Conceitos de Investimento

March 30, 2018 | Author: Julio Melo | Category: Certificate Of Deposit, Fixed Income, Investing, Risk, Interest


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ATIVOS FINANCEIROSAtivos Reais e Ativos Financeiros Ativos Reais são bens materiais. Compramos um ativo real esperando um fluxo de benefícios em troca. Por exemplo, compramos um carro esperando melhor mobilidade. Os ativos financeiros são as modalidades em que emprestamos dinheiro a alguém. São os CDB (certificado de depósito bancário), caderneta de poupança, letra de câmbio, ações e os fundos por exemplo. Ou seja, os ativos financeiros, coloquialmente, são chamados de títulos, aplicações financeiras e os papéis. Ao escolhermos qualquer um desses três, estamos esperando um fluxo de benefícios futuro. CDB por exemplo é o empréstimo de dinheiro aos bancos. Os títulos podem ser classificados de acordo com o órgão emissor, a forma de remuneração, o prazo e a correção. 1) Os títulos do órgão público são chamados de títulos públicos, que são os LFT, LTN, etc. Os de órgão privado são os CDBs, as ações, os debêntures (quando emprestamos dinheiro a uma empresa privada). Os privados são: Letra de Crédito Imobiliário – LCI (), CDB (apresenta renda fixa com prazo determinado, e pode ser prefixada ou pós-fixada), Letras de Câmbio () e debêntures. 2) Quanto a forma de remuneração, podem ser títulos de renda fixa e de renda variável. São de renda fixa aqueles que prometem devolver o valor investido mais o juros determinados. Os de renda variável são aqueles em que não há garantia de retorno, mas quando feitos a partir de estudos e observações, geralmente possuem maiores retornos. São títulos de renda fixa o CDB, CDI (certificado de depósito interbancário – índice que representa o retorno nos investimentos de renda fixa), letras de câmbio, caderneta de poupança, títulos públicos. 3) Quanto ao prazo, são determinados (sabemos o dia em que receberemos o investimento) e indeterminados. 4) Quanto a correção, são prefixados e pós-fixados. Aqueles possuem a rentabilidade conhecida no momento da compra e estes não. Risco e Retorno Quando calculamos a incerteza, em outras palavras, estamos calculando o risco associado àquele retorno. Retorno é aquilo que ganhamos quando investimos. Quanto maior o risco, maior o retorno esperado. Risco seria o grau de variação do retorno. Maior o risco, maior a variação, ou seja, podemos ganhar ou perder mais do que o esperado. Há vários tipos de riscos, como: Risco de Liquidez, Risco de Mercado, Risco de Crédito, Risco de Inflação, Risco de Taxas de Juros, Risco de Resgate Antecipado, Risco de Reinvestimento, Risco de Capital, Risco de Insuficiência. 1) Risco de Liquidez: velocidade de transformação da aplicação em dinheiro em condições normais de preço. Quanto menor a liquidez, mais difícil é de transformar a aplicação em dinheiro. 2) Risco de Mercado: tipo de risco inerente às mudanças nas condições gerais de mercado. As ações por exemplo possuem um alto risco de mercado. 3) Risco de Crédito: é inerente ao emissor do título. Ocorre quando quem emitiu não honra o pagamento. 4) Risco de Inflação: acontece quando a rentabilidade é menor do que a inflação. 5) Risco de Taxas de Juros: ligado ao investimento de renda fixa. Os preços dos títulos caem quando a taxa é alta. 6) Risco de Resgate Antecipado: No caso de mudança de juros, o emissor do título pode resgatar o título e emitir outro de acordo com os novos juros. 7) Risco de Reinvestimento: É o risco de conseguir ou não as mesmas condições de investimento ao reinvestir. 8) Risco de Insuficiência: É o risco de não atingirmos a nossa meta. Grau de Risco de Mercado, Liquidez e Crédito dos Ativos Financeiros Ao investir, devemos levar em conta vários fatores além do Grau de Risco, como a personalidade do investidor, o tempo e a utilidade marginal do dinheiro (a relevância do dinheiro a ser investimento em relação ao seu orçamento). Se queremos reunir uma quantia maior de dinheiro em curto prazo, devemos estar prontos para assumirmos riscos maiores. Deve-se lembrar que não há como escapar de riscos ao investir. Onde 0 significa que é mais prudente investimentos de muito baixo risco, e 5 é muito alto. INVESTIMENTOS DE RENDA VARIÁVEL Ações e Fundos de Investimentos Com as ações, podemos lucrar com os dividendos (participação no lucro das companhias) ou com o ganho de capital (lucro na compra e venda de ações). Blue chips são ações de empresas de alta liquidez e bom retorno. São as mais procuradas. As ações podem ser Ordinárias (dão direito a voto e participação nos lucros) e Preferenciais (não dão direito a voto, mas o acionista tem preferência ao receber os dividendos). Fundo de Investimento é uma associação de investidores que se reúnem para investir juntos. Ou seja, podemos aplicar diretamente nas ações ou em fundos de investimentos. A segunda opção ocorre no caso de não haver tempo de aplicar no mercado financeiro por mais que conheça o mercado ou por não ter conhecimento. Porém, fundos de investimentos também tem custos. DIVERSIFICAÇÃO Uma das mais importantes dicas do investimento é diversificar as aplicações. Entretanto, os custos de diversificação podem reduzir bastante a rentabilidade, pois há tributos diferentes, taxas de corretagem, etc. No caso de pouco dinheiro, vale mais a pena não diversificar. TESOURO DIRETO Tipos de investimentos: há os ativos de renda fixa (títulos públicos, CBD, debêntures) e os de renda variável (ações, imóveis). O tesouro direto é uma opção boa para investimentos de médio a longo prazo. Rentabilidade: o quanto você irá lucrar com o investimento. Liquidez: grau de facilidade em que você poderá converter o ativo em dinheiro. Agente de Custódia: intermediador que pode ou não existir. Caso seja autorizado, o agente de custódia pode negociar os títulos públicos com o seu dinheiro em seu nome. São as instituições financeiras. Tipos de títulos públicos: prefixados e pós-fixados. Prefixados: são títulos que sabemos a rentabilidade ao realizar o investimento. São a LTN (Letras do Tesouro Nacional) e NTN-F (Notas do Tesouro Nacional – Série F) LTN: são títulos de fluxo simples de pagamento. Ou seja, você receberá o valor investido + juros somente na data de vencimento. A rentabilidade mostrada só será garantida se você permanecer com o título até a data de vencimento. Caso a inflação seja maior do que a taxa de juros, não valerá a pena. Elas valem mais a pena num cenário de inflação estável, e baixa de juros. NTN-F: o pagamento do investimento é feito semestralmente através dos cupons semestrais, ou seja, por semestre você só receberá os juros. Na data de vencimento é que você recebe o valor investido + os juros. Pós-fixados: são títulos que não sabemos a rentabilidade até a data de vencimento. A rentabilidade está vinculada à inflação (IPCA) ou a taxa de juros (Selic). São a LFT (Letras Financeiras do Tesouro), NTN-B (Notas do Tesouro Nacional – Série B) e NTN-B Principal (Notas do Tesouro Nacional – Série B Principal). LFT: são títulos de fluxo simples de pagamento. Ou seja, você receberá o valor investido + juros somente na data de vencimento. A diferença é que os juros estão vinculados à Selic. Ou seja, juros altos favorecem essa aplicação. NTN-B: são títulos cujo pagamento é feito semestralmente pelos cupons semestrais de juros. O rendimento aqui são os juros definidos no momento da compra (desconsidera a Selic portanto) + a inflação acumulada no período (indexada ao IPCA). Bom quando há expectativa de aumentar a inflação. São muito voláteis e longos. NTN-B Principal: são de fluxo de pagamento simples, ou seja, o pagamento é feito somente no dia do vencimento. O rendimento aqui são os juros definidos no momento da compra (desconsidera a Selic portanto) + a inflação acumulada no período (indexada ao IPCA). Bom quando há expectativa de aumentar a inflação. O NTN-B é indicado quando precisa-se do dinheiro investido periodicamente, pois o recebimento do investimento acontece semestralmente. Já o NTN-B Principal é indicado aos investimentos de médio/longo prazo, pois aqui o não se prevê retirar o capital investido até o dia do vencimento. Regras de funcionamento do Tesouro Direito: 1 – Limites de compra; 2 – Horário de funcionamento; 3 – Recompra; 4 – Tributação; 5 – Taxas; 6 – Extratos e saldos. 1) O mínimo a ser investido é de 20% do valor do título a ser comprado, que dá aproximadamente R$100. O máximo a ser investido é de R$400 mil e o máximo a ser recebido no dia do vencimento também. 2) Em dias úteis, o funcionamento para compra e venda é das 9 da manhã até as 5 da manhã do dia seguinte. Sábados, domingos e feriados é 24h. 3) O Tesouro poderá comprar seu título de você resolver vender antes do vencimento, mas o valor pago pelo título será o valor de mercado. Ou seja, o seu rendimento poderá ser menor ou maior do que esperar o vencimento. A recompra é feita somente das quartas até as quintas, das 9 da manhã da quarta até as 5 da manhã da quinta. 4) Todas as aplicações com vencimento inferior a 30 dias estão sujeitas ao IOF (Imposto sobre Operação Financeira). O Imposto de Renda incide sobre o rendimento dos títulos, sendo cobrado no vencimento do título ou no pagamento do cupom. Quanto maior for o vencimento, menor será a taxa. Ao comprar algum título, são cobradas taxas como: Na compra, é cobrado 0,1% do valor do título; A cada semestre (no caso de cupons) ou no vencimento do título, é cobrada uma taxa de 0,3% ao ano proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título.
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