BIOQUÍMICA II 03 - Via Das Pentose Fosfato - MED RESUMOS (Arlindo Netto)

April 2, 2018 | Author: Felipe Bispo Dos Santos | Category: Biochemistry, Biomolecules, Organic Compounds, Chemistry, Metabolism


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Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008.1 FAMENE NETTO, Arlindo Ugulino. BIOQUÍMICA VIA DAS PENTOSES-FOSFATO (Profª. Maria Auxiliadora) A via das pentoses-fosfato é um dos 3 destinos que a glicose-6-fosfato pode seguir (as demais, como vimos em capítulos anteriores, são glicogênese e via glicolítica). A via das pentoses-fosfato, ou mais simplesmente via das pentoses, é uma via alternativa de oxidação de glicose-6-fosfato, que leva à produção de 3 compostos, a ribulose-5fosfato, CO2 e o NADPH. • A ribose-5-fosfato é a pentose constituinte dos nucleotídeos, que vão compor os ácidos nucleicos, e de muitas coenzimas, como o ATP, NADH, FADH2 e coenzima A. • O NADPH que atua como coenzima doadora de hidrogênio em sínteses redutoras e em reações para proteção contra compostos oxidantes. A via pentose fosfato, entretanto, não produz ATP, mas é importante por dá origem ao equivalente redutor NADPH (necessário para reduzir a glutationa) e ribose-5-fosfato (que compõe nucleotídeos e a própria molécula de ATP e ADP). Quando ela acontece em larga escala, os níveis de ácido úrico aumentam, pois aumenta-se os nucleotídeos (ribose-5-fosfato) e, consequentemente, a degradação destas purinas, o que resulta em níveis aumentados de acido úrico. FASES DA VIA PENTOSE FOSFATO Esta via está dividia em duas etapas: fase oxidativa e fase não-oxidativa. FASE OXIDATIVA Suas reações são irreversíveis. A glicose-6-P vai formar 6-fosfogluconato por meio da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, formando, logo de cara, o equivalente redutor NADPH. Esse 6fosfogluconato, por meio da enzima 6-fosfogluconato desidrogenase, vai formar rubulose-5-fosfato e mais uma molécula de NADPH. Essa molécula entra na fase não-oxidativa. FASE NÃO-OXIDATIVA Uma vez formada a ribulose-5-fosfato, são necessárias 3 moléculas delas para seguir na via. Duas de suas moléculas vão formar a xilulose-5fosfato por meio da enzima 3-epimerase. A outra ribulose, pela ação da ceto-isomerase, vai formar a ribose-5-fosfato, que pode formar DNA ou RNA, ou pode reagir com uma das xiluloses, por meio da enzima transcetolase, formando duas moléculas diferentes: gliceraldeido-3-fosfato (3C) e sedoheptulose-7-fosfato (7C), que ambas, por meio da transaldolase, podem reagir e formar frutose-6-fosfato e eritrose-4-fosfato (que se transforma em frutose-6-P ao reagir com a outra xilulose) para dar origem à glicose-6-P. 1 Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008.1 2 .  Caracteriza-se por baixos índices de NADPH  Anemia hemolítica resultante da hemólise acelerada dos eritrócitos.Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008.  Necessário para manutenção da glutationa (antioxidante) em seu estado reduzido (recebeu hidrogênio). As duas desidrogenases que participam da via convertem NADP a NADPH e vão ser inibidas competitivamente por NADPH. CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS A deficiência na enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (ponto regulatório da via das pentose fosfato) causa a carência de NADPH. a via glicolítica fica inibida e a síntese de ácidos gordos é favorecida. persiste e precipita formando os corpúsculos de Heinz. pois é facilmente fagocitável. mas que ainda está assintomática. • Mas se a relação ATP/ADP é alta. A via das pentoses é ativa quando as taxas glicémicas são altas. A NADPH é coenzima da metaemoglobina redutase acessória.  A glutationa no estado reduzido mantém a hemoglobina no estado reduzido. os radicais livres que causam o envelhecimento celular (evitando a peroxidação dos lipídios da membrana). Portanto quando a carga energética das células é alta.1 IMPORTÂNCIA DA VIA DAS PENTOSES-FOSFATO 1) Obtenção de potencial redutor: NADPH  Utilizado nos processos de biossíntese dos ácidos graxos. gerando a anemia hemolítica. Na deficiência da G6PD. aumento da permeabilidade à glicose e.  Espécies reativas de O2 (causa a peroxidação dos lipídeos das membranas): Peróxido de hidrogênio (H2O2). Desse modo. A utilização da glicose-6-fosfato pela via das pentoses ou pela glicólise vai depender das relações ATP/ADP e NADPH/NADP existentes nas células. Ela só demonstra sintomas quando associadas às seguintes drogas que aumentam a tensão oxidativa (peróxidos) que já é característica na deficiência da enzima:  Antimaláricos: eles aumentam a tensão oxidativa que já é característica da deficiência da enzima. 3 . não vai ocorrer a síntese de ácidos gordos e a relação NADPH/NADP é alta. formando um agregado protéico de Hb que se precipita na célula chamado de Corpúsculo de Heinz. sendo mais intensa em tecidos que ativam ácidos graxos ativamente. 2) Produção de pentoses: Ribose-5-fosfato  Síntese de nucleotídeos: DNA e RNA  Doador de hidrogênio e de elétrons nas reações biossintéticas.  Manter a glutationa reduzida REGULAÇÃO DA VIA DAS PENTOSES-FOSFATO A atividade da via das pentoses vai variar de acordo com tecido. Superóxidos (O:) e Hidroxilas livres (OH:). os quais predispõem a hemólise. Essas espécies reativas são neutralizadas pela glutationa reduzida. a anemia hemolítica é iniciada. • Quando a relação ATP/ADP é baixa. Sua deficiência provoca polimerização entre as pontes dissulfetos (S-S) da hemoglobina.  A deficiência da enzima é assintomática. colesterol e outros esteróides. inibindo a via das pentoses. o consumo de glicose-6-fosfato pela via das pentoses é favorecida. que serve para manter o heme com ferro na forma reduzida (Fe++). Ela só atua como antioxidante em seu estado reduzido. ou seja. intensa síntese de glicocinase. no fígado. a metemoglobina (não reduzida).  Os eritrócitos são células ricas em O2. no tecido adiposo. consumindo NADPH e eliminando a inibição das desidrogenases. Essas duas condições propiciam a síntese de ácidos graxos. a glicose vai ser degradada pela via glicolítica. superóxidos e hidroxilas livres). degradando as substancias reativas (peróxido de hidrogênio. como é o caso do fígado e do tecido adiposo. produzindo ATP. os níveis altos de insulina resultantes acarretam. que também é estimulada pela insulina.  Naftalina  Sulfametoxazol (Bactrim®)  Sulfonas  Sulfanilamina  Nitrofurantoína  Nitratos e nitritos  Fenilhidralazina  Azul de toluidina (corante no estudo radiológico das vias linfáticas). incompatível a sobrevivência do plasmódio na corrente sanguínea.1 OBS1: Na África tem-se uma grande incidência de anemia hemolítica.  Analgésicos (acetanilida)  Vitamina K forma hidrossolúvel.Arlindo Ugulino Netto – BIOQUÍMICA II MEDICINA P2 – 2008. ácido nalidíxico 4 . pois a deficiência da enzima G6PD foi uma maneira que o organismo encontrou para prevenir a malária naturalmente: pois sua carência causa uma maior tensão oxidativa.
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