setor que lhe esta confiado. recolhendo apelos em massa. no receituario. Isso e muito logico. Uma como que comunicagao teledinamica entre os diversos colaboradores. Como vemos. o enfermo e atendido no mesmo instante. de modo meticuloso. Ser-nos-a licito duvidar dessa «ordem divina». tais Espiritos sao incumbidos de. Exige a cooperagao de varias entidades. que a imagem perispiritual do doente. Essa imagem apresentara. o medicamento. com a sua larga visao. pode o Espirito visitar.87 28 Receituario mediunico Ate que fosse publicado «Nos Dominios da Mediunidade». Pois bem. Vejamos o esclarecimento do Assistente Aulus: «Pelo exame do perispirito. mobilizamos meios de atender. bairros e ruas estao submetidos a um servigo de controle espiritual invejavel. o estado organico ou psiquico do consulente. rapidamente. e e atraves dela que a entidade receitista indica os medicamentos. muita ordem. o mecanismo do receituario. por ele captada. disciplina e trabalho. e imprescindivel analisar certos casos que nos sao apresentados. controla um setor e por ele e responsavel. atraves do conhecimento direto ou da captagao de imagens. Determinado Espirito. Pode informar. Ha um entrosamento de atividades. apos identificar-lhe as anomalias fisicas ou os problemas morais. no mesmo instante. a qualquer instante. Enfim. simples e rapida. Nos casos. positivou-se a certeza de que cidades. o doente e indicar. atendendo as notificagoes oriundas do grupo onde o receituario esta sendo extraido. a distancia.. inclusive. para nao dizer momentanea. o aparecimento do maravilhoso livro de Andre Luiz veio esclarecer. colocadas diante de uma medium e por ele vertiginosamente atendidas? Embora os conhecimentos doutrinarios dessem aos mais estudiosos uma ideia de como se processa o atendimento dos enfermos. se projete num espelho fluidico situado junto ao medium receitista. fazendo. com todas as minucias. a maneira dos modernos aparelhos de televisao. . O desenho que ilustra este capitulo da uma ideia de como se processam as notificagoes e a projegao das imagens perispiriticas. onde. sem duvida. as entidades responsaveis pelos diversos setores recebem a notificagao da consulta. no mesmo instante. do perispirito do consulente. Se o consulente sofre do figado. a nao indicagao de remedios. desconhecido do medium. nem uma gota. se o mal era todo animico. O fato de ser o receituario feito com o exame da imagem. E muito frequente colocar-se o nome de uma pessoa que nao esta afetada de qualquer doenga organica e. Em alguns casos. o Espirito permanece no ambiente familiar. da situagao da pessoa cujo nome. A televisao.” Nos casos de doenga organica. que. isto e. O habitual e: “Buscaremos cooperar em seu favor. salientando-se que entre nos essas transmissoes sao muito mais simples. receitando um de cada vez. de consolidagao do bom animo: «Nosso amigo continua sob o amparo de benfeitores da Espiritualidade. entram em relagao como o consulente. De que forma? hao de perguntar. igualmente. Remedios. em que uma pessoa possa ser medicada mesmo que o seu falecimento ja se tenha verificado. la vem um extrato hepatico. saber-se-a que esta as voltas com problemas de ordem moral. captam a sua imagem perispiritual e a retransmitem para o local dos trabalhos.» E assim por diante. sintonizando as emissoes com o aparelho receptor a nossa vista. la vem o conselho: «O uso do po tal pode ser experimentado (aplicagoes externas). e comum. Outras vezes. Nos centros onde o receituario e volumoso. constituem. Informando-se. as palavras finais sao de encorajamento: «Confiemos em Jesus . Atraves de um sistema de comunicagoes que funciona. Se anda as voltas com uma eczematose exsudativa. o medium consignar. etc. com outros pormenores nao especificados pelos Espiritos. psiquico? Em casos de pessoas viciadas. indubitavelmente. enquanto os demais aguardam. em tese.88 tribuidos por diversas regioes. desanimada ou mesmo atravessando uma fase de provagoes acerbas. E para que. projetando-se ela no espelho fluidico. atraves de passes. Jesus nos abengoe. o medicamento vem e perfeitamente aplicavel a enfermidade. entre centenas de outras consultas. exatas e instantaneas . abatida. etc. na base do magnetismo. em muitos casos. suscetiveis de ocorrer. posteriormente. onde captam as imagens de acordo com os pedidos que nos sao enderegados. vertiginosamente: «Buscaremos cooperar em seu favor com os nossos recursos espirituais. explicara possiveis casos. E que. e numerosa a equipe de medicos desencarnados. que comega a estender-se no mundo. especialmente no quarto e na cama onde experimentou as .. pode oferecer uma ideia imediata de semelhante servigo. no jogo ou no alcool. a sua vez. um bom reconstituinte. e examinada pelos companheiros espirituais ali presentes. numa fragao de minuto. embora desencarnado. por meio de vibragoes. Se esta esgotado. presente. o mecanismo do receituario mediunico. mas que devem existir. atentos. fora incluido no receituario. alias. as palavras do presente capitulo e o grafico com que as ilustramos. pois.» Sobre o assunto. ao lar ou as proprias sensagoes fisicas. Dai ser possivel. meses e ate anos inteiros.89 dores da enfermidade. amparam as fraquezas humanas e distribuem remedio para os corpos enfermos. a longa distancia. ajuizar se estao recebendo informes acerca de um encarnado ou de um desencarnado. os necessitados exigem auxilio intensivo em pequenina fragao de minuto. aclaram a maneira pela qual se verifica o receituario nos centros e nos grupos do Espiritismo Cristao. em nome de Jesus-Cristo.” . Essa permanencia — ponto absolutamente pacifico em Doutrina Espirita — pode ser de horas. a sua imagem podera ser captada e projetada no espelho fluidico situado junto ao medium. com a obrigagao de ajudar. lembrando-nos. a criatura em sofrimento e mostrada aos que se propoem socorre-la e os samaritanos da fraternidade. qualquer equivoco desse jaez e perfeitamente admissivel. comovidos. Os leigos estranharao e os estudiosos acharao a coisa muito simples e absolutamente natural. a indicagao de medicamentos. raramente. Estando o seu perispirito ainda presente na casa. das quais nao consegue libertar-se de pronto. segundo o maior ou menor apego do morto aos familiares. mil vezes abengoada seja a Doutrina Espirita que tem sido. dando de graga o que de graga recebem os seus adeptos. na ilusao de que ainda vive. semanas. Encerramos esse capitulo. das palavras de um grande medico brasileiro: “Ai dos pobres do Rio de Janeiro se nao fossem os espiritas. mormente quando nao se acham laureados por vastissima experiencia. vejamos a explicagao do Assistente Aulus: “Muita vez. dias. mesmo que ja tenha desencarnado a pessoa objeto da consulta. de momento.” As elucidagoes do Assistente. Abengoada. em virtude do numero habitualmente enorme dos aflitos. onde a mensagem consoladora e o medicamento oportuno exprimem o sublime devotamento desses Benfeitores que. nao podem. isso pode ocorrer algumas vezes. Assim sendo. E por isso que o Discipulo Amado aconselha carinhoso: “Um novo mandamento vos dou: instrui-vos. No receituario feito em massa. Em certas situagoes. e e sera sempre valioso manancial de paz e esclarecimento. ou seja. Nao cogitaremos nessas consideragoes. por esse estudo. no servigo de reconforto e esclarecimento. sob a inspiragao de Jesus. pelas consequencias advindas do seu devotamento e da sua perseveranga. que o servigo mediunico beneficia nao so a encarnados e desencarnados. possibilitaram-nos a formagao do seguinte diagrama: SINTESE DOS PRINCIPAIS OBJETIVOS DA PRATICA MEDIUNICA COM JESUS = {Para os encarnados. mediante o auxilio aos atuais desencarnados. mais rico em possibilidades de engrandecimento da propria alma e de beneficio aos desalentados do caminho evolutivo. por conclusoes de ordem doutrinaria. sem duvida. por ele cultivara o homem bem intencionado o sentimento do bem e da legitima solidariedade. = {Cooperagao com encarnados e desencarnados. agora e sempre. dos trabalhos mediunicos em que uma so seja a finalidade: ajudar ao proximo. isto e. daquele que. ou seja. Organizamos. Cogitaremos do «medium bom». lhe respondera em forma de flores e frutos. a um programa de auto-renovagao. compreenderemos. com aproveitamento das mensagens de elevado teor. que o medium que executa com fidelidade o seu programa de trabalho. {Para os desencarnados. sem finalidade construtiva com vistas a elevagao da alma. programagao superior com vistas a redengao de todas as criaturas. pela reencarnagao. Quanto mais espiritualizado o medium e mais conscio de sua responsabilidade ante a tarefa sagrada que o Pai Celestial lhe concede. pela renovagao dos sentimentos. a fim de se tornar capaz de . nas estradas do proprio destino. assim. amanha. primordialmente. Construgao de afeigoes preciosas no plano espiritual. Atraves dessa sintese. neste capitulo. decalcadas no capitulo (Apontamentos a margem. as mais sublimes expressoes de fraternidade. como tambem ao proprio medium. possibilita a realizagao de fenomenos insolitos que deslumbram e empolgam. e feliz viajor que espalha com abundancia. aqui ou em qualquer parte. a semente dadivosa do amor. que. Trago de uniao entre a Terra e o Ceu. oferecendo-lhes oportunidades de trabalho. O Evangelho sera. uma sintese dos principais objetivos resultantes da pratica mediunica com Jesus.90 29 Objetivos do mediunismo O mediunismo e um campo de trabalho onde podem florescer. Por ela notaremos que nao e o mediunismo simples acidente na vida humana. Auxilio a reencarnados e desencarnados no esforgo de libertagao das teias da ignorancia e do sofrimento. dos esclarecimentos edificantes dos grandes Instrutores que operam com Jesus na redengao da Humanidade. = {Preparagao de facilidades para os que tiverem de reiniciar o aprendizado. Auto-educagao. mas. Podemos notar. afeigoando-se ao Bem. melhora-se cada dia e a cada dia se instrui. a base da pratica mediunica. do “bom medium”. daquele que. dotado de apreciaveis faculdades. a fim de que mais eficientemente possa ajudar a si mesmo e aos outros. Dai a necessidade de o medianeiro afeigoar-se. as bases da cooperagao e da amizade superior. consolidando. Tais consideragoes. Transmissao. aos reencarnados. no Espago. de. onde o Bem se expresse na forma de consolagao e auxilio. coragoes fraternos e almas bem formadas podem. geradora do sofrimento. «o que signifique luz e paz». os quais. eu estarei no meio delas. a rigor. os mensageiros do Senhor. comovidos. valioso auxilio ao proprio reajuste. O «medium bom». Tudo isso pode o mediunismo conseguir se o pensamento de Nosso Senhor. Sao frequentes as comunicagoes em que os Espiritos. «Medium bom». a moeda circulante e o Amor. Onde se congreguem criaturas animadas pelo desejo de FAZER O BEM. Nao sao imprescindiveis. constroi no Plano Espiritual Superior preciosos amigos que. Jesus estara sempre em qualquer lugar onde se exaltem o Bem e a Sabedoria.» . o que menos importa sao as posses materiais. «Medium bom» e aquele que reconhece. a qualquer tempo e em qualquer lugar. Atraves da pratica mediunica ajudamos o esclarecimento daqueles que se preparam. o que evidencia a utilidade da boa pratica mediunica. para o retorno a vida fisica. ensejo a sua propria renovagao. atribui-los a outrem. ai estarao. conselhos e exortagoes que favorecem a definitiva integragao a programas emancipadores. depois de agradecerem o amparo recebido. deslumbra. despedem-se. recebem igualmente. Encarnados e desencarnados. sem interesses inconfessaveis e sem ideia de recompensa. pela sua dedicagao. reconforto e esclarecimento para encarnados e desencarnados. repleto de fraternidade e sabedoria. dos nucleos mediunicos cristaos. pretensiosamente. sob o impulso da boa vontade e do amor. ao inves. No intercambio espiritual. podem conduzir a presungao e a vaidade. compassivos e generosos. alias. Entre as quatro paredes de um barracao ou de um tugurio anonimo. empenhados no esforgo comum de libertagao das teias da ignorancia. E nao podia deixar de ser assim. enriquecendo o Mundo com novas revelagoes. do Ceu. Os grandes Instrutores da Espiritualidade utilizam-se dos mediuns para a transmissao de mensagens edificantes. Para o trabalho iluminativo. for a bussola de todas as realizagoes. valores intelectuais avantajados.91 filtrar. sob aviso de que «vao reencarnar». lhe serao admiraveis companheiros e instrutores. quando divorciados do sentimento ou mal governados. uma vez que o Suave Amigo nos afirmou. nos ensinamentos por ele recebidos. ajuda. realizar prodigios. pela reencarnagao. incisiva e categoricamente: Onde estiverem reunidas duas ou tres pessoas em meu nome. «bom medium». «Sai o Espirito do sofrimento e cai na tortura.). em torno do suicidio. exterminando o corpo fisico. tambem. em ultima analise. entretanto. poe termo aos sofrimentos. as dolorosas consequencias de sua atitude. » Sai do ruim e cai no pior. a grande ilusao se desfaz. b) — Por influencia de obsessores. uma vez que tem a criatura o seu proprio livre arbitrio. de modo algum. que a infeliz criatura se sente dominada. c) — Menosprezo ao vaso fisico. a seguinte classificagao para o suicidio: a) — Por livre deliberagao da pessoa. da maneira que nos for possivel. c) — Por indugao de terceiros. De modo geral. Na Terra. os habituais tipos de suicidios. como se fosse uma bolha de sabao impulsionada pelo vento. De modo geral. o Codigo Penal preve reclusao de 2 a 6 anos a quem induza outro ao suicidio. . Numa palida e modesta tentativa de comentar. Por indugao de terceiros (item c) procuramos situar os casos em que uma pessoa convence a outra de que a unica solugao para o seu problema sera o desaparecimento do mundo. b) — Excessos (alcool. Se-lo-a. apos a morte. Realizado o gesto extremo. A agao dos perseguidores espirituais e indiscutivel. O insinuador nao escapara. e bem de ver. adrede preparada para que o seu Espirito. Classificamos. embora caiba a responsabilidade maior a quem lhes atende as insinuagoes. tambem. tao ostensiva e compulsoria. aquele que cometer excessos que resultem na «antecipagao da morte». para melhor compreensao do tema. etc. Na Espiritualidade. lhe esgotar o «tonus vital» que lhe asseguraria uma existencia normal. cre o candidato ao suicidio que. orgias. uma vez que a deliberagao. Vemos. prevalece sempre o item a. assim. menosprezando o aparelhamento fisiologico. que nao e suicida apenas aquele que elimina a propria vida com uma arma ou que se atira a frente das rodas de uma viatura qualquer. estabelecemos. sera. Acreditamos mesmo que a maioria das desergoes do mundo se de por influencia e sugestao de Espiritos vingativos. propria ou resultante da insinuagao de terceiros. casos em que ha coagao. ressalvados. ensejo as presentes consideragoes. a consciencia culpada sofrera por longo tempo os efeitos de sua conduta.92 30 Suicidios O capitulo “Apontamentos a margem» deu-nos. tao doloroso assunto. Aquele que. inicialmente. assim compreendidos: a) — Destruigao violenta do corpo. realizasse o seu aprendizado e cumprisse as suas tarefas redentoras. alimentos. ato infeliz e de consequencias desastrosas que a criatura humana pode praticar na Terra. encarnados ou desencarnados. do individuo. habitando no templo do corpo. do corpo em decomposigao. responderao pelo seu gesto. incutindo coragem. quando a alma se recupera.» . portanto. deste ou daquele tipo. ante as lutas. e) tedio. no plano espiritual. tera a luz da vida. pela nogao de que Deus lhe teria dado a necessaria resistencia. b) esgotamento nervoso.93 Todos os suicidas. sao as seguintes as consequencias gerais dos suicidios: a) — Visao. com agravamento das provas. f) loucura. » «Quem ouve a minha palavra e cre naquele que me enviou. d) desgostos intimos. Nao nos compete a analise das circunstancias que possam agravar ou atenuar a falta. g) espirito de sacrificio. de Andre Luiz. esperanga e bom animo: «Aquele que perseverar ate ao fim sera salvo. Uns serios e dolorosos e outros destituidos de qualquer seriedade. b) — Flagelagoes nos planos inferiores. vem a bonanga. problemas e afligoes que o mundo oferece. em tese. como se o mundo contemporaneo fosse o mesmo cenario poetico da Galileia. o que vem a mim jamais tera fome. » «Eu sou a luz do mundo. passada a tempestade. Depois que o sentimento evangelico penetra na alma humana. Jesus permanece. que sofrerao flagelagoes intimas equivalentes a responsabilidade de cada caso. em vidas passadas. temos o caso de Julio: duas tentativas de suicidio. consoante se observa da leitura das reportagens especializadas. discernimento e valor. pela propria alma. c c) orgulho ferido. pelo contrario. quem me segue nao andara nas trevas. Mais uma vez somos compelidos a lembrar o Evangelho como refugio e defesa para a nossa alma. quando as suas palavras entravam coragao a dentro. todavia. arrepende-se de ter desertado da vida fisica.» «Se alguem tem sede. levando-lhe fe e humildade. segundo as circunstancias que o motivaram. em qualquer dos casos acima. Acreditamos que. No livro «Entre a Terra e o Ceu». venha a mim e beba. dificilmente a criatura recorre ao extremo gesto. Muitos motivos determinam os suicidios. c) — Frustragoes de tentativas para a reencarnagao. O desespero e inimigo do bom-senso. Segundo as descrigoes dos Espiritos e os ensinamentos doutrinarios. d) — Reencarnagoes dolorosas. tem a vida eterna. equivaleram a duas tentativas de reencarnagoes frustradas. » «Eu sou o pao da vida. acreditamos. Vejamos alguns dos motivos: a) falta de fe. em face da lei de causalidade. uma vez que nos da. sob o ponto de vista moral. diretamente. em sa consciencia. Os seus objetivos nao se limitam.94 31 Comunhao mental Nao podemos. Todavia. permutando. o Assistente Aulus esclarece: ”Jovino permanece atualmente sob imperiosa dominagao telepatica. atingindo-a de modo lastimavel. A analise do capitulo «Dominagao telepatica» poe-nos em relagao com impressionante fenomeno de sintonia vibracional. assim. enlagando o chefe da familia na trama de “mentirosos encantos”. o Espiritismo. Vivemos em permanente sintonia com entidades desencarnadas e com pessoas de todos os tipos evolutivos. segundo o nosso programa renovativo e a beneficio de nossa felicidade. ao exclusivo exercicio da mediunidade. a fungao de livrar-nos das provagoes que se enquadram em nosso destino. Morte. a sua companheira de experiencia matrimonial tambem se deixa envolver. a obra de consolagao e de esclarecimento. Felicidade. tampouco. criagoes mentais . fixemos o seguinte grafico: CONTACTOS = {Meus Pensamentos. porquanto a pobrezinha nao tem sabido imunizarse com os beneficios do perdao incondicional. nao se restringem a pregagao nos Centros espalhados por esse Brasil imenso. Explicando tal fenomeno. age maleficamente a distancia. A luz dos conhecimentos doutrinarios. evidentemente. em face de estar a sua mente naturalmente associada a do marido. os horizontes do nosso Espirito se dilatam. ressaltar este ou aquele capitulo do livro «Nos Dominios da Mediunidade». MENTAIS = {Bons pensamentos = {Harmonia intima. A Doutrina Espirita. nao e. repletando-se de oportunos esclarecimentos relativos aos problemas mediunicos. a atuagao que vem sofrendo envolve a esposa. em fungao do Tempo e do Espago. o que outras religioes nao podem oferecer aos seus adeptos. que tem para nos um sentido de eternidade. apenas. e. um problema serissimo.e muito mais. Enfermidades. Todo ele e um repositorio de valiosas ligoes. em virtude da qual a seguranga de um lar eameagada pela interferencia de uma mulher que. As suas finalidades. um conjunto de observagoes e fatos que se destinam. considerando-se que MARIDO E MULHER RESPIRAM EM REGIME DE INFLUENCIA MUTUA. Nao tem ele. faculta-nos os meios de atenua-las ou modifica-las. estruturando a felicidade e a paz de quantos lhe conhecem o roteiro de luz. Saude. como decorrencia da vida em comum. para cuja solugao o conhecimento do Espiritismo e o afeigoamento aos seus principios fraternistas concorrem satisfatoriamente. a que se rendeu facilmente.” Antes das consideragoes sugeridas pelo citado capitulo. pelas elevadas nogoes que consubstancia. Embora a agao telepatica incida. E vivencia dos preceitos cristaos. = {Desequilibrio interior. O Espiritismo e tudo isso . para modesto estudo. iluminada pelo Evangelho. Temos em pauta. sobre o esposo invigilante. 95 elevadas ou inferiores. Quando benigno e edificante. a propria morte. para que as coisas voltem ao ponto de partida ou se agravem. articulando frases sem palavras: «Negocios. de longe. a afligao. ate. o teor vibratorio. pela projegao mental da mulher: «O chefe da familia. ajusta-se as Leis que nos regem. Se as suas vibragoes descerem ao mesmo nivel da irma que lhe ameaga a paz domestica. isso sim!» Enquanto as reflexoes dela se faziam audiveis para nos.» O descontrole modifica. De Anesia. perdoando sinceramente. grandemente. ja despertos para a execugao de seus deveres. A sua conduta vai influir. em sentido negativo. decisivamente. as vezes. Temos. aparecendo e reaparecendo ao redor da esposa triste. «E a influenciagao de almas encarnadas entre si que. porque Anesia acusava agora indefinivel mal-estar. A companheira humilhada caiu em pranto silencioso sobre velha poltrona e comegou a pensar. vejamos de que maneira Andre Luiz descreve o ambiente familiar assediado. guardarao do atual incidente apenas tenue lembranga. negocios. esposa do irmao Jovino. formando imagens e sugestoes que arremessa sobre os objetivos que se propoe atingir.. De inesperado. assumindo as mais diversas formas de angustia e repulsao. estabelece afligao e ruina. no entanto. dependera. a distancia. Quanta mentira sobre mentira! Uma nova mulher. dentro de algum tempo Anesia e Jovino. a solugao do grave problema. enfermidades e. maus pensamentos tem o poder de produzir desequilibrios interiores. como que a fustigar-lhe o coragao com invisiveis estiletes de angustia. da mesma forma que bons pensamentos estabelecem harmonia psiquica. alcanga o clima de perigosa obsessao. o caso de um lar que. Vejamos como o Assistente elucida o fenomeno: O pensamento exterioriza-se e projeta-se. vimos de novo a mesma figura de mulher que surgira a frente de Jovino. Nao via com os olhos a estranha e indesejavel visita. a tendencia e para piorar.» Alem disso. assinalava-lhe a presenga em forma de incoercivel tribulagao mental. se souber compreender a infelicidade de quem envolveu o esposo em perigosa cilada. todavia. Entregando-se. criando harmonia e felicidade. irradiando-se na sala estreita. projetava seus pensamentos na diregao do lar ameagado. no capitulo em estudo. passou da meditagao pacifica a tempestuosos pensamentos. saude e felicidade. possibilitava Anesia a comunhao mental com a mulher que.. no santuario domestico em cuja entrada pequeno roseiral «dizia sem palavras dos belos sentimentos dos moradores”. pela intercessao de uma irma infeliz. «Pensamentos guerreiam pensamentos. bateu a porta estrepitosamente sobre os proprios passos e retirou-se. A harmonia e o entendimento reinarao. com uma certa ideia de que ficamos a . depois de apurar o no da gravata vivamente colorida. A fim de que tenhamos ideia de como se verifica a agao telepatica. esta ameagado em seus alicerces..» Naturalmente o leitor indagara. de novo. quando desequilibrado e deprimente. desarvorada.. todavia. aqueles que. medir as consequencias do lastimavel equivoco a que se entrega. os seguintes meios para neutralizar a influencia antifraterna dos nossos companheiros de caminhada: a) — Amor e perdao para os adversarios. compreenderemos melhor. uma irma necessitada que nao pode. sem duvida. Se a nossa irma pretende e deseja defender o seu lar e a sua paz. . clara e logica. invigilante. os preceitos do Divino Amigo. assim. ainda. b) — Auxilio aos perseguidores. Ante tal elucidagao. ainda dificeis de serem exercidas com espontaneidade. no sentido de orarmos por aqueles que nos perseguem e caluniam.96 merce de influencias estranhas a nossa vontade: — E nao existem meios de neutralizar as vibragoes de odio? E a resposta. a advertencia do Mestre de que nao devemos revidar ao mal. A paz e a vitoria pertencerao.” O combustivel que alimenta o odio e o proprio odio. que investe contra o seu esposo. outra coisa nao seria senao a obediencia as determinagoes do Mestre. se encontra nas proprias palavras de Aulus: “A melhor maneira de extinguir o fogo e recusar-lhe combustivel. em todos os problemas e em todas as lutas. que se expressa no perdao incondicional. A pratica de tais virtudes. amando e perdoando. Teriamos. procure identificar na criatura. O seu antidoto e o amor. na conformidade dos seus proprios recursos espirituais. Apliquemos a propria vida o conselho de Jesus: “Nao sao os sadios que precisam de medico. exemplificam. c) — Oragao pelos que nos caluniam. filho do entendimento evangelico. a sinceridade de proposito e a fe. da parte de cada um e de todos. tais como.» E oportuno ressaltar que os componentes do grupo. de maneira expressiva e singular. numa ostensiva desatengao a respeitaveis entidades e num desaprego aos irmaos sofredores trazidos aos Centros a fim de que. negocios e alusoes a companheiros ausentes. Salientando o sentimento de responsabilidade dos dez companheiros do grupo visitado. numa prova indiscutivel de que nao colaboram para que os recintos reservados as tarefas espirituais adquiram a feigao de templos iluminativos. vestem-se e distraem-se na recreagao edificante. nao comparecem aqui sem trazer ao campo que lhes e invisivel as sementes do melhor que possuem. ao se dirigir para a sala das reunioes. em conjunto. que. demorem-se os encarnados em conversagoes inteiramente estranhas as suas finalidades. » E. antes do inicio dos trabalhos. comparecem ao Centro e nele se conduzem como se estivessem num santuario celeste. politica. e. o devotamento e a veneragao ao servigo asseguram o exito das tarefas e garantem-lhes magnifica assistencia espiritual. Os Amigos Espirituais consagram tanto respeito ao setor mediunico que o Assistente Aulus. Sao criaturas de boa vontade que transitam normalmente pelo mundo. atraves do trabalho e do estudo. realmente. sejam superiormente atendidos. por esse motivo. Vejamos como Andre Luiz. «espiritualmente ajoelhados». o nucleo que buscamos (sala das sessoes mediunicas) jaz em reduto intimo. traduzem a maneira como encaram o servigo: «Vemos aqui o salao consagrado aos ensinamentos publicos. assim como o coragao dentro do corpo. referindo-se a preparagao dos encarnados. Nao se justificam a conversagao inadequada e o ambiente impregnado de fumo. comem. Todavia. teve as seguintes palavras que.97 32 Almas em prece Nao podemos entender servigo mediunico sem nogao de responsabilidade individual. inclusive. observa os irmaos profundamente concentrados na prece: «Detive-me na contemplagao dos companheiros encarnados que agora . embora criaturas humanas e sujeitas as mesmas lutas com que se defrontam todas as almas em processo de regeneragao. reporta-se a quinze minutos de prece. aquela nota de respeito e veneragao que nos faz servir. em ambiente purificado. usando o psicoscopio. antes das reunioes. as tarefas mediunicas. Nao sao almas santificadas. Nao se justifica. em palestras desaconselhaveis que estimulam paixoes. Ha grupos em que os encarnados se comprazem. Aulus esclarece: «Sabem que nao devem abordar o mundo espiritual sem a atitude nobre e digna que nos outorgara a possibilidade de atrair companhias edificantes. cada uma ocupada com as obrigagoes que a vida lhe impoe: trabalham. Todavia. E inconcebivel se promova o intercambio com a Espiritualidade sem que haja. quando nao sejam de palestra ou leitura com elevadas bases morais». pelos vastos circulos radiantes que lhes nimbavam as cabegas de opalino esplendor. verifica Andre Luiz que. Com a atengao presa “ao circulo dos rostos fulgurantes. por amor a Causa. agora e sempre. essa mesma defesa maravilhosamente observada e descrita por Andre Luiz. estamos convictos de que.. quais se fossem diminutas antenas de ouro fumegante”. mas se estende. do entendimento e da sinceridade obtera. formada por dez pontos caracteristicos. incondicionalmente. Fora disso. falemos e escrevamos sempre concitando. havera sempre escolhos e incertezas. Qualquer grupo mediunico que funcionar na base da harmonia. sobre cada um dos encarnados em prece. Tive a impressao de fixar. fulgentes e moveis. sem duvida. «se ostentava uma aureola de raios quase verticais. Tendo Jesus-Cristo afirmado que estaria sempre «onde duas ou tres pessoas se reunissem em seu nome». uma coroa de luz solar. onde o trabalho se realizar sob a inspiragao do seu Amor. se temos certeza de que a misericordia do Senhor nao se circunscreve a grupos ou pessoas. moderada e fraternalmente. oferecendo-lhe. visivelmente unidos entre si. Como e porque duvidarmos disso. abundantemente. servem. de nossa alma. imanados uns aos outros”. a maneira de dez pequeninos sois.98 pareciam mais estreitamente associados entre si. na execugao de tarefas em seu Nome Augusto. a nossa querida familia espirita a dignificar o servigo mediunico. ao Bem! Quanto nos seja possivel. de nossa inteligencia. o me­ lhor de nosso coragao. em torno do apagado bloco de massa semiescura a que se reduzira a mesa.» O quadro observado por Andre Luiz e deveras tocante. a Sua Divina Presenga se fara por meio de iluminados mensageiros. a todos quantos. salientando-se no centro de cada um deles o semblante espiritual dos amigos em oragao. num palacete ou num casebre. .. rancor. horizontalmente. porque encontrara ressonancia entre aqueles Espiritos ainda ligados aos problemas terrestres. classifica-la de varios modos.99 33 Definindo a prece O capitulo «Mediunidade e oragao» sugeriu-nos um estudo em torno da prece. Na prece horizontal. Em primeiro lugar. virao a nos. superlotando-os. Se o pensamento cristao for a bussola de nossas realizagoes. Em segundo lugar. Essa prece nao tera impulso obliquo ou vertical. em nossas tarefas mediunicas. o apelo recebera a resposta de entidades de baixo tom vibratorio. sendo. recolhida pelos Missionarios das Esferas Superiores. Na «invocagao» — apelo descendente —. submetida as mesmas leis universais que presidem. prevalega a sua Augusta Vontade. vivendo. portanto. substituindo-a por «invocagao». acima dos nossos desejos. traduzindo anseios vulgares. teremos a «prece horizontal. afigura-se-nos um apelo de nossa alma estabelecendo instantanea ligagao com o Mundo Espiritual. expressando aspiragoes realmente elevadas. ocupam variados degraus da escada ascensional. nossas preces encontrarao sempre a resposta dos nossos afins. receberemos a palavra e a colaboragao dos Amigos que ainda se ocupam. embora respeitaveis. quando pedimos a Deus que. Sendo a prece «um apelo». A prece. seremos atendidos por tais ou quais Espiritos. expressando desespero. Por fim. em qualquer circunstancia. sintonizaremos com os Elevados Mensageiros do Seu Amor. teremos a «prece vertical». tais ou quais objetivos. Vivemos e respiramos dentro dessas faixas. como nos. consoante aconselha o Ministro Clarencio («Entre a Terra e o Ceu» — Andre Luiz». com as entidades que se sublimaram pelo cultivo da fraternidade legitima. Cada degrau simboliza uma faixa vibratoria. nas regioes trevosas. etc. Os nossos sentimentos indicam o degrau que ocupamos. considerando o imperativo da comunhao com o plano espiritual superior. se projeta na diregao do Mais Alto. aquela que.) Na «invocagao». de acordo com as instrugoes dos Benfeitores Espirituais. aqui e em toda a parte. A essa nao daremos a denominagao de «prece». segundo os principios de afinidade que regem o intercambio mental. Assim sendo. propositos de vinganga. em face dos mencionados principios de afinidade. Sao os petitorios inadequados. evidentemente somos levados a. ambigoes. Os bilhoes de Espiritos desencarnados que constituem a populagao invisivel. entidades infelizes que permanecem em verdadeiras furnas. de acordo com os objetivos inspiradores de nossas tarefas. Na prece vertical. Em nossos nucleos mediunicos. ajudar a materializagao dos nossos propositos mal-saos. nao faltarao . isto e. ao intercambio entre Inteligencias encarnadas e desencarnadas. de problemas de relativa importancia. teremos a descendente. dos que comungam conosco tais ou quais ideias. e achareis. e obtereis. conduzirao o nosso esforgo e estimularao o nosso idealismo. Toda vez que orientarmos as nossas tarefas segundo o pensamento do Mestre. perdao das ofensas.” . estaremos proferindo a prece vertical. e abrir-se-vos-a.100 abnegados instrutores que. penetrara verticalmente os espagos. amparo aos doentes e ignorantes.. numa confirmagao da eternidade de suas palavras: “Pedi. E o pensamento cristao e aquele que o Divino Amigo exemplificou no poetico cenario da Palestina: amor ao proximo. na volta. buscai. que. a mensagem do Cristo. batei. oragao pelos caluniadores. a maneira de sublime foguete. dos planos elevados. trazendo. = {Fossa romboidal. Sabemos. e a sua inclusao tem a finalidade de focalizar um dos mais sagrados momentos da existencia humana. que a . nos centros vegetativo. a seguir. sobrevindo. Entre os inumeros momentos dignos de respeito. um capitulo especial sobre a desencarnagao. zona dos sentimentos e desejos. a operagao inicial e efetuada na regiao do ventre. a qual se acha ligado o Centro Vegetativo. sobre o Centro Emocional. pulso fraco. todo ele consagrado ao estudo da mediunidade.. entao. E a reagao do corpo tentando reter o Espirito. tais como os do nascimento. bem assim os sintomas peculiares ao andamento e conclusao de cada uma delas: REGIOES FUNDAMENTAIS DO ORGANISMO HUMANO = {Centro Vegetativo — ligado ao ventre. cujos destrogos contemplara logo mais. onde fica situado o Centro Mental.. A operagao final e no cerebro. a nosso ver. Verdadeiras operagoes magneticas sao efetuadas nas regioes organicas fundamentais. logo apos. o mais importante. emocional e mental. Estudando o capitulo Mediunidade no leito de morte». da oragao. Com essa providencia. com o objetivo de fixar as principais providencias desencarnatorias. o Espirito eterno do aparelho fisico terrestre. = {Desregularidade do coragao. se puder. afligao.101 34 Desencarnagao Parecera estranho o fato de incluirmos no presente livro.situado no torax. {Centro emocional . do retorno do viajor terrestre a Patria Espiritual. Desatamento do lago fluidico. sem incidentes. Atuando os Espiritos Superiores. Se imaginassemos tudo quanto se passa «na hora da partida». o ato desencarnatorio deve inspirar-nos o maximo aprego. {Esticamento dos membros Inferiores. entretanto. qual seja «o da morte». {Centro mental . da reuniao em nossos templos de fe. novos sintomas se verificam: desregularidade do coragao. O trabalho magnetico se realiza inicialmente sobre a fossa romboidal. seriamos mais respeitosos e dignos toda vez que presenciassemos um falecimento. isto e. e realmente digno de mengao. que o corpo nao pensa.. afligao. o esfriamento do corpo. a regiao mais importante. angustia e pulso fraco. na desencarnagao de determinadas criaturas. angustia. O esforgo e a abnegagao dos Mentores Espirituais. Cooperadores especializados aglutinam esforgos no afa de desligarem. Coma. sede das manifestagoes fisiologicas. hospede de tantos anos. dentro da vida. Conforme observamos.situado no cerebro. Esclarecemos que esta pagina decorreu do estudo do capitulo «Mediunidade no leito de morte». sediado no torax e representando a zona dos sentimentos e desejos. como sede das manifestagoes fisiologicas. Esse ponto de interagao — constituindo a causa das mutuas relagoes entre Espirito e Corpo — e que motiva. essa tentativa de retengao. o moribundo comega a esticar os membros inferiores. Afirma Neio Lucio que entre Espirito e Materia ha um ponto de interagao ainda inabordavel. O organismo age. de natureza magnetica. O Espirito e o piloto da embarcagao. esfriamento do corpo. companheiro de tantas experiencias cuja partida tenta evitar. etc. como se tivesse inteligencia para pensar. levamos ao quadro negro o seguinte grafico. ou seja. o desatamento do lago fluidico. Em resumo: encontrar-se-a consigo mesmo. como e natural. So ai. com elementos do capitulo «Mediunidade no leito de dor». atraves do qual lembramos a respeitabilidade da «hora da morte». b) — Reaquisigao da forma antiga. carma. Por fim. por sua vez. problemas mentais. abstragao feita. «a vasta porgao de substancia leitosa ja exteriorizada» do plexo solar e do torax. apenas. d) — Analogia do meio espiritual com a paisagem terrestre. ajudemos o viajor e cooperemos com os Missionarios da Cirurgia Divina. parece repetir-se em todos os falecimentos. portanto anteriormente ao cerebelo. recolhemos abundante e valioso material do livro do proprio Andre Luiz — «Obreiros da Vida Eterna». conclui-se a desencarnagao. «O quarto ventriculo esta normalmente cheio de liquido encefalo-medular. Quis . foi-nos possivel organizar as consideragoes acima. a vasta porgao de substancia leitosa ja exteriorizada. pela atitude de oragao silenciosa. decrescimo equivalente. e 3) substancia retirada do torax resultou a constituigao da nova forma perispiritual do desencarnado. e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da regiao craniana. somos compelidos a exaltar o respeito devido aos ambientes onde alguem esta desencarnando ou desencarnou. Da fusao desses elementos. etc. de cada um. sobrevem o estado de coma.. «No fundo da fossa romboidal. a fim de que. saida da fossa romboidal. Depois de conhecermos o trabalho afanoso dos Mentores espirituais. sobre a fossa romboidal. e uma cavidade situada na face posterior do bulbo e protuberancia. Esse assunto nao foi estudado. instantaneamente. Nao queremos encerrar este capitulo. tais como o da respiragao e o vasomotor. capitulo 13°. 2) substancia extraida do plexo solar. no seu volume populacional.102 Medicina define mais ou menos com as seguintes palavras: “Assoalho do quarto ventriculo. em vista do maravilhoso trabalho dos Instrutores espirituais. sem que transcrevamos as palavras com que Andre Luiz narra a formagao do perispirito do recem-desencarnado: «Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal. de cujo centro se desligou «brilhante chama violeta-dourada» que absorveu. estao situados os centros mais importantes da vida vegetativa. que. pelo que temos lido. ao despertar no Plano Espiritual defrontar-se-a o recem-chegado com as seguintes invariaveis realidades: a) — Visao panoramica da ultima existencia. A observagao e sobretudo interessante: da reuniao desses tres elementos — 1) chama violeta-dourada. Essa concordancia. absorvendo. embora o Espirito esteja ligado — e bem ligado ao veiculo fisico. c) — Encontro com Espiritos afins (elevados ou inferiores). instantaneamente. de minucias relacionadas com o estado evolutivo. Jeronimo quebrou alguma coisa que nao pude perceber com minucias. Apos essa ultima operagao magnetica. e sobre a qual ainda nos reportaremos no final deste capitulo. Depois da desencarnagao — cujo processo NUNCA E IGUAL PARA TODOS —. Digna de nota e comentario foi a operagao sobre a fossa romboidal. O Mundo Espiritual recebe mais um habitante e a demografia terrestre registra. . com rigor. trago a trago. constituindo-se. emocionando-nos o coragao agradecido. membro a membro. Ante tao magnificente narrativa. qual seja o de profundo amor pelo nosso Pai Celestial — Criador da Vida. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabega. mas confesso que era dificil fixa-la. . » Segundo o parecer de Andre Luiz. porem. notei que as forgas em exame eram dotadas de movimento plasticizante. em tudo identica a do nosso amigo em desencarnagao. Em breves instantes. aquela chama violeta-dourada representava «o conjunto dos principios superiores da personalidade». um so pensamento nos domina. apos ela. todo o corpo perispiritual de Dimas.103 fixar a brilhante luz.. neste livro. {Objetiva ou organica = {Licantropia deformante. nao obstante sob a guarda generosa de sentinelas da casa. licantropia agressiva. imitam costumes. quase que uivando. o ponto de partida para o escorgo que tencionamos fazer em torno da Licantropia. as expressoes «a semelhanga de loba ferida» e «coleando pelo chao». A semelhantes vampiros devemos muitos quadros dolorosos da patologia mental dos manicomios. sob o olhar consternado de Raul que exorava a Bondade Divina em silencio. com entidades inferiorizadas. atitudes ridiculas ou absurdas e. poderemos ter a nossa vontade submetida ao imperio hipnotizante dessas entidades. igualmente. com as quais estamos sintonizados no Tempo e no Espago. atitudes excentricas. Mais adiante. do . mesmo. » A simples fascinagao de hoje — caracterizada por fenomenos alucinatorios. Enquanto a fascinagao tem sentido mais psicologico. aceitando a tese da sua progressividade. a licantropia vai mais alem. o seguinte grafico: FASCINAQAO = {Subjetiva ou psicologica. explicando o fenomeno. se a vitima for encarnada ou desencarnada. a semelhanga. pervertidos no crime. exteriorizando-se na propria organizagao somatica. no quadro negro. fenomeno a que se referiu Bozzano e que foi. Atitudes realmente animalescas. anomalias patologicas. atraves de debitos e do nosso acumpliciamento no mal. abusam dos poderes da inteligencia. gritava a debater-se no piso da sala. encarnados ou desencarnados. organizamos. da alucinagao e. iniciemos esta pagina com um trecho da narrativa de Andre Luiz: «A infortunada senhora. = {Fenomenos alucinatorios. fazendo-os assumir atitudes identicas as de certos animais. Comprometidos com o passado. chegarmos a Licantropia. Coleando pelo chao.104 35 Licantropia Servir-nos-emos de algumas referencias do capitulo «Fascinagao» para. adquiria animalesco aspecto. Reveste-se de aspecto mais objetivo. Comecemos por defini-la: e o fenomeno pelo qual Espiritos «pervertidos no crime» atuam sobre antigos comparsas. ou perispiritica. bem assim de licantropia agressiva. posigoes e atitudes de animais diversos. objeto de mengao pelo Assistente Aulus. ate. intencionalmente. em que numerosos pacientes. Ao estudarmos o capitulo 23° de «Nos Dominios da Mediunidade».» Sublinhamos. fazendo pesar tigrina crueldade sobre quantos ainda sintonizam com eles pelos debitos do passado. posigoes e atitudes de animais diversos». que se expressa atraves da violencia. A fim de favorecer o desenvolvimento de nossas consideragoes. em que a pessoa imita «costumes. temos a palavra esclarecedora do Assistente: «Muitos Espiritos. fanatismo religioso. de loba ferida. Esse mesmo grafico sera. pelo fanatismo religioso — pode agravar-se e progredir de tal maneira que se converta na Licantropia de amanha. Ha casos extremos de licantropia deformante. sob intensiva agao hipnotica. a saber: a) — Estudo (Evangelho e Doutrina). as palavras de Nosso Senhor JesusCristo: “Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perdera.” . c) — Amor no coragao (converter a propria vida em expressao de fraternidade). Todavia. ajuda as vitimas das grandes obsessoes a se recuperarem. florescimento e frutificagao oportunos. cultivando nos Planos Superiores o Sublime Ideal da Fraternidade Legitima. sem maiores explicagoes. Tres condigoes principais podem ser indicadas como favorecedoras da cura de pessoas que sofrem a atuagao dessas pobres entidades. atraves dos seus milhares de grupos mediunicos e das dezenas de suas Casas de Saude. agora e por toda a Eternidade. todos os casos de Licantropia? Responder afirmativamente seria rematada leviandade. os estudiosos do Espiritismo verao nesses casos apenas manifestagoes de licantropia agressiva. Anomalias patologicas. alem de lhe ser possivel equacionar alguns casos. os seus mais graves problemas serao melhormente equacionados. E nao podia deixar de ser assim. observadas especialmente em hospitais de indigentes. No Grande Porvir. A imprensa sensacionalista relaciona-los-a como fruto de «taras». O Espiritismo — anjo tutelar dos infortunados —. Quando a Medicina e o Direito estenderem as maos ao Espiritismo. via de regra expressam a influencia terrivel de entidades vingativas junto a antigos desafetos. se confirmem. para germinagao. modificadoras da configuragao anatomica dos pacientes. menos entranhados no passado. levara ao coragao de perseguidos e perseguidores a semente de luz do perdao. verdugos e vitimas de hoje estarao. crescimento. b) — Trabalho (atividade incessante no Bem). integralmente. a fim de que.105 crime. redimidos e irmanados. Solucionara o Espiritismo. analisando a causa de tais sofrimentos. com poderosa e cruel atuagao do elemento invisivel. do mesmo modo que tal cristalizagao ou fixagao. dao como resultado aquilo que os instrutores classificam como «TATO FRATERNO». aqueles em que o medium. sem nenhuma duvida. pode motivar. portanto. ha. no futuro. a diregao de trabalhos mediunicos pede. pela sua incompreensao. buscando os centros espiritas nessas condigoes. pela aproximagao de entidades que lhe partilharam as remotas experiencias. aquilo que se assemelha a um transe mediunico. pode transformar-se em valioso companheiro. Animismo e o fenomeno pelo qual a pessoa arroja ao passado os proprios sentimentos. No fenomeno animico o medium se expressa como se ali estivesse. em determinadas situagoes. revivendo cenas e acontecimentos recolhidos do seu proprio mundo subconsciencial. destruindo. Efetivamente essa e a verdade. poderiam. acreditamos que pouco ou nenhum beneficio recebera o medium no agrupamento. Muitos companheiros se mostram incapazes de remover os obstaculos criados pelo animismo. com todas as aparencias de que ha a interferencia de um Espirito. um Espirito a se comunicar. pode ser vitimado pela obsessao. Se o dirigente de sessoes mediunicas nao e portador de sincera bondade. como ja acentuamos. compreensao e paciencia — virtudes que. comuns nos agrupamentos mediunicos. no presente capitulo. contribuir em favor dos necessitados. hoje. somadas. «de onde recolhe as impressoes de que se ve possuida». A cristalizagao da nossa mente. pacientemente. O medium inclinado ao animismo e um vaso defeituoso. nada mais e do que o medium.106 36 Animismo Revesterri-se de profunda sabedoria e oportunidade as palavras do Assistente Aulus. a manifestagao de fenomenos animicos. com os recursos da caridade evangelica. posteriormente. Nos fenomenos psiquicos. como ponto de partida para as nossas singelas consideragoes. ou destruido. a fim de que nao sejam prejudicados os que em tais condigoes se encontram. O medium nessas condigoes deve ser tratado «com a mesma atengao que ministramos aos sofredores que se comunicam». no capitulo «Emersao do passado». quando afirma que muitos espiritas “vem convertendo a teoria animista num travao injustificavel a lhes congelarem preciosas oportunidades de realizagao do bem”. Reajustado. por conseguinte. Fatos animicos sao. A lei e sempre a mesma. que «pode ser consertado e restituido ao servigos. assim. naturalmente o medium desajustado. se exterioriza no presente. Que e Animismo? Essa pergunta deve ser colocada em primeiro plano. b) — Fatos espiriticos. se realizada no passado. sem . pela compreensao do dirigente. de se fazer a seguinte distingao: a) — Fatos animicos. Incompreendido. Por isso. magnifica oportunidade de ajudarem elementos que. realmente. Muitas vezes. fenomeno esse motivado pelo contacto magnetico. agora e em qualquer tempo ou lugar. muito amor. dirigidas ao Espirito do proprio medium. tal criatura encontrara. Recorramos ao livro «Nos Dominios da Mediunidade». nosso Espirito se afasta do corpo e age sobre terceiros. como se por ele um Espirito estivesse comunicando. Primeiro e preciso remover o mal. as vezes ate bem intencionados. que. vemos aqui um processo de autentico animismo. e preciso armar o coragao de amor. A consolagao e a prece. ao inves de socorro providencial. propriamente ditos. agora. Vejamos a conclusao de Andre Luiz. fazer que o sensitivo lhe assimile as ondas mentais e as reproduza pela escrita ou pela palavra. apresentem aquele sentido edificante e construtivo que e de se almejar nas atividades espiritistas cristas. ou melhor.» A fixagao mental — assunto abordado no capitulo proprio. quando apenas exterioriza o mundo de si mesma. desejos e preferencias. sem o menor sentido de fra­ ternidade! Ao inves de compreensao. Fatos espiriticos. as consideragoes em torno da necessidade de os dirigentes e colaboradores do setor mediunico se munirem de recursos evangelicos. ante as ponderagoes de Aulus e o exame do caso da senhora objeto da assistencia do grupo do irmao Raul Silva: «Mediunicamente falando. Ougamos o Assistente Aulus: “Por isso. Voltemos.107 nenhuma ideia preconcebida de mistificagao. em nome da «verdade».” O doutrinador usara sempre do carinho fraterno... um veiculo a receber e transmitir as ideias dos Espiritos desencarnados ou. Ao inves de companheiros interessados no seu reajustamento. encontrara verdugos fantasiados de doutrinadores. impiedosamente. porem. talvez lhe impusesse corretivo inoportuno. O estudo e a observagao ajudam-nos a fazer tal distingao. acompanhadas. a seu cargo. por companheiros. isto e. pessoas adormecidas igualmente podem provocar comunicagoes mediunicas. porque. seguido da doutrinagao periferica. Nossa amiga supoe encarnar uma personalidade diferente. Em face da lei de sintonia. a fim de que as tarefas assistenciais. Imaginemos. encarnados. nessas circunstancias. fazendo que as suas palavras. recolhe impressoes do preterito e as transmite. Um doutrinador sem TATO FRATERNO apenas lhe agravaria o problema. a pretexto de servir a verdade. reproduzindo-lhe . Ao inves do socorro que se faz indispensavel. ver-se-adefrontada. a ironia e a ma vontade. ou mediunicos. a fim de que possamos auxiliar e compreender. das «suas verdades». enquanto dormimos. para depois fortificar a vitima na sua propria defesa. apenas. Uma pessoa encarnada tambem pode determinar uma comunicagao mediunica. do comentario maledicente. seguidas do esclarecimento edificante. o que pode ocorrer se uma criatura em tais condigoes busca um nucleo mediunico onde apenas funciona o intelectualismo pretensioso. neste livro — provoca o animismo. via de regra. uma vez que. sao os recursos aplicaveis ao caso. sem duvida. levem o melhor que a sua alma possa oferecer. sao aqueles em que o medium e. segundo os nossos sentimentos. nao lhe compreenderao o aflitivo problema. E comprimindo o peito com as maos. acrescentava em tom comovedor: — Covarde! porque apunhalar. operar-lhe-a a modificagao dos centros mentais. em tais momentos. » Esse amparo moral. A senhora enferma. O cultural ser-lhe-a ministrado pelo estudo evangelico e doutrinario que. e uma enferma espiritual. estamos apenas diante de um autentico fenomeno de animismo. a que alude o Assistente. que ainda a persegue de nosso plano. Para o psiquiatra comum eapenas uma candidata a insulinoterapia ou ao eletrochoque. e alguem que volta do preterito a comunicar-se com o presente. «Ante a aproximagao de antigo desafeto.108 alguns topicos relativos ao assunto: «Solucionados diversos problemas alusivos ao programa da noite. contudo. revive a experiencia dolorosa que lhe ocorreu. com a mente cristalizada no preterito.. uma indefesa mulher? serei totalmente culpada? meu sangue condenara o seu nome infeliz. Notemos que todos os indicios revelam. podemos defini-lo como paciencia.» Lembremos que Andre Luiz e Hilario. entretanto. alem do esclarecimento. centraliza todos os seus recursos mnemonicos tao somente no ponto nevralgico em que viciou o pensamento. reajustando-lhe a mente. as caracteristicas de uma comunicagao mediunica.. no seculo passado. carinho e consolo. as quais esta diretamente ligada. eis que uma das senhoras enfermas cai em pranto convulsivo. em companhia do Assistente Aulus. e oportuno perguntemos: Podem os servigos mediunicos prescindir do Evangelho e da Doutrina? A resposta cada um a encontrara na propria consciencia. exclamando: — Quem me socorre? quem me socorre?... unica base solida que lhe assegurara o reajustamento definitivo. assim. a primeira vista. E. uma consciencia torturada. e que a cena acima descrita aparece no capitulo «Emersao do passado. identifica-se com cenas desagradaveis. visitam o grupo dirigido pelo irmao Raul Silva.. » E ainda Aulus quem explica: «Sem duvida. para nos.. porque. exigindo AMPARO MORAL E CULTURAL para a renovagao intima. concluindo. em cidade do Velho Mundo. ao influxo das recordagoes penosas de que se ve assaltada. . A fixagao mental pode perdurar durante seculos e ate milenios. ambigao. o espirito de servigo. demorando-se nelas. entre mutilados e vencidos. na consulta que faz ao esclarecido Assistente Aulus: «Sinceramente. unicamente. representados pelo egoismo. a nobreza. a granada e a metralhadora. O soldado empunhara a espada e o rifle. . afligao. prepotencia. passando a vibrar. O Espirito isola-se do mundo externo. humilhagao. {Vanguarda = {Renovagao. vinganga. ficara ele na retaguarda. Um Espirito nessas condigoes pede tempo e paciencia dos componentes de um nucleo mediunico. uma agulha que faz o disco repetir. todavia.109 37 Fixagao mental Podemos definir o estado de fixagao mental de uma criatura. que nos achamos em 1957. a elegancia moral. as elucidagoes do veneravel Aulus. Reencarnagoes dolorosas. sofrimento. Conforme o esforgo. ou surgira. o desanimo e a inexperiencia. O proprio Hilario assim o diz. Se dissermos a um Espirito que se comunica com a mente fixa no preterito. em tosca comparagao. o adestramento. Explicar o mecanismo da fixagao mental. cristalizando-se no Tempo. envolvendo-o. a perseveranga. cristalizada no Tempo. Humilhagao. Felicidade. com aquele em que ela «nada ve. na pobreza de nossa linguagem e na indigencia de nossas nogoes doutrinarias. tao so. nada ouve. a disciplina. na vanguarda. nada sente alem de si mesma”. encarnada ou desencarnada. ou a ma vontade. fatos e acontecimentos. As armas da mente sao a humildade. E como se fosse. A mente luta por vencer os inimigos internos. Gloria. crueldade. Lagrimas. A mente humana esta simbolizada no soldado que luta pela conquista de posigoes. VIDA DO ESPIRITO = {Retaguarda = {Estacionamento nas zonas inferiores. impressoes e sentimentos do passado. por mais me esforce. como se o tempo para ela nao caminhasse?» Faremos. grande e a minha dificuldade para penetrar os enigmas da cristalizagao do Espirito em torno de certas situagoes e sentimentos. a bondade com todos. uma vez que a sua mente. a mesma cantilena. vitorioso. Na retaguarda. tal qual se verifica. o cenario e dantesco: amargura. reflete. O soldado luta por vencer e destruir os inimigos externos. indefinidamente. dificilmente compreendera ele as nossas explicagoes. CAMPO DE BATALHA = {Retaguarda = {Amargura. nao e coisa facil. {Vanguarda = {Alegria. ciume. Estudemos o assunto a luz de um simples diagrama. Progresso. O seu esclarecimento exige carinho e compreensao. para o soldado ou para a mente. ao redor do proprio desequilibrio. os quais lhe causaram profunda e indelevel desarmonia interior. alem de muita vibragao fraterna que. Como pode a mente deter-se em determinadas impressoes. o que nos for possivel para retransmitir. o levem ao esforgo renovativo. Assemelha-se. no enriquecimento moral e intelectual. sao fatores indispensaveis aqueles que se consagram ao esforgo mediunico. fazendo-nos compreender que o Grande Porvir nos proporcionara recursos evolutivos que nos compelirao a deixar o sarcofago de nossas paixoes inferiores e ascendermos a regioes onde. funciona amaneira de compulsorio estimulante ao reajuste.110 E a resposta da Lei a preguiga e a negligencia. nada ouve. o Ontem. a alma e a feliz prisioneira do equipamento fisico. os disturbios psiquicos originados do abuso do livre arbitrio. pode imobilizar-nos por tempo indefinivel em suas malhas de sombra. possam amparar com eficiencia. como mediuns ou dirigentes. em tais circunstancias. leva o Espirito todas as impressoes cultivadas durante a existencia fisica? Abengoado seja. pois. o Espiritismo pelos conhecimentos que revela e difunde. com a necessidade alheia. Como podera um dirigente de sessao que apenas saiba usar o verbo culto e eloquente. sofrendo os atritos que lhe objetivam a recuperagao». pede o servigo assistencial ao Espirito cuja mente se cristalizou no Tempo. A retaguarda. E a resposta da lei ao trabalho e a boa vontade. na atualidade. em forma de alucinagao e fixagao mental. sem o menor sentido de fraternidade. a assimilagao do Evangelho a propria economia espiritual. «Intimamente justaposta ao campo celular. exclusivamente. «Nada ve. no setor das desobsessoes. apos a desencarnagao. ou reencarnagoes dolorosas no futuro. Santificada seja a Doutrina dos Espiritos que duariza de esperangas» as nossas vidas. na condigao de servidores de boa vontade. a paisagem e expressiva: alegria. para o soldado ou para a mente. crueldade ou vinganga. Na vanguarda. ajudar um Espirito nessas condigoes? Imprescindivel se torna. ougamos a palavra do Assistente Aulus: «Qualquer grande perturbagao interior. a um louco. de fato. nada sente alem de si mesmo. que os responsaveis pelos nucleos mediunicos aprimorem os sentimentos e abrandem o coragao. pois. identificando-se. » A reencarnagao. Ainda sobre o mecanismo da fixagao mental. ciume ou desespero. Muita bondade. a quem falamos do Hoje. na iluminagao. depois do decesso. nao fosse a bengao da reencarnagao? Como reajustar-se no Alem-Tumulo. Que seria da alma que fixou a mente no passado. a fim de que. A vanguarda podemos simboliza-la no trabalho renovativo. nas reunioes mediunicas. chame-se paixao ou desanimo. os conflitos amargos em que se debate. »Os dramas conscienciais que viveu. se expressam. quando nos rebelamos contra o imperativo da marcha incessante com o Sumo Bem. se sabemos que. O conhecimento doutrinario e. para a mente ociosa. no qual influencia o mundo atomico e e por ele influenciada. repetimos. significara estacionamento nas zonas inferiores. gloria. ser-nos-ao concedidas oportunidades de cooperagao com Jesus-Cristo na sublime Causa da redengao dos outros e de . no progresso. especialmente. e ele ve. felicidade. . . obsessor e obsidiado. provocando uma autoobsessao. menos frequente. quer entre desencarnados. mas que existe. nas linhas seguintes. nos traz o livro «Nos Dominios da Mediunidade). c) — Influencia do Espirito sobre si mesmo. encarnado ou nao. e uma decorrencia da fixagao do Espirito. quer entre encarnados. Obsessao sui generis — reconhecemos. E muito dificil de ser removida. A da alinea “c”.111 nos mesmos. uma nova sub-divisao das formas obsessionais ou obsessivas: a) — Influencia do desencarnado sobre o encarnado. Nao havera um perseguidor: ele e. O individuo passa a ser o “obsessor de si mesmo”.. Pensar demais em si mesmo e nos proprios problemas. sem duvida alguma. levam-nos a grafar. As elucidagoes que. As formas consignadas nas alineas “a” e “b” sao as mais conhecidas. sobre o problema da fixagao mental. ao mesmo tempo. b) — Influencia do encarnado sobre o desencarnado. determina uma auto-obsessao. fatos ou pessoas. em situagoes. subsidiariamente. seja ingles ou frances. de expressoes variegadas e multiformes que ali jazem adormecidas. podemos afirmar que nao sao apenas os tratados e monografias que registram tais fenomenos. das profundezas subconscienciais. como fruto natural de sucessivas experiencias evolutivas. por sinal o mais completo estudo que conhecemos sobre o assunto. mediunizada. A criatura que. nao conheceu o latim. E o que se depreende. de um simples fenomeno de sintonia no tempo. de outras encarnagoes. oral ou graficamente. Todavia. tambem. fala em qualquer idioma. verificados em cada uma dessas modalidades. Que e «sintonia no Tempo»? E o processo pelo qual a mente humana. d) — Voz direta.112 38 Mediunidade poliglota Xenoglossia — ou mediunidade poliglota — e a faculdade pela qual o medium se expressa. expressar-se por ele. Pode. o idioma pelo qual se expresse durante o transe. provoca a emersao. ouvir os Espiritos em outros idiomas. La se encontram «guardados» todos os valores intelectuais e conquistas morais acumulados em varias reencarnagoes. por nao ser este o escopo fundamental deste livro. possibilitar sejam grafados caracteres estranhos. Mostra simplesmente que o psicografo traz consigo. b) — Audiente. em sua obra «Xenoglossia». Ela decorre. incorporado. A subconsciencia e o «porao da individualidade». pois. psicografar mensagens e. latim ou hebraico. por meio de idioma que nao conhece na atual encarnagao. primordialmente. noutros tempos. O Velho e o Novo Testamento sao ricos em comunicagoes xenoglossicas. isso nao quer dizer que o mensageiro espiritual haja removido milagrosamente as pedras da ignorancia. a qual serviu. e) — Escrita direta (maos visiveis ou invisiveis). So pode ser medium poliglota aquele que ja conheceu. por sinal com muita logica. noutras encarnagoes. em lousas e paredes. c) — Escrevente (psicografia ou tiptologia). para os nossos apontamentos. ainda. sem conhecer essas linguas. a arte . Prescindimos de mencionar inumeros casos. ser considerado como o resultado das observagoes que extraimos do livro «Nos Dominios da Mediunidade» e das valiosissimas anotagoeS de Bozzano. O presente capitulo deve. Ha uma interessante monografia de Ernesto Bozzano. Xenoglossia falante e a em que o medium. A mediunidade poliglota tem a sua causa no recolhimento de valores intelectuais do passado. os quais repousam na subconsciencia do sensitivo ou medium. ligando-se ao preterito distante. A mediunidade poliglota pode ser classificada da seguinte maneira: a) — Falante (pela incorporagao ou na materializagao). nao pode. da explicagao do Assistente Aulus: «Quando um medium analfabeto se poe a escrever sob o controle de um amigo domiciliado em nosso plano. sem duvida. por conseguinte. A leitura da excelente monografia de Bozzano e do livro ora apreciado.113 da escrita ja conquistada e retida no arquivo da memoria.» Nao basta. elucida exuberantemente o assunto. ser medium para receber comunicagoes em outras linguas. e confirma. . cujos centros o companheiro desencarnado consegue manobrar. E preciso te-las conhecido no passado ou conhece-las no presente. essa conclusao. alem do simples toque ou uso. algumas delas abrangendo fases remotas da organizagao planetaria terrestre. em ponto maior. c) — Objetos inanimados. temos: a) — Os animais. b) — Os vegetais.114 39 Psicometria Segundo a definigao do Assistente Aulus. entretanto. as pessoas os unicos seres psicometraveis. metais. no objeto. Ha um belo estudo de Ernesto Bozzano intitulado «Enigmas da Psicometria». Quando tocamos num objeto. um pedago de carvao ou de barro. b) — Outra parte e recolhida da subconsciencia do seu possuidor mediante relagao telepatica que o objeto psicometrado estabelece com o medium. tambem.. O processo pelo qual e possivel. extraordinarios fenomenos de psicometria por meio do contacto com a pena de um pombo. Toda pessoa. uma vez que so a possuem pessoas dotadas de «agugada sensibilidade psiquica». o galho de uma arvore. A psicometria nao e. faculdade comum em nossos circulos de atividade. apenas. E se. na obra citada. a saber: a) — Uma parte dos fatos e impressoes e retirada da propria aura do objeto. dos seus sentimentos. Faculdade pela qual o sensitivo. entrar em relagao com os fatos remotos ou proximos. tocando em determinados objetos. da sua personalidade. esteja ele onde estiver. ao psicometra. deixa ai um pouco de si mesma. E a nossa atual condigao espiritual. faculdade mediunica. ainda deficitaria. nao permite esses admiraveis recursos perceptivos. com meritos e demeritos. convertermos inadvertidamente esse objeto. O psicometra recolhera do seu subconsciente. Psicometria e. imantamo-lo com o fluido que nos e peculiar. Bozzano demonstra que nao sao. O filosofo italiano menciona. uma caneta. Nao tem importancia que o possuidor esteja encarnado ou desencarnado. das suas virtudes. . entra em relagao com pessoas e fatos aos mesmos ligados. a nossa vida. atraves de cuja leitura nos defrontamos com impressionantes narrativas. etc. pode ser explicado de duas maneiras principais. excessivamente. desfilara em todas as suas minucias ante o «radar» do psicometra. Alem do elemento humano. dos seus defeitos. Em qualquer tempo e lugar. o volume de energias fluidicas que sobre o mesmo projetamos e de tal maneira acentuado que a nossa propria mente ali ficara Impressa. uma joia ou. as impressoes e sentimentos com que gravou. Essa percepgao se verifica em vista de tais objetos se acharem impregnados da influencia pessoal do seu possuidor. etc. ao penetrar num recinto. seja um livro. a propria vida. as nogoes de posse ou propriedade. ampliando. uma casa ou um automovel em motivo de obsessiva adoragao. a palavra «psicometria» designa a faculdade que tem algumas pessoas de lerem «impressoes e recordagoes ao contacto de objetos comuns». Em capitulo precedente tivemos ensejo de relacionar o fato daquela . que o medium entrara em relagao com os fatos ligados aquele (possuidor) cujo fluido se evidenciar mais ativo em relagao com o sensitivo. Como vemos. em face do qual. Bozzano denominou de «afinidade eletiva». Assim sendo. Pela psicometria o medium revela o passado. impregnado da influencia pessoal do seu dono. Tudo muito simples. Desejamos dar aos assuntos mediunicos feigao e finalidade evangelicas. A esse aspecto do fenomeno psicometrico. recomendamos a leitura da alinea «b». nao e este. a certas explicagoes de natureza por assim dizer «tecnica». de esperanga para os que sofrem. E quanto ao futuro? Devemos esperar essa pergunta. todavia. de bom animo para os desiludidos. desvenda o futuro. Aos que a formularem. para novas experiencias. elucidativas do mecanismo dos fenomenos. Ei-lo: Toda criatura humana tem o seu Carma. preve-las. o que la ja esta escrito com vistas ao futuro. amigos e conhecidos. E como se o sensitivo lesse. fixar a epoca em que se verificarao. conclusoes de ordem moral que fortalegam o nosso coragao para as decisivas e sublimes realizagoes na diregao do Mais Alto. de reabilitagao para os que rangem os dentes «nas trevas exteriores». O conhecimento da psicometria faz-nos pensar. Apesar de os diversos temas mediunicos nos terem levado. diversos possuidores? Com a vida de qual deles o medium entrara em relagao? Explica Bozzano. das consideragoes expedidas em torno de tao belo quao admiravel tema — Psicometria —. Nenhum atentado ao bom-senso. A nossa intengao e de que este trabalho chegue aos nucleos assistenciais do Espiritismo Cristao por mensagem de cooperagao fraterna.115 Poder-se-a indagar: E se o objeto psicometrado teve. palavra com que designamos a lei de Causa e Efeito. consequentemente. algumas vezes. um complemento explicativo. trazemos impresso no perispirito — molde do corpo somatico — um quadro de inelutaveis provagoes. o objeto fundamental do livro que procuramos escrever. mediante a relagao telepatica que o objeto psicometrado estabelece com o medium. conserva-a durante longo tempo e possibilita o recolhimento das impressoes. anuncia-las e. Outra parte e recolhida da subconsciencia do seu possuidor. conhece o presente. qualquer explicagao e desnecessaria. todavia. uma vez que a alinea «a» nos da satisfatoria resposta: o objeto. ao reingressarmos «nas correntes da vida fisica». compete-nos extrair. b) — Combatermos o egoismo que assinala a nossa vida. nos seguintes imperativos: a) — Nao nos apegarmos. com irresistivel logica. em demasia. inclusive. no curso dos anos. movel ou imovel. A nossa mente espiritual conhece tais provagoes e permite que o psicometra estabelega relagao com essas vicissitudes. aos bens materiais. Essa resposta pede. nao ha nisso nenhum misterio. na mente do possuidor do objeto. claro e logico. com a consequente diminuigao das exigencias impostas a familiares. mais com o coragao do que com o cerebro. No tocante a relagao com o passado e o presente. que nao percebia a presenga dos tres desencarnados. temos o episodio de uma jovem que. a fim de colocarmos o leitor em relagao com a ocorrencia. » Ainda Emmanuel recorda que «as afeigoes familiares. forte demais para a nossa fraqueza. Reconhecendo. Enquanto os nossos sentimentos afetivos nao assinalarem o altruismo. neste e no plano espiritual. por agora. a elevagao. contudo.. desencarnada havia muito. Acrescenta Andre Luis que. podemos. Apegando-nos. Ao lado de extensa galeria. . a nossa incapacidade de. com toda a sinceridade.. sob estranha fascinagao». esperando. estejamos na libre da carne ou no Mundo dos Espiritos. o nosso caminho sera pontilhado das mais desagradaveis surpresas. tristemente. aceita-lhe as claridades sem vacilar. os lagos consanguineos e as simpatias naturais podem ser manifestagoes muito santas da alma. ajudar sem esperar retribuigao. na feigao de sentinela irritada.116 senhora que. felicidade e progresso. consoante vimos no capitulo «Estranha obsessao». e a moga. junto do qual se mantinha uma jovem desencarnada com expressao de grande tristeza. quando em visita a um museu: «Avangamos mais alem. no estudo da psicometria. ha cerca de 300 anos. considerando a oportuna advertencia de Emmanuel: «Se o clarim cristao ja te alcangou os ouvidos. «nao tinha forga» para afastar-se do proprio domicilio. aproximou-se tateando-lhe os ombros. junto a ele permanecera. realizado na medida das possibilidades de cada um. Em «Nos Dominios da Mediunidade». egoistica e desvairadamente. Uma das senhoras teve palavras elogiosas para a beleza da moldura. Relativamente a pessoas. a medida que os visitantes encarnados se retiravam para outra dependencia do museu. quando a criatura se eleva no altar do sentimento superior. como sintese de suas esperangas. E enquanto pensar no espelho. corremos o risco de a eles nos imantarmos e sobre eles exercermos cruel escravizagao. constituira penhor de alegria e paz. e razoavel que o Espirito nao venha a cair sob o peso das inclinagoes proprias». o fenomeno e o mesmo. a pureza e o espirito de renuncia peculiares ao discipulo sincero do Evangelho. Gravou no espelho a propria vida. dois cavalheiros e tres damas admiravam singular espelho. Amar sem ideia de recompensa. Vamos trazer para as nossas paginas parte do relato de Andre Luiz. esforgar-nos no sentido do gradativo afeigoamento a ele. contudo. que da Franga regressasse o jovem que se foi. Exemplo tipico de fixagao mental. mostrou-se «contente com a solidao e passou a contemplar o espelho. A narrativa e de Andre Luiz. pensar nos proprios deveres com esquecimento de pretensos direitos. servir e passar — eis o elevado programa que. a moga. acompanha um espelho a ela ofertado por um rapaz em 1700. nele polarizou todos os seus sonhos de moga. Com a mente cristalizada naquele objeto. aos que nos sao caros ao coragao. ao qual se sentia presa pelas recordagoes dos familiares e dos objetos caseiros. executar tal programa. .» «A fraternidade pura e o mais sublime dos sistemas de relagoes entre as almas. . » Colocando Jesus-Cristo no vertice das nossas aspiragoes. a amar sem exigencias. a Terra inteira. E a unica escravizagao a que nos submeteremos sera a do dever bem cumprido.117 «O equilibrio e a posigao ideal. com o seu Amor. aprenderemos. efetivamente.. a conservar a liberdade da nossa mente e a paz do nosso coragao. como Sol Espiritual que aquece. com o Bem-aventurado Aflito da Crucificagao. a ninguem escravizaremos. Aceitando-o. a servir com alegria. desde o Principio. ante a surpresa de Hilario: “. primordialmente. de modo geral. Para os que ainda duvidam de que «mediunidade nao e Espiritismo». ha de haver. nas suas admiraveis linhas doutrinarias. um taoista. em bases cristas. classificando-a convenientemente.118 40 Mediunidade sem Jesus Um dos capitulos a cujo estudo procedemos com tristeza foi o que aparece em «Nos Dominios da Mediunidade» com o titulo «Mediunidade transviada». o Protestante. como o Catolico. onde houver comunicagao mediunica. a leitura e a meditagao de tal capitulo nao deixam de causar dolorosa impressao aos que abragam o Espiritismo e nele identificam. resulta da circunstancia de ter o Espiritismo. aquele que estuda. tomam a si o encargo de orientar. um meio de servir a Humanidade sem a preocupagao de recompensas. e imprescindivel recordar que nao nos achamos diante da Doutrina do Espiritismo. em todos esses apontamentos. Embora nao tenha o Espiritismo nenhuma responsabilidade pela pratica mediunica que se realiza com ausencia de Jesus. Espiritismo e uma coisa e Mediunidade e outra. tendo em vista o progresso geral. mesmo. uma freira. veicular o pensamento e as ideias dos Espiritos. A Doutrina Espirita encara o mediunismo como um meio de que se serve Deus para auxiliar a Humanidade em seu esforgo evolutivo. pois. constam apontamentos especificos sobre a mediunidade e sua pratica. erroneamente. sem duvida. evidenciando-se.Hilario. as elucidagoes do Assistente Aulus dissiparam. que. aceita e pratica com fidelidade os salutares principios doutrinarios. o Ateu ou o Materialista. erigidos por edificante monumento tendente a operar. confundindo-os erroneamente. Essa e a verdade que todos proclamamos e que o Assistente Aulus ratifica em termos expressivos. de elevado teor espiritual. um budista. por isso mesmo. a orientagao para que os me­ diuns desenvolvam e cultivem as suas faculdades. um confucionista ou islamita podem ser mediuns. com o tempo. um xintoista. A conexao entre Espiritismo e Mediunidade e que leva a maioria do povo a considera-los a mesma coisa. o desenvolvimento mediunico. a renovagao do espirito humano. Os centros espiritas. da nossa piedade. Da nossa literatura classica. e. Espiritismo e um corpo de Doutrina. . de qualquer religiao. manobrados por mente ociosas. forgosamente. a elevagao do ser humano. afeigoadas a exploragao inferior por onde passam. um pastor. E nao ignoramos que fenomenos mediunicos sao peculiares a todos os santuarios e a todas as criaturas. consubstanciando normas e diretivas superiores que visam. Medium tanto pode ser o Espirita. Mediunidade e um dom que possibilita a criatura humana. estabelecido normas seguras para o exercicio da Mediunidade. unicamente. os fracos vestigios de incerteza que ainda podiam subsistir na consciencia dos que pensam. bem assim de compendios subsidiarios. dignas.” Espirita e. Um padre. Doutrina Espirita. Presenciamos fenomenos mediunicos. Ha Espiritos e mediuns em toda a parte: nos centros. sofrer-lhes-ao o assedio. serao compelidos a defrontarem-se com tais Espiritos. a realidade dos fatos. no porvir. o bem e a elevagao espiritual dos homens. Que se deem. alem de constituir atividade degradante e anti-fraterna. O Espiritismo. escravizandoos aos seus caprichos. os enfermos curados e os ignorantes esclarecidos. aquilo que agora lhes negam: orientagao. nao sao «agrupamentos espiritas». solugao de negocios materiais. a fim de lhes darem. maleficamente. o que foge. a denominagao. tais como. nem Mediunidade quer dizer Espiritismo. transformando-se em criaturas obsidiadas. A exploragao dos Espiritos nao suficientemente esclarecidos. estabeleceu normas para o exercicio da mediunidade. substancialmente. que mais agrade aos seus apreciadores. Tais ocorrencias levam. Consultar e explorar os Espiritos sobre assuntos materiais e pratica que a Doutrina Espirita nao perfilha. seja no Espago ou no porvir. amor e . em futuras reencarnagoes. Podemos e devemos mesmo distinguir a mediunidade da seguinte forma: a) — Aquela que se exerce em fungao de objetivos superiores (Mediunidade com Jesus).119 Nao convidam ninguem. realizagoes de casamentos. uma vez que. portanto. Assim como existem espiritas que nao cultivam a mediunidade. obtengao de empregos. apos a desencarnagao. exercida em nome e sob a responsabilidade do Espiritismo Cristao. Agrupamentos que explorem os Espiritos. sera sempre um instrumento de edificagao para o seu possuidor. os aflitos serao consolados. menos a de «praticas espiritas». tratando de tais assuntos. em futuras reencarnagoes. exclusivamente. A mediunidade. Onde a mediunidade se exercite em fungao de objetivos subalternos. sua finalidade e. nas igrejas e nos templos protestantes. De modo geral. Toda pratica mediunica que foge a tais normas nao pode nem deve receber a denominagao de «pratica espirita». como Doutrina codificada. na saude e na vida do proximo. a tais praticas. nao e «reuniao espirita». os que agem levianamente com os Espiritos. A mediunidade que se orienta pelo Espiritismo e simples. b) — Aquela que se exerce em fungao de interesses inferiores (Mediunidade sem Jesus). somente a ma fe ou a leviandade podem identificar a presenga e a responsabilidade do Espiritismo. nao e Mediunidade. Ou. portanto. Reuniao de pessoas com o objetivo de influirem. por ela. representa lastimavel abuso pelo qual os responsaveis responderao oportunamente. seja na presente encarnagao. os menos avisados a considerar o Espiritismo como responsavel por toda expressao fenomenica. etc. sem ritual de qualquer especie. como vitimas de terriveis obsessoes. ha mediuns que ate odeiam o Espiritismo. entao. mas abrem as suas portas a todos que lhes buscam o amparo na hora precisa. Espiritismo.. como filhos. ou a recebe-los. a lhes reclamarem orientagao e socorro. deve efetivar-se atraves de uma . amanha seremos compelidos a recebe-los como filhos. apos a desencarnagao. no grande porvir. A “mediunidade transviada” se reveste. prejudicam o servigo de amparo aos necessitados. Quem se dedicar a esse genero de atividade mediunica nao ficara impune. tais como: a) — Perigo de obsessao resultante da estreita afinidade magnetica que se estabelecera entre os comparsas dessa atividade (mediuns. serao eles surpreendidos pelas entidades que escravizaram. inexoravelmente. Apesar da piedade dos Elevados Instrutores. dirigente e Espiritos). Os Espiritos que se submetem a tais caprichos sao dignos de nossa ajuda e do nosso carinho. b) — Encontro. sincero e despretensioso. Esse auxilio. e.). claramente. constitui processo de vampirizagao dos desencarnados pelos encarnados.» Conclui o Assistente Aulus esclarecendo que «cada servigo nobre recebe o salario que lhe diz respeito e cada aventura menos digna tem o prego que lhe corresponde». a revelia. a lei do reajuste funcionara. b) — Consultas e exploragao de Espiritos ainda ignorantes sobre assuntos espirituais inferiores (agao malefica sobre a saude e a vida do proximo). referindo-se as consequencias da «mediunidade transviada»: « — Na hipotese de nao se reajustarem ao bem (os Espiritos que atendem consultas inferiores). determinando consequencias dolorosas.120 respeito. Expostas essas consideragoes. das seguintes caracteristicas: a) — Consultas e exploragao de Espiritos ainda ignorantes sobre assuntos materiais (casamentos. das seguintes palavras do Assistente Aulus. mais tarde. negocios. no circulo familiar. Atividade mediunica onde os interesses inferiores. E o que se depreende. portanto. c) — Reencontro. alcangarao pleno equilibrio nos debitos em que se emaranharam. mui provavelmente. das salutares normas que o Espiritismo estabelece para o intercambio com os Espiritos. como pais e filhos. com tais entidades. acertando contas e recompondo atitudes. tao logo desencarnem o dirigente deste grupo e os instrumentos medianimicos que lhes copiam as atitudes. pois. quando responsaveis e vitimas estiverem reunidos no instituto da consanguinidade terrestre. o esclarecimento e o amor de que os privamos. E se hoje lhes recusamos esse carinho e essa ajuda. para facilidade de nosso estudo e comentarios. que se imprimem no papel como simbolo e representagao do nosso imenso amor a Doutrina Espirita. a fim de lhes darmos. etc. em zonas inferiores. empregos. de todo o coragao. somos levados a situar em termos graficos. preferindo explora-los e mante-los na ignorancia. porque materiais. Ha muitos recursos de auxilio a grupos que funcionem na base da invigilancia e do desaprego aos valores espirituais. na condigao de pais e filhos. em futuras reencarnagoes. o doloroso problema da “mediunidade transviada”: Definigao: Mediunidade transviada e aquela que se exerce em fungao de interesses inferiores. «nao estuda» como seria desejavel em face do notavel desenvolvimento do Espiritismo. com a nossa amizade e o nosso desinteresse. fraternalmente. afinal. . o trabalho e o estudo. Falemos. Destaquemos o respeito que devemos aos emissarios do plano espiritual que nos partilham. revistas e mensagens de teor educativo. da simplicidade de que se devem revestir os trabalhos mediunicos. Salientemos o imperativo de ajudarmos. transmitindo mensagem psicofonica em Pedro Leopoldo. na qual se evidencie o proposito sadio de levar-lhes o pensamento e a agao edificantes. jornais. mas. adverte quanto a necessidade de remontarmos as fontes da Codificagao. que os Espiritos menos esclarecidos nao sao nossos escravos. A familia espirita brasileira. pouco le. Ressaltemos o elevado sentido espiritual que deve nortear o intercambio com os desencarnados. estimulando-os.. Acreditamos que a intensificagao do estudo das obras basicas ou classicas. a cristalinidade e o sentido superior da pratica mediunica. funcionando com orientagao segura e dentro das normas cristas da Codificagao.. amanha. Leopoldo Cirne. estamos certos. Eis. lidador espirita dos primeiros tempos. cujo sentido de plena atualidade mais e mais se consolida na consciencia dos espiritas de boa vontade.121 colaboragao amiga. a luz dos postulados doutrinarios. amavelmente. ao estudo evangelico e doutrinario. irmaos empenhados na mesma luta redentora. Estimulemos. na opiniao dos Amigos Espirituais. era que os responsaveis por esses grupos sentirao a necessidade de converte-los em legitimos «grupos-mediunicosespiritas». ou melhor. pois. os que nos antecederam na “grande viagem”. sensivelmente. os meios pelos quais podemos ser uteis a tais agrupamentos: a) — Exortando-os. atraves da conversagao amiga. para que os que se afeigoam a “mediunidade transviada” sejam. Deixemos claro. com vistas a redengao deles mesmos e de todos nos. sob as bengaos do Espiritismo. da chamada «literatura de Pedro Leopoldo» e de tantos livros publicados por esclarecidos companheiros. contribuiria. ao trabalho com Jesus. sim. fora do veiculo fisico. as experiencias evolutivas. em conclusao. a fim de que se preservem a pureza. c) — Realizando palestras evangelicas e doutrinarias impregnadas de sincera fraternidade. muito numerosa na atualidade. Colaboremos. b) — Distribuindo livros. vanguardeiros da “Mediunidade com Jesus”. para que agrupamentos mediunicos desorganizados se ajustassem ao servigo superior. Epoca vira. Evidenciemos o imperativo de renovagao moral decorrente do nosso convivio com as sombras amigas. fraternalmente. confiantes e esperangosos. sem duvida. a uma triste “procissao de aflitos”. ajudar e socorrer segundo as limitagoes que nos sao peculiares. O Centro Espirita pode. fracassaram amiudadas vezes. caindo e ferindo-se na repetigao de dolorosas experiencias. Sao consciencias atribuladas. tanto para o medium. E um irmao que conduz uma mente desarmoniosa. mas reconhecidamente incapazes de lance operatorio dificil e de urgencia. assemelhando-se. competentes e estudiosos. e apenas um companheiro necessitado de reajuste psiquico. por mais humilde que seja esse Centro. esquegam a ternura e a compreensao. Enfermos de todos os matizes para ali se dirigem. caminham desalentados. Os templos espiritas sao como os hospitais: precisam de clinicos. E o oasis de paz e esperanga onde esperam encontrar Jesus de bragos abertos. material e humanamente. Nota-se. o refugio e a consolagao. Ha necessidade do estudo edificante que esclarece e ajuda o discernimento. uma tendencia generalizada no sentido de se aconselhar a todo o mundo. nas dificeis jornadas evolutivas. para todos esses desencantados. especialmente aquela. Muitas vezes aquele que procura o Centro Espirita. habeis e humanitarios. ansiosas pelo esclarecimento que renova a mente e abre ao Espirito perspectivas de esperanga e de fe. criaturas de boa vontade. apresentando certos desequilibrios. por analogia. Imaginemos a situagao de um acidentado que procura o hospital e la encontra. Sao coragoes angustiosos que. espera. alheios aos surtos evolutivos da Ciencia de Curar. insistam na va tentativa de amparar os que estao entregues ao desanimo e a enfermidade! E o caso de lembrar a pergunta do Mestre Galileu: “Pode um cego guiar outro cego? nao cairao ambos no barranco? Quem procura um Centro Espirita. encontrar companheiros em condigoes de. Sao «almas acidentadas» que. quanto para o dirigente de sessoes. ou de medicagao preventiva que o resguarde da gangrena e da morte! O hospital bem aparelhado. ser comparado a um Hospital de Pronto Socorro. E o Centro Espirita e. capacitados a ajudarem eficientemente aos enfermos que ali buscam medicamento e socorro. quais medicos ociosos. e. o desenvolvimento da mediunidade. em nome do Cristo. conjuntamente. agora. que os espiritas percam o gosto pelo estudo superior. Imaginemos. famintos do pao espiritual. . quase vencidos. de quantos colaboram nesse importante e complexo setor da Doutrina Espirita. para a doce e suave comunhao da fraternidade e da alegria. destrambelhada. granjeia a confianga e o aprego de uma populagao inteira.122 41 Disturbios psiquicos O servigo mediunico e de tal modo sagrado que nao pode dispensar. diariamente. a preparagao moral e cultural. apenas. indistintamente. de forma alguma. por muito sofrerem. Sera isto aconselhavel? E o que desejamos comentar. em nosso abengoado movimento. 123 necessitado. implica. a prudencia e o bom-senso aconselham que o processo de cura se realize em duas fases: a) — Renovagao da mente. examinemos se se trata mesmo de mediunidade a desenvolver ou de mente a reajustar. O trabalho foi. b) — Integragao no trabalho: Quando dizemos «integragao no trabalho. por exemplo. o Chefe desse maravilhoso movimento. ter causas diferentes. caminhar com os proprios pes e lutar. queremos referir-nos a atividade crista. enfim. das Esferas esplendentes de onde dirige os destinos da Humanidade planetaria. reajustada a mente. como primeiro passo. Dever-se-a. ou ajuda-la. desejam. assim especificadas: a) — Origem mediunica. francamente. possa alegrar-se com a boa vontade e o esforgo de quantos. talvez prematuro. servir com reais possibi­ lidades na luminosa sementeira mediunica? A nosso ver. tais como: a) — Disciplina b) — Estudo c) — Meditagao d) — Prece Sao requisitos indispensaveis aqueles que. defenda e ilumine o homem a sua casa mental. todos os que abragamos o Espiritismo. nesse caso. no culto a aplicagao de valiosos principios cristaos. Antes de aconselharmos o desenvolvimento mediunico. Os disturbios psiquicos podem. em sintese. ante a convicgao de que e ele. a faculdade que parecia despontar desaparece em definitivo. de se renovar para o bem e para a luz. na adesao sincera e firme aos principios evangelicos. dando ocupagao a propria mente. no processo de renovagao da mente. a fim de que possa. Muitas vezes. antes. preservando-a da incursao. sob a inspiragao de Jesus. neste ou naquele setor. modificar a propria vida. no cultivo da fraternidade para com todos. b) — Resultantes de simples desarmonia mental. a prol de superiores objetivos espirituais. Estudemos. unicos capazes de acenderem dentro de nossa alma a candeia que nos iluminara os roteiros evolutivos. no exercicio da atividade mediunica. o libertador de consciencias e o consolador de aflitos. e e sera sempre excelente e incomparavel recurso para que. Queremos referir-nos a integragao da criatura em qualquer genero de servigo construtivo e fraterno. Seja qual for o caso. nas fileiras de nossa . de fato. perigosa e sorrateira. A renovagao da mente. Noutras. A integragao no trabalho se expressa. pois. a fim de que Jesus. tal orientagao nao corresponde ao que temos lido na Doutrina e nela aprendido. apos o reajuste mental. se for o caso. de entidades ou pensamentos parasitarios. as possibilidades medianimicas se ampliam e se enriquecem. despertando ao calor do Cristianismo Redivivo. abrindo ao novo companheiro valiosas oportunidades de servir ao proximo. antes de tudo. evidentemente. levar tal criatura a mesa mediunica para o desenvolvimento. nobre e edificante. futuramente. um dia. aos cumes da Espiritualidade Vitoriosa.124 Doutrina ou de outros santuarios religiosos. asas com as quais ascenderemos. Estudemos. lutam pela implantagao do seu Reinado de Luz e Sabedoria. possamos... transformar as nossas maos e as nossas palavras em abengoados instrumentos de auxilio a quantos buscam os nucleos espiritas na certeza de que NEM TUDO ESTA PERDIDO. . um dia. a fim de que o nosso trabalho se realize na base do Amor e da Sabedoria. Estudemos a fim de que. mediuns e dirigentes. identificando-nos com o Divino Amigo. corporificando-se. Todos os fenomenos de materializagao sao regidos. A sua finalidade e possibilitar a combinagao de recursos para efeitos eletricos e magneticos. etc. Tais sao as primeiras providencias tomadas por entidades especializadas. b) — Ionizagao da atmosfera. dificeis e perigosos trabalhos. c) — Destruigao das larvas. Ha. que se observam nas sessoes. sentido e tocado.” Esta convicgao nos leva a pensar como e possivel um grupo de pessoas. Nenhum Espirito Superior — podemos dizer isto sem pestanejar — concorda em materializar-se simplesmente para atender a curiosidade de “A” ou “B. sem o devido senso de responsabilidade ante fenomeno tao complexo. A ionizagao e. tres principais providencias. Assim sendo. ouvir-lhe as pulsagoes do coragao e com ele conversar naturalmente. iniciemos o presente estudo definindo.125 42 M a te ria liz a g a o (1°) O fator moral nunca esta ausente de qualquer realizagao espirita. fundamental diferenga entre uma e outra. portanto. dedicar-se ao trabalho de «fazer sessoes de materializagao»! Uma vez que as pessoas nao familiarizadas com o Espiritismo costumam confundir «materializagao) com «aparigao». uma e outra coisa. convenientemente. um processo de eletrificagao do ambiente. inicialmente.. As reunioes exigem um trabalho preparatorio. tambem nas manifestagoes de efeitos fisicos as motivagoes superiores constituem a razao de ser da concordancia dos Espiritos em se materializarem. por assim dizer. muito intenso. Os focos de luz. MATERIALIZAQAO e o fenomeno pelo qual os Espiritos se corporificam. a fim de evitar o acesso de entidades inferiores que podem. Nao e preciso ser medium para ver o Espirito materializado. assim discriminadas: a) — Isolamento do local das sessoes num circulo de mais ou menos 20 metros. Estabelecida a distingao. por entidades elevadas. lampejos. mas tambem afetar a pureza do material utilizado nas materializagoes. etc. capazes de conduzir com seguranga tao importantes. a que chamariamos primeira fase. sao devidos . tornando-se visiveis a quantos estiverem no local das sessoes. ectoplasma. fluidos. nao somente perturbar os trabalhos. O isolamento do local se faz por meio de extenso cordao de obreiros esclarecidos. a Pa RIQAO e o fenomeno pelo qual o Espirito e visto APENAS por quem tiver videncia. tais como. A materializagao e um fenomeno objetivo e a aparigao e um fenomeno subjetivo. de encarnados e desencarnados. entremos no assunto. pode o Espirito ser visto. Materializando-se. Os supervisores espirituais tomam. especialmente dos ultimos. Podemos abraga-lo. sentir-lhe o calor da temperatura. ou supervisionados. e natural que os encarnados tambem se preparem e colaborem convenientemente. Querem apenas ver os Espiritos e deslumbrarem-se ante a maravilha do . determinam emanagoes venenosas que podem atingir. previamente planejadas no Plano Superior. Poucos se submetem a essa disciplina. visando a resguardar a organizagao mediunica e assegurar o bom exito das materializagoes. Se o ambiente se acha impregnado de formas-pensamentos» inferiores e de substancias venenosas. com tanta boa vontade. insano e o esforgo dos Espiritos na organizagao de trabalhos de materializagao. prejudicialmente. de um modo geral. “A forga nervosa do medium e materia plastica e profundamente sensivel as nossas criagoes mentais. dai os perigos que as reunioes de materializagao apresentam. o ectoplasma e restituido cheio de impurezas. Dessa obra. na maioria das vezes. lhe e restituido ao organismo. destinado a materializagao dos Espiritos. sendo aconselhavel a sua consulta pelo leitor. tomadas ou ingeridas. de tomar as seguintes precaugoes. c) — Bebidas.. no capitulo sobre materializagoes. alegando impositivos cientificos. cumpre preservar a pureza do ectoplasma.. b) — Fumo.126 a combinagao de recursos. A destruigao das larvas por aparelhos eletricos invisiveis (aparelhos espirituais) se executa a fim de evitar que o ectoplasma (forga nervosa do medium) sofra a intromissao de certos elementos microbianos”. se furtam a comezinhos principios de elevagao moral. extraimos estes apontamentos. Ha necessidade da disciplina espiritual e da abstinencia de certos alimentos e bebidas que. Se na parte dos Espiritos ha semelhante esforgo. afetando o aparelhamento fisiologico de quem. b) — Facilitar investigagoes cientificas respeitaveis.. abstendo-se de: a) — Alcoolicos. tem. Assim sendo. com abundancia. nos servigos de cura. Esse ectoplasma. Assim sendo. “Todo o perigo desses trabalhos esta na ausencia de preparo dos nossos amigos da Crosta. gragas a ionizagao da atmosfera momentos antes dos trabalhos. Como? Porque? Vejamos: o medium fornece. e justo entendamos que somente por motivos superiores os Espiritos se materializam. nao tomam conhecimento desses perigos. apos a desmaterializagao dos Espiritos. Os assistentes. d) — Pensamentos inadequados. a organizagao do medium. Este assunto foi objeto de completa elucidagao no livro “Missionarios da Luz”. ectoplasma do seu proprio corpo. Como nos e dado observar. tais como: a) — Atendimento aos sofredores encarnados. invariavelmente. estas resultantes da ingestao de alimentos grosseiros e bebidas excitantes. se ofereceu ao servigo: o medium! Os componentes de um grupo de materializagao que funciona na base da seriedade e do respeito. os quais. As materializagoes. fagamos. sem atentar no sacrificio das entidades e do medium. antes de nos empolgarem pelo sentido fenomenico. E. devem constituir motivo para que. de nossa parte. muito menos. o possivel para acendermos no coragao a lanterna do aperfeigoamento espiritual. nas consequencias morais que decorrem do fenomeno.127 fenomeno. exaltando a Vida Imortal e nos lembrando da Transfiguragao do Senhor. . 128 43 M a te ria liz a g a o (2°) No capitulo precedente colocamos em evidencia o esforgo preparatorio dos Espiritos Superiores nos cometimentos de efeitos fisicos. Focalizemos, agora, a segunda fase dos preparativos, ou seja, aquela que se inicia logo depois da preparagao do ambiente e a sua defesa no exterior, pelos supervisores desencarnados. Nos fenomenos de materializagao, os Espiritos tem que contar com tres elementos essenciais, a fim de que o trabalho alcance exito. A esses elementos, o Assistente Aulus, visando, sem duvida, a melhor compreensao dos estudiosos, da a denominagao de Fluidos “A”, “B” e “C”, classificando-os da seguinte maneira: A — Representando as forgas superiores e sutis das Esferas elevadas. B — Recursos ou energias do medium (ectoplasma) e dos seus companheiros. C — Recursos ou energias tomadas a Natureza terrestre, nas aguas, nas plantas, etc. O proprio Assistente acentua que os supervisores nao encontram dificuldades na manipulagao dos Fluidos “A” e “C.” Os fluidos “A” sao puros e contribuem para a sublimagao do fenomeno; os fluidos “C” sao doceis e representam energias extremamente propicias a execugao dos trabalhos. Todavia, quando chega o momento de selecionar e apurar os Fluidos “B”, que representam a contribuigao dos encarnados, o esforgo dos obreiros espirituais esbarra, sempre, com enormes obstaculos. Na maioria dos casos e profundamente trabalhoso o servigo de composigao dos tres elementos (A, B e C), porque, enquanto o Plano Superior e a Natureza oferecem o que de melhor possuem, nos, os encarnados, responsaveis pela contribuigao “B”, primamos em oferecer o que de mais infimo detemos, atraves de «formas-pensamentos, absurdas, de emanagoes viciosas resultantes do uso do fumo e da bebida e do abuso de carnes, bem assim de petigoes inadequadas, simbolizando os caprichos e incongruencias que nos sao peculiares. Vejamos como Andre Luiz descreve o conjunto dos encarnados: «As catorze pessoas assembleadas no recinto eram catorze caprichos diferentes. Nao havia ali ninguem com bastante compreensao do esforgo que se reclamava do mundo espiritual, e cada companheiro, ao inves de ajudar o instrumento mediunico, pesava sobre ele com inauditas exigencias. Em razao disso, o medium nao contava com suficiente tranquilidade. Figurava-se-nos um animal raro, acicatado por multiplos aguilhoes, tais os pensamentos descabidos de que se via objeto.» Como se ve, pela triste descrigao de Andre Luiz, esmeramos, lastimavelmente, em nos constituirmos as mais dissonantes notas da sublime orquestragao da Vida. As plantas e as aguas, em harmonia com os recursos do Plano Superior, esbarram contra a indisciplina e a invigilancia, o imediatismo e a presungao de nos outros, os encarnados. Acompanhemos, um pouco mais, a narrativa de Andre Luiz: 129 «Os amigos, ainda na carne, mais se nos figuravam criangas inconscientes. Pensavam em termos Indesejaveis, expressando petigoes absurdas, no aparente silencio a que se acomodavam, irrequietos. Exigiam a presenga de afeigoes desencarnadas, sem cogitarem da oportunidade e do merecimento imprescindiveis, criticavam essa ou aquela particularidade do fenomeno ou prendiam a imaginagao a problemas aviltantes da experiencia vulgar.» Retomando o fio de nossas consideragoes, salientemos, ainda, novas providencias tomadas pelos supervisores, agora nao mais para defender o local das sessoes, mas para colocar o medium, fisiologica e psicologicamente, em condigoes de, a salvo de qualquer surpresa desagradavel ao organismo, possibilitar a integralizagao do fenomeno. Tais providencias se caracterizam pelo socorro magnetico, tambem com tres fundamentais objetivos, a saber: a) — Incentivo aos processos digestivos do medium; b) Limpeza do sistema nervoso, para as saidas de forgas; c) — Auxilio para o desdobramento do medium. Com relagao ao item «a», transcrevamos de Andre Luiz no livro «Missionarios da Luz»: «Ele (Alexandre), Veronica e mais tres assistentes diretos de Alencar colocaram as maos, em forma de coroa, sobre a fronte da jovem e vi que as suas energias reunidas formavam vigoroso fluxo magnetico que foi projetado sobre o estomago e o figado da medium, orgaos esses que acusaram, imediatamente, novo ritmo de vibragoes. » Sob a agao magnetica dos supervisores, notou Andre Luiz «maior produgao de bile e de enzimas digestivos, bem assim acelerada atividade do pancreas langando grandes porgoes de tripsina na parte inicial dos intestinos”. «As celulas hepaticas esforgavam-se, apressadas, armazenando recursos da nutrigao ao longo das veias interlobulares, que se assemelhavam a pequeninos canais de luz.» Ao iniciarem os Amigos EspiritUaiS o trabalho de assistencia aos centros nervosos da medium — item «b» - observou Andre Luiz (ainda em «Missionarios da Luz») que (as forgas projetadas sobre a organizagao mediunica efetuavam limpeza eficiente e energica, porquanto via, espantado, os residuos escuros que lhes eram arrancados dos centros vitais». Quanto ao item «c», transcrevamos as observagoes de Andre Luiz: “Prosseguindo o exame dos trabalhos em curso, reparei que VeroniCa algava, agora, a destra sobre a cabega da jovem, demorando-a no centro de sensibilldade. — Nossa irma Veronica — explicou o meu generoso orientador — esta aplicando passes magneticos como servigo de introdugao ao desdobramento necessario.» As consideragoes, ate o momento expendidas, levam-nos a repetir o que dissemos no inicio do precedente capitulo: o fator moral tem que estar presente em todas as realizagoes do Espiritismo Cristao. Moral que determine o elevado compOrtamento dos encarnadOS, ante a magnitude do fenomeno. Moral que contribua, decisivamente, para a sublimagao dos trabalhos e assegure a pureza das manifestagoes e o perfeito equilibrio fisiologico do 130 medium. Moral que faga, de cada um dos componentes do grupo, um irmao interessado, sobretudo, na extensao dos beneficios aos enfermos que ali se congregam. Moral que grave na consciencia de todos a certeza de que, antes da satisfagao de nossos caprichos e entusiasmos, paira, altaneiro e sublime, porque revestido de eternidade, o cumprimento da advertencia de JesusCristo: “O mandamento que vos dou e que vos ameia uns aos outros como eu vos amei.” Verificam-se nos lares. tendo em vista a ocorrencia. nas ruas. sob as vistas de terceiros. daremos a essas materializagoes a denominagao de «normais». as mais comuns. Nas materializagoes do grupo «a». Por necessidade de classificagao. dos tres elementos essenciais que possibilitam a realizagao do fenomeno. assistido por terceiros. Podemos. indiscutiveis por motivo muito simples: enquanto o medium. distribui gentilezas e faz curativos na sala ante o pasmo geral. Embora o ectoplasma nao aparega aos olhos daqueles que as testemunham. de forma sutil e que transcende a nossa capacidade de percepgao. em cabines. Como se processam as materializagoes? De uma so maneira ou sujeitas a variagoes? Ha sempre necessidade de mediuns em transe. Nas materializagoes do grupo «b». corporificado aparece na sala. que atestam a sua presenga corporea na cabine. ele existe e se associa aos dois outros restantes elementos: (a) energias dos planos superiores e (c) recursos tomados a propria Natureza. sem o concurso do perispirito do medium. o fenomeno adquire foros de sublimagao. o Espirito. entidades especializadas leva a efeito a Sublime composigao dos tres referidos elementos... sob as vistas . o perispirito. entao. agora. dividir as materializagoes em dois grupos diferentes: a) — O Espirito incorpora o perispirito do medium colocado em transe. e utilizado pelo Espirito que. O proprio Espirito. A todos empolga e apresenta caracteristicas realmente comprovadoras da sua beleza e magnitude. desprendendo-se. Ja tivemos oportunidade de presenciar fenomenos dessa ordem. tambem. efetivamente. permanece na cabine. materializado. embora invariaveis sejam os seus fundamentos. As materializagoes sao variaveis. conversa. focalizado as providencias preparatorias dos supervisores e as medidas acauteladoras atribuidas aos que compoem grupos de efeitos fisicos. Essas materializagoes sao. considerando os obstaculos que se deparam aos Espiritos por forga da Condigao deficitaria dos companheiros encarnados. nos capitulos anteriores sobre o assunto. nos campos. podem dispensar o concurso ostensivo do medium. enquanto o corpo fisico do medium descansa. por si mesmo e com o concurso de supervisores espirituais. em todas elas. Alguem o esta fornecendo. Essas materializagoes que denominamos «Sublimadas». etc. b) — O Espirito organiza o seu corpo exclusivamente com os elementos essenciais as materializagoes. Nos Estados Unidos presentemente se realizam. a fim de que as entidades se possam corporificar? As elucidagoes do Assistente Aulus respondem a tais perguntas. mencionados no capitulo anterior. E elas sao. passeia. assim. do mecanismo das materializagoes. nas igrejas. «comuns» ou «vulgares”.131 44 M a te ria liz a g a o (3°) Depois de termos. vamos tratar. mais sublime e impressionante. Um novo Pentecostes. No deslumbrante cenario da Natureza. em pleno campo. mensagens de esperanga na Eterna Vida. temos o maravilhoso Pentecostes na presenga corporea dos amigos que nos precederam na longa viagem. deixando-lhes. . ao se despedirem.132 maravilhadas de dezenas e centenas de pessoas. sem concurso ostensivo de mediuns.. efetivamente. extasiada. «um som. nao podiamos suportar ha vinte seculos as maravilhas que o Divino Amigo tinha para nos dizer e mostrar. como se viesse do ceu. ante a surpresa de inumeros forasteiros. Em outras palavras: sem necessidade de medium em transe. Em Jerusalem. tais como retratos e frases consoladoras. como de um vento impetuoso» encher toda a casa onde estavam os discipulos. amistosamente.. os «mortos» se tornam visiveis. «ficaram cheios do Espirito Santo e passaram a falar em outras linguas». Nos dias presentes com reais possibilidades de intensificagao no futuro —. a multidao observa. com os presentes. materializagoes dessa natureza. se verifica na atualidade.. numa afirmagao inconteste de que. apresentam a mesma forma da encarnagao anterior e confabulam. Corporificam-se inteiramente. os quais.. nos templos de iniciagao. Vejamos o item «b». para melhor facilidade do estudo. desalentadas e sofredoras. formavam o seu imenso auditorio — auditorio de aflitos e sobrecarregados. encarnados e desencarnados. c) — Investigagoes cientificas. Sao esses. de que participam o Assistente Aulus e o querido Andre Luiz. justamente. simples. monges alados. homens rusticos. assim especificadas: a) — Socorro aos sofredores e ignorantes. a distancia dos necessitados. O capitulo em estudo se desenvolve em forma de brilhante e substancioso dialogo. A sua obra de redengao efetivou-se. penultimo de «Nos Dominios da Mediunidade» e. os montes e vales ou as pequenas aldeias. no cume dos montes. a fim de verificarmos qual deles apresenta real interesse para os obreiros do Espiritismo Cristao. Jesus. curando e ensinando. tambem. Nele encontramos valiosos e edificantes apontamentos. a distancia dos necessitados de todos os matizes. No item «a» encontramos devotados seareiros consagrados ao servigo de cura e de esclarecimento. Foi esse o seu mundo. Da analise desse magnifico dialogo. A maioria era constituida de pescadores. em sua grande maioria. tudo bem . todos eles indispensaveis ao estudo da mediunidade. a nosso ver. em tese. conclui-se que. O cenario era tambem variado: as margens poeticas do Tiberiades. com todas as caracteristicas observadas no item «a» do nosso grafico. O trabalho de Jesus realizou-se. de que e o Oriente tao prodigo. a sua faculdade esteve a servigo do Pai. por ordem alfabetica. ou seja. de modo geral. prostitutas e publicanos. tarefa a que nos propusemos impulsionados pelo desejo de colocar a nossa insignificante pedrinha na construgao do templo que o Espiritismo Cristao esta erguendo. humildes. indiscutivelmente. o exercicio da mediunidade.. Analisemos os diversos grupos. b) — Atividade limitada aos templos de iniciagao. portanto. repetindo o que fez o Mestre e Senhor Jesus durante o seu divino ministerio na Terra. Tais almas.133 45 Cristo Redivivo Estamos ante o capitulo «Anotagoes em servigo» —. penultimo deste livro. materializagoes e desmaterializagoes e comunicados eruditos. no qual o intercambio espiritual se verifica a portas fechadas.. no meio de cegos e paraliticos. a encarnados e desencarnados. os servigos mediunicos obedecem a quatro principais motivagoes. na consciencia de cada um de nos. Como MEDIUM DE DEUS. pouco a pouco. Sem duvida belos fenomenos ali se verificam. os aspectos fundamentais que assinalam. Os seus companheiros do colegio apostolico foram. viveu sempre entre os enfermos e ignorantes. tao rico de ligoes atinentes a mediunidade. leprosos e estropiados. Verifiquemos qual o tipo de servigo que nos ajudara a identificarmo-nos com os ideais de fraternidade do Evangelho. d) — Exploragao dos Espiritos. . realizar o programa de fraternidade do Evangelho. encontraremos no exemplo do Divino Mestre a resposta as nossas mais profundas indagagoes. exaltando o esforgo da Ciencia. Perguntamos: Teria Jesus-Cristo permanecido em templos cujo acesso fosse vedado aos necessitados de todos os matizes? A resposta encontra-se nos relatos de Mateus e Marcos. Esmerilhando os fenomenos mediunicos e catalogando-os. com a balanga e a retorta. A inteligencia. estaremos. os fins objetivados pela pratica do mediunismo. Divino Amigo e Redentor da Humanidade. o comentario e do respeitavel Aulus: «O laborioso esforgo da Ciencia e tao sagrado quanto o heroismo da fe.. o do campo das investigagoes cientificas. ocorrem. deve..” Diante da palavra autorizada do Assistente. Esse aspecto do mediunismo e bem o simbolo do comodismo e do orgulho rotulados ou fantasiados de cultura. dentro e fora do Espiritismo. varias indagagoes: Qual o aspecto do mediunismo que deve ser adotado pelos trabalhadores do Espiritismo Cristao? “a”. a fim de comprovar-lhes a sobrevivencia? Se desejamos seja Jesus-Cristo o inspirador do nosso movimento. nada temos a acrescentar.134 longe dos enfermos e dos ignorantes. «c» ou “d”? O socorro aos necessitados. curando enfermos. no servigo de libertagao das consciencias. na medida de nossas forgas. pesando e medindo Espiritos. a luminosa figura do Cristo Redivivo. Lucas e Joao. distribuindo pao e peixe aos famintos e discursando construtivamente. .. “b”. o do exercicio mediunico com objetivos inferiores. tambem vive para servir ao Senhor. por um dever de consciencia devemos afeigoar o nosso coragao e conjugar o nosso esforgo no devotamento a vinha que por Ele nos foi confiada. nos templos de iniciagao? A atividade nos laboratorios. o Espiritismo cultivar aquela mesma seara a que o Divino Redentor. do corpo e do espirito. garantindo a dignidade da Religiao na Era Nova. Relativamente ao item «d». naturalmente. segundo as narrativas do Evangelho. Sol de nossas vidas e Advogado de nossos destinos. Examinando o trabalho de Jesus. Expostos. com a ignorancia e o pecado. egoistico. evidentemente. reportamo-nos ao capitulo proprio — «Mediunidade sem Jesus». no altar do nosso coragao. consagrou toda a sua existencia. em linhas gerais. colaborando para a restauragao da Boa Nova primitiva e entronizando.. A resposta e a propria vida de Jesus. sem duvida. E se procurarmos. como MEDIUM DE DEUS.. como fez Jesus? O intercambio. onde o Filho de Maria aparece identificado com a alegria e a afligao. Sobre o item «c». chegara ao registro das vibragoes psiquicas. Se lhe chamamos Senhor e Mestre. e que por serem nobres e grandes. humilhando-se. para que a simplicidade nos favorega a renovagao. Extirpa do campo de nossas almas a erva daninha da indisciplina e do orgulho. Ensina-nos a honrar-te os discipulos fieis com o respeito e o carinho que lhes devemos... encerramos as paginas deste livro com a prece proferida pelo querido Andre Luiz. ao termino da maravilhosa excursao realizada na veneravel companhia do Assistente Aulus e de Hilario. Glorifica-os. ocultamente. na Terra. A esses Benfeitores creditamos o jubilo de termos levado ate o final esta humilde empresa doutrinaria. tributando-lhes a nossa carinhosa homenagem. Senhor.. Nao nos deixes confiados a propria cegueira e guia-nos o passo. Fim . Concluindo a nossa tarefa. no silencio das horas mortas.” Assim seja. diante de ti.. em se fazendo pequeninos. A todos os Espiritos que comparecem nas paginas de «Nos Dominios da Mediunidade» e a outros que nos ajudaram.. o nosso respeito e o nosso afeto. distribuindo em teu Nome a esperanga e a paz. Ajuda aos que se despreocupam de si mesmos.135 46 Assim seja. nao se sentem diminuidos. nao podemos esquecer os Amigos Espirituais que nos ajudaram. Acrescenta os tesouros da sabedoria nas almas que se engrandecem no amparo aos semelhantes... na qual esperamos vejam todos os companheiros simplesmente o testemunho de nosso devotamento ao Espiritismo Cristao — Sublime Edificio devido. A eles pedimos. a fim de auxiliar-nos. no rumo daqueles companheiros que se elevam.. coroando-lhes a fronte com os teus laureis de luz!. Assim sendo.. ao Excelso Espirito de Allan Kardec. sejam portadores ao Divino Senhor da comovida mensagem de gratidao de nossa alma: “Senhor Jesus! Faze-nos dignos daqueles que espalham a verdade e o amor. com toda a veneragao.. 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