Bioquímica Clínica_enzimologia Clínica II

March 29, 2018 | Author: Allan Santos | Category: Myocardial Infarction, Medical Specialties, Medicine, Anatomy, Clinical Medicine


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BIOQUÍMICA CLÍNICAENZIMOLOGIA CLÍNICA II Marcadores Bioquímicos no Infarto Agudo do Miocárdio EDUARDO MACIEL, Esp, M.Sc. BIOQUÍMICA CLÍNICA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA CORONARIANA Uma das principais causas de morte entre adultos nos países desenvolvidos Placas Ateromatosas EDUARDO MACIEL, Esp, M.Sc. BIOQUÍMICA CLÍNICA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA CORONARIANA Fatores de Risco Processo Patogenético Primário Não Modificáveis Idade, Raça, Gênero Masculino, Genética Modificáveis pelo Estilo de Vida Dieta rica em gordura saturada e colesterol; pobre em frutas, vegetais e grãos Colesterol sangüíneo alto e estresse oxidativo Obesidade Síndrome metabólica de resistência à insulina Tabagismo Estresse oxidativo Sedentarismo Perfusão pobre, perfil lipídico adverso Modificáveis por Drogas Dislipidemia Estresse oxidativo Hipertensão Estresse oxidativo, vasoconstrição Não Tradicional Lipoproteína (a) Trombogênese Homocisteína Estresse oxidativo Infecção Inflamação EDUARDO MACIEL, Esp, M.Sc. BIOQUÍMICA CLÍNICA DOENÇA ATEROSCLERÓTICA CORONARIANA Marcadores Laboratoriais de Risco Cardiovascular PERFIL LIPÍDICO - Colesterol Total (CT) - Triglicérides (TG) - HDL-colesterol (HDL-C) -LDL-colesterol (LDL-C) PROTEÍNA C REATIVA DE ALTA SENSIBILIDADE APOLIPOPROTEÍNA B E APOLIPOPROTEÍNA A-1 LIPOPROTEÍNA (a) - associada à DAC nas raças branca e amarela. Inibidor competitivo do ativador do plasminogênio tecidual inibindo a geração de plasmina e a fibrinólise. HOMOCISTEÍNA - elevações associadas à disfunção endotelial, trombose e maior gravidade da aterosclerose. EDUARDO MACIEL, Esp, M.Sc. BIOQUÍMICA CLÍNICA ATEROSCLEROSE PRINCIPAL CAUSA DA DOENÇA CARDIOVASCULA INFARTO DO MIOCÁRDIO E ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO EDUARDO MACIEL.Sc. M. Esp. . BIOQUÍMICA CLÍNICA Angina Instável IAM Bloqueio parcial das artérias coronárias na passagem de sangue. Processo de necrose do miocárdio causado pelo bloqueio de sangue nas artérias coronárias devido à uma trombose (coágulo). Esp. . Não chega a comprometer o abastecimento de nutrientes e/ou O2. EDUARDO MACIEL.Sc. M. O coração é incapaz de bombear sangue numa frequência proporcional às necessidades metabólicas dos tecidos. M.Sc. Esp.BIOQUÍMICA CLÍNICA Doença Isquêmica do Coração Insuficiência Cardíaca Congestiva Redução ou eliminação de sangue para abastecimento do miocárdio. . EDUARDO MACIEL. Esp. M. .BIOQUÍMICA CLÍNICA EDUARDO MACIEL.Sc. o que é melhor obtido quando o diagnóstico é realizado o mais precocemente possível. M. Esp. O objetivo de seu tratamento é salvar o miocárdio.Sc. . EDUARDO MACIEL.BIOQUÍMICA CLÍNICA IAM O infarto agudo do miocárdio (IAM) continua ser a emergência médica de maior causa de morbidade e mortalidade cardiovascular. .BIOQUÍMICA CLÍNICA IAM • Segundo a OMS. EDUARDO MACIEL. Esp. M. • Alteração eletrocardiográfica típica. • Elevação enzimática seriada. o diagnóstico do IAM requer pelo menos dois dos seguintes critérios: • História característica de dor precordial.Sc. M. a historia clinica não é característica ou não apresenta eletrocardiografias típicas.Sc. Esp. EDUARDO MACIEL.BIOQUÍMICA CLÍNICA IAM Em 50% dos pacientes que são admitidos em prontosocorro. . M.BIOQUÍMICA CLÍNICA O QUE É UM MARCADOR BIOQUÍMICO? Substâncias existentes no interior de células que são liberadas na circulação por ocasião da injúria celular temporária ou permanente. . Esp. EDUARDO MACIEL.Sc. M.BIOQUÍMICA CLÍNICA MARCADORES CARDÍACOS Diagnóstico: Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) Necrose irreversível do miocárdio Determinam a extensão do infarto Favorecem agilização de resultados Detectam reinfarto Monitoram a reperfusão após o uso de trombolíticos EDUARDO MACIEL.Sc. . Esp. Sc. Esp. .BIOQUÍMICA CLÍNICA MARCADORES CARDÍACOS MAIS UTILIZADOS * Transaminase Oxalacética (TGO ou AST) * Lactato Desidrogenase (LDH) * Creatino Quinase (CK ou CPK) Enzimático * Creatino Quinase fração MB (CK-MB) * Mioglobina * Troponinas cTnT Massa cTnI EDUARDO MACIEL. M. BIOQUÍMICA CLÍNICA O Marcador Ideal • Localizar-se no órgão alvo. – Como o coração é um órgão essencialmente contrátil. Esp. • Atingir precocemente a circulação sanguínea. EDUARDO MACIEL. M.Sc. . as proteínas estruturais e as enzimas requeridas para a produção de energia para a contração são potencias marcadores da injúria do miocárdio. M.Sc. Esp. Fígado e M. . esquelético Aumenta 6 a 8 horas Pico 18 a 24 horas Níveis normais 4 a 5 dias Valores excedem em 5 a 10 vezes o normal EDUARDO MACIEL.Aspartato aminotransferase (AST) BIOQUÍMICA CLÍNICA ASPARTATO AMINOTRANSFERASE (AST) Enzima catalisadora > Atividade Síntese e Degradação de aminoácidos Miocárdio. Sc.TRANSAMINASE GLUTÂMICO Aspartato aminotransferase (AST) BIOQUÍMICA CLÍNICA OXALACÉTICA (TGO ou AST) ASPARTATO AMINOTRANSFERASE (AST) Níveis elevados em: *Enfermidades Hepáticas Pulmonares do Músculo Esquelético EDUARDO MACIEL. Esp. . M. Sc.BIOQUÍMICA CLÍNICA ASPARTATO AMINOTRANSFERASE (AST) 87 a 97% dos pacientes com IAM TGO elevada após início da dor Boa sensibilidade INESPECÍFICA Valores de referência: Até 40 U/mL EDUARDO MACIEL. M. . Esp. M. baço. pulmão. pâncreas. . LD3 porém cargas LD1 e LD2 ricas no LD4 elétricas miocárdio diferentes.Sc. eritrócitos.BIOQUÍMICA CLÍNICA LACTATO DESIDROGENASE (DHL) Enzima relacionada à catálise da Oxidação Reversível do Lactato a Piruvato Existente nos tecidos: miocárdio. fígado e músculos LD1 LDH é formada por 5 isoenzimas Possuem LD2 mesmo peso molecular. LD5 IAM LD1 > LD2 EDUARDO MACIEL. Esp. linfócito. .Sc. M.BIOQUÍMICA CLÍNICA LACTATO DESIDROGENASE (DHL) Padrão de elevação sérica dos níveis de LDH Característico no IAM 24 horas após início do IAM Persiste por 10 a 14 dias EDUARDO MACIEL. Esp. Esp.Sc. . M.BIOQUÍMICA CLÍNICA LACTATO DESIDROGENASE (DHL) Relação LD1 LD2 > 0.7 Sensibilidade Diagnóstica de 99%dos casos de IAM Valores elevados em outras condições além do IAM: * Anemia Megaloblástica * Choque * Neoplasias * Hipóxia Valores de referência: Até 480 UI/mL EDUARDO MACIEL. M. Esp. .Sc.BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE (CPK ou CK) Isoenzima presente nos tecidos muscular e cerebral Impede que haja uma rápida depleção de ATP e abastece os músculos com fosfato de alta energia Existe como três enzimas diméricas CK-MM (CK-3) Enzima apenas associada à mitocôndria CK-MB (CK-2) CK-BB (CK-1) EDUARDO MACIEL. BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE (CPK ou CK) CK-BB (CK-1) no tecido cerebral (raramente presente no sangue) CK-MB (CK-2) forma híbrida. Esp. M. .Sc. predominante no miocárdio CK-MM (CK-3) músculo esquelético Encontradas no citossol ou associadas à estruturas miofibrilares EDUARDO MACIEL. BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE (CPK ou CK) Precoce na indicação de lesões dos músculos esquelético e cardíaco Representa a atividade de suas isoenzimas na totalidade Concentração plasmática Eleva-se 4 a 8 horas Ferramenta biológica Picos 12 a 24 horas diagnóstico IAM Desvantagem Músculo esquelético e músculo cardíaco Normal em 3 a 4 dias EDUARDO MACIEL. Esp. .Sc. M. Sc. . M.BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE (CPK ou CK) .. Além do IAM Distrofia Muscular Progressiva Miopatia Alcóolica Infarto Pulmonar Reações Psicóticas Agudas Valor de Referência: * Para mulheres: até 170-175 ng/ml * Para homens: até 180 ng/ml EDUARDO MACIEL. Esp.. Sc. M. Esp. . esquelético Dosagem de CK-MB: * Verificação da extensão do IAM e avaliação do prognóstico CK-MB Especificidade para doenças do miocárdio Especificidade quando há lesões no miocárdio E no m. esquelético EDUARDO MACIEL.BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE FRAÇÃO MB (CK-MB) Doenças Coronarianas CK-MB : 20% da CK total no tecido cardíaco CK: zero a 3% no m. BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE FRAÇÃO MB (CK-MB) ÍNDICE RELATIVO (CK-MB INDEX) = 100% x CK-MB CK Total < 4% Músculo esquelético >4% < 25% Músculo cardíaco > 25% Macro-CK EDUARDO MACIEL. M. Esp. Fonte:Bioquímica clínica-Um texto Ilustrado em cores .Sc. BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE FRAÇÃO MB (CK-MB) Eleva-se 4 a 8 horas Pico máximo 12 a 24 horas Normal 48 a 72 horas EDUARDO MACIEL.Sc. M. . Esp. BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE FRAÇÃO MB (CK-MB) . Esp. . M.Sc..CK-MB eleva-se também Outras desordens coronarianas Especificidade EDUARDO MACIEL.. Análise CK-MB sérico BIOQUÍMICA CLÍNICA CK-MB Enzimático: Enzima Substrato Complexo EnzimaSubstrato Método Colorimétrico CK-MB Massa: AcMo CK-MB resultados mais confiáveis melhor sensibilidade analítica Complexo “antígenoanticorpo” Método Imunométrico Detecta enzimas EDUARDO MACIEL.Sc. M. Esp. ativas e inativas . Sc.1 ng/ml EDUARDO MACIEL. M.CK-MB BIOQUÍMICA CLÍNICA CREATINO FOSFOQUINASE FRAÇÃO MB (CK-MB) Vantagem CK-MB Massa X CK-MB Enzimático: * Teste de Massa detecta lesões no miocárdio 1 a 2 horas antes que a CK-MB Enzimático Desvantagem CK-MB Massa: * Ocorre aumento após danos em outros tecidos não cardíacos (músculo liso e músculo esquelético) Falso positivo Valor de Referência: * CK-MB Enzimático: até 25 UI à 37°C * CK-MB Massa: até 5. . Esp. associado à neoplasias EDUARDO MACIEL.MACRO-CK BIOQUÍMICA CLÍNICA São duas enzimas macromoleculares MACRO-CK1 complexo de CK-BB ou CK-MM ligado à IgA ou IgG MACRO-CK2 complexo de origem mitocondrial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 66(3). M. Esp. 143.1996 .Sc. Sc. Esp.BIOQUÍMICA CLÍNICA Por quer a MACRO-CK pode dar resultado falso-positivo? DOSAGEM DE CK-MB AcMo Anti fração M do dímero CK inibe não inibe Isoenzima MM e subunidade M da CK-MB MACRO-CKBB (CK-BB atípica ligada a IgG) Quantificadas a 37°C Não é inibida nem a 45 °C por MACIEL. 20EDUARDO minutos . M. M. CK-MB =40 UI Macro-BB M B + Macro BB CK-MB real : 70-40 = 30UI EDUARDO MACIEL. Esp. .Sc.CK CK M Anti-M M Anti-M M Macro CK B B BIOQUÍMICA B CLÍNICA Anti-M Anti-M Anti-M Anti-M CK-MB = 70 UI 45°C/20min. Sc. . Esp. M.MIOGLOBINA MIOGLOBINA BIOQUÍMICA CLÍNICA Teste não enzimático para o IAM MIOGLOBINA hemeproteína de ligação do O2 presente nos músculos esquelético e cardíaco 2% da proteína total do músculo presente no citoplasma Lesões celulares durante o IAM Liberam Mioglobina no sangue EDUARDO MACIEL. M.7 KDa Rápida cinética Um dos primeiros marcadores séricos de IAM Elevação 2 horas detectar reinfarto Normal 24a 36 horas Pico 5 a 12 horas Os rins a eliminam rapidamente EDUARDO MACIEL.BIOQUÍMICA CLÍNICA MIOGLOBINA Peso Molecular : 17. . Esp.Sc. BIOQUÍMICA CLÍNICA MIOGLOBINA Pode estar elevada em outras situações: * Lesão muscular esquelética * Atrofia Muscular Progressiva * Insuficiência Renal Grave * Uso de cocaína Valor de Referência: * Até 70 ng/ml EDUARDO MACIEL. M.Sc. Esp. . . Esp.Sc.TROPONINA BIOQUÍMICA CLÍNICA Proteínas que atuam na regulação da contração do músculo estriado + Ca2+ intracelular Actina (filamento fino) Miosina (filamento grosso) 3 tipos distintos : TROPONINA I Subunidade inibidora de Actina TROPONINA C Subunidade ligada ao Ca2+ e reguladora da contração TROPONINA T Subunidade ligada à miosina EDUARDO MACIEL. M. .Sc. Esp. M.BIOQUÍMICA CLÍNICA TROPONINA TROPONINA I Possui 3 isoformas: 2 músculo esquelético 1 músculo cardíaco Isoformas mais utilizadas no diagnóstico de IAM são: TROPONINA T cTnT TROPONINA I cTnI EDUARDO MACIEL. Esp. M.Sc. .BIOQUÍMICA CLÍNICA TROPONINA cTnT cTnI Marcadores precoces do IAM 4 a 7 horas São liberadas praticamente ao mesmo tempo que a CK-MB Picos 12 a 18 horas Normalização 10 a 12 dias EDUARDO MACIEL. Esp.Sc.BIOQUÍMICA CLÍNICA TROPONINA Vantagem das Troponinas em relação à CK-MB: maior especificidade para lesão do miocárdio CK-MB é encontrada em tecidos não cardíacos permitem detectar pequenas lesões miocárdicas Pequenas lesões miocárdicas não são detectadas na mensuração de CK-MB EDUARDO MACIEL. M. . Sc. . Esp.BIOQUÍMICA CLÍNICA TROPONINA cTnT *Não possui especificidade total para o miocárdio cTnI *Confinada ao miocárdio *Não se eleva em pacientes com Insuficiência Renal Valor de Referência: * Até 1. M.0 ng/ml EDUARDO MACIEL. .BIOQUÍMICA CLÍNICA Quadro comparativo da vida média dos marcadores de IAM Início Pico Normalização Mioglobina 1 a 3 horas 6 a 9 horas 24 horas Troponina T 2 a 4 horas 12 horas 7 a 10 dias Troponina I 4 a 6 horas 12 horas 7 a 10 dias CK-MB 3 a 5 horas 24 horas 2 a 4 dias CK-T 4 a 8 horas 12 a 24 horas 3 a 4 dias EDUARDO MACIEL. M.Sc. Esp. Sc. M. . Esp.BIOQUÍMICA CLÍNICA DISCUSSÃO DE CASOS CLÍNICOS EDUARDO MACIEL. 030 ng/mL CK massa: 1.010 ng/mL Troponina T: 0. . M.000 ng/mL Troponina T: 0. Esp.100 – 4.BIOQUÍMICA CLÍNICA Caso 1: Valores de Referência: Troponina T: < 0.40 ng/mL CKmassa: 0.40 ng/mL CK Total: 80 U/L CK Total: 100 U/L CK-MB: 10 U/L CK-MB: 27 U/L EDUARDO MACIEL.40 ng/mL CK massa: 2.94 ng/mL CK Total: 80 U/L CK Total: 30 – 170 U/L CK-MB: 45 U/L CK-MB: 0 – 24 U/L Repetição: 38 U/L Caso 2: Caso 3: Troponina T: 1.000 – 0.020 ng/mL CK massa: 0.Sc. Laboratório de Análises Clínicas Estudo Científico BIOQUÍMICA CLÍNICA Pesquisa MEDICINA DIAGNÓSTICA DE PONTA EDUARDO MACIEL. M. Esp. .Sc.
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